Esdras 3:1-6
O altar antes do fundamento
Ele e Zorobabel levantam o altar sobre as suas bases e oferecem holocaustos de manhã e à tarde, ainda que os fundamentos do templo não estivessem lançados, porque temiam os povos ao redor.
Versículo por versículo
- 3:2
Este Jesua é o sumo sacerdote que voltou do exílio, não Josué, filho de Num. O nome compartilhado não coloca os dois homens na mesma época.
- 3:3
O texto menciona expressamente o medo ao lado das ofertas restauradas. Não afirma que o perigo ao redor desapareceu.
- 3:6
A data do primeiro dia se refere à retomada das ofertas. Não deve ser confundida com o dia em que o alicerce do templo foi lançado.













A primeira parte do santuário restaurado que começa a funcionar não é um edifício. É um altar. Jesua e os demais sacerdotes iniciam os sacrifícios enquanto o templo ainda está sem alicerce. A frase final deixa a ordem bem clara: o culto recomeçou antes mesmo de a casa que o abrigará começar a subir.
Essa ordem não é apresentada como confiança sem medo. Eles temem os povos ao redor. O Livro de Esdras conserva o medo ao lado das ofertas da manhã e da tarde. O altar não certifica que a vizinhança ficou segura. Marca a retomada de uma relação estabelecida com Deus num lugar onde a comunidade ainda se sente exposta.
A insistência no que está escrito impede que tudo vire religião improvisada entre escombros. Moisés fornece o padrão, o calendário estabelece as ocasiões, e as ofertas têm quantidades e exigências diárias. Até as contribuições voluntárias encontram lugar ao lado do serviço regular. A restauração ganha uma forma reconhecível. A importância de Jesua é prática antes de ser visionária: ele ajuda a colocar o altar novamente em uso. O Livro de Esdras pode descrever um templo ainda não construído e um sacerdócio que já está trabalhando.