[Intro - entrada em cinco tempos]
Pelas estradas do Ponto, sob a chuva da Bitínia,
os dispersos ouvem seus nomes na graça.
A paz atravessa a distância.
[Verse 1 - grave e próximo]
O Pai conheceu; o Espírito santificou;
o sangue de Jesus marcou a obediência.
A misericórdia abriu um nascer que a sepultura não fecha:
uma esperança viva surgiu com Cristo ressuscitado,
uma herança que o tempo não pode tocar.
[Refrain - três notas longas]
Guardados pelo poder de Deus,
aflitos por um pouco, luminosos além da vista,
amamos Aquele que ainda não vimos.
[Verse 2 - pulso interno mais rápido]
O fogo pergunta à fé o que o ouro não responde.
Profetas se inclinaram sobre a graça prometida;
o Espírito traçou sofrimento e depois glória,
e anjos desejaram olhar a notícia anunciada.
Reúnam, pois, os pensamentos; sejam sóbrios.
[Bridge - apenas piano]
Quem chamou é santo,que a conduta responda.
O Pai julga cada obra sem parcialidade.
Nem prata nos comprou, nem ouro nos libertou.
O Cordeiro sem mancha derramou sangue precioso.
A verdade purifica o coração para amor fervoroso;
irmão alcança irmão sem fingimento.
[Refrain - transformado]
Nascidos de semente incorruptível,
a erva cai, sua flor se desprende,
mas a palavra viva permanece.
[Outro - em uníssono]
A distância terminará.
A palavra, não.
1 Pedro 1: Uma herança que o exílio não pode corromper
O primeiro capítulo se recusa a escolher entre o peso presente e a esperança futura. Pedro chama estrangeiros dispersos de eleitos e então fundamenta a identidade deles na presciência do Pai, na obra santificadora do Espírito e em Jesus Cristo. O novo nascimento se abre para uma esperança viva e para uma herança protegida da deterioração, enquanto os próprios herdeiros são guardados pela fé. As provações examinam algo mais precioso do que o ouro perecível, e o amor se dirige a um Cristo ainda não visto. Os profetas buscaram a graça agora anunciada, e os anjos desejam olhar para ela. Dali o capítulo se volta à conduta: mentes preparadas, sobriedade, santidade, reverência e uma redenção cujo preço não é prata nem ouro, mas o sangue de Cristo. Ele se encerra onde o novo nascimento se torna visível, num amor fervoroso enraizado numa palavra que sobrevive à glória humana.