Personagens da Bíblia

Estêvão

Foi nomeado para distribuir comida, e fez o discurso mais longo de Atos antes que alguém pudesse detê-lo.

O trabalho que lhe dão é administrativo. As viúvas de fala grega estão sendo desprezadas na distribuição diária, então sete homens são escolhidos para cuidar disso, e Estêvão é nomeado primeiro, cheio de fé e do Espírito Santo. O texto não o deixa nas mesas. Em poucos versículos ele faz grandes prodígios e sinais entre o povo, e homens de uma sinagoga de libertos disputam com ele e não conseguem resistir à sabedoria e ao Espírito com que falava.

Onde apareceAtos 6 a 8

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Estêvão

Os movimentos, na ordem em que o texto os dá.

O relato de Estêvão

  1. 01

    Atos 6:1-6

    Escolhido para servir às mesas

    Uma queixa sobre a distribuição de comida produz o primeiro ofício nomeado na igreja. Sete homens são escolhidos e Estêvão encabeça a lista.

    A igreja cresce, e algumas viúvas ficam sem sua parte. Atos coloca os dois fatos na mesma frase. O sucesso numérico não tornou justa a distribuição, e a reclamação não é descartada como interrupção de assuntos mais espirituais. A solução exige homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria. Pelo visto, organizar as refeições não é tarefa para os dons que sobrarem.

    Os apóstolos distinguem responsabilidades sem diminuir a necessidade. Não devem abandonar a oração e a palavra, mas as viúvas também não podem continuar esquecidas. Toda a comunidade participa da escolha dos sete; os apóstolos oram e impõem as mãos. Estêvão aparece por meio desse reconhecimento público, não por uma declaração pessoal de importância. Sua primeira descrição, cheio de fé e do Espírito Santo, está ao lado de um problema prático que precisa ser resolvido. O homem que depois falará diante do conselho já é aqui um servidor digno de confiança. Nada na passagem trata o cuidado com necessidades materiais e a autoridade espiritual ao falar como caminhos incompatíveis.

    Versículo por versículo

    1. 6:1

      Os "helenistas" são aqui judeus de língua grega, em contraste com os "hebreus" dentro da comunidade de crentes, não simplesmente gentios em oposição a judeus.

    2. 6:5

      Os sete costumam ser chamados de primeiros diáconos, mas Atos 6 não lhes atribui formalmente o substantivo "diácono" como título.

    3. 6:6

      A oração e a imposição de mãos acompanham a nomeação pública; a passagem não prescreve a forma completa de toda ordenação posterior.

    Atos 6:1-6

    Bíblia Portuguesa Mundial · 6 versículos

    6:1Naqueles dias, enquanto o número dos discípulos aumentava, surgiu uma queixa dos helenistas contra os hebreus, porque as suas viúvas estavam sendo negligenciadas no serviço diário.

    6:2Os doze convocaram a multidão dos discípulos e disseram: “Não é apropriado que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.

    6:3Portanto, irmãos, escolham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, a quem possamos encarregar desta tarefa.

    6:4Mas nós perseveraremos na oração e no ministério da palavra.”

    6:5Estas palavras agradaram a toda a multidão. Eles escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, um prosélito de Antioquia,

    6:6os quais apresentaram perante os apóstolos. Depois de orarem, impuseram-lhes as mãos.

    Atos 6:1-6: Escolhido para servir às mesas
  2. 02

    Atos 6:8-15

    O seu rosto como o rosto de um anjo

    Perdendo a discussão, os opositores subornam testemunhas. O concílio olha para ele, e a última coisa registrada antes do discurso é como estava o seu rosto.

    A discussão muda de método quando não consegue vencer pela discussão. Primeiro vem o debate; depois, a incapacidade de resistir à sabedoria de Estêvão; então, homens são induzidos a testemunhar. Atos deixa a sequência à vista. A acusação de blasfêmia não surge como resultado neutro de uma investigação bem-sucedida. Surge depois do fracasso dos adversários, e o livro chama de falso o testemunho apresentado.

    As acusações se concentram em Moisés, Deus, o lugar santo e a lei. Não são assuntos secundários. Apresentam Estêvão como ameaça à própria herança que seu discurso reivindicará e examinará. Enquanto isso, o conselho olha fixamente para o acusado e vê um rosto como o de um anjo. O texto não fornece uma auréola, um sorriso ou uma explicação da aparência. Mas coloca essa aparência diante dos homens que o acusam de falar contra Deus. Há um contraste forte entre as palavras fabricadas que chegam à audiência e o rosto que os juízes têm diante deles. A acusação conseguiu vozes. Não conseguiu controlar tudo o que se vê.

    Versículo por versículo

    1. 6:9

      "Dos Libertos" traduz um nome associado a pessoas libertadas da escravidão: o nome fala da condição social dos membros da sinagoga, não de seu comportamento moral.

    2. 6:11

      A expressão indica que homens foram induzidos secretamente a dar o testemunho desejado; Atos não informa pagamento nem acordo.

    3. 6:13

      Atos chama essas testemunhas de falsas. Sua acusação não pode simplesmente virar uma afirmação do que Estêvão realmente ensinava.

    4. 6:15

      A comparação pode lembrar o rosto radiante de Moisés em Êxodo 34:29-35, mas Atos não afirma expressamente que o rosto de Estêvão emitia luz.

    Atos 6:8-15

    Bíblia Portuguesa Mundial · 8 versículos

    6:8Estêvão, cheio de fé e de poder, realizava grandes prodígios e sinais entre o povo.

    6:9Mas levantaram-se alguns dos que eram da sinagoga chamada “Dos Libertos”, e dos cireneus, dos alexandrinos, e dos da Cilícia e da Ásia, discutindo com Estêvão.

    6:10Eles não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito pelo qual ele falava.

    6:11Então induziram secretamente alguns homens a dizer: “Nós o ouvimos proferir palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus.”

    6:12Eles agitaram o povo, os anciãos e os escribas e, avançando contra ele, o agarraram e o levaram ao Sinédrio,

    6:13e apresentaram falsas testemunhas que diziam: “Este homem não cessa de proferir palavras blasfemas contra este lugar santo e contra a lei.

    6:14Pois nós o ouvimos dizer que esse Jesus de Nazaré destruirá este lugar e mudará os costumes que Moisés nos entregou.”

    6:15Todos os que estavam assentados no Sinédrio, olhando fixamente para ele, viram o seu rosto como se fosse o rosto de um anjo.

    Atos 6:8-15: O seu rosto como o rosto de um anjo
  3. 03

    Atos 7:2-50

    O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão

    A defesa é uma aula de história, e cada episódio acontece em outro lugar que não o templo. O Altíssimo não habita em templos feitos por mãos.

    A acusação gira em torno do templo, mas Estêvão começa onde ainda não existe templo. O Deus da glória aparece a Abraão na Mesopotâmia, antes da chegada à terra prometida, antes de existir um filho para herdá-la, antes de Abraão possuir chão suficiente para pôr um pé. Não é mera ambientação. Assim fica estabelecida a ordem: Deus fala; as instituições e as propriedades vêm depois. José leva o mesmo argumento ao Egito. Seus irmãos o vendem; Deus está com ele. Moisés encontra terra santa num deserto, fora da terra prometida. A geografia virou evidência. A presença de Deus não está esperando um endereço em Jerusalém.

    A rejeição fornece o outro movimento recorrente. Os irmãos de José não reconhecem o homem por meio de quem sua família sobreviverá. Moisés é repelido pelas pessoas que procura defender, mas esse mesmo Moisés se torna o governante e libertador enviado por Deus. A repetição importa mais que um desfile organizado de nomes famosos. Um libertador autorizado pode chegar e ser rejeitado justamente por aqueles que reivindicam a herança. Estêvão não transforma Moisés em inimigo da revelação. Moisés recebe palavras divinas vivas; a falha pertence aos que não querem obedecê-las. Seus pés saíram do Egito, mas seus corações voltaram. O bezerro dá forma visível a esse retorno interior. Depois de rejeitarem um libertador enviado por Deus, celebram algo que as próprias mãos conseguem fabricar.

    O argumento se aproxima, então, do edifício no centro da acusação. Estêvão reconhece que o tabernáculo foi feito conforme a orientação de Deus e que Salomão construiu uma casa. Nenhum dos fatos é negado. O que se nega é o confinamento: o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas. Isaías fornece as palavras finais, com o céu como trono, a terra como apoio dos pés e a mão de Deus por trás de qualquer material que um construtor possa usar. É uma crítica pronunciada a partir das Escrituras de Israel, não desprezo por elas. A longa exposição respondeu a uma questão precisa sem aceitar os termos da acusação. Possuir um edifício sagrado não prova que seus guardiões reconheçam o Deus que não pode ser contido nele.

    Versículo por versículo

    1. 7:14

      Os setenta e cinco concordam com o total da Septuaginta grega em Gênesis 46:27; no hebraico, Gênesis 46:27 e Deuteronômio 10:22 dão setenta, e assim o lê a Bíblia Portuguesa Mundial em Gênesis: "foram setenta". São formas antigas diferentes do total familiar.

    2. 7:16

      Gênesis 23 situa a compra de Abraão em Macpela, enquanto Gênesis 33:19 e Josué 24:32 associam a compra de Jacó a Siquém. Atos 7:16 apresenta uma dificuldade real na relação desses dados, não uma razão para inventar outra transação não mencionada.

    3. 7:23

      Atos atribui a Moisés quarenta anos antes dessa visita, outros quarenta antes da sarça em 7:30 e quarenta conduzindo o povo em 7:36. O discurso organiza sua vida em três períodos de quarenta anos.

    4. 7:38

      O grego ekklesia significa aqui assembleia ou congregação; os oráculos recebidos são palavras divinas vivas. Nenhuma dessas expressões transforma a assembleia do deserto numa instituição eclesiástica posterior.

    5. 7:45

      O grego deste versículo diz Iesous, a mesma forma do nome de Jesus. A Bíblia Portuguesa Mundial escreve com acerto Josué: é quem introduziu Israel em Canaã.

    6. 7:49-50

      A citação vem de Isaías 66:1-2. O contraste é entre o Criador e o que seres humanos conseguem construir, não uma afirmação de que Salomão nunca construiu o templo.

    Atos 7:2-50: O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão

    Atos 7:2-50

    Bíblia Portuguesa Mundial · 49 versículos

    7:2Ele disse: “Irmãos e pais, ouçam. O Deus da glória apareceu a nosso pai Abraão quando ele estava na Mesopotâmia, antes de morar em Harã,

    7:3e lhe disse: ‘Saia da sua terra e do meio dos seus parentes, e vá para uma terra que eu lhe mostrarei.’

    7:4Então ele saiu da terra dos caldeus e morou em Harã. Dali, depois que seu pai morreu, Deus o trouxe para esta terra onde vocês agora vivem.

    7:5Ele não lhe deu nela herança alguma, nem mesmo o espaço de um pé. Mas prometeu que a daria como propriedade a ele e à sua descendência depois dele, quando ele ainda não tinha filhos.

    7:6Deus falou desta maneira: que a sua descendência viveria como estrangeira em terra alheia, e que eles seriam escravizados e maltratados por quatrocentos anos.

    7:7‘Eu julgarei a nação à qual eles estarão sujeitos’, disse Deus, ‘e depois disso eles sairão e me servirão neste lugar.’

    7:8Ele lhe deu a aliança da circuncisão. Assim Abraão gerou a Isaque, e o circuncidou no oitavo dia. Isaque gerou a Jacó, e Jacó gerou os doze patriarcas.

    7:9“Os patriarcas, movidos de inveja contra José, o venderam para o Egito. Mas Deus estava com ele

    7:10e o livrou de todas as suas aflições, e lhe deu favor e sabedoria diante do Faraó, rei do Egito. Este o constituiu governador sobre o Egito e sobre toda a sua casa.

    7:11Então veio uma fome sobre toda a terra do Egito e de Canaã, e grande aflição. Nossos pais não encontravam alimento.

    7:12Mas quando Jacó ouviu que havia trigo no Egito, enviou nossos pais pela primeira vez.

    7:13Na segunda vez, José se deu a conhecer aos seus irmãos, e a família de José foi revelada ao Faraó.

    7:14José mandou chamar a Jacó, seu pai, e a todos os seus parentes, setenta e cinco pessoas.

    7:15Jacó desceu ao Egito e morreu, ele e nossos pais;

    7:16e eles foram levados de volta para Siquém e colocados no túmulo que Abraão havia comprado por certo preço em prata dos filhos de Hamor, em Siquém.

    7:17“Mas, conforme se aproximava o tempo da promessa que Deus havia jurado a Abraão, o povo cresceu e se multiplicou no Egito,

    7:18até que se levantou um rei diferente, que não conhecia a José.

    7:19Este rei agiu traiçoeiramente contra o nosso povo e maltratou os nossos pais, forçando-os a abandonar os seus recém-nascidos, para que não sobrevivessem.

    7:20Naquele tempo nasceu Moisés, e ele era muito formoso diante de Deus. Ele foi criado por três meses na casa de seu pai.

    7:21Quando foi abandonado, a filha do Faraó o recolheu e o criou como seu próprio filho.

    7:22Moisés foi instruído em toda a sabedoria dos egípcios. Ele era poderoso em suas palavras e obras.

    7:23Mas, quando completou quarenta anos, sentiu o desejo de visitar os seus irmãos, os filhos de Israel.

    7:24Vendo um deles sofrer injustiça, ele o defendeu e vingou o oprimido, golpeando o egípcio.

    7:25Ele supunha que seus irmãos entenderiam que Deus, por meio dele, lhes estava dando livramento; mas eles não entenderam.

    7:26“No dia seguinte, ele apareceu a eles enquanto brigavam, e tentou reconciliá-los, dizendo: ‘Senhores, vocês são irmãos. Por que fazem mal uns aos outros?’

    7:27Mas aquele que maltratava o seu próximo o empurrou, dizendo: ‘Quem o constituiu governante e juiz sobre nós?

    7:28Você quer me matar como matou o egípcio ontem?’

    7:29Ao ouvir isso, Moisés fugiu e tornou-se estrangeiro na terra de Midiã, onde gerou dois filhos.

    7:30“Passados quarenta anos, um anjo do Senhor apareceu a ele no deserto do monte Sinai, numa chama de fogo em uma sarça.

    7:31Quando Moisés viu isso, maravilhou-se com a visão. Ao se aproximar para observar, a voz do Senhor veio a ele:

    7:32‘Eu sou o Deus de seus pais: o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.’ Moisés tremeu e não ousava olhar.

    7:33O Senhor lhe disse: ‘Tire as sandálias dos pés, pois o lugar onde você está é terra santa.

    7:34Eu certamente vi a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi o seu gemido. Eu desci para livrá-los. Agora venha, eu o enviarei ao Egito.’

    7:35“A este Moisés, a quem eles rejeitaram, dizendo: ‘Quem o constituiu governante e juiz?’ — a este Deus enviou como governante e libertador, por meio do anjo que lhe apareceu na sarça.

    7:36Este homem os tirou de lá, realizando maravilhas e sinais no Egito, no mar Vermelho e no deserto por quarenta anos.

    7:37Este é aquele Moisés que disse aos filhos de Israel: ‘O Senhor, nosso Deus, levantará para vocês um profeta dentre os seus irmãos, semelhante a mim.’

    7:38Este é o que esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava no monte Sinai, e com os nossos pais; e recebeu revelações vivas para nos transmitir.

    7:39A ele nossos pais não quiseram obedecer; pelo contrário, o rejeitaram e, em seus corações, voltaram para o Egito,

    7:40dizendo a Arão: ‘Faça-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu com ele.’

    7:41Naqueles dias, eles fizeram um bezerro, ofereceram sacrifício ao ídolo e se alegraram com as obras de suas mãos.

    7:42Mas Deus se afastou e os entregou para servirem ao exército do céu, como está escrito no livro dos profetas: ‘Por acaso vocês me ofereceram animais mortos e sacrifícios durante quarenta anos no deserto, ó casa de Israel?

    7:43Vocês levantaram o tabernáculo de Moloque, e a estrela do seu deus Renfã, as imagens que vocês fizeram para adorar; por isso eu os transportarei além da Babilônia.’

    7:44“Nossos pais tinham o tabernáculo do testemunho no deserto, assim como aquele que falou a Moisés lhe ordenou que o fizesse, segundo o modelo que ele tinha visto.

    7:45O qual também nossos pais, por sua vez, trouxeram com Josué quando tomaram posse das nações que Deus expulsou diante de nossos pais, até os dias de Davi.

    7:46Este encontrou favor diante de Deus e pediu para providenciar uma habitação para o Deus de Jacó.

    7:47Mas foi Salomão quem lhe construiu uma casa.

    7:48No entanto, o Altíssimo não habita em templos feitos por mãos humanas, como diz o profeta:

    7:49‘o céu é o meu trono, e a terra é o estrado para os meus pés. Que tipo de casa vocês me edificarão?’ diz o Senhor. ‘Ou qual é o lugar do meu repouso?

    7:50Não foi a minha mão que fez todas estas coisas?’

  4. 04

    Atos 7:51-58

    Vejo os céus abertos

    Volta a acusação contra eles, tapam os ouvidos, e ele vê o Filho do homem em pé e não sentado. Lançam-no fora da cidade e o apedrejam.

    A acusação sobre os ouvidos se torna visível quase imediatamente. Estêvão chama seus ouvintes de incircuncisos de coração e de ouvidos; eles tapam os ouvidos. O gesto corporal oferece uma terrível ilustração da acusação. Sua conclusão não é que a lei de Moisés não tenha valor. É que aqueles que a receberam não a guardaram. A disputa permanece dentro da herança bíblica que o discurso acaba de percorrer e se dirige aos que o enfrentam, não autoriza condenar um povo inteiro ao longo da história.

    O Deus da glória mencionado no começo do discurso é agora a glória que Estêvão contempla. Embaixo, o conselho ouve uma acusação; acima, ele vê Jesus à direita de Deus. Estar de pé chama atenção, mas o texto não explica a postura. Uma recepção, uma testemunha, um juiz: intérpretes propuseram sentidos diferentes. O texto estabelece a posição de Jesus com mais firmeza que o motivo da postura. A declaração sobre o Filho do Homem também lembra a afirmação feita diante do conselho em Lucas 22:69. Então a audiência vira uma investida para fora da cidade. As testemunhas deixam suas roupas para participar da morte, e Saulo entra no relato junto aos pés delas. Não se registra uma sentença entre o grito e as pedras.

    Versículo por versículo

    1. 7:51

      O discurso se dirige aos ouvintes imediatos de Estêvão. A acusação não deve ser transformada numa denúncia contra toda pessoa judia, incluindo os fiéis judeus presentes ao longo desses capítulos.

    2. 7:55

      Atos afirma que Jesus está de pé, mas não identifica o motivo. Explicações da postura devem permanecer interpretações, não acontecimentos acrescentados ao texto.

    3. 7:56

      Lucas 22:69 também situa o Filho do Homem à direita de Deus diante do conselho. A declaração de Estêvão retoma essa afirmação sem repetir exatamente suas palavras ou postura.

    4. 7:58

      Deuteronômio 17:7 exige que as testemunhas sejam as primeiras a participar de um apedrejamento. Atos lhes dá destaque, mas não registra uma sentença formal antes da agressão.

    Atos 7:51-58

    Bíblia Portuguesa Mundial · 8 versículos

    7:51“Homens de dura cerviz, e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito Santo! Assim como fizeram os seus pais, vocês também fazem.

    7:52Qual dos profetas os seus pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciaram antecipadamente a vinda do Justo, de quem vocês agora se tornaram traidores e assassinos.

    7:53Vocês receberam a lei como foi ordenada por anjos, e não a guardaram!”

    7:54Ao ouvirem estas coisas, ficaram furiosos e rangeram os dentes contra ele.

    7:55Mas ele, estando cheio do Espírito Santo, olhou fixamente para o céu e viu a glória de Deus, e Jesus em pé à direita de Deus,

    7:56e disse: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem em pé à direita de Deus!”

    7:57Mas eles gritaram em alta voz, taparam os ouvidos e avançaram todos juntos contra ele.

    7:58Eles o lançaram fora da cidade e o apedrejaram. As testemunhas colocaram as suas vestes aos pés de um jovem chamado Saulo.

    Atos 7:51-58: Vejo os céus abertos
  5. 05

    Atos 7:59-8:2

    Não lhes imputes este pecado

    Morre com duas orações, ambas eco da cruz. Saulo consentia na sua morte, e a perseguição que dispersa a igreja começa naquele dia.

    As últimas palavras de Estêvão não fingem que as pedras sejam inocentes. Ele chama o que está acontecendo de este pecado e pede que não seja atribuído aos agressores. O perdão não exige uma descrição mais amena da morte. A oração é pronunciada em voz alta, não acrescentada como pensamento particular, e vem depois de outro apelo direto: Senhor Jesus, recebe o meu espírito. O homem condenado depois de falar de Jesus no céu se entrega agora a esse mesmo Jesus.

    Ele se ajoelha; depois, o relato diz que adormeceu. Essa expressão mais serena não apaga a violência. O capítulo seguinte apresenta imediatamente a perseguição que se amplia e o grande pranto pelo sepultamento. A morte não virou um encerramento decorativo, e a fé não tornou o luto inadequado. O consentimento de Saulo também aparece sem atenuantes. Quando Paulo recordar o episódio em Atos 22:20, admitirá sua participação, em vez de se apresentar como espectador acidental. Enquanto isso, homens piedosos, sem nomes nem identificação mais específica, sepultam Estêvão. A comunidade se dispersa, e Atos 11:19 acompanhará parte desse deslocamento até Antioquia. Estas páginas contêm tanto a expansão da mensagem quanto a perda que expulsou os mensageiros. A sepultura não fica de fora.

    Versículo por versículo

    1. 7:59

      "Senhor Jesus" identifica o destinatário do pedido para receber o espírito de Estêvão. A formulação apresenta uma invocação direta, não apenas uma declaração sobre Jesus.

    2. 7:60

      Adormecer descreve sua morte. A expressão não afirma que o apedrejamento tenha sido indolor nem nega a morte física confirmada pelo sepultamento.

    3. 8:1

      Atos 22:20 registra o reconhecimento posterior de Paulo: estava presente, consentiu e guardou as roupas dos que mataram Estêvão. Atos não descreve uma mudança secreta no coração de Saulo durante esse acontecimento.

    4. 8:2

      Os responsáveis pelo sepultamento são chamados de homens piedosos, sem nomes nem identificação mais específica. Seu grande pranto faz parte do texto, não é uma falha repreendida pelo capítulo.

    Atos 7:59-8:2

    Bíblia Portuguesa Mundial · 4 versículos

    7:59Eles apedrejavam Estêvão enquanto ele clamava, dizendo: “Senhor Jesus, recebe o meu espírito!”

    7:60Ele se ajoelhou e clamou em alta voz: “Senhor, não lhes imputes este pecado!” Depois de dizer isso, ele adormeceu.

    8:1Saulo consentia na sua morte. Naquele dia, levantou-se uma grande perseguição contra a igreja que estava em Jerusalém. Todos foram dispersos pelas regiões da Judeia e Samaria, exceto os apóstolos.

    8:2Homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande pranto por ele.

    Atos 7:59-8:2: Não lhes imputes este pecado

Por que importa

Então trazem falsas testemunhas, e a acusação é sobre o templo e os costumes de Moisés. A resposta são cinquenta e dois versículos da própria história de Israel, contada como a história de um Deus que vivia encontrando pessoas fora da terra e fora da casa: Abraão na Mesopotâmia, José no Egito, Moisés em Midiã, o tabernáculo no deserto. Só no fim ele a volta contra o concílio. Morre pedindo que não lhes seja imputado este pecado, e as capas dos que o apedrejam são postas aos pés de um jovem chamado Saulo.

1 música

A música

Todas as músicas do catálogo cuja passagem cai dentro destes capítulos.

  1. Atos 6:1-7:60

    O Martírio de Estêvão

Por perto

Todos os personagens

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