Sobre esta música
Sobre esta música
Esta música pertence à coleção de Miqueias. Uma gravação está disponível para ouvir aqui, com a letra completa abaixo.
- Coleção
- Miqueias
[Abertura Fria]
Ouvi, chefes de Jacó,
não deveis conhecer justiça?
Odeiam o bem, amam o mal,
e chamam governo à cobiça.
[Acusação]
Tratam o povo como carne de banquete,
consomem o trabalho e apertam o grilhão.
Depois clamam ao céu quando chega o terror,
mas o céu se cala diante da opressão.
[Resposta]
Não há paz por pagamento,
nem verdade por porção.
A boca alimentada vende bênção;
a boca sem pão recebe guerra em decisão.
[Refrão]
Os chefes de Jacó entortaram o que era reto,
a justiça foi vendida, a piedade ficou longe.
Sacerdotes ensinam por salário e favor,
profetas por dinheiro, juízes pelo melhor valor.
Os chefes de Jacó escureceram a nação,
mas o Espírito dá força à verdadeira acusação.
[Verso II]
A noite cai sobre o vidente, já não há revelação,
o sol se põe mais cedo sobre falsa adivinhação.
Cobrem os lábios, a vergonha fica em pé,
nenhuma resposta santa se compra por interesse ou fé.
[Declaração]
Miqueias está cheio de poder para falar
o pecado que a corte não ousou pronunciar.
Não trovão por vaidade, nem fúria por mostrar,
mas justiça e coragem para o pacto confrontar.
[Ponte]
Sião foi edificada com sangue na pedra,
Jerusalém levantada sobre pobreza e guerra.
Encostam-se no templo e repetem sem temor:
“Nenhum mal nos alcança, aqui vive o SENHOR.”
[Refrão Final]
Os chefes de Jacó entortaram o que era reto,
a justiça foi vendida, a piedade ficou longe.
Por causa de suas mãos Sião será um campo arado,
Jerusalém, montões; seu orgulho, derrubado.
O monte do santuário se fará mata e sertão,
e a voz comprada morre sem qualquer revelação.
[Final]
Um arado sobre a cidade,
um bosque onde estava o altar.
Citados nesta cançãoMiqueiasSiãoJerusalém
Sobre a passagem
Miqueias 3: Quando a justiça e a profecia têm preço
Miqueias se volta diretamente contra as instituições que deveriam tornar confiável a vida pública. Os governantes que deveriam conhecer a justiça são retratados como açougueiros que despedaçam o povo que deveriam governar. Os profetas fazem paz ou guerra conforme o que chega à sua boca, enquanto Miqueias define sua própria comissão pelo poder dado pelo Espírito para nomear a transgressão. A acusação final se amplia a governantes, sacerdotes e profetas juntos: o juízo tem preço, o ensino tem honorário, a adivinhação tem pagamento, e ainda assim a cidade continua apoiando-se no SENHOR como se a presença divina garantisse imunidade. O Livro de Miqueias recusa essa confiança. Sião edificada com sangue é ameaçada de se tornar campo arado, Jerusalém de se tornar montões, e o monte do templo de voltar a ser altura agreste. A localização sagrada não cancela a prática corrupta.
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