[Acusação]
Josué estava em roupas manchadas,
o adversário ao seu lado em pé.
Nenhum cargo cobria a culpa,
nenhum argumento comprava a fé.
[Repreensão]
Mas a misericórdia calou o acusador:
“Não é este um tição tirado do fogo?”
Jerusalém continuava escolhida,
ainda que o exílio deixasse seu selo.
[Estribilho]
Tirai as vestes sujas,
que a culpa deixe de aderir.
Vesti o sacerdote de pureza,
colocai a mitra para voltar a servir.
[Refrão]
Tirai as vestes sujas,
não por prata, cargo ou reputação.
A graça responde à acusação
e restaura o nome da vocação.
Tirai as vestes sujas,
que o Renovo venha aparecer.
Num só dia a culpa será tirada,
e a paz voltará a florescer.
[Verso II]
Anda nos caminhos, guarda o átrio,
a fidelidade abre passagem ao servidor.
Diante de Josué descansa uma pedra,
sete olhos veem a obra do SENHOR.
[Ponte]
A pedra traz sinal de limpeza,
a promessa grava nova direção.
Sob a vide e sob a figueira,
o vizinho chamará o vizinho à comunhão.
[Refrão Final]
Tirai as vestes sujas,
o tição já saiu do fogo e do temor.
O acusador fica sem a sentença;
a última palavra pertence à misericórdia do SENHOR.
[Coda]
A culpa foi nomeada;
a graça vestiu o chamado.
Citados nesta cançãoJosuéJerusalém
Sobre a passagem
Zacarias 3: O sacerdote acusado recebe roupas limpas
Josué, o sumo sacerdote, está acusado com roupas imundas e não oferece nenhum discurso de defesa. O SENHOR repreende o acusador, as roupas são retiradas, e a visão interpreta o seu próprio símbolo ao declarar que a iniquidade de Josué passou dele. Um turbante limpo completa a restauração do seu ofício sacerdotal. Só então vem a incumbência: Josué deve andar fielmente e guardar as instruções do SENHOR. Sua purificação não é conquistada por essa conduta futura, mas o serviço restaurado não fica livre de responsabilidade. O capítulo então olha além de Josué. Ele e seus companheiros se tornam sinais que apontam para o Renovo, enquanto uma pedra misteriosa com sete olhos acompanha a promessa de que a iniquidade da terra será removida em um só dia. A imagem final é mais serena do que o tribunal celestial: vizinhos se assentam sob videira e figueira.
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