João 12:4-6
Não porque tivesse cuidado dos pobres
Ele objeta ao unguento por razões econômicas e João corrige o registro. A bolsa que carregava era o mecanismo, não o único motivo.
Versículo por versículo
- 12:4
João 6:70-71 já identifica Judas como o discípulo a quem Jesus se refere ao dizer que um dos doze é diabo.
- 12:5
Os trezentos denários são moedas romanas de prata, não moedas modernas de pouco valor. Mateus 20:2 usa um denário como pagamento combinado por uma jornada na vinha.
- 12:6
João fornece explicitamente o furto como explicação da objeção. Não é necessário inventar outra ofensa sofrida ou um motivo particular.
- 12:6
O versículo identifica Judas como responsável pelos recursos comuns, mas não informa há quanto tempo ele exercia essa função.












João não condena o cuidado com os pobres. Condena o falso apelo a esse cuidado. Judas propõe um destino caridoso reconhecível para um perfume caro, e o Evangelho distingue imediatamente o valor da causa do motivo de quem fala. Não é uma suspeita deduzida de um tom desagradável. João afirma que ele era ladrão.
Essa informação muda a aparente discussão. Maria gastou algo valioso com Jesus; Judas protesta na linguagem da generosidade enquanto se apropria do dinheiro confiado aos seus cuidados. Seu argumento parece tratar do que outros poderiam receber. A explicação de João trata do que ele próprio retirava. Os trezentos denários não tornam a objeção moralmente séria apenas porque a quantia é grande.
A bolsa comum também explica sua função prática no grupo. Em João 13:29, os discípulos pensam que sua saída talvez envolva compras ou uma oferta aos pobres. Lidar com o dinheiro torna plausíveis as duas explicações. João não transforma essas suposições em conhecimento dos furtos. O contraste pertence aos fatos revelados pelo Evangelho: o homem que fala em favor dos pobres não se importa com eles. Uma causa digna foi posta para carregar um argumento indigno.