Letras · Nahum
Ai da Cidade Sanguinária
Nahum 3:1-19
[Litania da Cidade]
Ai da cidade sanguinária,
cheia de mentira, roubo e clamor.
Chicote, roda, cavalo e carro,
montões de mortos atrás do invasor.
[Verso I]
A beleza virou feitiçaria política,
nações foram vendidas pelo poder imperial.
Por isso a vergonha fica descoberta,
e máscara nenhuma esconde o final.
[Refrão]
Ai da cidade sanguinária,
sua ferida não tem cura nem perdão humano.
Todos os que ouvem batem as mãos,
pois seu mal alcançou o mundo ano após ano.
Ai da cidade sanguinária,
nenhuma fortaleza é imortal.
O aplauso não ama a destruição;
celebra o fim do dano universal.
[Comparação]
És melhor que Nô cercada de águas,
com rios servindo de defesa natural?
Também foi levada ao cativeiro;
nenhum aliado impediu o final.
[Verso II]
Teus fortes serão figueiras maduras,
caem ao sacudir na boca do comedor.
Tuas tropas fraquejam diante do cerco,
as portas se abrem ao fogo destruidor.
[Ponte]
Multiplica mercadores como estrelas,
escribas, capitães e guarda real.
Como gafanhotos voam com o calor,
e deixam o campo vazio no final.
[Refrão Final]
Ai da cidade sanguinária,
sua ferida não tem cura nem solução.
Os pastores dormem, o povo se dispersa,
não há quem reúna a nação.
A crueldade não produz eternidade;
quem semeou terror colhe libertação.
[Final]
Não houve remédio para um império
que fez da ferida sua lei.

