Ageu 1:1-6
Considerai os vossos caminhos
Habitais em casas apaineladas e esta casa fica deserta. Semeais muito e recolheis pouco, vestis-vos e ninguém se aquece, e quem trabalha por salário o põe num saco furado.
Versículo por versículo
- 1:1
Zorobabel é chamado de governador, não de rei; a data segue o reinado de Dario. A comunidade que voltou do exílio tem um templo para reconstruir, mas não uma monarquia independente restaurada.
- 1:4
Forradas de madeira indica casas revestidas com painéis, um acabamento além do necessário. O versículo não afirma que o revestimento foi roubado de materiais destinados ao templo.
- 1:5
Considerar os caminhos traduz uma instrução hebraica de pôr o coração sobre a própria conduta. A expressão pede atenção persistente, não um pensamento passageiro.









O problema não é que ninguém consiga construir. As casas mostram o contrário. O povo encontrou uma hora adequada para os próprios telhados, enquanto o templo ficou reservado para algum futuro supostamente mais conveniente. Ageu coloca as duas casas lado a lado e deixa a desculpa do calendário desabar entre elas. Não se trata de proibir moradias confortáveis. Trata-se de expor uma urgência bastante seletiva.
Depois, a linguagem sai das casas e chega aos corpos: comer sem satisfação, beber sem ter o suficiente, vestir-se sem conseguir aquecer-se. São pessoas que trabalham, não pessoas que esqueceram de plantar ou de ganhar o sustento. O esforço rende menos do que promete, e a última imagem deixa a economia inteira com um buraco no bolso. Nos versículos seguintes, Deus liga expressamente a seca à casa abandonada. Ageu identifica esta crise da aliança, não apresenta uma explicação universal para toda colheita ruim.