Lucas 2:36-37
Não se afastava do templo
Os dados são exatos: a tribo, o pai, sete anos de casamento, e oitenta e quatro anos de viuvez passados em jejuns e orações de noite e de dia.
Versículo por versículo
- 2:36
Aser é a tribo identificada aqui. Ana não é apresentada como integrante de Levi, a tribo sacerdotal.
- 2:36-37
Os sete anos descrevem sua vida conjugal, não a idade em que se casou. Há leituras diferentes sobre se oitenta e quatro indica a idade total ou os anos de viuvez.
- 2:37
O verbo grego latreuo expressa serviço religioso ou adoração. Lucas o aplica aos jejuns e às orações dela sem lhe atribuir um cargo sacerdotal.









Ana recebe um nome, o nome do pai, uma tribo e um título profético antes de realizar sua primeira ação. Lucas não pretende deixá-la como uma idosa anônima ao fundo do templo. Uma filha de Aser está em Jerusalém, identificada dentro da história de Israel e com um ministério próprio. Profetisa é a descrição de Lucas, não um elogio inventado depois de sua morte.
A sete anos de casamento segue-se uma longa viuvez. Os oitenta e quatro anos podem indicar sua idade ou a duração dessa viuvez; a redação permite as duas leituras. Reconstruir uma data exata de nascimento afirmaria mais do que a passagem autoriza. Sua idade avançada, porém, é explícita. Também é explícito o que ocupa seu tempo: jejum e oração, noite e dia. Lucas chama isso de serviço a Deus. Não a apresenta simplesmente esperando algo útil para fazer.
O fato de não se afastar do templo deixa claro o lugar dele na vida de Ana, embora nenhuma moradia, acomodação ou nomeação oficial seja informada. Sua devoção é constante, concreta e ativa. Os anos não a transformaram em espectadora.