[Abertura do Dia]
Um dia pertence somente ao SENHOR,
o despojo se reparte dentro da cidade.
As nações cercam Jerusalém,
e a terra conhece amarga realidade.
[O Monte]
Então o SENHOR sai à batalha,
o monte das Oliveiras recebe o sinal.
Do leste ao oeste se divide,
e abre um vale como escape providencial.
[Refrão]
O SENHOR será Rei sobre toda a terra,
um só SENHOR, um só Nome sem guerra.
Águas vivas saem de Jerusalém,
para o mar oriental e ocidental também.
O SENHOR será Rei sobre toda a terra,
a noite terá luz quando o dia se encerra.
Toda altura perde sua pretensão;
só a justiça ocupa o trono da criação.
[Movimento II]
O povo foge pelo vale aberto,
os santos acompanham o soberano dia.
Verão e inverno recebem as águas,
nenhuma estação detém a corrente viva.
[Juízo e Adoração]
Os exércitos hostis encontram terror,
mas sobreviventes sobem ano após ano.
As nações celebram a festa dos tabernáculos,
e aprendem culto, chuva e temor sem engano.
[Ponte: Sinos e Panelas]
“Santidade ao SENHOR” alcança os sinos,
e toda panela em Judá serve ao altar.
O comum fica consagrado,
e nenhum mercador profana a casa no final.
[Refrão Final]
O SENHOR será Rei sobre toda a terra,
um só SENHOR, um só Nome governa.
Águas vivas saem de Jerusalém,
e até o vaso comum recebe santidade também.
[Final]
Um Rei.
Um Nome.
Água viva pela terra.
Zacarias 14: O dia do Rei alcança as panelas de cozinha
O capítulo final de Zacarias começa com uma Jerusalém ferida antes de ser resgatada. A cidade é tomada, as casas são saqueadas, as pessoas são levadas cativas, e só então o SENHOR intervém contra as nações. O monte das Oliveiras se divide, a escuridão esperada cede lugar à luz ao entardecer, e águas vivas saem de Jerusalém em toda estação. O reinado do SENHOR é anunciado sobre toda a terra, e ainda assim a visão continua ancorada em uma cidade com portas, torres, casas e habitação segura. O acampamento atacante é desfeito pela praga e pela violência interna, mas nem toda nação desaparece. Os sobreviventes voltam ano após ano para adorar o Rei e celebrar a festa dos tabernáculos, enquanto a recusa ainda traz consequências. O movimento final vai da transformação cósmica aos objetos comuns: a santidade alcança campainhas, panelas e vasilhas de cozinha.