Personagens da Bíblia

Jesus

Quatro relatos, uma vida, e a única figura deste catálogo em torno da qual todas as outras se organizam.

Jesus nasce em Belém no reinado de Herodes e cresce numa cidade da qual ninguém esperava nada. Começa publicamente por volta dos trinta, batizado pelo primo no Jordão, e passa cerca de três anos ensinando na Galileia e na Judeia, curando, comendo com as pessoas erradas, e discutindo com os que melhor guardavam a lei. É preso de noite, julgado duas vezes, executado numa cruz romana fora da cidade, e sepultado num túmulo emprestado. Ao terceiro dia o túmulo está vazio e os relatos não concordam quanto à ordem da manhã, que é parte do motivo de se lerem como testemunho.

Onde apareceMateus 1 a 28 · Marcos 1 a 16 · Lucas 1 a 24 · João 1 a 21

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Jesus

Os movimentos, na ordem em que o texto os dá.

O relato de Jesus

  1. 01

    Lucas 2:1-20

    Envolto e deitado numa manjedoura

    Um censo, uma cidade cheia de viajantes, e um primeiro anúncio feito a trabalhadores do turno da noite numa encosta. O sinal que recebem não é glória, mas panos e um cocho.

    O sinal é uma manjedoura. Não a luz que envolve os pastores, nem a multidão no céu, mas uma criança enrolada em panos, deitada onde os animais comem. O Evangelho de Lucas menciona a manjedoura três vezes: no nascimento, no anúncio e no encontro. Essa repetição sustenta a passagem inteira. O anjo fornece os títulos, Salvador, Cristo, Senhor; a manjedoura fornece o endereço. Uma coisa não anula a outra. A afirmação extraordinária está ligada a esta criança concreta, de aparência tão comum, e não a algum espetáculo grandioso em outro lugar. Até os panos importam: Maria está cuidando do filho, não expondo um símbolo. Aquele que é proclamado Senhor está sendo enrolado pelas mãos da mãe.

    O decreto inicial alcança o mundo inteiro; o anúncio promete alegria a todo o povo. Entre esses horizontes amplos estão uma família que viaja por causa de um recenseamento e pastores trabalhando à noite. O Evangelho de Lucas não retira Jesus da história pública, mas também não deixa o decreto imperial ocupar o lugar de acontecimento mais importante. Belém é identificada como a cidade de Davi antes que o anjo repita essa identificação. A criança pertence à linhagem real da promessa, mas nenhuma corte recebe o anúncio nesta passagem. Também não aparecem o conhecido estalajadeiro, uma porta batida ou uma chegada desesperada durante o trabalho de parto. O texto diz que o nascimento aconteceu enquanto estavam ali. Os detalhes registrados já têm força suficiente sem um elenco acrescentado ao redor.

    Os pastores passam de ouvir a ver, e de ver a falar. Seu relato trata do que lhes foi dito sobre a criança, não apenas da luz extraordinária que presenciaram. Maria responde de outra forma: guarda essas coisas e as considera no coração. O testemunho público e a atenção demorada aparecem lado a lado, sem que um seja inferior ao outro. Por fim, os pastores voltam ao lugar de onde vieram, ainda pastores, louvando a Deus porque o que encontraram correspondeu ao que ouviram. O Evangelho de João expressará a encarnação como o Verbo feito carne (João 1:14). Aqui, seu peso recai sobre um pano, as mãos de uma mãe e uma manjedoura. Os títulos são imensos. A criança é real.

    Versículo por versículo

    1. 2:1

      O grego apographo, recensear-se no texto, indica aqui registro em lista oficial; a passagem não descreve José entregando dinheiro para pagar um imposto.

    2. 2:4

      Belém é identificada por Davi e pela linhagem de José. A formulação situa o nascimento dentro da promessa real anunciada em Lucas 1:32-33.

    3. 2:11

      Cristo é um título que significa o ungido, não um sobrenome. O anjo o une a Salvador e Senhor.

    4. 2:12

      O sinal repete os detalhes físicos do versículo 7, e os pastores encontram esses mesmos detalhes no versículo 16.

    5. 2:19

      O verbo grego symballo, traduzido por meditando, transmite a ideia de reunir ou considerar as coisas. Lucas 2:51 volta a descrever Maria guardando as palavras no coração.

    Lucas 2:1-20

    Bíblia Portuguesa Mundial · 20 versículos

    2:1Naqueles dias, saiu um decreto da parte de César Augusto para que todo o mundo fosse recenseado.

    2:2Este foi o primeiro recenseamento feito quando Quirino era governador da Síria.

    2:3Todos iam recensear-se, cada um à sua própria cidade.

    2:4José também subiu da Galileia, da cidade de Nazaré, para a Judeia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi,

    2:5a fim de recensear-se com Maria, que estava prometida em casamento a ele e estava grávida.

    2:6Enquanto estavam lá, chegou o dia de ela dar à luz.

    2:7Ela deu à luz o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas de pano e o deitou em uma manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.

    2:8Havia pastores na mesma região, que permaneciam no campo e vigiavam o seu rebanho durante a noite.

    2:9Eis que um anjo do Senhor apareceu a eles, e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, e ficaram aterrorizados.

    2:10O anjo lhes disse: “Não tenham medo, pois eis que lhes trago uma boa notícia de grande alegria, que será para todo o povo.

    2:11Pois hoje lhes nasceu, na cidade de Davi, um Salvador, que é Cristo o Senhor.

    2:12Este será o sinal para vocês: encontrarão um bebê envolto em faixas de pano, deitado em uma manjedoura.”

    2:13De repente, apareceu com o anjo uma multidão do exército celestial, louvando a Deus e dizendo:

    2:14“Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra, boa vontade para com os homens.”

    2:15Quando os anjos se afastaram deles em direção ao céu, os pastores disseram uns aos outros: “Vamos agora a Belém e vejamos isso que aconteceu, o que o Senhor nos deu a conhecer.”

    2:16Eles foram apressadamente e encontraram Maria e José, e o bebê deitado na manjedoura.

    2:17Quando o viram, contaram a todos o que lhes havia sido dito a respeito daquele menino.

    2:18Todos os que ouviram ficaram admirados com o que os pastores lhes contaram.

    2:19Mas Maria guardava todas essas palavras, meditando nelas em seu coração.

    2:20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por todas as coisas que tinham ouvido e visto, exatamente como lhes havia sido dito.

    Lucas 2:1-20: Envolto e deitado numa manjedoura
  2. 02

    Mateus 3:13-4:11

    O Jordão e o deserto

    É batizado por um homem que diz que ele é que deveria ser batizado por ele, e uma voz o chama amado antes de ele ter feito algo público. Depois quarenta dias, três ofertas, e três respostas tiradas do Deuteronômio.

    O céu já declarou a identidade que o deserto vai pôr à prova. No Jordão, Jesus é o Filho amado; no deserto, o tentador insiste para que ele aja como se sua condição de Filho precisasse ser demonstrada sob encomenda. A ordem importa. A aprovação do Pai não chega como prêmio por ter resistido às tentações. Ela vem antes. A descida do Espírito também não conduz diretamente a um triunfo público. O mesmo Espírito leva Jesus ao deserto. O Evangelho de Mateus coloca aprovação divina e provação real lado a lado, sem sugerir que uma tenha tornado a outra impossível.

    A objeção de João impede que esse batismo seja lido como uma confissão comum de faltas pessoais. Outros entraram na água confessando seus pecados; Jesus apresenta outra explicação: cumprir toda a justiça. Ele se submete ao caminho determinado pelo Pai e se coloca entre as pessoas que João vinha preparando. A voz do céu reúne a filiação real e a linguagem do prazer de Deus em seu servo, com ecos de Salmo 2:7 e Isaías 42:1. A cena então entra em terreno marcado pela história de Israel. Israel foi chamado filho de Deus em Êxodo 4:22, e o Evangelho de Mateus já aplicou a Jesus o chamado para sair do Egito (2:15). Agora vêm deserto, fome, provação e palavras de Deuteronômio. Não são semelhanças decorativas. Jesus responde exatamente nos pontos em que a experiência de Israel havia exposto dependência, presunção e adoração dividida. A fome é real; a obediência não é encenação.

    O tentador também sabe citar a Escritura. O Salmo 91 vira um convite para fabricar um perigo e exigir resgate. Jesus não responde descartando o salmo, mas recusando colocar uma promessa contra o mandamento de Deus. Confiança não é um instrumento para obrigar Deus a agir. A oferta final deixa o acordo sem disfarce: reinos em troca de adoração. O preço não é pequeno só porque o gesto seria breve. No fim deste Evangelho, Jesus receberá autoridade sobre céu e terra (28:18), mas não de quem faz essa oferta. O detalhe final tem uma precisão admirável. Os anjos de fato vêm e o servem, depois que ele se recusa a forçar um resgate angelical. O sustento é recebido, não arrancado. Hebreus 4:15 preservará os dois lados do acontecimento: ele foi realmente tentado e permaneceu sem pecado. O deserto não corrige a declaração do céu. Mostra como é a obediência do Filho.

    Versículo por versículo

    1. 3:15

      Suffer significa permitir nesta frase. Jesus apresenta o cumprimento de toda a justiça, não a confissão de pecado, como razão para esse batismo.

    2. 3:17

      A declaração evoca o filho de Salmo 2:7 e o servo em quem Deus se agrada em Isaías 42:1; essa última passagem também menciona o Espírito de Deus.

    3. 4:1

      O Espírito conduz; o diabo tenta. A passagem distingue os agentes, em vez de tratar a direção divina como incentivo ao pecado.

    4. 4:2

      Quarenta dias e quarenta noites também marca o jejum de Moisés em Êxodo 34:28. Deuteronômio 8:2 recorda expressamente os quarenta anos de provação de Israel.

    5. 4:6

      A promessa citada vem de Salmo 91:11-12. Jesus responde com Deuteronômio 6:16, que recorda Israel colocando Deus à prova em Massá.

    6. 4:11

      Os anjos servem depois da tentação. O texto não descreve Jesus obrigando sua chegada por meio do salto proposto.

    Mateus 3:13-4:11

    Bíblia Portuguesa Mundial · 16 versículos

    3:13Então Jesus veio da Galileia ao Jordão até João, para ser batizado por ele.

    3:14Mas João tentou impedi-lo, dizendo: “Eu preciso ser batizado por você, e você vem a mim?”

    3:15Mas Jesus lhe respondeu: “Deixe assim por enquanto, pois é desta maneira que convém cumprirmos toda a justiça.” Então João consentiu.

    3:16Jesus, quando foi batizado, subiu logo da água; e eis que os céus se abriram para ele. Ele viu o Espírito de Deus descendo como uma pomba e vindo sobre ele.

    3:17Eis que uma voz dos céus disse: “Este é o meu Filho amado, em quem muito me agrado.”

    4:1Então Jesus foi levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo.

    4:2Depois de jejuar quarenta dias e quarenta noites, ele teve fome.

    4:3O tentador aproximou-se e lhe disse: “Se você é o Filho de Deus, mande que estas pedras se transformem em pão.”

    4:4Mas ele respondeu: “Está escrito: ‘Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus.’”

    4:5Então o diabo o levou à cidade santa. Ele o colocou sobre o pináculo do templo,

    4:6e lhe disse: “Se você é o Filho de Deus, jogue-se daqui para baixo, pois está escrito: ‘Aos seus anjos ele dará ordens a seu respeito’, e, ‘Eles o sustentarão nas mãos, para que você não tropece em alguma pedra.’”

    4:7Jesus lhe disse: “Também está escrito: ‘Não ponha à prova o Senhor, o seu Deus.’”

    4:8Novamente, o diabo o levou a um monte altíssimo e lhe mostrou todos os reinos do mundo e a glória deles.

    4:9E lhe disse: “Tudo isso lhe darei, se você se prostrar e me adorar.”

    4:10Então Jesus lhe disse: “Para trás de mim, Satanás! Pois está escrito: ‘Adore ao Senhor, o seu Deus, e sirva somente a ele.’”

    4:11Então o diabo o deixou, e eis que anjos vieram e o serviram.

    Mateus 3:13-4:11: O Jordão e o deserto
  3. 03

    Mateus 5:1-7:29

    O sermão do monte

    Bem-aventuranças sobre a gente que ninguém parabeniza, depois uma elevação do padrão da conduta para o motivo, e um fim sobre dois construtores. As multidões se admiram porque ele ensina como quem tem autoridade.

    A primeira palavra é Bem-aventurados, mas seus destinatários não parecem uma lista óbvia de vencedores. Choram, têm fome de justiça, promovem a paz e sofrem perseguição. Jesus primeiro declara o lugar deles no reino e depois descreve a vida que pertence a esse reino. Não é uma coleção de frases agradáveis separadas de quem as pronuncia. Repetidamente, o centro é o próprio Jesus: perseguição por sua causa, sua interpretação da lei, seu veredito no julgamento, estas suas palavras. O monte lembra o cenário da instrução de Moisés, mas Jesus não apenas repete uma lei recebida em outro lugar. Ele fala com uma autoridade que se torna o espanto final da multidão. Ao mesmo tempo, a lei e os profetas emolduram o ensino, aparecendo em 5:17 e novamente em 7:12. O propósito declarado é cumprimento, não descarte. A ira e o desejo cobiçoso expõem as raízes do homicídio e do adultério; a reconciliação pode interromper uma oferta já levada ao altar. Uma permissão formal ou um juramento cuidadosamente formulado não tornam inteira uma vida dividida. Quando o ensino chega ao amor aos inimigos, a medida é a generosidade do Pai: seu sol e sua chuva não ficam reservados aos bem-comportados. A justiça descrita aqui vai muito além de evitar uma acusação criminal.

    Parece haver um choque entre a lâmpada que deve brilhar diante dos outros e a esmola que não deve ser dada para ser vista. A distinção não estabelece uma regra absoluta entre o público e o privado. A questão é quem recebe a glória. Em 5:16, o bem visível dirige a atenção ao Pai; em 6:1, o ato virou uma apresentação em benefício do doador. Dar, orar e jejuar recebem o mesmo veredito sem sentimentalismo quando o objetivo é aplauso: já receberam sua recompensa. O pagamento desejado chegou. A oração ensinada por Jesus segue na direção contrária. O nome, o reino e a vontade de Deus vêm primeiro; pão, perdão e livramento vêm depois. Seus pedidos são comunitários, não um inventário solitário de desejos. O perdão também não é um enfeite: Jesus volta imediatamente a ele e afirma sua seriedade nos dois sentidos. A mesma exigência de inteireza governa o tesouro, o olho e os dois senhores. Riqueza não é apenas algo a possuir; as riquezas aparecem como um rival que exige serviço. As aves e os lírios respondem à ansiedade sem fingir que comida e roupa sejam necessidades imaginárias. O Pai conhece essas necessidades. O argumento trata de a quem a vida serve e em quem confia, não de o corpo precisar ou não de pão.

    A trave e o cisco trazem o humor visual mais incisivo do ensino. Um homem com madeira no olho se oferece para um trabalho delicado na visão alheia. Jesus não elimina o discernimento: o mesmo capítulo exige reconhecer falsos profetas por seus frutos. Ele expõe um julgamento que dispensa o próprio juiz de exame. Os contrastes restantes ficam cada vez menos confortáveis: duas portas, dois tipos de fruto, palavras religiosas impressionantes sem obediência e duas casas diante da mesma tempestade. Repetir Senhor, Senhor não substitui fazer a vontade do Pai. Nem mesmo alegações extraordinárias de ministério encerram a questão. Por fim, os dois construtores ouviram Jesus; a diferença é se ouvir se tornou fazer. A casa firme não recebe um tempo melhor. Seu alicerce aguenta. O espanto final, portanto, vai além da eloquência. Jesus apresentou suas próprias palavras como o chão decisivo sobre o qual uma vida humana permanece ou desaba.

    Versículo por versículo

    1. 5:5

      A promessa aos mansos retoma de perto Salmo 37:11. Nesse salmo, receber a terra contrasta com a violência aparentemente bem-sucedida dos perversos.

    2. 5:32

      A exceção usa o grego porneia, imoralidade sexual. Intérpretes cristãos divergem sobre seu alcance exato e suas consequências para divórcio e novo casamento.

    3. 5:48

      Perfeito traduz teleios, com a ideia de completude ou maturidade. Seu contexto imediato é o amor que alcança até os inimigos, conforme a generosidade do Pai.

    4. 6:7

      As vãs repetições são explicadas pela crença de que falar muito garante ser ouvido. Mateus 26:44 registra depois Jesus repetindo as mesmas palavras em oração; a repetição em si não esgota a questão.

    5. 6:25

      A ordem não andem ansiosos trata aqui da ansiedade, como indica o grego merimnao. Não manda parar de pensar nem abandonar o preparo prudente.

    6. 7:1-5

      A instrução termina com a possibilidade de enxergar claramente para ajudar outra pessoa. O alvo é o julgamento hipócrita, não a eliminação do discernimento moral.

    Mateus 5:1-7:29: O sermão do monte

    Mateus 5:1-7:29

    Bíblia Portuguesa Mundial · 111 versículos

    5:1Vendo as multidões, ele subiu ao monte. Quando se assentou, seus discípulos aproximaram-se dele.

    5:2Ele abriu a sua boca e os ensinava, dizendo:

    5:3“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus.

    5:4Bem-aventurados os que choram, pois eles serão consolados.

    5:5Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a terra.

    5:6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles serão saciados.

    5:7Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles alcançarão misericórdia.

    5:8Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus.

    5:9Bem-aventurados os pacificadores, pois eles serão chamados filhos de Deus.

    5:10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos Céus.

    5:11“Bem-aventurados vocês quando as pessoas os insultarem, os perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês por minha causa.

    5:12Alegrem-se e exultem, pois grande é a sua recompensa nos céus. Pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.

    5:13“Vocês são o sal da terra; mas se o sal perder o seu sabor, com que se salgará? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.

    5:14“Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.

    5:15Nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto de medida, mas no velador; e assim ela ilumina todos os que estão na casa.

    5:16Da mesma forma, deixem a luz de vocês brilhar diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.

    5:17“Não pensem que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim para destruir, mas para cumprir.

    5:18Pois, em verdade lhes digo: até que os céus e a terra passem, nem a menor letra ou um pequeno traço jamais passará da Lei, até que todas as coisas se cumpram.

    5:19Portanto, qualquer que quebrar um destes menores mandamentos e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus; mas aquele que os praticar e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.

    5:20Pois eu lhes digo que, a não ser que a justiça de vocês exceda a dos escribas e fariseus, de modo nenhum vocês entrarão no Reino dos Céus.

    5:21“Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás’; e ‘Quem matar estará sujeito a julgamento.’

    5:22Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão sem motivo estará sujeito a julgamento. Quem disser a seu irmão: ‘Raca!’ estará sujeito ao tribunal. E quem disser: ‘Seu tolo!’ estará sujeito ao fogo da Geena.

    5:23“Portanto, se você estiver oferecendo a sua oferta no altar, e ali se lembrar de que seu irmão tem alguma coisa contra você,

    5:24deixe a sua oferta ali diante do altar, vá e reconcilie-se primeiro com seu irmão; então volte e ofereça a sua oferta.

    5:25Entre em acordo com o seu adversário depressa, enquanto você está com ele a caminho; para que não aconteça que o acusador o entregue ao juiz, e o juiz o entregue ao guarda, e você seja lançado na prisão.

    5:26Em verdade lhe digo: de modo nenhum você sairá dali enquanto não pagar o último centavo.

    5:27“Vocês ouviram o que foi dito, ‘Não adulterarás’;

    5:28mas eu lhes digo que qualquer que olhar para uma mulher para cobiçá-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.

    5:29Se o seu olho direito o faz tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é mais proveitoso para você que um dos seus membros pereça do que o seu corpo inteiro ser lançado na Geena.

    5:30Se a sua mão direita o faz tropeçar, corte-a e jogue-a fora. Pois é mais proveitoso para você que um dos seus membros pereça do que o seu corpo inteiro ser lançado na Geena.

    5:31“Também foi dito: ‘Aquele que repudiar a sua mulher, dê-lhe uma carta de divórcio’;

    5:32mas eu lhes digo que qualquer que repudiar a sua mulher, exceto por causa de imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera; e qualquer que se casar com a repudiada comete adultério.

    5:33“Vocês também ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não farás falsos juramentos, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos’;

    5:34mas eu lhes digo: não jurem de forma alguma; nem pelo céu, pois é o trono de Deus;

    5:35nem pela terra, pois é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei.

    5:36Tampouco jurem pela sua cabeça, pois vocês não podem tornar um só cabelo branco ou preto.

    5:37Mas que o ‘Sim’ de vocês seja ‘Sim’, e o ‘Não’ seja ‘Não’. O que passar disso vem do Maligno.

    5:38“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, e dente por dente.’

    5:39Mas eu lhes digo: não resistam ao perverso; se alguém bater na sua face direita, ofereça-lhe também a outra.

    5:40Se alguém quiser processá-lo para tirar a sua túnica, deixe que leve também a sua capa.

    5:41Se alguém o forçar a caminhar uma milha, vá com ele duas.

    5:42Dê a quem lhe pedir, e não se recuse a emprestar a quem lhe pedir emprestado.

    5:43“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.’

    5:44Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos, abençoem os que os amaldiçoam, façam o bem aos que os odeiam e orem pelos que os maltratam e os perseguem,

    5:45para que vocês sejam filhos do seu Pai que está nos céus. Pois ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons, e envia chuva sobre justos e injustos.

    5:46Pois se vocês amarem os que os amam, que recompensa vocês têm? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa?

    5:47E se vocês saudarem apenas os seus amigos, o que fazem de mais? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa?

    5:48Portanto, sejam perfeitos, assim como o Pai de vocês que está nos céus é perfeito.

    6:1“Tenham o cuidado de não praticar os seus atos de caridade diante dos homens para serem vistos por eles; do contrário, vocês não terão recompensa do seu Pai, que está nos céus.

    6:2Portanto, quando você fizer obras de misericórdia, não toque trombeta diante de si mesmo, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade lhes digo: eles já receberam a sua recompensa.

    6:3Mas, quando você fizer obras de misericórdia, não deixe a sua mão esquerda saber o que faz a sua mão direita,

    6:4para que as suas obras de misericórdia sejam feitas em secreto; então o seu Pai, que vê em secreto, o recompensará publicamente.

    6:5“Quando vocês orarem, não sejam como os hipócritas, pois eles amam orar em pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade lhes digo: eles já receberam a sua recompensa.

    6:6Mas você, quando orar, entre no seu quarto e, tendo fechado a porta, ore ao seu Pai, que está em secreto; e o seu Pai, que vê em secreto, o recompensará publicamente.

    6:7Ao orar, não usem vãs repetições como fazem os gentios; pois eles pensam que serão ouvidos por falarem muito.

    6:8Portanto, não sejam como eles, pois o seu Pai sabe do que vocês precisam antes mesmo de lhe pedirem.

    6:9Orem desta maneira: “‘Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome.

    6:10Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu.

    6:11Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.

    6:12Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também perdoamos aos nossos devedores.

    6:13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do maligno. Pois teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém.’

    6:14“Pois, se vocês perdoarem aos homens as suas ofensas, o seu Pai celestial também os perdoará.

    6:15Mas, se vocês não perdoarem aos homens as suas ofensas, o seu Pai também não perdoará as ofensas de vocês.

    6:16“Além disso, quando vocês jejuarem, não fiquem com o rosto triste como os hipócritas. Pois eles desfiguram o rosto para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade lhes digo: eles já receberam a sua recompensa.

    6:17Mas você, quando jejuar, unja a cabeça e lave o rosto,

    6:18para que os outros não vejam que você está jejuando, mas apenas o seu Pai, que está em secreto; e o seu Pai, que vê em secreto, o recompensará.

    6:19“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e roubam;

    6:20mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem destroem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam;

    6:21pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração.

    6:22“O olho é a candeia do corpo. Portanto, se o seu olho for bom, todo o seu corpo será cheio de luz.

    6:23Mas, se o seu olho for mau, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está em você for trevas, quão grandes serão essas trevas!

    6:24“Ninguém pode servir a dois senhores, pois ou odiará um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e a Mamom.

    6:25Portanto, eu lhes digo: não andem ansiosos com a sua vida, quanto ao que vão comer ou beber; nem com o seu corpo, quanto ao que vão vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que as roupas?

    6:26Observem as aves do céu, que não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros. O seu Pai celestial as alimenta. Vocês não têm muito mais valor do que elas?

    6:27“Quem de vocês, por estar ansioso, pode acrescentar um só momento à sua vida?

    6:28E por que andam ansiosos quanto às roupas? Considerem os lírios do campo, como eles crescem. Eles não trabalham, nem fiam,

    6:29contudo, eu lhes digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, vestiu-se como um deles.

    6:30Mas, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, não vestirá muito mais vocês, homens de pouca fé?

    6:31“Portanto, não andem ansiosos, dizendo: ‘O que vamos comer?’, ‘O que vamos beber?’ ou ‘Com que vamos nos vestir?’

    6:32Pois os gentios buscam todas essas coisas; mas o seu Pai celestial sabe que vocês precisam de todas elas.

    6:33Mas busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.

    6:34Portanto, não andem ansiosos com o dia de amanhã, pois o amanhã terá suas próprias preocupações. Cada dia já tem os seus próprios males.”

    7:1“Não julguem, para que vocês não sejam julgados.

    7:2Pois vocês serão julgados com o mesmo julgamento com que julgarem; e serão medidos com a mesma medida que usarem.

    7:3Por que você vê o cisco que está no olho do seu irmão, mas não considera a trave que está no seu próprio olho?

    7:4Ou como você dirá ao seu irmão: ‘Deixe-me tirar o cisco do seu olho’, e eis que a trave está no seu próprio olho?

    7:5Hipócrita! Tire primeiro a trave do seu próprio olho, e então você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.

    7:6“Não deem o que é santo aos cães, nem joguem suas pérolas diante dos porcos, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, despedacem vocês.

    7:7“Peçam, e lhes será dado. Busquem, e encontrarão. Batam, e lhes será aberto.

    7:8Pois todo o que pede, recebe. O que busca, encontra. E àquele que bate, será aberto.

    7:9Ou qual de vocês, se o seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra?

    7:10Ou se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente?

    7:11Se vocês, então, sendo maus, sabem dar boas dádivas aos seus filhos, quanto mais o seu Pai, que está nos céus, dará coisas boas aos que lhe pedirem!

    7:12Portanto, tudo o que vocês desejam que os homens lhes façam, façam também a eles; pois esta é a lei e os profetas.

    7:13“Entrem pela porta estreita; pois larga é a porta e amplo é o caminho que conduz à perdição, e são muitos os que entram por ela.

    7:14Como é estreita a porta e apertado o caminho que conduz à vida! E são poucos os que o encontram.

    7:15“Cuidado com os falsos profetas, que vêm a vocês vestidos de ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores.

    7:16Pelos seus frutos vocês os conhecerão. Por acaso se colhem uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?

    7:17Da mesma forma, toda árvore boa produz bons frutos, mas a árvore ruim produz maus frutos.

    7:18Uma árvore boa não pode produzir maus frutos, nem pode uma árvore ruim produzir bons frutos.

    7:19Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo.

    7:20Portanto, pelos seus frutos vocês os conhecerão.

    7:21“Nem todo o que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.

    7:22Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome, em teu nome não expulsamos demônios, e em teu nome não fizemos muitas obras poderosas?’

    7:23Então eu lhes direi: ‘Eu nunca os conheci. Afastem-se de mim, vocês que praticam a iniquidade.’

    7:24“Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica, eu o compararei a um homem sábio que construiu a sua casa sobre a rocha.

    7:25A chuva caiu, as inundações vieram, e os ventos sopraram e bateram contra aquela casa; e ela não caiu, pois estava firmada sobre a rocha.

    7:26Todo aquele que ouve estas minhas palavras e não as pratica será comparado a um homem insensato que construiu a sua casa sobre a areia.

    7:27A chuva caiu, as inundações vieram, e os ventos sopraram e bateram contra aquela casa; e ela caiu — e foi grande a sua queda.”

    7:28Quando Jesus terminou de dizer estas coisas, as multidões estavam maravilhadas com o seu ensino,

    7:29pois ele as ensinava com autoridade, e não como os escribas.

  4. 04

    Mateus 16:13-28

    Quem dizeis que eu sou

    Em Cesareia de Filipe pergunta o que o povo diz, e depois pergunta a eles. Pedro responde, e desde então começa a lhes dizer que precisa ir a Jerusalém e padecer e ser morto e ressuscitar.

    Pedro acerta o nome e erra o caminho. Sua confissão identifica Jesus como o Cristo, o Filho do Deus vivo; poucas frases depois, ele repreende a própria pessoa que acabou de identificar corretamente. O Evangelho de Mateus não suaviza o choque colocando anos entre essas declarações. A bênção e a repreensão pertencem à mesma conversa. O reconhecimento é verdadeiro, mas não equivale a compreender o que esse Messias precisa fazer. Jesus começa a explicar a necessidade de sofrimento, morte e ressurreição, e Pedro rejeita o próprio rumo. O é necessário do versículo 21 encontra o não acontecerá do versículo 22. Esse é o desacordo.

    Entre a confissão e a correção aparece a promessa de uma igreja que pertence a Jesus e será edificada por ele. As discussões posteriores podem esconder a afirmação pessoal: minha igreja, eu edificarei. O jogo entre Petros e petra liga o nome de Pedro à rocha, embora leitores tenham divergido sobre a relação entre Pedro, sua confissão e o próprio Cristo nessa imagem. Não é responsável resolver a questão como se as duas formas gregas simplesmente opusessem uma pedrinha inútil a uma rocha firme. Reconhecer o lugar de Pedro também não resolve automaticamente todas as questões posteriores sobre ofício e sucessão. O texto lhe dá uma responsabilidade significativa e delegada sem torná-lo dono daquilo que será construído. As chaves lembram a autoridade do administrador em Isaías 22:22; a linguagem de ligar e desligar reaparece no plural em Mateus 18:18. Efésios 2:20 depois coloca os apóstolos no fundamento enquanto nomeia Jesus Cristo como a principal pedra de esquina. Uma responsabilidade humana real e o lugar decisivo de Cristo não são afirmações concorrentes.

    O mesmo Pedro se torna agora um tropeço, um obstáculo no caminho que tentou redirecionar. A severidade de Jesus identifica o alcance da proposta: um Messias protegido do sofrimento se afastaria da obra recém-anunciada. O texto não diz que Pedro ficou possuído. A ordem de ficar atrás também restaura a ordem própria de seguir: o discípulo não vai à frente determinando a rota. O ensino sobre a cruz então estende a questão para além de Pedro. Cruz não é rótulo para qualquer incômodo; nesta passagem, pertence a um caminho em direção à morte. A contradição aparente entre perder e encontrar a vida está, portanto, ligada à lealdade a Jesus, não à admiração genérica pelo sofrimento. Por fim, a vinda e o julgamento do Filho do homem impedem que a cruz seja a última palavra sobre sua identidade. Aquele cujo sofrimento Pedro rejeita também é aquele que julgará. A confissão não era grande demais. A compreensão de Pedro era pequena demais.

    Versículo por versículo

    1. 16:13

      Coasts significa aqui regiões ou distritos ao redor, não necessariamente um litoral. O lugar é a área de Cesareia de Filipe.

    2. 16:18

      O texto conserva aqui a palavra grega Hades, o domínio dos mortos. A promessa trata da permanência da igreja diante do poder da morte, não de uma caverna local.

    3. 16:19

      Isaías 22:22 usa uma chave para a autoridade confiada a um administrador. Mateus 18:18 repete ligar e desligar com destinatários no plural.

    4. 16:23

      Tropeço traduz skandalon, obstáculo ou armadilha. A proposta de Pedro obstrui o caminho de sofrimento anunciado; não apenas magoa os sentimentos de Jesus.

    5. 16:28

      As leituras dessa vinda divergem, incluindo a transfiguração como antecipação e a ressurreição ou uma manifestação posterior do reino. Mateus 17:1 assinala imediatamente um intervalo de seis dias antes da transfiguração.

    Mateus 16:13-28

    Bíblia Portuguesa Mundial · 16 versículos

    16:13Quando Jesus chegou à região de Cesareia de Filipe, perguntou aos seus discípulos, dizendo: “Quem os homens dizem que eu, o Filho do Homem, sou?”

    16:14Eles responderam: “Alguns dizem João Batista; outros, Elias; e ainda outros, Jeremias ou um dos profetas.”

    16:15Ele lhes perguntou: “E vocês, quem dizem que eu sou?”

    16:16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.”

    16:17Jesus lhe respondeu: “Bem-aventurado é você, Simão, filho de Jonas, pois não foi carne e sangue que lhe revelou isso, mas meu Pai, que está nos céus.

    16:18Eu também lhe digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não prevalecerão contra ela.

    16:19Eu lhe darei as chaves do Reino dos Céus, e tudo o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus; e tudo o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus.”

    16:20Então ele ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era Jesus, o Cristo.

    16:21A partir daquele momento, Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que era necessário que ele fosse a Jerusalém e sofresse muitas coisas nas mãos dos anciãos, dos principais sacerdotes e dos escribas, e fosse morto, e no terceiro dia fosse ressuscitado.

    16:22Pedro, chamando-o à parte, começou a repreendê-lo, dizendo: “Longe de ti, Senhor! Isso nunca te acontecerá.”

    16:23Mas ele se voltou e disse a Pedro: “Para trás de mim, Satanás! Você é uma pedra de tropeço para mim, pois não está pensando nas coisas de Deus, mas nas coisas dos homens.”

    16:24Então Jesus disse aos seus discípulos: “Se alguém deseja me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me.

    16:25Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá; mas quem perder a sua vida por minha causa, a encontrará.

    16:26Pois que adiantará a um homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou o que um homem dará em troca de sua vida?

    16:27Pois o Filho do Homem virá na glória de seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com as suas obras.

    16:28Em verdade lhes digo: alguns dos que estão aqui não provarão a morte de forma alguma, até que vejam o Filho do Homem vindo em seu Reino.”

    Mateus 16:13-28: Quem dizeis que eu sou
  5. 05

    Mateus 26:36-27:56

    Do Getsêmani à cruz

    Uma oração com o rosto em terra, uma prisão com um beijo, dois julgamentos, açoites, uma coroa de espinhos, e seis horas. O véu do templo se rasga de alto a baixo.

    A oração se repete porque a angústia é real. Mateus não descreve alguém indiferente ao que está por vir: tristeza, profunda aflição, tristeza até a morte. Jesus se prostra com o rosto em terra. A obediência do Getsêmani não é insensibilidade ao sofrimento, mas a submissão de uma vontade que reconhece o custo terrível do que aceita. A expressão seja feita a tua vontade, já ouvida na oração de Mateus 6:10, é agora pronunciada diante do cálice que ele próprio deve beber. Ao redor dessa oração, os discípulos continuam sem conseguir ficar acordados. A disposição do espírito não torna a carne menos fraca. Mas a prisão não encontra Jesus sem alternativas. Ele rejeita a espada, fala de mais de doze legiões de anjos e coloca o cumprimento das Escrituras acima de uma fuga obtida pela violência. Mateus mantém as duas coisas juntas: a traição e o abandono são reais, assim como a decisão de não impedir a prisão. Cumprimento não significa absolvição de quem participa dos acontecimentos.

    O interrogatório gira em torno da identidade. Perguntado se é o Cristo, o Filho de Deus, Jesus responde com o Filho do Homem assentado à direita do poder e vindo nas nuvens do céu. O Salmo 110:1 e Daniel 7:13 estão por trás da resposta: o acusado anuncia sua vindicação em termos que invertem a aparente autoridade do tribunal. Do lado de fora, Pedro nega conhecer o homem que acaba de declarar quem é. Mateus então reúne testemunhos sobre sangue inocente sem que nenhum deles interrompa a execução. Judas chama sua traição de pecado. A mulher de Pilatos chama Jesus de justo. Pilatos lava publicamente as mãos, mas manda açoitar Jesus e o entrega. A água não mudou o ato. Até a devolução da prata produz uma precisão terrível: o dinheiro que serviu para organizar a prisão não pode entrar no tesouro porque é preço de sangue. Mateus registra decisões identificáveis de pessoas identificáveis, não uma autorização para atribuir culpa hereditária a um povo inteiro. Os soldados acrescentam sua própria crueldade. O manto, os espinhos e a cana transformam sinais de realeza em instrumentos de humilhação; a cana não fica apenas em exposição, mas é usada para bater em sua cabeça.

    Na cruz, a antiga tentação retorna em outra voz. A exigência de descer da cruz para provar que é o Filho de Deus repete a do deserto: demonstrar a filiação por um ato espetacular de autopreservação. Para os que zombam, permanecer ali seria a refutação. Mateus já ofereceu outra explicação: este é o sangue que Jesus descreveu em 26:28 como derramado por muitos para remissão dos pecados. Seu clamor do Salmo 22 não é uma citação decorativa sobre uma morte sem dor. É um grito de abandono ainda dirigido a meu Deus. As zombarias e as vestes repartidas do salmo já estão presentes; o avanço posterior do salmo em direção à vindicação não apaga a angústia do primeiro versículo. Mateus relata a morte em si com uma brevidade brutal e depois registra consequências que ultrapassam o lugar da execução: o véu do templo rasgado de alto a baixo, a terra tremendo, sepulturas abertas. A aparição dos santos ressuscitados é situada expressamente depois da ressurreição de Jesus, e não simplesmente incluída na tarde da crucificação. Junto à cruz, o centurião e seus companheiros confessam a filiação que os zombadores contestaram. O trecho termina nomeando mulheres que acompanharam Jesus desde a Galileia e o serviram. A fuga dos discípulos não significa que todos os seguidores tenham desaparecido. As mulheres continuam ali.

    Versículo por versículo

    1. 26:39

      O cálice pode representar uma experiência determinada, inclusive o juízo divino no Salmo 75:8 e em Isaías 51:17. Aqui se refere ao sofrimento que Jesus aceita, não a uma bebida comum.

    2. 26:64

      A direita do poder lembra o Salmo 110:1; o Filho do Homem com as nuvens do céu lembra Daniel 7:13. A resposta une entronização e vindicação.

    3. 27:9

      As trinta moedas de prata correspondem de perto a Zacarias 11:12-13, embora Mateus nomeie Jeremias. Uma explicação propõe uma referência profética composta, incluindo os trechos de Jeremias sobre o oleiro e o campo; a atribuição continua sendo debatida.

    4. 27:25

      Esta é uma declaração atribuída à multidão, não uma ordem divina que responsabilize judeus de gerações posteriores. O trecho identifica diferentes participantes e suas respectivas ações.

    5. 27:46

      O clamor cita o Salmo 22:1. Essa referência não deve apagar o abandono expresso nem, por si só, resolver todas as questões teológicas sobre a relação entre Pai e Filho.

    6. 27:53

      Mateus situa explicitamente a saída e a aparição desses santos depois da ressurreição de Jesus. Seus nomes e o que aconteceu posteriormente com eles não são informados.

    Mateus 26:36-27:56: Do Getsêmani à cruz

    Mateus 26:36-27:56

    Bíblia Portuguesa Mundial · 96 versículos

    26:36Então Jesus foi com eles a um lugar chamado Getsêmani, e disse aos seus discípulos: “Sentem-se aqui, enquanto eu vou ali orar.”

    26:37Ele levou consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, e começou a entristecer-se e a angustiar-se profundamente.

    26:38Então Jesus lhes disse: “A minha alma está profundamente triste, até a morte. Fiquem aqui e vigiem comigo.”

    26:39Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou, dizendo: “Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu desejo, mas como tu desejas.”

    26:40Ele voltou aos discípulos e os encontrou dormindo, e disse a Pedro: “Então, vocês não puderam vigiar comigo por uma hora?

    26:41Vigiem e orem, para que não entrem em tentação. O espírito, na verdade, está pronto, mas a carne é fraca.”

    26:42Retirando-se novamente pela segunda vez, orou, dizendo: “Meu Pai, se este cálice não pode ser afastado de mim sem que eu o beba, seja feita a tua vontade.”

    26:43Ele voltou novamente e os encontrou dormindo, pois os olhos deles estavam pesados.

    26:44Deixando-os novamente, afastou-se e orou pela terceira vez, dizendo as mesmas palavras.

    26:45Então ele voltou aos seus discípulos e lhes disse: “Vocês ainda estão dormindo e descansando? Eis que a hora está próxima, e o Filho do Homem é traído e entregue nas mãos de pecadores.

    26:46Levantem-se, vamos. Eis que aquele que me trai está próximo.”

    26:47Enquanto ele ainda falava, eis que chegou Judas, um dos doze, e com ele uma grande multidão com espadas e porretes, enviada pelos principais sacerdotes e anciãos do povo.

    26:48Ora, aquele que o traía lhes havia dado um sinal, dizendo: “Aquele que eu beijar, é ele. Prendam-no.”

    26:49Imediatamente ele se aproximou de Jesus e disse: “Saudações, Rabi!”, e o beijou.

    26:50Jesus lhe disse: “Amigo, por que você está aqui?” Então eles se aproximaram, deitaram as mãos em Jesus e o prenderam.

    26:51Eis que um dos que estavam com Jesus estendeu a mão, puxou a sua espada e, ferindo o servo do sumo sacerdote, cortou-lhe a orelha.

    26:52Então Jesus lhe disse: “Coloque a sua espada de volta no lugar dela, pois todos os que tomam a espada, morrerão pela espada.

    26:53Ou você acha que eu não poderia pedir a meu Pai, e ele me enviaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?

    26:54Como, então, se cumpririam as Escrituras, que dizem que assim deve acontecer?”

    26:55Naquela hora, Jesus disse às multidões: “Vocês vieram me prender com espadas e porretes como se eu fosse um salteador? Todos os dias eu me sentava no templo ensinando, e vocês não me prenderam.

    26:56Mas tudo isso aconteceu para que as Escrituras dos profetas se cumprissem.” Então todos os discípulos o abandonaram e fugiram.

    26:57Aqueles que haviam prendido Jesus o levaram a Caifás, o sumo sacerdote, onde os escribas e os anciãos estavam reunidos.

    26:58Mas Pedro o seguiu de longe até o pátio do sumo sacerdote, entrou e sentou-se com os guardas, para ver o fim.

    26:59Ora, os principais sacerdotes, os anciãos e todo o conselho buscavam falso testemunho contra Jesus, para que pudessem condená-lo à morte,

    26:60e não encontraram nenhum. Embora muitas falsas testemunhas tenham se apresentado, não encontraram nenhum. Mas, por fim, duas falsas testemunhas se apresentaram

    26:61e disseram: “Este homem disse: ‘Eu sou capaz de destruir o templo de Deus e de reconstruí-lo em três dias.’”

    26:62O sumo sacerdote levantou-se e lhe disse: “Você não tem resposta? O que eles estão testemunhando contra você?”

    26:63Mas Jesus permaneceu em silêncio. O sumo sacerdote lhe disse: “Eu o ponho sob juramento pelo Deus vivo: diga-nos se você é o Cristo, o Filho de Deus.”

    26:64Jesus lhe disse: “Você mesmo o disse. Contudo, eu lhes digo que, depois disso, vocês verão o Filho do Homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu.”

    26:65Então o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: “Ele blasfemou! Por que precisamos de mais testemunhas? Eis que agora vocês ouviram a sua blasfêmia.

    26:66O que vocês acham?” Eles responderam: “Ele é digno de morte!”

    26:67Então cuspiram em seu rosto e o esmurraram, e alguns o esbofetearam,

    26:68dizendo: “Profetize para nós, ó Cristo! Quem foi que bateu em você?”

    26:69Ora, Pedro estava sentado do lado de fora, no pátio, e uma serva aproximou-se dele, dizendo: “Você também estava com Jesus, o galileu!”

    26:70Mas ele negou diante de todos, dizendo: “Não sei do que você está falando.”

    26:71Quando ele saiu para o pórtico, outra serva o viu e disse aos que estavam ali: “Este homem também estava com Jesus de Nazaré.”

    26:72Novamente ele negou com um juramento: “Eu não conheço esse homem.”

    26:73Pouco tempo depois, os que estavam ali se aproximaram e disseram a Pedro: “Certamente você também é um deles, pois o seu modo de falar o denuncia.”

    26:74Então ele começou a praguejar e a jurar: “Eu não conheço esse homem!” Imediatamente o galo cantou.

    26:75Pedro lembrou-se da palavra que Jesus lhe havia dito: “Antes que o galo cante, você me negará três vezes.” Então ele saiu e chorou amargamente.

    27:1Quando amanheceu, todos os principais sacerdotes e os anciãos do povo entraram em conselho contra Jesus para matá-lo.

    27:2Eles o amarraram, o levaram e o entregaram a Pôncio Pilatos, o governador.

    27:3Então Judas, que o traiu, ao ver que Jesus fora condenado, sentiu remorso e devolveu as trinta moedas de prata aos principais sacerdotes e aos anciãos,

    27:4dizendo: “Pequei, pois traí sangue inocente.” Mas eles disseram: “O que isso nos importa? Isso é com você.”

    27:5Ele jogou as moedas de prata no santuário e saiu. Então foi e enforcou-se.

    27:6Os principais sacerdotes pegaram as moedas de prata e disseram: “Não é lícito colocá-las no tesouro, pois é preço de sangue.”

    27:7Depois de deliberarem, compraram com elas o campo do oleiro, para sepultar estrangeiros.

    27:8Por isso, aquele campo tem sido chamado “Campo de Sangue” até o dia de hoje.

    27:9Então se cumpriu o que foi falado pelo profeta Jeremias, que disse: “Eles pegaram as trinta moedas de prata, o preço daquele sobre quem foi estipulado um preço, a quem alguns dos filhos de Israel avaliaram,

    27:10e as deram pelo campo do oleiro, conforme o Senhor me ordenou.”

    27:11Jesus estava em pé diante do governador; e o governador o interrogou, dizendo: “Você é o Rei dos Judeus?” Jesus lhe disse: “Você o diz.”

    27:12Quando foi acusado pelos principais sacerdotes e anciãos, ele nada respondeu.

    27:13Então Pilatos lhe disse: “Você não ouve quantas coisas eles testemunham contra você?”

    27:14Ele não lhe deu resposta, nem mesmo uma palavra, de modo que o governador se admirou muito.

    27:15Ora, por ocasião da festa, o governador costumava soltar à multidão um prisioneiro que eles quisessem.

    27:16Eles tinham então um prisioneiro notório chamado Barrabás.

    27:17Portanto, estando eles reunidos, Pilatos lhes disse: “Quem vocês querem que eu lhes solte? Barrabás, ou Jesus, que é chamado Cristo?”

    27:18Pois ele sabia que por inveja o haviam entregado.

    27:19Enquanto ele estava sentado no tribunal, sua esposa mandou lhe dizer: “Não tenha nada a ver com esse homem justo, pois hoje sofri muitas coisas em um sonho por causa dele.”

    27:20Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram as multidões a pedir Barrabás e matar Jesus.

    27:21Mas o governador lhes respondeu: “Qual dos dois vocês querem que eu lhes solte?” Eles disseram: “Barrabás!”

    27:22Pilatos lhes disse: “O que então farei com Jesus, que é chamado Cristo?” Todos lhe disseram: “Que ele seja crucificado!”

    27:23Mas o governador disse: “Por quê? Que mal ele fez?” Mas eles gritavam ainda mais, dizendo: “Que ele seja crucificado!”

    27:24Então, quando Pilatos viu que não conseguia nada e que, ao contrário, começava um tumulto, pegou água e lavou as mãos diante da multidão, dizendo: “Estou inocente do sangue desta pessoa justa. Isso é com vocês.”

    27:25Todo o povo respondeu: “Que o seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos!”

    27:26Então ele lhes soltou Barrabás, mas mandou açoitar Jesus e o entregou para ser crucificado.

    27:27Então os soldados do governador levaram Jesus para o Pretório, e reuniram toda a tropa ao redor dele.

    27:28Eles o despiram e colocaram nele um manto escarlate.

    27:29Trançaram uma coroa de espinhos e a colocaram em sua cabeça, e uma cana em sua mão direita; e, ajoelhando-se diante dele, zombavam dele, dizendo: “Salve, Rei dos Judeus!”

    27:30Cuspiram nele, pegaram a cana e batiam em sua cabeça.

    27:31Depois de terem zombado dele, tiraram-lhe o manto, vestiram-lhe as suas próprias roupas e o levaram para crucificá-lo.

    27:32Ao saírem, encontraram um homem de Cirene, chamado Simão, e o obrigaram a ir com eles, para que carregasse a sua cruz.

    27:33Quando chegaram a um lugar chamado “Gólgota”, que quer dizer “Lugar da Caveira”,

    27:34deram-lhe vinho azedo para beber, misturado com fel. Quando ele o provou, não quis beber.

    27:35Depois de o terem crucificado, dividiram as suas roupas entre si, lançando sortes,

    27:36e sentaram-se ali para vigiá-lo.

    27:37Colocaram por cima de sua cabeça a acusação escrita contra ele: “ESTE É JESUS, O REI DOS JUDEUS.”

    27:38Então, dois ladrões foram crucificados com ele, um à sua direita e outro à esquerda.

    27:39Os que passavam o blasfemavam, balançando a cabeça

    27:40e dizendo: “Você que destrói o templo e o edifica em três dias, salve a si mesmo! Se você é o Filho de Deus, desça da cruz!”

    27:41Da mesma forma, os principais sacerdotes também zombavam dele, junto com os escribas, os fariseus e os anciãos, dizendo:

    27:42“Ele salvou os outros, mas não pode salvar a si mesmo. Se ele é o Rei de Israel, que desça agora da cruz, e nós creremos nele.

    27:43Ele confia em Deus. Que Deus o livre agora, se de fato o quiser; pois ele disse: ‘Eu sou o Filho de Deus.’”

    27:44Os ladrões que foram crucificados com ele também lhe lançavam o mesmo insulto.

    27:45Ora, desde a sexta hora houve trevas sobre toda a terra até a nona hora.

    27:46Por volta da nona hora, Jesus clamou em alta voz, dizendo: “Eli, Eli, lima sabactâni?” Isto é: “Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?”

    27:47Alguns dos que estavam ali, ouvindo isso, disseram: “Este homem está chamando Elias.”

    27:48Imediatamente, um deles correu, pegou uma esponja, encheu-a de vinagre, colocou-a em uma cana e deu-lhe de beber.

    27:49Os demais disseram: “Deixem-no. Vamos ver se Elias vem salvá-lo.”

    27:50Jesus clamou novamente em alta voz, e entregou o seu espírito.

    27:51Eis que o véu do templo se rasgou em dois, de alto a baixo. A terra tremeu e as rochas se fendaram.

    27:52Os túmulos se abriram, e muitos corpos dos santos que haviam adormecido foram ressuscitados;

    27:53e, saindo dos túmulos após a ressurreição dele, entraram na cidade santa e apareceram a muitos.

    27:54Ora, o centurião e os que com ele vigiavam Jesus, vendo o terremoto e as coisas que haviam acontecido, ficaram aterrorizados e disseram: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus!”

    27:55Muitas mulheres estavam lá, observando de longe; elas haviam seguido Jesus desde a Galileia, servindo-o.

    27:56Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu.

  6. 06

    Mateus 28:1-20

    Ele não está aqui

    A pedra é removida para as testemunhas e não para ele. Encontra primeiro algumas mulheres, depois os onze num monte da Galileia, e os envia a todas as nações com uma promessa de estar com eles sempre.

    Os guardas ficam como mortos; o homem que vigiavam está vivo. Mateus coloca a inversão à vista. O terremoto e a aparição do anjo aterrorizam os guardas, mas as mulheres recebem uma explicação e um convite para examinar o lugar onde o Senhor estava. Não são visitantes que entraram por engano num sepulcro desconhecido: Mateus 27:61 já colocou as duas Marias diante dessa mesma tumba. O texto também não diz que remover a pedra era necessário para Jesus conseguir sair. No encontro, sua função expressa é revelar: o lugar da sepultura está vazio, como ele havia dito. As mulheres saem com temor e grande alegria ao mesmo tempo, sem que uma emoção substitua ordenadamente a outra. Quando Jesus as encontra, elas abraçam seus pés. É um encontro com o crucificado vivo, não apenas com uma influência duradoura. Ele as envia aos seus irmãos. Depois do abandono e da negação, essa palavra de família permanece.

    Dois relatos agora saem do mesmo sepulcro. As mulheres seguem para os discípulos; alguns guardas vão aos principais sacerdotes. O segundo relato produz dinheiro e uma explicação ensaiada. Sua fragilidade está na própria frase: homens adormecidos precisam identificar quem supostamente retirou o corpo. Mateus registra a versão contrária em vez de fingir que o anúncio da ressurreição não encontrou oposição. A instrução paga dos soldados também contrasta fortemente com a instrução no fim do capítulo. Um grupo aprende o que dizer para encobrir; o outro é enviado a ensinar o que Jesus ordenou. A diferença não está entre mensageiros impressionantes e mensageiros deficientes. No monte, o grupo tem onze integrantes, e Mateus não procura esconder por que o número mudou.

    Eles adoram, e alguns duvidam. A comissão não é adiada até que o texto possa apresentar um grupo impecável de testemunhas. Seu fundamento é a autoridade de Jesus, não a alegação de que os discípulos de repente se tornaram incapazes de hesitar. Poder aqui significa autoridade, e ela lhe foi dada no céu e na terra. Os reinos oferecidos pelo tentador no capítulo 4 não foram obtidos nas condições do tentador. Fazer discípulos de todas as nações inclui batismo e ensino, e o ensino diz respeito a guardar os mandamentos, não apenas colecionar as palavras de Jesus. O Sermão do Monte terminou com a diferença entre ouvir e fazer; o Evangelho termina sem apagar essa diferença. Mateus começou explicando Emanuel como Deus conosco em 1:23. Encerra com Jesus ressuscitado prometendo sua própria presença contínua. A tarefa alcança todas as nações. Os enviados não partem sozinhos.

    Versículo por versículo

    1. 28:1

      A outra Maria já estava presente no sepultamento em Mateus 27:61. O conhecimento do túmulo pelas mulheres pertence ao trecho anterior, não a uma reconstrução acrescentada.

    2. 28:9

      Abraçar os pés de Jesus dá ao encontro um detalhe corporal concreto. Mateus associa essa ação à adoração.

    3. 28:17

      O verbo grego distazo aparece no Novo Testamento somente aqui e em Mateus 14:31, dirigido a Pedro sobre a água. O versículo não identifica nem conta os que hesitaram neste encontro.

    4. 28:18

      Exousia significa autoridade ou direito de governar, não apenas força física. Essa autoridade é apresentada como recebida, em contraste com o acordo oferecido pelo tentador em Mateus 4:8-10.

    5. 28:19

      A ordem principal, matheteusate, significa fazer discípulos. Nome está no singular, seguido pelo Pai, pelo Filho e pelo Espírito Santo.

    6. 28:20

      A expressão grega synteleia tou aionos, fim dos tempos no texto, se refere à consumação da era. A promessa de presença também encerra o tema de Emanuel introduzido em Mateus 1:23.

    Mateus 28:1-20

    Bíblia Portuguesa Mundial · 20 versículos

    28:1Depois do sábado, ao raiar do primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.

    28:2Eis que houve um grande terremoto, pois um anjo do Senhor desceu do céu, veio, rolou a pedra da entrada e sentou-se sobre ela.

    28:3Seu aspecto era como um relâmpago, e suas vestes brancas como a neve.

    28:4De medo dele, os guardas tremeram e ficaram como mortos.

    28:5O anjo respondeu às mulheres: “Não tenham medo, pois sei que vocês procuram Jesus, que foi crucificado.

    28:6Ele não está aqui, pois ressuscitou, assim como ele disse. Venham, vejam o lugar onde o Senhor estava deitado.

    28:7Vão depressa e digam aos discípulos dele: ‘Ele ressuscitou dos mortos e eis que irá antes de vocês para a Galileia; lá vocês o verão.’ Eis que eu lhes disse.”

    28:8Elas partiram depressa do sepulcro, com medo e grande alegria, e correram para levar a notícia aos discípulos dele.

    28:9Enquanto iam contar aos discípulos dele, eis que Jesus foi ao encontro delas, dizendo: “Alegrem-se!” Elas se aproximaram, abraçaram os seus pés e o adoraram.

    28:10Então Jesus lhes disse: “Não tenham medo. Vão e digam aos meus irmãos para que vão à Galileia, e lá eles me verão.”

    28:11Enquanto elas iam, eis que alguns dos guardas foram à cidade e contaram aos principais sacerdotes tudo o que havia acontecido.

    28:12Quando eles se reuniram com os anciãos e deliberaram, deram uma grande quantidade de prata aos soldados,

    28:13dizendo: “Digam que os discípulos dele vieram de noite e o roubaram enquanto nós dormíamos.

    28:14Se isso chegar aos ouvidos do governador, nós o convenceremos e livraremos vocês de qualquer problema.”

    28:15Então eles pegaram o dinheiro e fizeram como lhes haviam dito. Esta história se espalhou entre os judeus e continua até hoje.

    28:16Mas os onze discípulos foram para a Galileia, para o monte para onde Jesus os havia enviado.

    28:17Quando o viram, prostraram-se diante dele; mas alguns duvidaram.

    28:18Jesus aproximou-se deles e disse: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra.

    28:19Vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo,

    28:20ensinando-os a guardar todas as coisas que eu lhes ordenei. Eis que estou com vocês sempre, até o fim dos tempos.” Amém.

    Mateus 28:1-20: Ele não está aqui

Por que importa

Tudo neste site converge aqui. A promessa a Abraão, o trono de Davi, o servo de Isaías, o filho do homem de Daniel e o pastor de Ezequiel chegam todos a uma pessoa, e o Novo Testamento passa a sua extensão inteira dizendo isso. Os quatro evangelhos não são uma só biografia: Mateus escreve para leitores que conhecem a lei, Marcos escreve rápido e físico, Lucas escreve como investigador, e João escreve sete sinais e conversas longas. Juntos são a vida mais examinada da história.

42 músicas

A música

Todas as músicas do catálogo cuja passagem cai dentro destes capítulos.

  1. Mateus 1:18-25

    Emanuel no Sonho de José

  2. Mateus 3:1-12

    O Machado e a Pá de Peneirar

  3. Mateus 4:12-25

    Luz sobre a Galileia

  4. Mateus 8:5-13

    Dize Somente uma Palavra

  5. Mateus 9:35-10:20

    A Seara É Grande

  6. Mateus 9:9-13

    Quero Misericórdia

  7. Mateus 11:25-30

    Aprendei de Mim

  8. Mateus 13:1-52

    O Semeador Saiu a Semear

  9. Mateus 15:21-28

    Migalhas da Mesa do Senhor

  10. Mateus 16:13-20

    Sobre Esta Pedra

  11. Mateus 17:24-27

    A Moeda na Boca do Peixe

  12. Mateus 18:21-35

    A Dívida que Ele Não Perdoou

  13. Mateus 20:1-16

    A Hora Undécima

  14. Mateus 21:1-17

    Hosana ao Filho de Davi

  15. Mateus 25:1-13

    Lâmpadas à Meia-Noite

  16. Mateus 27:57-66

    Selado até o Terceiro Dia

  17. Marcos 3:20-35

    Uma Casa Dividida

  18. Marcos 6:1-13

    Um Profeta sem Honra

  19. Marcos 7:1-23

    De Dentro

  20. Marcos 8:1-21

    Um Pão no Barco

  21. Marcos 10:13-31

    Deixai Vir as Crianças

  22. Marcos 12:28-44

    As Duas Moedas da Viúva

  23. Marcos 12:13-27

    Dai a César

  24. Marcos 14:53-72

    Diante do Conselho

  25. Marcos 14:1-26

    Partido e Derramado

  26. Marcos 15:1-20

    Diante de Pilatos

  27. Marcos 15:21-47

    Verdadeiramente Este Homem Era o Filho de Deus

  28. Marcos 16:1-20

    Ele Ressuscitou

  29. Lucas 4:31-44

    Que Palavra É Esta!

  30. Lucas 5:12-26

    Teus Pecados Estão Perdoados

  31. Lucas 6:27-49

    Amem os Seus Inimigos

  32. Lucas 8:22-39

    Onde Está a Fé de Vocês?

  33. Lucas 9:28-45

    Este É o Meu Filho Amado: Ouçam-no

  34. Lucas 11:1-13

    Senhor, Ensina-nos a Orar

  35. Lucas 14:15-35

    Venham; Tudo Já Está Pronto

  36. João 1:1-21:25

    O mundo não poderia contê-lo

  37. João 3:14-21

    Deus Amou o Mundo

  38. João 4:27-42

    Vinde Ver um Homem

  39. João 5:19-29

    O Filho Vivifica a Quem Quer

  40. João 10:11-21

    Conheço as Minhas Ovelhas

  41. João 13:1-17

    Deveis Também Lavar os Pés Uns dos Outros

  42. João 20:24-31

    Bem-aventurados os Que Não Viram e Creram

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Cada lançamento cujo trecho está dentro destes capítulos, aqui mesmo.

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