Números 13:25-33
Bem poderemos
O relato tem quarenta dias e o cacho de uvas precisa de dois homens para ser carregado. Calebe faz o povo calar e diz subamos já. Os outros dez respondem que a terra devora os seus moradores.
Versículo por versículo
- 13:25
A exploração dura quarenta dias. Números 14:34 relaciona expressamente esses dias aos quarenta anos de julgamento no deserto.
- 13:28
Os filhos de Anaque não são uma descoberta que Calebe precisa negar: Números 13:22 já os situou em Hebrom. A discordância diz respeito à resposta de Israel diante deles.
- 13:30
Calebe fala sozinho aqui, mas Josué se une abertamente a ele em Números 14:6-9. O silêncio neste momento não coloca Josué entre os dez espias contrários à entrada.
- 13:33
A comparação com gafanhotos e a opinião atribuída aos habitantes fazem parte da fala dos espias. A passagem não apresenta uma declaração separada de algum habitante confirmando essa comparação.












As uvas não mudaram enquanto o relatório vai piorando. Os espias começam confirmando a fartura da terra e mostrando seu fruto. Então aparece o porém. Habitantes fortes e cidades fortificadas se tornam razões para não entrar; no fim, a terra que alimenta com tanta abundância passa a ser uma terra que devora seus habitantes. A prova continua diante da congregação. O que está mudando é a interpretação.
Calebe não nega as muralhas nem finge que os filhos de Anaque sejam pequenos. Ele contesta a conclusão tirada desses dados. A missão começou com Deus descrevendo Canaã como a terra que dava aos filhos de Israel. A insistência de Calebe em tomar posse pertence a essa declaração, não a uma teoria segundo a qual confiança dispensa exércitos.
A comparação final é reveladora: os outros espias primeiro se veem como gafanhotos e depois atribuem a mesma opinião aos habitantes. Calebe percorreu o mesmo país sem aceitar essa medida de Israel. Doze homens saíram para examinar a terra. O relatório também expõe os homens.