Apocalipse 15:2-3
O cântico de Moisés, e o cântico do Cordeiro
A única outra vez em que este cântico é cantado é no mar Vermelho, o que enquadra tudo o que se segue como uma libertação.
Versículo por versículo
- 15:2
A série a besta, a sua imagem, e o número do seu nome enumera as diferentes exigências de lealdade da besta. Apocalipse 13:15-17 explica a coerção associada à imagem e à marca.
- 15:3
Moisés é chamado servo de Deus; o Cordeiro fornece a outra parte da designação do cântico. O trecho aproxima suas associações sem torná-los figuras idênticas.
- 15:3
Justos e verdadeiros descreve os caminhos de Deus antes do derramamento das taças. O cântico estabelece o enquadramento moral dos juízos apresentados.















Os vencedores cantam sobre as obras de Deus, não sobre as próprias. O texto enumera cuidadosamente aquilo que venceram: a besta, a sua imagem, e o número do seu nome. Então o cântico se volta inteiramente àquele cujos caminhos são justos e verdadeiros. A celebração da vitória não vira uma lista de realizações pessoais.
Moisés e o Cordeiro aparecem juntos na designação do cântico. Êxodo 15 coloca Israel resgatado junto ao mar, cantando depois da libertação do faraó. Aqui outra comunidade liberta está diante de um mar e canta na presença do Deus que julga seu opressor. O resgate anterior fornece o padrão sem exigir uma repetição exata.
A palavra vitória também merece a definição do próprio Livro do Apocalipse. Em 13:7, a besta recebe permissão para vencer os santos; em 15:2, os fiéis venceram a besta. São duas medidas diferentes de triunfo. A coerção pode matar sem conseguir adoração. A presença dos cantores diante de Deus desmente a pretensão de vitória completa da besta, e seu cântico atribui o mérito a outro.