Ester 2:5-11
Não havia declarado o seu povo
Levada à casa das mulheres, recebe o que lhe é designado e não pede nada além. Mardoqueu passeia todo dia diante do pátio para saber como ela está.
Versículo por versículo
- 2:6
A oração relativa sobre a deportação pode se referir a Mardoqueu ou a um antepassado, especialmente Quis. Não convém calcular a idade de Mardoqueu como se essa ligação fosse indiscutível.
- 2:7
A filha de seu tio é sua prima; recebê-la como filha descreve a adoção de Ester, não outro parentesco biológico.
- 2:10
Mardoqueu dá a instrução de ocultar o povo e a família de Ester. O trecho não apresenta o motivo dele.


















Ester entra no livro com dois nomes e sem os pais. Antes de o palácio reparar em sua beleza, o Livro de Ester a situa numa família judaica deslocada e identifica o primo que a criou. A ordem importa. A corte está prestes a tratá-la como possível substituta de uma rainha; o relato já estabeleceu a que povo ela pertence.
Os verbos também têm peso. Ester foi levada à casa do rei. O trecho não diz que ela se ofereceu, procurou uma coroa ou se apaixonou. A bondade de Hegai lhe traz provisões, auxiliares e a melhor acomodação disponível, mas a repetição da ideia de custódia impede que o ambiente seja romantizado. Um quarto melhor na casa das mulheres continua sendo um quarto na casa das mulheres.
Do lado de fora, Mardoqueu passa todos os dias. Sua preocupação aparece nos passos, não num discurso: saber como Ester estava e o que aconteceria com ela. Lá dentro, ela esconde sua identidade porque ele assim determinou. A corte conhece sua aparência; o Livro de Ester já mostrou o que essa aparência não revela. Sua beleza é pública. Seu pertencimento, não.