João 11:47-50
Convém que um homem morra
O concílio se inquieta de que venham os romanos. Caifás corta o debate com uma política, e a política é uma morte.
Versículo por versículo
- 11:47
Os participantes reconhecem muitos milagres. João 11:45 já identificou testemunhas judias que creram em Jesus, distinguindo sua resposta da resposta do conselho.
- 11:48
A referência ao lugar deles pode apontar especialmente para o templo ou, de forma mais ampla, para a posição dos dirigentes. O texto a liga à possível perda da nação sem definir a expressão com maior precisão.
- 11:49-50
A menção daquele ano vincula Caifás ao ano desses acontecimentos; não afirma que o sumo sacerdócio fosse um cargo eleito anualmente.











O conselho não nega os milagres. O problema, para seus integrantes, é o que as pessoas farão por causa deles. Essa é a admissão surpreendente da reunião: as obras são reconhecidas, mas sua capacidade de despertar fé é tratada como ameaça. Lázaro acaba de sair do túmulo. A conversa passa à morte de outro homem.
Caifás dispensa uma introdução delicada. Começa dizendo que os outros nada sabem. Também não passa a examinar alguma culpa específica. Apresenta duas alternativas: a morte de um homem ou a destruição de uma nação inteira. Colocada nesses termos, a conta parece trazer a conclusão pronta. A conveniência faz o serviço que uma prova de culpa não fez.
A intervenção romana é a previsão do conselho, não um acontecimento em curso naquela sala. O Evangelho de João registra o temor dos participantes sem adotar como sua a solução proposta. Eles juntam seu lugar e a nação, a continuidade de sua posição e a sobrevivência do povo, numa única frase. Caifás transforma a vida de Jesus no preço proposto para preservar ambas. O argumento trata do que sua morte poderia impedir, não do que ficou demonstrado que ele merece.