Marcos 15:6-8
O costume da festa
O governador soltava um preso na festa, e a multidão sobe a pedir o que ele sempre lhes fazia. O mecanismo da soltura é comum.
Versículo por versículo
- 15:6
João 18:39 identifica a festa como a Páscoa. Essas passagens descrevem uma prática local envolvendo Pilatos e o povo, não o texto de uma lei romana válida em todo o império.
- 15:7
Marcos liga Barrabás a presos que participaram de uma insurreição na qual houve homicídio. Sua apresentação não declara que ele tenha sido acusado falsamente.
- 15:8
A multidão pede que Pilatos faça o que costumava fazer. Este versículo ainda não registra que ela pronuncie o nome do preso escolhido.











O costume pede o nome de um preso, não uma demonstração de inocência. É por essa diferença que Barrabás entra na passagem. A prática estabelecida do governador consiste em soltar a pessoa desejada pelo povo. Não exige que Marcos reabilite a reputação do prisioneiro, e Marcos não tenta fazer isso. A frase seguinte apresenta uma insurreição e um homicídio.
Barrabás está preso com outros enquanto a multidão começa a pedir a libertação costumeira. O relato coloca seu confinamento ao lado da capacidade deles de solicitar liberdade. Não o apresenta falando com Pilatos, convencendo a multidão ou expondo uma defesa. Quem fala são as pessoas que podem afetar seu futuro imediato. Seu nome aparece entre os presos antes de se tornar a resposta que elas dão.
O começo do capítulo já descreveu Jesus amarrado e entregue a Pilatos. Marcos coloca, portanto, dois homens presos diante da atenção, mas fornece informações muito diferentes sobre seus casos. Jesus recebe acusações; Barrabás está ligado a uma insurreição em que houve homicídio. Um costume de clemência cruza um procedimento de acusação. A diferença importa: sair da prisão pode mudar as circunstâncias de um homem sem mudar a explicação do que o levou à custódia.