[Mandato]
Escreve a visão sobre tábuas,
faz clara para quem corre ao ler.
Ela tem um tempo determinado;
ainda que demore, há de acontecer.
[Contraste]
A alma soberba não é reta,
incha como vinho sem repouso.
Mas o justo viverá pela fé,
humilde, firme e corajoso.
[Refrão]
O justo viverá pela sua fé,
quando o prazo parece demorar.
A visão não mente, vem para sua hora;
espera, ela não deixará de chegar.
O justo viverá pela sua fé,
não por despojo, violência ou vaidade.
A terra se encherá do conhecimento
como o mar se cobre em profundidade.
[Cinco Ais]
Ai de quem acumula o roubado,
ai de quem põe a casa em altura.
Ai de quem constrói cidade com sangue,
ai de quem embriaga para expor a nudez e a loucura.
Ai de quem diz à madeira: “Desperta”,
e à pedra muda: “Ensina-me a falar.”
[Resposta da Criação]
A viga clama de dentro do muro,
a pedra responde da construção.
A taça oferecida volta à tua mão,
e a vergonha cobre a reputação.
[Ponte]
O SENHOR está no seu santo templo;
cale-se diante dele toda a terra.
Os ídolos têm ouro por fora,
mas por dentro não há espírito que os sustenta.
[Refrão Final]
O justo viverá pela sua fé,
quando o soberbo parece dominar.
A visão não mente, vem para sua hora;
espera, ela não deixará de chegar.
O silêncio santo encerra os cinco ais,
enquanto a glória enche terra e mar.
[Coda]
Escrita na tábua,
guardada na fé.
Sobre a passagem
Habacuque 2: O saqueador não terá a última palavra
Habacuque 2 responde à espera vigilante do profeta com uma visão que deve ser escrita claramente e preservada para o seu tempo determinado. O contraste no seu centro está entre a alma ensoberbecida e o justo que vive pela fé, confiando através da demora em vez de medir a verdade pela aparência imediata. Cinco ais então desmontam a aparente permanência do conquistador. O despojo retorna sobre o saqueador, uma casa fortificada encontra testemunhas nas próprias paredes, e uma cidade construída com sangue se mostra ter exaurido pessoas por algo combustível. A humilhação volta sobre quem a infligiu, enquanto o último ai despe os ídolos fabricados de toda pretensão de vida ou fala. O capítulo se encerra substituindo o ruído imperial por uma ordem para que toda a terra se cale diante do Senhor vivo.