2 Samuel 5:6-9
Os cegos e os coxos o manterão fora daqui
A zombaria é registrada por inteiro, e a resposta também. Habitou na fortaleza e a chamou de cidade de Davi.
Versículo por versículo
- 5:6
A afirmação de que Davi não pode entrar pertence aos jebuseus. O contraste no versículo seguinte desfaz expressamente essa confiança.
- 5:7
Sião aqui é a fortaleza identificada com a cidade de Davi. Seu sentido posterior, mais amplo, não deve transformar o versículo numa referência a todo o futuro complexo do templo.
- 5:8
O canal de água é o raro hebraico tsinnor, palavra associada a um conduto ou curso de água. Sua identificação exata é discutida; nenhum poço arqueológico é nomeado pelo versículo.
- 5:9
Davi estabelece sua residência e constrói depois da conquista. O trecho descreve ocupação e desenvolvimento de um lugar fortificado existente, não a fundação de Jerusalém a partir do nada.














Uma só palavra, contudo, responde a uma fortaleza que garante que Davi não pode entrar. Os defensores recebem uma frase para expressar confiança; a conquista recebe outra que acaba com ela. A fortaleza confundiu sua posição com uma garantia.
Jerusalém não é a primeira capital de Davi. O versículo 5 já lhe atribuiu sete anos e seis meses em Hebrom antes do reinado sobre todo Israel e Judá a partir de Jerusalém. O novo nome, cidade de Davi, marca uma mudança de posse e de residência real. Não significa que ele fundou um assentamento vazio. Já havia habitantes, defesas e um nome antes de sua chegada.
As palavras sobre cegos e coxos são difíceis e duras. Seu contexto imediato é a provocação jebuseia e a resposta de Davi, não uma declaração isolada sobre todas as pessoas com deficiência. O mesmo Segundo Livro de Samuel depois coloca Mefibosete, aleijado dos dois pés, à mesa de Davi em Jerusalém, em 9:13. Esse detalhe posterior não torna suaves as palavras daqui. Impede, porém, uma generalização descuidada.