[A Linha]
Um jovem levava corda e medida
por ruas feridas de Jerusalém.
Buscava a largura, buscava o comprimento,
quanto futuro caberia também.
[Interrupção do Mensageiro]
“Corre e diz ao que mede:
a cidade sem muros transbordará.
Povo e gado encherão suas praças;
nenhum limite estreito a conterá.”
[Refrão]
Um muro de fogo ao redor,
e glória vivendo dentro de Sião.
Não por torre, porta ou soldado,
mas pelo Deus da restauração.
Um muro de fogo ao redor,
espaço para todo o que voltou.
Jerusalém supera a medida,
guardada por quem a congregou.
[Chamado ao Exílio]
Fugi do norte, saí da Babilônia,
os dispersos retornam ao lar.
Quem toca Sião toca o precioso;
o saqueado já não viverá para chorar.
[Ponte]
Muitas nações se unirão ao pacto,
Judá será herança do SENHOR.
Cale-se toda carne diante dele;
ele se levanta de sua morada com esplendor.
[Refrão Final]
Um muro de fogo ao redor,
e glória vivendo dentro de Sião.
A corda cai sem achar fronteira,
pois a promessa é maior que a medição.
[Outro]
A cidade ficou aberta,
mas não ficou indefesa.
Zacarias 2: Uma cidade cheia demais para o cordel de medir
Uma linha de medir abre o capítulo, mas o futuro prometido de Jerusalém logo ultrapassa o levantamento. A cidade se espalhará como aldeias sem muros porque pessoas e animais se multiplicarão, enquanto o próprio SENHOR é retratado como fogo ao redor dela e glória dentro dela. O foco então se desloca para os exilados que ainda vivem na Babilônia, pessoas chamadas Sião mesmo habitando longe de Sião. São convocados a sair porque as nações que os saquearam não manterão a sua vantagem para sempre. A promessa final se amplia além de Judá: muitas nações se unirão ao SENHOR e serão o seu povo, mesmo que Judá e Jerusalém conservem o seu lugar próprio na promessa. Zacarias encerra o capítulo passando do canto ao silêncio. Sião se alegra porque o SENHOR habitará no meio dela, e toda a carne se cala porque ele despertou da sua santa habitação.