Personagens da Bíblia

Moisés

Tirado do Nilo, mandado de volta por uma sarça ardente, e dado uma lei num monte. O homem que Deus conheceu face a face, que nunca atravessou o rio.

Também chamado O servo do SENHOR; o legislador; Moshé

Moisés nasce de Anrão e Joquebede, da tribo de Levi, sob um Faraó que mandou lançar ao Nilo todo menino hebreu. Sua mãe o esconde três meses, depois o põe a boiar numa arca betumada entre os juncos, onde a filha de Faraó o encontra, o nomeia por tê-lo tirado das águas, e o cria como seu com a própria mãe dele como ama. Aos quarenta mata um egípcio que espanca um hebreu, é descoberto, e foge para Midiã, onde se casa com Zípora e cuida das ovelhas do sogro por quarenta anos. Aos oitenta uma sarça arde em Horebe sem se consumir, e Deus lhe diz seu nome, EU SOU O QUE SOU, e o manda de volta para tirar Israel. Ele argumenta cinco vezes que é o homem errado.

Com o irmão Arão como sua boca enfrenta Faraó por dez pragas, institui a Páscoa, e conduz o povo pelo mar a pé enxuto. Leva-os ao Sinai, sobe à nuvem por quarenta dias, e desce com duas tábuas de pedra para achar um bezerro de ouro; quebra as tábuas, mói o bezerro, e volta a subir para rogar que Deus perdoe o povo ou risque Moisés do seu livro. Deus lhe mostra sua glória da fenda de uma rocha, e seu rosto resplandece. Constrói o tabernáculo, julga o povo, e suporta quarenta anos de suas queixas, e em Meribá fere a rocha à qual devia falar, e por isso é impedido de entrar na terra. Comissiona Josué, prega Deuteronômio nas planícies de Moabe, sobe ao Nebo, vê toda a terra de Dã ao Neguebe, e morre ali aos cento e vinte anos sem que seus olhos se escureçam. Deus o sepulta, e ninguém sabe onde.

Onde apareceÊxodo 1 a 40 · Números 1 a 36 · Deuteronômio 1 a 34

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Moisés

Os movimentos, na ordem em que o texto os dá.

O relato de Moisés

  1. 01

    Êxodo 2:1-10

    A arca de juncos

    Uma mulher levita dá à luz um menino formoso e o esconde três meses. Quando já não pode escondê-lo, faz uma arca de juncos, calafeta-a com betume e piche, e a põe entre os juncos à margem do rio. A filha de Faraó o encontra, a irmã dele busca a mãe para amamentá-lo, e a princesa o chama Moisés, porque das águas o tirei.

    A filha de Faraó sabe perfeitamente de quem é aquele bebê. Ao reconhecer que é uma das crianças dos hebreus, ela elimina a possibilidade de um engano inocente. O decreto de Êxodo 1:22 tornou os meninos hebreus alvos de morte; mesmo assim, a própria filha do rei olha dentro do cesto e se compadece. A mãe preparou a pequena embarcação, a irmã permaneceu perto para observar, e uma criada a retira dos juncos. Antes que Moisés possa fazer qualquer coisa, mulheres dos dois lados da divisão entre egípcios e hebreus estão fazendo o necessário para mantê-lo vivo. O futuro libertador entra no relato como alguém que precisa ser resgatado.

    A intervenção da irmã não desperdiça palavras. Ela não revela o parentesco nem faz um discurso contra Faraó. Oferece uma ama. O acordo devolve a criança à própria mãe, agora com pagamento autorizado pela casa que deveria representar seu maior perigo. A política de Faraó acaba de ganhar uma despesa inesperada. O humor está nessa inversão, não no terror que a tornou necessária: a mãe já não conseguia escondê-lo. O texto também não manda o cesto fazer um passeio pitoresco pelo Nilo. Ela o coloca entre os juncos da margem, com a irmã por perto. É um cuidado desesperado e deliberado, descrito por meio de piche, papiro, uma menina atenta e um bebê chorando. A grande história pública começa com mãos pequenas fazendo coisas indispensáveis.

    Versículo por versículo

    1. 2:1

      Os pais não são nomeados aqui, mas Êxodo 6:20 os identifica como Anrão e Joquebede. A abertura destaca a família levítica antes de apresentar nomes pessoais.

    2. 2:2

      A mãe vê que «era um menino formoso»; o hebraico diz tov, bom, a mesma palavra com que Deus olha a criação em Gênesis 1. O versículo fala do que ela vê, não de uma virtude moral da criança. Hebreus 11:23 interpreta expressamente os três meses de ocultação como um ato de fé dos pais.

    3. 2:4

      A irmã não recebe nome neste trecho. Números 26:59 identifica Miriã como irmã de Moisés e Arão.

    4. 2:10

      A explicação do nome relaciona Moisés ao verbo hebraico mashah, tirar para fora. O versículo apresenta a explicação da princesa, não uma história linguística completa do nome.

    Êxodo 2:1-10

    Bíblia Portuguesa Mundial · 10 versículos

    2:1Um homem da casa de Levi foi e tomou por mulher uma filha de Levi.

    2:2A mulher concebeu e deu à luz um filho. Quando viu que era um menino formoso, ela o escondeu por três meses.

    2:3Quando já não podia mais escondê-lo, pegou para ele um cesto de papiro e o revestiu com betume e piche. Colocou o menino dentro dele e o deixou entre os juncos à margem do rio.

    2:4A irmã do menino ficou de longe, para ver o que lhe aconteceria.

    2:5A filha do faraó desceu para se banhar no rio. Suas servas andavam pela margem do rio. Ela viu o cesto entre os juncos e mandou sua serva buscá-lo.

    2:6Ela o abriu e viu o menino, e eis que o bebê chorava. Ela teve compaixão dele e disse: “Este é um dos filhos dos hebreus.”

    2:7Então a irmã dele disse à filha do faraó: “Devo ir e chamar uma ama dentre as mulheres hebreias, para que amamente o menino para você?”

    2:8A filha do faraó lhe disse: “Vá.” A jovem foi e chamou a mãe do menino.

    2:9A filha do faraó lhe disse: “Leve este menino e amamente-o para mim, e eu lhe darei o seu salário.” A mulher pegou o menino e o amamentou.

    2:10O menino cresceu, e ela o levou à filha do faraó, e ele se tornou seu filho. Ela o chamou de Moisés, e disse: “Porque eu o tirei da água.”

    Êxodo 2:1-10: A arca de juncos
  2. 02

    Êxodo 2:11-22

    O egípcio na areia, e o poço em Midiã

    Já crescido, sai aos seus irmãos e vê um egípcio ferindo um hebreu. Mata-o e o esconde na areia. No dia seguinte um hebreu pergunta: quem te pôs por príncipe e juiz sobre nós? Faraó procura matá-lo, e ele foge para Midiã, dá de beber às sete filhas do sacerdote junto a um poço, casa-se com Zípora, e chama o filho Gérson: peregrino em terra estranha.

    A expressão seus irmãos define a identificação de Moisés antes que alguém no trecho aceite sua autoridade. Ele procura os hebreus como seu próprio povo, não como um visitante que inspeciona o trabalho alheio. Mas o reconhecimento não acontece nos dois sentidos. O homem repreendido responde jogando contra ele a morte do egípcio. Moisés olhara para um lado e para o outro antes de ferir; a conversa do dia seguinte demonstra que olhar não equivale a passar despercebido. A areia escondeu um corpo, não o ato. O Livro do Êxodo não fornece uma ordem divina para aquela morte nem a disfarça como um ato oficial de libertação.

    No poço, outra intervenção termina sem um cadáver. Moisés enfrenta os pastores que expulsam as mulheres e depois dá água ao rebanho. Afastar a ameaça não encerra a tarefa; os animais continuam precisando beber. As mulheres chamam seu defensor de egípcio, enquanto ele acaba de chamar os hebreus de irmãos. Sua aparência pública e sua lealdade não se encaixam facilmente. Até o lar encontrado em Midiã preserva essa tensão: o nome Gérson registra sua descrição de si mesmo como estrangeiro. A reação de Reuel acrescenta uma nota maravilhosamente comum. Sete filhas voltaram cedo graças a uma ajuda fora do habitual e, de alguma forma, deixaram o homem prestativo sentado no poço. Um convite para comer corrige a falta. A hospitalidade dá uma casa ao fugitivo, mas o nome do filho continua tornando audível a distância de casa.

    Versículo por versículo

    1. 2:11

      Atos 7:23 informa que Moisés tinha quarenta anos nessa ocasião. Atos 7:25 também acrescenta a explicação de Estêvão de que ele esperava o reconhecimento da libertação por sua mão; Êxodo não declara aqui essa expectativa.

    2. 2:14

      O medo de Moisés é expressamente relatado depois da acusação. O texto não identifica o acusador além de ser o hebreu que Moisés repreende.

    3. 2:16-21

      O poço, uma ação envolvendo água, o convite para uma casa e o casamento lembram Gênesis 24 e 29. As correspondências são estruturais; os encontros não são idênticos.

    4. 2:22

      Gérson é explicado pela condição de Moisés como estrangeiro em terra alheia. O nome preserva o deslocamento mesmo depois do casamento e do nascimento de um filho.

    Êxodo 2:11-22

    Bíblia Portuguesa Mundial · 12 versículos

    2:11Naqueles dias, quando Moisés já tinha crescido, ele saiu até os seus irmãos e viu as suas cargas. Ele viu um egípcio espancando um hebreu, um de seus irmãos.

    2:12Ele olhou para um lado e para o outro e, vendo que não havia ninguém, matou o egípcio e o escondeu na areia.

    2:13Ele saiu no dia seguinte, e eis que dois homens hebreus estavam brigando um com o outro. Ele disse ao que estava errado: “Por que você está espancando o seu companheiro?”

    2:14Ele respondeu: “Quem o constituiu príncipe e juiz sobre nós? Você planeja me matar, assim como matou o egípcio?” Moisés teve medo e disse: “Certamente este assunto já é conhecido.”

    2:15Quando o faraó ouviu falar disso, procurou matar Moisés. Mas Moisés fugiu da presença do faraó e foi morar na terra de Midiã; e sentou-se junto a um poço.

    2:16Ora, o sacerdote de Midiã tinha sete filhas. Elas vieram, tiraram água e encheram os bebedouros para dar de beber ao rebanho de seu pai.

    2:17Os pastores vieram e as expulsaram; mas Moisés se levantou, as ajudou e deu de beber ao rebanho delas.

    2:18Quando elas voltaram para Reuel, seu pai, ele perguntou: “Como é que vocês voltaram tão cedo hoje?”

    2:19Elas responderam: “Um egípcio nos livrou da mão dos pastores e, além disso, tirou água para nós e deu de beber ao rebanho.”

    2:20Ele disse às suas filhas: “Onde ele está? Por que vocês deixaram o homem lá? Chamem-no para que venha comer pão.”

    2:21Moisés aceitou morar com aquele homem. Ele deu a Moisés sua filha Zípora.

    2:22Ela deu à luz um filho, e ele o chamou de Gérson, pois disse: “Tenho vivido como estrangeiro em terra estrangeira.”

    Êxodo 2:11-22: O egípcio na areia, e o poço em Midiã
  3. 03

    Êxodo 3:1-4:17

    A sarça que ardia

    Apascentando o rebanho de Jetro em Horebe, vê uma sarça arder sem se consumir. Deus o chama pelo nome, manda tirar as sandálias, nomeia-se o Deus de Abraão, Isaque e Jacó e depois EU SOU O QUE SOU, e o manda a Faraó. Moisés objeta cinco vezes: quem sou eu, qual é o teu nome, não crerão em mim, sou pesado de língua, manda outro. Deus lhe dá sinais, uma vara, e Arão.

    A primeira promessa a Moisés não afirma que ele tem as qualificações certas. Afirma que Deus estará com ele. Moisés apresenta sua própria insuficiência em 3:11; a resposta muda o centro da estatura do mensageiro para a presença de quem o envia. Até o sinal tem um prazo incomum. Israel servirá a Deus nesse monte depois da libertação, não antes de Moisés precisar sair de Midiã. A comissão não chega acompanhada de uma demonstração já concluída de tudo o que exige. Chega com uma promessa e um destino.

    O movimento de 3:7 a 3:10 merece atenção demorada. Deus viu, ouviu e conheceu o sofrimento de Israel e declara que desceu para libertá-lo. Então manda Moisés ir a Faraó. A atenção divina não torna o mensageiro humano desnecessário; dá sentido à sua missão. Moisés tampouco encontrou um arbusto sagrado por natureza. O trabalho comum de cuidar do rebanho de outra pessoa o leva a um chão tornado santo pela presença de Deus. Ele se desvia para olhar, ouve seu nome e tira as sandálias. Proximidade e limite aparecem juntos.

    Suas objeções vão ficando menos indiretas. Primeiro a própria identidade, depois o nome, a possível incredulidade de Israel e a dificuldade para falar. Por fim, em 4:13, as razões bem arrumadas cedem ao pedido de que outra pessoa seja enviada. O texto registra a ira de Deus; não transforma toda a conversa num simpático mal-entendido. Ainda assim, a ajuda assume forma concreta: Arão falará, Moisés o instruirá, e a vara que já está em sua mão os acompanhará. A sarça não produziu um herói subitamente eloquente. Produziu uma comissão da qual Moisés não consegue se livrar com explicações.

    Versículo por versículo

    1. 3:2-4

      O anjo do SENHOR aparece na chama, enquanto depois o trecho identifica quem fala como o SENHOR e Deus. O relato apresenta a palavra divina sem explicar o mecanismo dessa manifestação.

    2. 3:14

      O nome está ligado ao verbo hebraico que significa ser ou estar. Sou e estarei representam uma discussão interpretativa real, não uma escolha entre um nome significativo e outro sem sentido.

    3. 3:19

      A resistência egípcia prevista pertence à comissão desde o início. Uma recusa de Faraó não demonstrará, por si só, que Moisés tenha entendido mal a missão.

    4. 4:10

      A lentidão de fala e de língua não estabelece um diagnóstico médico específico. Atos 7:22 descreve Moisés como poderoso em palavras e obras, sem explicar a relação entre essa descrição e a objeção.

    5. 3:6

      Marcos 12:26-27 retorna à sarça e à identificação de Deus com Abraão, Isaque e Jacó no argumento de Jesus sobre a ressurreição. O encontro testemunha sobre o Deus vivo, além de comissionar Moisés.

    Êxodo 3:1-4:17: A sarça que ardia

    Êxodo 3:1-4:17

    Bíblia Portuguesa Mundial · 39 versículos

    3:1Ora, Moisés apascentava o rebanho de Jetro, seu sogro, sacerdote de Midiã. Ele conduziu o rebanho para o interior do deserto e chegou ao monte de Deus, a Horebe.

    3:2O anjo do SENHOR apareceu a ele em uma chama de fogo do meio de uma sarça. Ele olhou, e eis que a sarça ardia no fogo, e a sarça não era consumida.

    3:3Moisés disse: “Irei agora e verei esta grande visão, por que a sarça não se queima.”

    3:4Quando o SENHOR viu que ele se aproximava para ver, Deus o chamou do meio da sarça, e disse: “Moisés! Moisés!” Ele disse: “Eis-me aqui.”

    3:5Ele disse: “Não se aproxime. Tire as suas sandálias, pois o lugar em que você está pisando é terra santa.”

    3:6Disse mais: “Eu sou o Deus de seu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó.” Moisés escondeu o rosto, porque teve medo de olhar para Deus.

    3:7O SENHOR disse: “Certamente tenho visto a aflição do meu povo que está no Egito, e tenho ouvido o seu clamor por causa dos seus feitores, pois conheço as suas dores.

    3:8Eu desci para livrá-los da mão dos egípcios, e para fazê-los subir daquela terra para uma terra boa e ampla, para uma terra que mana leite e mel; para o lugar do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu.

    3:9Agora, eis que o clamor dos filhos de Israel chegou a mim. Além disso, tenho visto a opressão com que os egípcios os oprimem.

    3:10Venha agora, portanto, e eu o enviarei a Faraó, para que você tire o meu povo, os filhos de Israel, do Egito.”

    3:11Moisés disse a Deus: “Quem sou eu, para que eu vá a Faraó e tire os filhos de Israel do Egito?”

    3:12Ele disse: “Certamente eu estarei com você. Este será o sinal para você de que eu o enviei: quando você tiver tirado o povo do Egito, vocês servirão a Deus neste monte.”

    3:13Moisés disse a Deus: “Eis que, quando eu chegar aos filhos de Israel e lhes disser: ‘O Deus de seus pais me enviou a vocês’, e eles me perguntarem: ‘Qual é o nome dele?’, o que devo lhes dizer?”

    3:14Deus disse a Moisés: “EU SOU O QUE SOU”, e ele disse: “Você dirá isto aos filhos de Israel: ‘EU SOU me enviou a vocês’.”

    3:15Deus disse mais a Moisés: “Você dirá isto aos filhos de Israel: ‘O SENHOR, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, me enviou a vocês.’ Este é o meu nome para sempre, e este é o meu memorial para todas as gerações.

    3:16Vá e reúna os anciãos de Israel, e diga-lhes: ‘O SENHOR, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó, apareceu a mim, dizendo: “Certamente tenho visitado vocês, e visto o que tem sido feito a vocês no Egito.

    3:17Eu disse: Farei vocês subirem da aflição do Egito para a terra do cananeu, do heteu, do amorreu, do ferezeu, do heveu e do jebuseu, para uma terra que mana leite e mel.”’

    3:18Eles ouvirão a sua voz. Você irá, você e os anciãos de Israel, ao rei do Egito, e vocês lhe dirão: ‘O SENHOR, o Deus dos hebreus, veio ao nosso encontro. Agora, por favor, deixe-nos ir a uma jornada de três dias para o deserto, para que possamos oferecer sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus.’

    3:19Eu sei que o rei do Egito não lhes dará permissão para ir, não, a não ser por uma mão poderosa.

    3:20Estenderei a minha mão e ferirei o Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio deles, e depois disso ele os deixará ir.

    3:21Darei a este povo favor aos olhos dos egípcios, e acontecerá que, quando vocês forem, não irão de mãos vazias.

    3:22Mas cada mulher pedirá à sua vizinha, e à hóspede em sua casa, joias de prata, joias de ouro e roupas. Vocês as colocarão sobre os seus filhos e sobre as suas filhas. Vocês despojarão os egípcios.”

    4:1Moisés respondeu: “Mas, eis que eles não crerão em mim, nem ouvirão a minha voz; pois dirão: ‘O SENHOR não apareceu a você’.”

    4:2O SENHOR lhe disse: “O que é isso na sua mão?” Ele disse: “Uma vara.”

    4:3Ele disse: “Jogue-a no chão.” Ele a jogou no chão, e ela se tornou uma serpente; e Moisés fugiu dela.

    4:4O SENHOR disse a Moisés: “Estenda a mão e pegue-a pela cauda.” Ele estendeu a mão e a segurou, e ela se tornou uma vara em sua mão.

    4:5“Isso é para que eles creiam que o SENHOR, o Deus de seus pais, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó, apareceu a você.”

    4:6O SENHOR lhe disse mais: “Agora coloque a mão dentro do seu manto.” Ele colocou a mão dentro do manto e, quando a tirou, eis que a sua mão estava leprosa, branca como a neve.

    4:7Ele disse: “Coloque a mão dentro do manto novamente.” Ele colocou a mão dentro do manto novamente e, quando a tirou do manto, eis que havia se tornado novamente como o restante de sua carne.

    4:8“Acontecerá que, se eles não crerem em você nem ouvirem a voz do primeiro sinal, eles crerão na voz do segundo sinal.

    4:9Acontecerá que, se eles não crerem mesmo nestes dois sinais nem ouvirem a sua voz, você pegará da água do rio e a derramará sobre a terra seca. A água que você tirar do rio se tornará sangue sobre a terra seca.”

    4:10Moisés disse ao SENHOR: “Ah, Senhor, eu não sou eloquente, nem no passado, nem desde que você falou ao seu servo; pois sou lento de fala e lento de língua.”

    4:11O SENHOR lhe disse: “Quem fez a boca do homem? Ou quem faz o mudo, ou o surdo, ou o que vê, ou o cego? Não sou eu, o SENHOR?

    4:12Agora, pois, vá, e eu estarei com a sua boca, e lhe ensinarei o que você deverá falar.”

    4:13Moisés disse: “Ah, Senhor, por favor, envie outra pessoa.”

    4:14A ira do SENHOR se acendeu contra Moisés, e ele disse: “E quanto a Arão, seu irmão, o levita? Eu sei que ele fala bem. Além disso, eis que ele está vindo ao seu encontro. Quando ele o vir, se alegrará em seu coração.

    4:15Você falará com ele e colocará as palavras em sua boca. Eu estarei com a sua boca e com a boca dele, e ensinarei a vocês o que deverão fazer.

    4:16Ele será o seu porta-voz diante do povo. Acontecerá que ele será uma boca para você, e você será como Deus para ele.

    4:17Você levará esta vara em sua mão, com a qual fará os sinais.”

  4. 04

    Êxodo 4:18-31

    A estrada de volta

    Toma a esposa e os filhos e a vara de Deus e parte. Numa estalagem o SENHOR o encontra e procura matá-lo, e Zípora circuncida o filho com uma pedra aguda. Arão o encontra no monte de Deus, e juntos reúnem os anciãos de Israel, que creem e inclinam a cabeça.

    A vara mudou de dono sem mudar de mão. Em 4:2 era simplesmente o objeto que Moisés carregava; em 4:20 é a vara de Deus. Essa pequena mudança concentra o sentido da viagem. Moisés continua sendo um marido viajando com a família e um pastor levando seu cajado, mas a missão agora pertence a outro. A mensagem sobre Israel como primogênito de Deus dá ao confronto com Faraó uma linguagem familiar antes de torná-lo uma disputa de sinais. A libertação não é apresentada apenas como um pedido de melhores condições de trabalho. Faraó exige serviço de um filho que Deus reivindica como seu.

    Então o caminho interrompe qualquer suposição fácil sobre a segurança do homem comissionado. O SENHOR o encontra e procura matá-lo; Zípora age, e o perigo passa. Os pronomes são desconcertantemente escassos. Costuma-se entender que Moisés é a pessoa ameaçada, mas o filho também foi proposto, e de quem são os pés tocados é questão discutida. O texto permite afirmar a ação com mais segurança do que reconstruir toda a cena: um filho é circuncidado, Zípora toca com o prepúcio, e o encontro mortal termina. A circuncisão recorda a obrigação da aliança em Gênesis 17. O homem enviado para falar em nome dessa aliança não fica fora de suas exigências. Zípora, não Moisés, realiza a ação decisiva. O capítulo termina com a adoração dos anciãos, não com uma exibição do prestígio do enviado: eles ouviram que Deus atentou para Israel e viu sua aflição. O sofrimento reconhecido na sarça é a notícia que os move.

    Versículo por versículo

    1. 4:18

      Moisés pede a permissão de Jetro para voltar, mas o versículo não diz que ele apresenta um relato completo da sarça. O silêncio sobre essa conversa não demonstra que ela nunca ocorreu.

    2. 4:22-23

      Israel é chamado de primogênito de Deus como povo. A ameaça seguinte contra o primogênito de Faraó mantém deliberadamente o mesmo termo familiar em vista.

    3. 4:24

      A identidade da pessoa ameaçada fica implícita. Interpretações que especificam cada movimento ou explicam todo o raciocínio de Zípora ultrapassam o que as palavras estabelecem.

    4. 4:25-26

      Esposo de sangue é a expressão de Zípora, repetida no versículo 26 com referência explícita à circuncisão. Seu contexto ritual exato continua discutido.

    5. 4:31

      Visitar significa aqui que Deus atentou para Israel em ação, não que apenas chegou para uma inspeção. O motivo declarado da adoração é o reconhecimento de sua aflição.

    Êxodo 4:18-31

    Bíblia Portuguesa Mundial · 14 versículos

    4:18Moisés foi e voltou para Jetro, seu sogro, e lhe disse: “Por favor, deixe-me ir e voltar para os meus irmãos que estão no Egito, e ver se eles ainda estão vivos.” Jetro disse a Moisés: “Vá em paz.”

    4:19O SENHOR disse a Moisés em Midiã: “Vá, volte para o Egito; pois todos os homens que procuravam tirar a sua vida estão mortos.”

    4:20Moisés pegou sua esposa e seus filhos, colocou-os sobre um jumento e voltou para a terra do Egito. Moisés levou a vara de Deus em sua mão.

    4:21O SENHOR disse a Moisés: “Quando você voltar ao Egito, certifique-se de fazer diante do Faraó todas as maravilhas que coloquei em sua mão, mas eu endurecerei o seu coração e ele não deixará o povo ir.

    4:22Você dirá ao Faraó: ‘Assim diz o SENHOR: Israel é meu filho, meu primogênito,

    4:23e eu disse a você: “Deixe meu filho ir, para que me sirva”; e você se recusou a deixá-lo ir. Eis que eu matarei o seu filho primogênito’.”

    4:24No caminho, em um lugar de pouso, o SENHOR encontrou Moisés e quis matá-lo.

    4:25Então Zípora pegou uma pedra de sílex, cortou o prepúcio de seu filho e o lançou aos pés dele; e ela disse: “Com certeza você é um esposo de sangue para mim.”

    4:26Assim, ele o deixou em paz. Então ela disse: “Você é um esposo de sangue”, por causa da circuncisão.

    4:27O SENHOR disse a Arão: “Vá ao deserto encontrar Moisés.” Ele foi, encontrou-o no monte de Deus e o beijou.

    4:28Moisés contou a Arão todas as palavras do SENHOR com as quais ele o havia enviado, e todos os sinais que lhe havia ordenado.

    4:29Moisés e Arão foram e reuniram todos os anciãos dos filhos de Israel.

    4:30Arão falou todas as palavras que o SENHOR havia dito a Moisés, e fez os sinais à vista do povo.

    4:31O povo creu, e quando ouviram que o SENHOR havia visitado os filhos de Israel, e que ele havia visto a sua aflição, então eles inclinaram suas cabeças e adoraram.

    Êxodo 4:18-31: A estrada de volta
  5. 05

    Êxodo 5-6

    Quem é o SENHOR?

    Moisés e Arão dizem a Faraó: deixa ir o meu povo. Faraó responde: quem é o SENHOR, para que eu ouça a sua voz? Retira a palha e exige a mesma conta de tijolos. O povo culpa Moisés, Moisés se queixa a Deus, e Deus responde com seu nome e sete promessas: vos tirarei, vos livrarei, vos resgatarei, vos tomarei por meu povo.

    O primeiro resultado mensurável da missão de Moisés é um dia de trabalho pior. A cota de tijolos permanece, o fornecimento de palha desaparece, e os oficiais hebreus recebem os açoites quando os números não fecham. Esse arranjo importa. Faraó obriga o povo oprimido a fiscalizar uma exigência impossível e depois chama de preguiça seu pedido para adorar. O confronto sobre a autoridade de Deus chega aos corpos e aos materiais de construção antes de produzir um sinal espetacular. O apelo dos oficiais a Faraó fracassa; a ira deles se volta contra Moisés e Arão. A libertação foi anunciada, mas quem está debaixo dos golpes ainda não consegue vê-la.

    Moisés não maquia o fracasso antes de levá-lo a Deus. Sua queixa ao fim do capítulo 5 expõe diretamente a aparente contradição: a missão trouxe mal ao povo, e a libertação não aconteceu. A resposta do capítulo 6 depende admiravelmente pouco de um Moisés recém-aperfeiçoado. Deus recorda a aliança e desdobra a obra em promessas repetidas: tirar, livrar, remir, tomar um povo, ser seu Deus, introduzi-lo e dar-lhe a terra. O objetivo é maior do que cancelar uma obrigação de trabalho. Um povo pertencerá a Deus e receberá a herança prometida aos pais.

    Então uma lista familiar interrompe o impulso. Rúben, Simeão, Levi: a genealogia chega ao terceiro filho e acompanha a linhagem até Arão e Moisés. Não é uma interrupção aleatória nem um registro completo de Israel. Identifica a família concreta de onde vêm os dois enviados, incluindo parentescos importantes em outros trechos do deserto. A identificação repetida em 6:26-27 prende aqueles nomes familiares comuns à missão extraordinária. Enquanto isso, volta a objeção de Moisés sobre seus lábios. A declaração de Deus se ampliou; Moisés não se tornou outro tipo de ser.

    Versículo por versículo

    1. 5:14

      Os feitores egípcios e os oficiais israelitas ocupam posições diferentes. O versículo 14 identifica expressamente os oficiais açoitados como homens dos filhos de Israel.

    2. 5:11-13

      O restolho substitui a palha antes fornecida, mas a exigência de tijolos não muda. É essa combinação impossível, não apenas a escassez de material, que produz a crise.

    3. 6:3

      O nome divino já aparece em Gênesis, inclusive em Gênesis 4:26. Por isso se discute se 6:3 trata de um nome recém-revelado ou de uma nova experiência do que ele significa no cumprimento da aliança.

    4. 6:6-8

      As promessas avançam da libertação para o relacionamento e a herança. Sair do Egito é o começo da obra anunciada, não todo o seu conteúdo.

    5. 6:20-23

      A genealogia identifica Anrão e Joquebede como pais de Arão e Moisés e nomeia a esposa e os filhos de Arão. Seu foco se estreita para a família comissionada, em vez de abranger todas as tribos.

    6. 6:30

      Lábios incircuncisos descreve figuradamente uma fala considerada inadequada para a tarefa. A expressão renova a objeção, sem introduzir uma condição literal da boca.

    Êxodo 5-6: Quem é o SENHOR?

    Êxodo 5-6

    Bíblia Portuguesa Mundial · 53 versículos

    5:1Depois disso, Moisés e Arão vieram e disseram a Faraó: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: 'Deixe o meu povo ir, para que me celebrem uma festa no deserto.'”

    5:2Faraó disse: “Quem é o SENHOR, para que eu ouça a sua voz e deixe Israel ir? Eu não conheço o SENHOR, e além disso, não deixarei Israel ir.”

    5:3Eles disseram: “O Deus dos hebreus veio ao nosso encontro. Por favor, deixe-nos ir a uma jornada de três dias no deserto, e oferecer sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus, para que ele não venha sobre nós com peste ou com espada.”

    5:4O rei do Egito lhes disse: “Por que vocês, Moisés e Arão, desviam o povo do seu trabalho? Voltem para as suas cargas!”

    5:5Faraó disse: “Vejam, o povo da terra agora é muito numeroso, e vocês os fazem descansar de suas cargas.”

    5:6Naquele mesmo dia, Faraó deu ordens aos feitores do povo e aos seus oficiais, dizendo:

    5:7“Vocês não darão mais palha ao povo para fazer tijolos, como antes. Deixem que eles mesmos vão e ajuntem palha para si.

    5:8Exigirão deles a mesma quantidade de tijolos que faziam antes. Não diminuirão nada dela, pois eles estão ociosos. É por isso que clamam, dizendo: 'Vamos e ofereçamos sacrifícios ao nosso Deus.'

    5:9Que se imponha um trabalho mais pesado sobre os homens, para que se ocupem nele. Não deixem que deem atenção a palavras mentirosas.”

    5:10Os feitores do povo saíram com os seus oficiais, e falaram ao povo, dizendo: “Assim diz Faraó: 'Eu não lhes darei palha.

    5:11Vão vocês mesmos, consigam palha onde puderem encontrá-la, pois nada do trabalho de vocês será diminuído.'”

    5:12Então o povo se espalhou por toda a terra do Egito para ajuntar restolho em lugar de palha.

    5:13Os feitores os pressionavam, dizendo: “Cumpram a sua cota diária de trabalho, como quando havia palha!”

    5:14Os oficiais dos filhos de Israel, que os feitores de Faraó haviam colocado sobre eles, foram espancados e questionados: “Por que vocês não cumpriram a sua cota de fazer tijolos, nem ontem nem hoje, como antes?”

    5:15Então os oficiais dos filhos de Israel vieram e clamaram a Faraó, dizendo: “Por que você trata os seus servos desta maneira?

    5:16Nenhuma palha é dada aos seus servos, e eles nos dizem: 'Façam tijolos!' E veja, os seus servos são espancados; mas a culpa é do seu próprio povo.”

    5:17Mas Faraó disse: “Vocês estão ociosos! Vocês estão ociosos! Por isso dizem: 'Vamos e ofereçamos sacrifícios ao SENHOR.'

    5:18Portanto, vão agora e trabalhem; pois nenhuma palha lhes será dada; contudo, vocês deverão entregar a mesma quantidade de tijolos!”

    5:19Os oficiais dos filhos de Israel viram que estavam em apuros quando lhes foi dito: “Vocês não diminuirão nada da sua cota diária de tijolos!”

    5:20Eles encontraram Moisés e Arão, que estavam no caminho, ao saírem da presença de Faraó.

    5:21Eles lhes disseram: “Que o SENHOR olhe para vocês e os julgue, porque vocês nos fizeram exalar mau cheiro aos olhos de Faraó e aos olhos dos seus servos, colocando uma espada na mão deles para nos matar!”

    5:22Moisés voltou ao SENHOR e disse: “Senhor, por que trouxeste mal sobre este povo? Por que me enviaste?

    5:23Pois desde que me apresentei a Faraó para falar em teu nome, ele tem trazido mal sobre este povo. E tu não resgataste o teu povo de forma alguma!”

    6:1O SENHOR disse a Moisés: “Agora você verá o que farei a Faraó; pois por mão forte ele os deixará ir, e por mão forte ele os expulsará de sua terra.”

    6:2Deus falou a Moisés, e lhe disse: “Eu sou o SENHOR.

    6:3Apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó, como Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o SENHOR, não fui conhecido por eles.

    6:4Também estabeleci a minha aliança com eles, para lhes dar a terra de Canaã, a terra de suas peregrinações, na qual viveram como estrangeiros.

    6:5Além disso, ouvi o gemido dos filhos de Israel, a quem os egípcios mantêm em escravidão, e me lembrei da minha aliança.

    6:6Portanto, diga aos filhos de Israel: 'Eu sou o SENHOR, e os tirarei de debaixo das cargas dos egípcios, os livrarei da sua escravidão, e os resgatarei com braço estendido e com grandes juízos.

    6:7Eu os tomarei para mim como povo. Eu serei o seu Deus; e vocês saberão que eu sou o SENHOR, o seu Deus, que os tira de debaixo das cargas dos egípcios.

    6:8Eu os levarei para a terra que jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e a darei a vocês como herança: Eu sou o SENHOR.'”

    6:9Moisés falou assim aos filhos de Israel, mas eles não deram ouvidos a Moisés, por causa da angústia de espírito e da cruel escravidão.

    6:10O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    6:11“Vá e fale com Faraó, rei do Egito, para que deixe os filhos de Israel saírem da sua terra.”

    6:12Moisés falou perante o SENHOR, dizendo: “Eis que os filhos de Israel não me deram ouvidos. Como, então, Faraó me ouvirá, sendo eu de lábios incircuncisos?”

    6:13O SENHOR falou a Moisés e a Arão, e deu-lhes uma ordem para os filhos de Israel e para Faraó, rei do Egito, a fim de tirar os filhos de Israel da terra do Egito.

    6:14Estes são os chefes das casas de seus pais. Os filhos de Rúben, o primogênito de Israel: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi; estas são as famílias de Rúben.

    6:15Os filhos de Simeão: Jemuel, Jamim, Oade, Jaquim, Zoar e Saul, filho de uma mulher cananeia; estas são as famílias de Simeão.

    6:16Estes são os nomes dos filhos de Levi, de acordo com as suas gerações: Gérson, Coate e Merari; e os anos da vida de Levi foram cento e trinta e sete anos.

    6:17Os filhos de Gérson: Libni e Simei, de acordo com as suas famílias.

    6:18Os filhos de Coate: Anrão, Isar, Hebrom e Uziel; e os anos da vida de Coate foram cento e trinta e três anos.

    6:19Os filhos de Merari: Mali e Musi. Estas são as famílias dos levitas, de acordo com as suas gerações.

    6:20Anrão tomou por mulher a Joquebede, irmã de seu pai; e ela lhe deu à luz Arão e Moisés. Os anos da vida de Anrão foram cento e trinta e sete anos.

    6:21Os filhos de Isar: Corá, Nefegue e Zicri.

    6:22Os filhos de Uziel: Misael, Elzafã e Sitri.

    6:23Arão tomou por mulher a Eliseba, filha de Aminadabe, irmã de Naassom; e ela lhe deu à luz Nadabe e Abiú, Eleazar e Itamar.

    6:24Os filhos de Corá: Assir, Elcana e Abiasafe; estas são as famílias dos coraítas.

    6:25Eleazar, filho de Arão, tomou por mulher uma das filhas de Putiel; e ela lhe deu à luz Fineias. Estes são os chefes das casas dos pais dos levitas, de acordo com as suas famílias.

    6:26São estes Arão e Moisés a quem o SENHOR disse: “Tirem os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.”

    6:27Foram eles que falaram a Faraó, rei do Egito, para tirar os filhos de Israel do Egito. São estes Moisés e Arão.

    6:28No dia em que o SENHOR falou a Moisés na terra do Egito,

    6:29O SENHOR disse a Moisés: “Eu sou o SENHOR. Diga a Faraó, rei do Egito, tudo o que eu lhe digo.”

    6:30Moisés disse perante o SENHOR: “Eis que sou de lábios incircuncisos; como, então, Faraó me ouvirá?”

  6. 06

    Êxodo 7-10

    Nove pragas

    A vara de Arão vira serpente e engole as dos magos. Depois o rio vira sangue, rãs, piolhos, moscas, peste no gado, úlceras, saraiva, gafanhotos e três dias de trevas. Faraó endurece o coração, ou o SENHOR o endurece, após cada uma. Moisés estende a mão para a saraiva, os gafanhotos e as trevas, e Faraó por fim lhe diz: não vejas mais o meu rosto.

    Os primeiros sucessos dos magos prestam um serviço peculiar ao Egito: aumentam seus problemas. Produzir mais sangue ou mais rãs não remove o sangue e as rãs que já tornam o país insuportável. Faraó precisa pedir a Moisés que suplique por alívio. Quando chegam as úlceras, os magos nem conseguem permanecer diante dele. A sequência não é apenas uma competição para decidir quem realiza o feito mais impressionante. Expõe a diferença entre imitação, autoridade e poder para encerrar um juízo. Até as concessões de Faraó tentam preservar a posse: adorar aqui, não ir muito longe, levar os homens mas não as crianças, deixar os rebanhos. A insistência em não deixar nem uma unha responde a uma série de reservas, não a uma discussão sobre um animal teimoso.

    A linguagem do endurecimento é deliberadamente desconfortável. Faraó endurece o coração, seu coração é descrito como endurecido, e o SENHOR o endurece. A comissão já anunciara o endurecimento divino; por isso seria enganoso dizer que Deus só entra no assunto depois de uma fase inicial inteiramente independente. Seria igualmente enganoso apagar as recusas, os recuos e a admissão de pecado de Faraó. O Livro do Êxodo apresenta juntos o propósito divino e as decisões pelas quais o governante responde. Não oferece uma fórmula bem arrumada para fazer um dos dois desaparecer.

    Há distinções dentro do Egito, além da distinção entre Egito e Israel. Antes da saraiva, alguns servos de Faraó temem a palavra do SENHOR e abrigam seus trabalhadores e animais; outros os deixam no campo. O aviso permite uma resposta, e o texto registra respostas diferentes. Depois, as plantações atingidas são nomeadas com uma paciência quase agrícola: linho e cevada foram feridos, enquanto trigo e centeio ainda não haviam crescido. O juízo não é uma massa indistinta de desastres intercambiáveis. Tem tempo, limites, testemunhas e sobreviventes. O propósito declarado volta ao conhecimento: Faraó, o Egito e os filhos de Israel devem reconhecer de quem é a palavra que se mostrou eficaz.

    Versículo por versículo

    1. 7:7

      Moisés tem oitenta anos e Arão oitenta e três quando falam a Faraó. O confronto pertence à velhice dos dois, não à juventude.

    2. 8:19

      A expressão dedo de Deus reconhece um poder além do alcance dos magos. Lucas 11:20 emprega a mesma expressão quando Jesus fala sobre expulsar demônios.

    3. 9:3

      A praga dos rebanhos é anunciada contra os animais no campo. O aviso posterior da saraiva volta a distinguir os animais deixados fora daqueles recolhidos ao abrigo.

    4. 9:12

      É o primeiro relato na sequência das pragas a fazer explicitamente do SENHOR o sujeito do endurecimento do coração de Faraó. O endurecimento divino já fora anunciado em Êxodo 4:21 e 7:3.

    5. 9:20-21

      Alguns oficiais egípcios agem conforme o aviso, outros não. A distinção aparece entre os próprios servos de Faraó, não apenas entre duas populações nacionais.

    6. 10:26

      Moisés explica a exigência dos animais pelas necessidades do culto, cujos sacrifícios ainda não foram inteiramente revelados. Uma permissão condicionada não equivale à libertação exigida.

    Êxodo 7-10: Nove pragas

    Êxodo 7-10

    Bíblia Portuguesa Mundial · 121 versículos

    7:1O SENHOR disse a Moisés: “Eis que o fiz como Deus para o faraó; e Arão, seu irmão, será o seu profeta.

    7:2Você falará tudo o que eu lhe ordenar; e Arão, seu irmão, falará ao faraó, para que ele deixe os filhos de Israel saírem da sua terra.

    7:3Eu endurecerei o coração do faraó, e multiplicarei os meus sinais e as minhas maravilhas na terra do Egito.

    7:4Mas o faraó não os ouvirá, então porei a minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.

    7:5Os egípcios saberão que eu sou o SENHOR quando eu estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.”

    7:6Moisés e Arão fizeram assim. Como o SENHOR lhes ordenou, assim eles fizeram.

    7:7Moisés tinha oitenta anos de idade, e Arão oitenta e três anos de idade, quando falaram ao faraó.

    7:8O SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:

    7:9“Quando o faraó falar com vocês, dizendo: 'Façam um milagre!', então você dirá a Arão: 'Pegue a sua vara, e jogue-a diante do faraó, e ela se tornará uma serpente'.”

    7:10Moisés e Arão entraram na presença do faraó, e fizeram assim, como o SENHOR havia ordenado. Arão jogou a sua vara diante do faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou uma serpente.

    7:11Então o faraó também chamou os sábios e os feiticeiros. Eles também, os magos do Egito, fizeram a mesma coisa com os seus encantamentos.

    7:12Pois cada um deles jogou a sua vara, e elas se tornaram serpentes; mas a vara de Arão engoliu as varas deles.

    7:13O coração do faraó se endureceu, e ele não os ouviu, como o SENHOR tinha falado.

    7:14O SENHOR disse a Moisés: “O coração do faraó está obstinado. Ele se recusa a deixar o povo ir.

    7:15Vá ao faraó pela manhã. Eis que ele sairá às águas. Você ficará na margem do rio para encontrá-lo. Você levará na sua mão a vara que se transformou em serpente.

    7:16Você dirá a ele: 'O SENHOR, o Deus dos hebreus, me enviou a você, dizendo: “Deixe o meu povo ir, para que me sirva no deserto. Eis que até agora você não tem ouvido.”

    7:17Assim diz o SENHOR: “Nisto você saberá que eu sou o SENHOR. Eis que ferirei com a vara que está na minha mão as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue.

    7:18Os peixes que estão no rio morrerão e o rio cheirará mal. Os egípcios terão nojo de beber a água do rio.”’”

    7:19O SENHOR disse a Moisés: “Diga a Arão: 'Pegue a sua vara, e estenda a sua mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre os seus lagos, e sobre todos os seus reservatórios de água, para que se tornem em sangue. Haverá sangue por toda a terra do Egito, tanto em vasilhas de madeira quanto em vasilhas de pedra'.”

    7:20Moisés e Arão fizeram assim, como o SENHOR ordenou; e ele levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, à vista do faraó, e à vista dos seus servos; e todas as águas que estavam no rio se tornaram em sangue.

    7:21Os peixes que estavam no rio morreram. O rio cheirou mal. Os egípcios não conseguiam beber a água do rio. O sangue estava por toda a terra do Egito.

    7:22Os magos do Egito fizeram a mesma coisa com os seus encantamentos. Assim o coração do faraó se endureceu, e ele não os ouviu, como o SENHOR tinha falado.

    7:23O faraó virou-se e foi para a sua casa, e nem mesmo levou isso ao coração.

    7:24Todos os egípcios cavaram ao redor do rio em busca de água para beber; pois não conseguiam beber a água do rio.

    7:25Sete dias se cumpriram, depois que o SENHOR feriu o rio.

    8:1O SENHOR falou a Moisés: “Vá a Faraó e diga-lhe: 'Assim diz o SENHOR: Deixe o meu povo ir, para que me sirva.

    8:2Se você se recusar a deixá-los ir, eis que ferirei todo o seu território com rãs.

    8:3O rio ficará infestado de rãs, que subirão e entrarão em sua casa, em seu quarto, sobre sua cama, e nas casas de seus servos, e sobre o seu povo, e em seus fornos, e em suas amassadeiras.

    8:4As rãs subirão sobre você, sobre o seu povo e sobre todos os seus servos.’”

    8:5O SENHOR disse a Moisés: “Diga a Arão: 'Estenda a sua mão com a sua vara sobre os rios, sobre os canais e sobre os tanques, e faça subir rãs sobre a terra do Egito.'”

    8:6Arão estendeu a mão sobre as águas do Egito; e as rãs subiram e cobriram a terra do Egito.

    8:7Os magos fizeram o mesmo com os seus encantamentos, e fizeram subir rãs sobre a terra do Egito.

    8:8Então Faraó chamou Moisés e Arão, e disse: “Orem ao SENHOR para que tire as rãs de mim e do meu povo; e eu deixarei o povo ir, para que ofereçam sacrifícios ao SENHOR.”

    8:9Moisés disse a Faraó: “Dou-lhe a honra de definir o tempo em que devo orar por você, por seus servos e por seu povo, para que as rãs sejam destruídas de você e de suas casas, e permaneçam apenas no rio.”

    8:10Faraó disse: “Amanhã.” Moisés disse: “Seja conforme a sua palavra, para que você saiba que não há ninguém como o SENHOR nosso Deus.

    8:11As rãs se afastarão de você, de suas casas, de seus servos e de seu povo. Elas permanecerão apenas no rio.”

    8:12Moisés e Arão saíram da presença de Faraó, e Moisés clamou ao SENHOR por causa das rãs que ele havia trazido sobre Faraó.

    8:13O SENHOR fez conforme a palavra de Moisés, e as rãs morreram nas casas, nos pátios e nos campos.

    8:14Eles as ajuntaram em montões, e a terra cheirou mal.

    8:15Mas quando Faraó viu que houve alívio, endureceu o seu coração e não lhes deu ouvidos, como o SENHOR tinha dito.

    8:16O SENHOR disse a Moisés: “Diga a Arão: 'Estenda a sua vara e fira o pó da terra, para que se transforme em piolhos por toda a terra do Egito.'”

    8:17Eles fizeram assim; e Arão estendeu a mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e houve piolhos nos homens e nos animais; todo o pó da terra se transformou em piolhos por toda a terra do Egito.

    8:18Os magos tentaram com os seus encantamentos produzir piolhos, mas não conseguiram. Havia piolhos nos homens e nos animais.

    8:19Então os magos disseram a Faraó: “Este é o dedo de Deus”; mas o coração de Faraó se endureceu, e ele não lhes deu ouvidos, como o SENHOR tinha dito.

    8:20O SENHOR disse a Moisés: “Levante-se de manhã cedo e apresente-se a Faraó; eis que ele sairá às águas; e diga-lhe: 'Assim diz o SENHOR: Deixe o meu povo ir, para que me sirva.

    8:21Do contrário, se você não deixar o meu povo ir, eis que enviarei enxames de moscas sobre você, sobre os seus servos, sobre o seu povo e para dentro de suas casas. As casas dos egípcios ficarão cheias de enxames de moscas, e também a terra em que eles estão.

    8:22Naquele dia, separarei a terra de Gósen, onde habita o meu povo, para que não haja enxames de moscas ali, a fim de que você saiba que eu sou o SENHOR na terra.

    8:23Farei uma divisão entre o meu povo e o seu povo. Este sinal acontecerá amanhã.’”

    8:24O SENHOR fez assim; e vieram densos enxames de moscas para a casa de Faraó e para as casas de seus servos. Em toda a terra do Egito, a terra foi arruinada por causa dos enxames de moscas.

    8:25Faraó chamou Moisés e Arão, e disse: “Vão, ofereçam sacrifícios ao seu Deus nesta terra!”

    8:26Moisés disse: “Não convém fazer isso; pois ofereceríamos em sacrifício ao SENHOR nosso Deus o que é abominação para os egípcios. Eis que, se oferecermos em sacrifício a abominação dos egípcios diante dos seus olhos, eles não nos apedrejarão?

    8:27Iremos a uma distância de três dias de jornada no deserto, e ofereceremos sacrifícios ao SENHOR nosso Deus, como ele nos ordenar.”

    8:28Faraó disse: “Eu os deixarei ir, para que ofereçam sacrifícios ao SENHOR seu Deus no deserto, contanto que não vão muito longe. Orem por mim.”

    8:29Moisés disse: “Eis que estou saindo da sua presença. Orarei ao SENHOR para que os enxames de moscas se afastem de Faraó, de seus servos e de seu povo, amanhã; apenas que Faraó não aja mais com falsidade, não deixando o povo ir para oferecer sacrifícios ao SENHOR.”

    8:30Moisés saiu da presença de Faraó e orou ao SENHOR.

    8:31O SENHOR fez conforme a palavra de Moisés, e removeu os enxames de moscas de Faraó, de seus servos e de seu povo. Não restou nem sequer uma.

    8:32Faraó endureceu o seu coração também desta vez, e não deixou o povo ir.

    9:1Então o SENHOR disse a Moisés: “Vá ao faraó e diga-lhe: 'Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me sirva.

    9:2Pois, se você se recusar a deixá-los ir e continuar a retê-los,

    9:3eis que a mão do SENHOR estará sobre os seus animais que estão no campo, sobre os cavalos, sobre os jumentos, sobre os camelos, sobre o gado e sobre as ovelhas, com uma praga muito terrível.

    9:4O SENHOR fará distinção entre os animais de Israel e os animais do Egito; e nada morrerá de tudo o que pertence aos filhos de Israel.”'”

    9:5O SENHOR marcou um tempo determinado, dizendo: “Amanhã o SENHOR fará isso na terra.”

    9:6O SENHOR fez isso no dia seguinte; e todos os animais do Egito morreram, mas dos animais dos filhos de Israel, nem um sequer morreu.

    9:7O faraó mandou verificar e viu que não havia morrido nem um sequer dos animais dos israelitas. Mas o coração do faraó estava obstinado, e ele não deixou o povo ir.

    9:8O SENHOR disse a Moisés e a Arão: “Peguem punhados de cinzas de uma fornalha, e que Moisés as espalhe para o céu na presença do faraó.

    9:9Elas se tornarão em pó fino sobre toda a terra do Egito, e causarão tumores que se arrebentarão em úlceras nos homens e nos animais, por toda a terra do Egito.”

    9:10Eles pegaram cinzas da fornalha e se apresentaram diante do faraó; Moisés as espalhou para o céu, e elas causaram tumores que se arrebentaram em úlceras nos homens e nos animais.

    9:11Os magos não podiam permanecer diante de Moisés por causa dos tumores, pois os tumores estavam nos magos e em todos os egípcios.

    9:12O SENHOR endureceu o coração do faraó, e ele não lhes deu ouvidos, como o SENHOR tinha dito a Moisés.

    9:13O SENHOR disse a Moisés: “Levante-se de manhã cedo, apresente-se diante do faraó e diga-lhe: 'Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: “Deixe o meu povo ir, para que me sirva.

    9:14Pois desta vez enviarei todas as minhas pragas contra o seu coração, contra os seus oficiais e contra o seu povo; para que você saiba que não há ninguém como eu em toda a terra.

    9:15Pois agora eu poderia ter estendido a minha mão e ferido você e o seu povo com uma praga, e você teria sido eliminado da terra;

    9:16mas, na verdade, por esta razão eu o mantive de pé: para mostrar a você o meu poder, e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra,

    9:17porque você ainda se exalta contra o meu povo, não o deixando ir.

    9:18Eis que amanhã, por volta desta hora, farei chover um granizo muito terrível, como nunca houve no Egito desde o dia em que foi fundado até agora.

    9:19Agora, portanto, mande recolher a um abrigo os seus animais e tudo o que você tem no campo. O granizo cairá sobre todo homem e animal que for encontrado no campo e não for recolhido em casa, e eles morrerão.”'”

    9:20Aqueles que temeram a palavra do SENHOR entre os servos do faraó fizeram os seus servos e os seus animais fugirem para as casas.

    9:21Mas quem não respeitou a palavra do SENHOR deixou os seus servos e os seus animais no campo.

    9:22O SENHOR disse a Moisés: “Estenda a mão para o céu, para que caia granizo em toda a terra do Egito, sobre os homens, sobre os animais e sobre toda a vegetação do campo, por toda a terra do Egito.”

    9:23Moisés estendeu a sua vara para os céus, e o SENHOR enviou trovões e granizo; e raios caíram sobre a terra. O SENHOR fez chover granizo sobre a terra do Egito.

    9:24Assim, houve um granizo muito severo, e raios misturados com o granizo, como nunca houve em toda a terra do Egito desde que se tornou uma nação.

    9:25O granizo atingiu, em toda a terra do Egito, tudo o que estava no campo, tanto homens quanto animais; o granizo também atingiu toda a vegetação do campo e quebrou todas as árvores do campo.

    9:26Somente na terra de Gósen, onde estavam os filhos de Israel, não houve granizo.

    9:27O faraó mandou chamar Moisés e Arão, e lhes disse: “Desta vez eu pequei. O SENHOR é justo, e eu e o meu povo somos ímpios.

    9:28Orem ao SENHOR; pois já bastam os fortes trovões e o granizo. Eu os deixarei ir, e vocês não ficarão mais aqui.”

    9:29Moisés lhe disse: “Assim que eu sair da cidade, estenderei as minhas mãos ao SENHOR. Os trovões cessarão, e não haverá mais granizo; para que você saiba que a terra é do SENHOR.

    9:30Mas, quanto a você e aos seus servos, eu sei que ainda não temem ao SENHOR Deus.”

    9:31O linho e a cevada foram atingidos, pois a cevada estava madura e o linho estava em flor.

    9:32Mas o trigo e o centeio não foram atingidos, pois ainda não haviam crescido.

    9:33Moisés saiu da cidade, afastando-se do faraó, e estendeu as suas mãos ao SENHOR; e os trovões e o granizo cessaram, e a chuva não caiu mais sobre a terra.

    9:34Quando o faraó viu que a chuva, o granizo e os trovões haviam cessado, ele pecou ainda mais, e endureceu o seu coração, ele e os seus servos.

    9:35O coração do faraó se endureceu, e ele não deixou os filhos de Israel irem, assim como o SENHOR tinha dito por meio de Moisés.

    10:1O SENHOR disse a Moisés: “Vá ao Faraó, pois eu endureci o seu coração e o coração dos seus servos, para que eu possa mostrar estes meus sinais entre eles;

    10:2e para que você conte aos ouvidos do seu filho, e do filho do seu filho, as coisas que fiz ao Egito, e os meus sinais que realizei entre eles; para que vocês saibam que eu sou o SENHOR.”

    10:3Moisés e Arão foram ao Faraó e lhe disseram: “Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: 'Até quando você se recusará a humilhar-se diante de mim? Deixe o meu povo ir, para que me sirva.

    10:4Do contrário, se você se recusar a deixar o meu povo ir, eis que amanhã trarei gafanhotos sobre o seu país,

    10:5e eles cobrirão a superfície da terra, de modo que não se poderá ver o chão. Eles comerão o resto do que escapou, o que lhes sobrou do granizo, e comerão toda árvore que cresce para vocês no campo.

    10:6Suas casas ficarão cheias, bem como as casas de todos os seus servos e as casas de todos os egípcios, como nem seus pais nem os pais de seus pais jamais viram, desde o dia em que estiveram na terra até o dia de hoje.'” Ele virou-se e saiu da presença do Faraó.

    10:7Os servos do Faraó lhe disseram: “Até quando este homem será uma armadilha para nós? Deixe os homens irem, para que sirvam ao SENHOR, o Deus deles. Você ainda não sabe que o Egito está destruído?”

    10:8Moisés e Arão foram trazidos novamente ao Faraó, e ele lhes disse: “Vão, sirvam ao SENHOR, seu Deus; mas quem são os que irão?”

    10:9Moisés disse: “Iremos com os nossos jovens e com os nossos velhos. Iremos com os nossos filhos e com as nossas filhas, com os nossos rebanhos e com o nosso gado; pois devemos celebrar uma festa ao SENHOR.”

    10:10Ele lhes disse: “Que o SENHOR esteja com vocês se eu os deixar ir com as suas crianças! Vejam, o mal está claramente diante dos seus rostos.

    10:11Nada disso! Vão agora vocês que são homens, e sirvam ao SENHOR; pois é isso que vocês desejam!” Então eles foram expulsos da presença do Faraó.

    10:12O SENHOR disse a Moisés: “Estenda a sua mão sobre a terra do Egito para que venham os gafanhotos, para que subam sobre a terra do Egito e comam toda a erva da terra, tudo o que o granizo deixou.”

    10:13Moisés estendeu a sua vara sobre a terra do Egito, e o SENHOR trouxe um vento leste sobre a terra durante todo aquele dia e toda aquela noite; e quando amanheceu, o vento leste trouxe os gafanhotos.

    10:14Os gafanhotos subiram sobre toda a terra do Egito, e pousaram em todo o território do Egito. Eles foram muito severos. Antes deles não houve gafanhotos como eles, nem jamais haverá.

    10:15Pois eles cobriram a superfície de toda a terra, de modo que a terra escureceu, e comeram toda a erva da terra, e todo o fruto das árvores que o granizo havia deixado. Não restou nada verde, nem árvore nem erva do campo, em toda a terra do Egito.

    10:16Então o Faraó chamou Moisés e Arão apressadamente, e disse: “Pequei contra o SENHOR, seu Deus, e contra vocês.

    10:17Agora, portanto, por favor, perdoem o meu pecado mais uma vez, e orem ao SENHOR, seu Deus, para que ele também afaste de mim esta morte.”

    10:18Moisés saiu da presença do Faraó e orou ao SENHOR.

    10:19O SENHOR enviou um vento oeste extremamente forte, que levantou os gafanhotos e os lançou no Mar Vermelho. Não restou um só gafanhoto em todo o território do Egito.

    10:20Mas o SENHOR endureceu o coração do Faraó, e ele não deixou os filhos de Israel irem.

    10:21O SENHOR disse a Moisés: “Estenda a sua mão para o céu, para que haja trevas sobre a terra do Egito, trevas que se possam apalpar.”

    10:22Moisés estendeu a sua mão para o céu, e houve densas trevas em toda a terra do Egito por três dias.

    10:23Eles não viam uns aos outros, e ninguém se levantou do seu lugar por três dias; mas todos os filhos de Israel tinham luz em suas habitações.

    10:24O Faraó chamou a Moisés e disse: “Vão, sirvam ao SENHOR. Apenas deixem para trás os seus rebanhos e o seu gado. Deixem que as suas crianças também vão com vocês.”

    10:25Moisés disse: “Você também deve entregar em nossas mãos sacrifícios e holocaustos, para que possamos oferecer sacrifícios ao SENHOR, nosso Deus.

    10:26O nosso gado também irá conosco. Nem um casco ficará para trás, pois dele devemos tirar para servir ao SENHOR, nosso Deus; e não sabemos com o que devemos servir ao SENHOR, até chegarmos lá.”

    10:27Mas o SENHOR endureceu o coração do Faraó, e ele não quis deixá-los ir.

    10:28O Faraó lhe disse: “Afaste-se de mim! Tenha o cuidado de não ver mais o meu rosto; pois no dia em que você vir o meu rosto, você morrerá!”

    10:29Moisés disse: “Você falou bem. Eu não verei mais o seu rosto.”

  7. 07

    Êxodo 11-12

    A Páscoa

    Mais uma praga. Cada casa toma um cordeiro, mata-o ao entardecer do dia catorze, e põe seu sangue nas duas ombreiras e na verga. À meia-noite o SENHOR fere todos os primogênitos do Egito, do de Faraó ao do cativo no calabouço, e passa por cima das casas com sangue na porta. Faraó se levanta de noite e os manda embora, e seiscentos mil homens a pé saem.

    A partida começa mudando o calendário. Esse mês será o princípio dos meses, porque o tempo público de Israel será contado em torno da libertação. Depois, as instruções se tornam intensamente domésticas: o tamanho da casa, o apetite de seus membros, um vizinho dividindo o animal, sangue no batente de uma porta. Um acontecimento que confronta o trono do Egito é preparado na escala de uma refeição. Uma família pequena não precisa desperdiçar um animal para demonstrar seriedade. Deve se juntar a outra conforme o que as pessoas conseguem comer. A precisão mantém corpos e alimentos reais à vista.

    A refeição reúne pressa e memória. Sandálias, cajado e lombos cingidos preparam o povo para partir; a celebração anual prepara para lembrar gerações que nunca estiveram no Egito. A explicação aos filhos entra nas instruções antes que aqueles futuros filhos perguntem. A memória não fica entregue a uma vaga impressão familiar. Recebe data, ações, comida e palavras. O sangue identifica as casas onde a ordem foi observada, e as regras posteriores admitem o estrangeiro circuncidado à festa sob a mesma lei. O trecho não apresenta a libertação como uma proteção automaticamente fornecida por uma identidade étnica, separada do sinal estabelecido.

    Nenhum desses detalhes domésticos torna suave o juízo da meia-noite. Morrem os primogênitos da casa real até o cativo na prisão. O Livro do Êxodo registra um grande clamor, não um constrangimento inofensivo para Faraó. Essa gravidade precisa permanecer ao lado do significado da refeição. A pressa também não apaga o longo período anterior: o relato mede a permanência, nomeia a multidão misturada e registra a massa carregada antes de fermentar. Um povo sai com famílias e provisões, não uma ideia abstrata de liberdade atravessando uma porta aberta.

    Versículo por versículo

    1. 12:2

      O mês da saída passa a ser o primeiro no calendário de Israel. O versículo estabelece seu lugar na contagem do tempo sem fornecer uma data de calendário moderno.

    2. 12:7

      O sangue é colocado nos dois batentes laterais e na verga da porta. A instrução não manda colocá-lo na soleira.

    3. 12:26-27

      A pergunta dos filhos pertence à celebração futura prescrita. O rito inclui uma explicação verbal da libertação, não apenas a repetição de uma refeição.

    4. 12:29

      O juízo dos primogênitos alcança o trono e a prisão. A redação não permite restringir seu custo à pessoa de Faraó.

    5. 12:40

      O texto hebraico massorético declara uma permanência de 430 anos no Egito; o Pentateuco Samaritano e a tradição grega incluem Canaã na redação. A cronologia é, portanto, uma discussão textual real, não um detalhe a resolver com uma data sem fundamento.

    6. 12:46

      A proibição de quebrar os ossos do animal é retomada em João 19:36 a respeito de Jesus. Paulo chama expressamente Cristo de páscoa em 1 Coríntios 5:7.

    Êxodo 11-12: A Páscoa

    Êxodo 11-12

    Bíblia Portuguesa Mundial · 61 versículos

    11:1O SENHOR disse a Moisés: “Trarei mais uma praga sobre o Faraó e sobre o Egito; depois disso ele os deixará ir. Quando ele os deixar ir, certamente os expulsará totalmente daqui.

    11:2Fale agora aos ouvidos do povo, e que cada homem peça ao seu vizinho, e cada mulher à sua vizinha, joias de prata e joias de ouro.”

    11:3O SENHOR deu ao povo favor aos olhos dos egípcios. Além disso, o homem Moisés era muito respeitado na terra do Egito, aos olhos dos servos do Faraó e aos olhos do povo.

    11:4Moisés disse: “Assim diz o SENHOR: ‘Por volta da meia-noite eu sairei pelo meio do Egito,

    11:5e todos os primogênitos na terra do Egito morrerão, desde o primogênito do Faraó, que se assenta em seu trono, até o primogênito da serva que está atrás do moinho, e todos os primogênitos do gado.

    11:6Haverá um grande clamor em toda a terra do Egito, como nunca houve antes, nem jamais haverá.

    11:7Mas contra qualquer um dos filhos de Israel nem mesmo um cachorro latirá ou moverá a sua língua, seja contra homem ou animal, para que vocês saibam que o SENHOR faz distinção entre os egípcios e Israel.

    11:8Todos estes seus servos descerão a mim, e se prostrarão diante de mim, dizendo: “Saia, com todo o povo que o segue”; e depois disso eu sairei.’” Ele saiu da presença do Faraó ardendo em ira.

    11:9O SENHOR disse a Moisés: “O Faraó não lhes dará ouvidos, para que as minhas maravilhas se multipliquem na terra do Egito.”

    11:10Moisés e Arão fizeram todas estas maravilhas diante do Faraó, mas o SENHOR endureceu o coração do Faraó, e ele não deixou os filhos de Israel saírem da sua terra.

    12:1O SENHOR falou a Moisés e a Arão na terra do Egito, dizendo:

    12:2“Este mês será para vocês o principal dos meses. Será o primeiro mês do ano para vocês.

    12:3Falem a toda a congregação de Israel, dizendo: ‘No décimo dia deste mês, cada homem deverá separar um cordeiro, segundo as casas de seus pais, um cordeiro para cada família;

    12:4e se a família for pequena demais para um cordeiro, então ele e o seu vizinho mais próximo da sua casa deverão pegar um, de acordo com o número de pessoas. Vocês calcularão a quantidade do cordeiro de acordo com o que cada um puder comer.

    12:5O cordeiro de vocês deverá ser sem defeito, macho de um ano. Vocês poderão tirá-lo das ovelhas ou das cabras.

    12:6Vocês o guardarão até o décimo quarto dia do mesmo mês; e toda a assembleia da congregação de Israel o matará ao entardecer.

    12:7Pegarão um pouco do sangue e o passarão nas duas umbreiras e na verga da porta, nas casas em que o comerem.

    12:8Comerão a carne naquela noite, assada no fogo, com pães sem fermento. Eles a comerão com ervas amargas.

    12:9Não o comam cru, nem cozido em água, mas assado no fogo; com a cabeça, as pernas e as vísceras.

    12:10Vocês não deixarão sobrar nada dele até pela manhã; mas o que sobrar até pela manhã, vocês queimarão no fogo.

    12:11É assim que vocês o comerão: com o cinto na cintura, as sandálias nos pés e o cajado na mão; e o comerão às pressas: é a Páscoa do SENHOR.

    12:12Pois eu passarei pela terra do Egito naquela noite, e ferirei todos os primogênitos na terra do Egito, tanto homens quanto animais. Executarei juízos contra todos os deuses do Egito. Eu sou o SENHOR.

    12:13O sangue será para vocês um sinal nas casas onde estiverem. Quando eu vir o sangue, passarei por cima de vocês, e não haverá praga destruidora sobre vocês quando eu ferir a terra do Egito.

    12:14Este dia será um memorial para vocês. Vocês o celebrarão como uma festa ao SENHOR. Vocês o celebrarão como uma festa por todas as suas gerações, por estatuto perpétuo.

    12:15“‘Durante sete dias vocês comerão pães sem fermento; logo no primeiro dia tirarão o fermento das suas casas, pois quem comer pão fermentado, do primeiro até o sétimo dia, essa pessoa será eliminada de Israel.

    12:16No primeiro dia haverá para vocês uma santa convocação, e no sétimo dia uma santa convocação; nenhum tipo de trabalho será feito neles, exceto o preparo do que cada pessoa deve comer; somente isso poderá ser feito por vocês.

    12:17Vocês guardarão a Festa dos Pães Asmos; pois neste mesmo dia eu tirei os exércitos de vocês da terra do Egito. Portanto, vocês guardarão este dia por todas as suas gerações, por estatuto perpétuo.

    12:18No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, ao entardecer, vocês comerão pães sem fermento, até o vigésimo primeiro dia do mês, ao entardecer.

    12:19Durante sete dias não se encontrará fermento nas suas casas, pois quem comer o que é fermentado, essa pessoa será eliminada da congregação de Israel, seja estrangeiro ou natural da terra.

    12:20Vocês não comerão nada fermentado. Em todas as suas habitações vocês comerão pães sem fermento.’”

    12:21Então Moisés chamou todos os líderes de Israel e lhes disse: “Vão e escolham cordeiros de acordo com as suas famílias, e sacrifiquem a Páscoa.

    12:22Vocês pegarão um feixe de hissopo, o mergulharão no sangue que está na bacia, e passarão na verga da porta e nas duas umbreiras o sangue que está na bacia. Nenhum de vocês sairá da porta da sua casa até pela manhã.

    12:23Pois o SENHOR passará para ferir os egípcios; e quando ele vir o sangue na verga da porta e nas duas umbreiras, o SENHOR passará por cima da porta, e não permitirá que o destruidor entre nas casas de vocês para feri-los.

    12:24Vocês guardarão isso como um estatuto para vocês e para os seus filhos, para sempre.

    12:25Acontecerá que, quando entrarem na terra que o SENHOR lhes dará, como ele prometeu, vocês manterão este culto.

    12:26E acontecerá que, quando os seus filhos lhes perguntarem: ‘O que significa este culto para vocês?’

    12:27vocês dirão: ‘É o sacrifício da Páscoa do SENHOR, que passou por cima das casas dos filhos de Israel no Egito, quando feriu os egípcios e poupou as nossas casas.’” O povo inclinou a cabeça e adorou.

    12:28Os filhos de Israel foram e fizeram assim; como o SENHOR havia ordenado a Moisés e a Arão, assim eles fizeram.

    12:29À meia-noite, o SENHOR feriu todos os primogênitos na terra do Egito, desde o primogênito do faraó, que se assentava no seu trono, até o primogênito do cativo que estava no calabouço, e todos os primogênitos dos animais.

    12:30O faraó levantou-se de noite, ele, todos os seus servos e todos os egípcios; e houve um grande clamor no Egito, pois não havia uma casa onde não houvesse um morto.

    12:31Ele chamou Moisés e Arão de noite, e disse: “Levantem-se, saiam do meio do meu povo, tanto vocês quanto os filhos de Israel; e vão, sirvam ao SENHOR, como vocês disseram!

    12:32Levem também os seus rebanhos e o seu gado, como vocês disseram, e vão embora; e abençoem a mim também!”

    12:33Os egípcios pressionavam o povo, para expulsá-los da terra às pressas, pois diziam: “Todos nós morreremos.”

    12:34O povo levou a sua massa antes que fosse fermentada, com as suas amassadeiras amarradas em suas roupas sobre os ombros.

    12:35Os filhos de Israel fizeram conforme a palavra de Moisés; e pediram aos egípcios objetos de prata, objetos de ouro e roupas.

    12:36O SENHOR deu ao povo favor aos olhos dos egípcios, de modo que lhes deram o que pediram. Assim, eles despojaram os egípcios.

    12:37Os filhos de Israel viajaram de Ramessés a Sucote, cerca de seiscentos mil homens a pé, além das crianças.

    12:38Uma multidão mista também subiu com eles, com ovelhas, bois e muitíssimos animais.

    12:39Eles assaram bolos sem fermento da massa que trouxeram do Egito; pois não estava fermentada, porque foram expulsos do Egito e não puderam esperar, nem haviam preparado provisões para si mesmos.

    12:40Ora, o tempo que os filhos de Israel viveram no Egito foi de quatrocentos e trinta anos.

    12:41Ao final dos quatrocentos e trinta anos, naquele mesmo dia, todos os exércitos do SENHOR saíram da terra do Egito.

    12:42É uma noite que deve ser muito observada ao SENHOR por tê-los tirado da terra do Egito. Esta é aquela noite do SENHOR, que deve ser muito observada por todos os filhos de Israel por todas as suas gerações.

    12:43O SENHOR disse a Moisés e a Arão: “Este é o estatuto da Páscoa. Nenhum estrangeiro comerá dela,

    12:44mas todo servo comprado por dinheiro, depois que você o circuncidar, então poderá comer dela.

    12:45O forasteiro e o servo contratado não comerão dela.

    12:46Deverá ser comida em uma só casa. Vocês não levarão nada da carne para fora da casa. Não quebrem nenhum dos seus ossos.

    12:47Toda a congregação de Israel a celebrará.

    12:48Quando um estrangeiro viver como forasteiro entre vocês, e quiser celebrar a Páscoa ao SENHOR, que todos os seus do sexo masculino sejam circuncidados, e então ele poderá se aproximar e celebrá-la. Ele será como o natural da terra; mas nenhuma pessoa incircuncisa comerá dela.

    12:49Haverá uma mesma lei para o natural da terra e para o estrangeiro que vive como forasteiro entre vocês.”

    12:50Todos os filhos de Israel fizeram assim. Como o SENHOR ordenou a Moisés e a Arão, assim eles fizeram.

    12:51Naquele mesmo dia, o SENHOR tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos.

  8. 08

    Êxodo 13:17-14:31

    Pelo mar

    Guiados por uma coluna de nuvem de dia e de fogo de noite, acampam junto ao mar, e os carros de Faraó se aproximam. Não temais, diz Moisés, ficai firmes e vede a salvação do SENHOR. Ele estende a mão, um vento oriental divide o mar, Israel atravessa a pé enxuto com as águas como muro de cada lado, e o mar volta sobre os egípcios. Não fica nem um.

    O caminho mais curto é rejeitado antes que o mar se torne um obstáculo. Êxodo 13:17 explica a decisão pela possibilidade de o povo voltar ao ver a guerra. A rota não é um erro geográfico que Deus precisa corrigir. Entre os pertences vão os ossos de José, levados por causa do juramento de Gênesis 50:25. O pedido de um homem morto sobreviveu às gerações de escravidão. A viagem carrega, portanto, uma promessa antiga de maneira muito física: o povo que deixa o Egito também cumpre uma obrigação de sepultamento ainda inacabada.

    Diante da água, a ordem de Moisés para permanecer firme e a ordem divina para marchar não descrevem estratégias concorrentes. Israel não pode derrotar o exército que o persegue; precisa receber a libertação em vez de conquistá-la pela força. Mas recebê-la inclui andar por onde as águas abertas oferecem passagem. A mudança da coluna da frente para a retaguarda é igualmente concreta. A presença que orientava agora se coloca entre perseguidos e perseguidores. Direção e proteção vêm do mesmo lugar.

    O vento oriental sopra toda aquela noite. A frase devolve à travessia uma duração frequentemente perdida numa única imagem: escuridão, vento persistente, chão descoberto e gente caminhando entre águas. A queda do exército é descrita por meio de carros, rodas, confusão e o reconhecimento egípcio de que o SENHOR combate por Israel. A resposta final é temor ao SENHOR e confiança nele e em seu servo Moisés. Moisés não se tornou uma segunda fonte de poder. Sua autoridade foi estabelecida como autoridade de um servo. A água que Israel não podia atravessar sozinho se torna o lugar onde essa distinção fica visível.

    Versículo por versículo

    1. 13:18

      Os filhos de Israel sobem «armados» (em hebraico chamushim, talvez em formação), o que descreve uma partida organizada ou equipada, mas não comprova que o povo já tivesse a confiança militar necessária. O versículo anterior menciona expressamente o risco de recuar.

    2. 13:19

      O juramento sobre os ossos de José vem de Gênesis 50:25 e é lembrado em Hebreus 11:22. Carregá-los cumpre uma obrigação anterior durante a urgência da partida.

    3. 14:19-20

      A nuvem passa para trás de Israel antes que o mar seja dividido. A proteção contra os egípcios precede a abertura do caminho entre as águas.

    4. 14:21

      O versículo menciona um forte vento oriental agindo durante a noite. Não identifica um local moderno da travessia nem reduz o acontecimento a uma maré baixa comum.

    5. 14:31

      Primeira aos Coríntios 10:1-2 interpreta a nuvem e o mar em relação à identificação de Israel com Moisés. O próprio Livro do Êxodo encerra o episódio chamando-o de servo de Deus.

    Êxodo 13:17-14:31: Pelo mar

    Êxodo 13:17-14:31

    Bíblia Portuguesa Mundial · 37 versículos

    13:17Quando o Faraó deixou o povo ir, Deus não os guiou pelo caminho da terra dos filisteus, embora fosse mais perto; pois Deus disse: “Para que talvez o povo não mude de ideia ao ver a guerra, e volte para o Egito”;

    13:18mas Deus fez o povo dar a volta pelo caminho do deserto, perto do Mar Vermelho; e os filhos de Israel subiram armados da terra do Egito.

    13:19Moisés levou consigo os ossos de José, pois este havia feito os filhos de Israel jurarem, dizendo: “Deus certamente os visitará, e vocês deverão levar daqui os meus ossos com vocês.”

    13:20Eles partiram de Sucote e acamparam em Etã, na beira do deserto.

    13:21O SENHOR ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem para guiá-los no caminho, e de noite numa coluna de fogo para iluminá-los, para que pudessem caminhar de dia e de noite:

    13:22a coluna de nuvem de dia, e a coluna de fogo de noite, não se afastaram de diante do povo.

    14:1O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    14:2“Diga aos filhos de Israel que voltem e acampem diante de Pi-Hairote, entre Migdol e o mar, diante de Baal-Zefom. Vocês acamparão em frente a ele, junto ao mar.

    14:3Faraó dirá a respeito dos filhos de Israel: ‘Eles estão desorientados na terra. O deserto os encurralou.’

    14:4Eu endurecerei o coração de Faraó, e ele os perseguirá; e serei glorificado sobre Faraó e sobre todos os seus exércitos; e os egípcios saberão que eu sou o SENHOR.” E eles assim fizeram.

    14:5Foi anunciado ao rei do Egito que o povo havia fugido; e o coração de Faraó e de seus servos mudou em relação ao povo, e disseram: “O que é isso que fizemos, deixando Israel ir, para não mais nos servir?”

    14:6Ele preparou o seu carro de guerra e levou o seu exército consigo;

    14:7e tomou seiscentos carros escolhidos, e todos os carros do Egito, com capitães sobre todos eles.

    14:8O SENHOR endureceu o coração de Faraó, rei do Egito, e ele perseguiu os filhos de Israel; pois os filhos de Israel saíram com mão erguida.

    14:9Os egípcios os perseguiram. Todos os cavalos e carros de Faraó, seus cavaleiros e o seu exército os alcançaram enquanto acampavam junto ao mar, perto de Pi-Hairote, diante de Baal-Zefom.

    14:10Quando Faraó se aproximou, os filhos de Israel levantaram os olhos e eis que os egípcios marchavam atrás deles; e ficaram com muito medo. Os filhos de Israel clamaram ao SENHOR.

    14:11Eles disseram a Moisés: “Foi por não haver túmulos no Egito que você nos tirou para morrermos no deserto? Por que você nos tratou desta maneira, tirando-nos do Egito?

    14:12Não é esta a palavra que lhe falamos no Egito, dizendo: ‘Deixe-nos em paz, para que sirvamos aos egípcios’? Pois teria sido melhor para nós servirmos aos egípcios do que morrermos no deserto.”

    14:13Moisés disse ao povo: “Não tenham medo. Fiquem firmes e vejam a salvação do SENHOR, que ele realizará por vocês hoje; pois os egípcios que vocês veem hoje, nunca mais os verão.

    14:14O SENHOR lutará por vocês, e vocês ficarão quietos.”

    14:15O SENHOR disse a Moisés: “Por que você clama a mim? Diga aos filhos de Israel que marchem.

    14:16Levante a sua vara, estenda a mão sobre o mar e divida-o. Então os filhos de Israel entrarão pelo meio do mar em terra seca.

    14:17Eis que eu mesmo endurecerei os corações dos egípcios, e eles entrarão atrás deles. Eu serei glorificado sobre Faraó e sobre todos os seus exércitos, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.

    14:18Os egípcios saberão que eu sou o SENHOR, quando eu for glorificado sobre Faraó, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.”

    14:19O anjo de Deus, que ia adiante do acampamento de Israel, moveu-se e foi para trás deles; e a coluna de nuvem moveu-se de diante deles e colocou-se atrás deles.

    14:20Ela veio entre o acampamento do Egito e o acampamento de Israel. Havia a nuvem e a escuridão, mas ela iluminava a noite. Um não se aproximou do outro durante toda a noite.

    14:21Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o SENHOR fez o mar recuar por um forte vento oriental durante toda a noite, e tornou o mar em terra seca, e as águas foram divididas.

    14:22Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em terra seca; e as águas foram como um muro para eles à sua direita e à sua esquerda.

    14:23Os egípcios os perseguiram e entraram atrás deles até o meio do mar: todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros.

    14:24Na vigília da manhã, o SENHOR olhou para o exército egípcio através da coluna de fogo e de nuvem, e confundiu o exército egípcio.

    14:25Ele arrancou as rodas dos seus carros, e fez com que os conduzissem com dificuldade; de modo que os egípcios disseram: “Fujamos da face de Israel, pois o SENHOR luta por eles contra os egípcios!”

    14:26O SENHOR disse a Moisés: “Estenda a mão sobre o mar, para que as águas voltem sobre os egípcios, sobre os seus carros e sobre os seus cavaleiros.”

    14:27Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o mar retomou a sua força ao amanhecer; e os egípcios fugiram de encontro a ele. O SENHOR precipitou os egípcios no meio do mar.

    14:28As águas retornaram e cobriram os carros e os cavaleiros, e todo o exército de Faraó que havia entrado atrás deles no mar. Não restou nem sequer um deles.

    14:29Mas os filhos de Israel caminharam em terra seca pelo meio do mar, e as águas foram como um muro para eles à sua direita e à sua esquerda.

    14:30Assim o SENHOR salvou Israel naquele dia da mão dos egípcios; e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar.

    14:31Israel viu a grande obra que o SENHOR realizou contra os egípcios, e o povo temeu ao SENHOR; e creram no SENHOR e em seu servo Moisés.

  9. 09

    Êxodo 15-17

    Cântico, maná, água, Amaleque

    Moisés e o povo cantam: o SENHOR é a minha força e o meu cântico. Depois a água amarga de Mara é adoçada por uma árvore, vêm maná e codornizes no deserto de Sim, sai água da rocha em Horebe quando Moisés a fere, e Amaleque é vencido em Refidim enquanto Arão e Hur sustentam suas mãos.

    O inimigo ganha voz no cântico, e quase tudo o que diz gira em torno de si mesmo. Êxodo 15:9 acumula perseguição, conquista, despojo, desejo, espada e destruição. O versículo 10 responde a toda aquela ostentação com o vento de Deus. A intenção comprida e o desfecho curto fazem parte da força do poema. Moisés e os filhos de Israel cantam; Miriã é chamada de profetisa e conduz as mulheres com tamborins e danças. O registro preserva o acontecimento e também sua memória musical pública. Não deixa as mulheres apenas assistindo, em silêncio, à apresentação dos homens.

    Três dias depois, o problema é água. A passagem do canto à sede não precisa ser explicada como se a sede fosse imaginária. O que esses capítulos expõem é a maneira como a necessidade presente reorganiza a lembrança do Egito: as panelas de carne continuam nítidas, enquanto a escravidão perde espaço. O maná responde à fome com um ritmo peculiar. Recolher mais do que o necessário não produz segurança, e guardar a sobra de um dia comum faz aparecer vermes; a porção reservada para o sábado não estraga. A mesma ação, armazenar, assume outro sentido sob outra instrução. O ponto não é que se preparar seja, por natureza, falta de fé. O próprio alimento ensina uma ordem de provisão, trabalho e descanso.

    Na batalha contra Amaleque, a mão erguida não dispensa a luta lá embaixo, e a luta de Josué não torna a mão erguida um detalhe sem importância. Ambas são registradas. Então os braços de Moisés ficam pesados. O homem associado à vara que atingiu o Egito precisa de uma pedra para se sentar e de duas pessoas para sustentá-lo. Arão e Hur não são meros espectadores diante de um grande líder; suas mãos fazem parte do que permite que ele continue. O registro escrito da batalha deve ser repetido especificamente aos ouvidos de Josué. O capítulo preserva vitória divina, cansaço humano, ajuda prática e formação de um sucessor sem transformá-los em explicações concorrentes.

    Versículo por versículo

    1. 15:20

      Miriã é expressamente chamada de profetisa, não apenas de musicista. Miqueias 6:4 a coloca ao lado de Moisés e Arão entre aqueles enviados à frente de Israel.

    2. 16:23-24

      A porção reservada para o sábado não cria vermes, ao contrário do armazenamento noturno sem autorização em 16:20. O contraste depende da instrução dada para cada dia.

    3. 16:36

      Segundo 16:36, um ômer corresponde à décima parte de um efa. O próprio capítulo explica a medida, em vez de deixar a unidade sem esclarecimento.

    4. 17:6

      Aqui Moisés recebe a ordem de ferir a rocha. Números 20:8 manda falar à rocha, portanto o episódio posterior não deve ser avaliado como se as instruções fossem idênticas.

    5. 17:6

      Primeira Coríntios 10:4 identifica a Rocha espiritual com Cristo. Essa é a leitura explícita de Paulo sobre a provisão no deserto, não uma afirmação de que a composição física da pedra fosse divina.

    6. 15:1

      Apocalipse 15:3 reúne o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. A cena posterior aproxima deliberadamente o mar, a libertação, a adoração e o nome de Moisés.

    Êxodo 15-17: Cântico, maná, água, Amaleque

    Êxodo 15-17

    Bíblia Portuguesa Mundial · 79 versículos

    15:1Então Moisés e os filhos de Israel cantaram este cântico ao SENHOR, e disseram: “Cantarei ao SENHOR, porque ele triunfou gloriosamente. Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.

    15:2O SENHOR é a minha força e o meu cântico. Ele se tornou a minha salvação. Este é o meu Deus, e eu o louvarei; o Deus de meu pai, e eu o exaltarei.

    15:3O SENHOR é homem de guerra. SENHOR é o seu nome.

    15:4Ele lançou no mar os carros do Faraó e o seu exército. Os seus capitães escolhidos afundaram no Mar Vermelho.

    15:5As profundezas os cobrem. Desceram às profundezas como uma pedra.

    15:6A tua mão direita, SENHOR, é gloriosa em poder. A tua mão direita, SENHOR, despedaça o inimigo.

    15:7Na grandeza da tua excelência, derrubas os que se levantam contra ti. Envias a tua ira. Ela os consome como palha.

    15:8Com o sopro das tuas narinas, as águas se amontoaram. As correntes se ergueram como um monte. As profundezas se solidificaram no coração do mar.

    15:9O inimigo disse: 'Eu os perseguirei. Eu os alcançarei. Dividirei os despojos. O meu desejo se satisfará neles. Desembainharei a minha espada. A minha mão os destruirá.'

    15:10Sopraste com o teu vento. O mar os cobriu. Afundaram como chumbo nas águas impetuosas.

    15:11Quem é como tu, SENHOR, entre os deuses? Quem é como tu, glorioso em santidade, temível em louvores, fazendo maravilhas?

    15:12Estendeste a tua mão direita. A terra os engoliu.

    15:13“Tu, em teu amor leal, guiaste o povo que redimiste. Tu os conduziste na tua força à tua santa habitação.

    15:14Os povos ouviram. Eles tremem. Angústia apoderou-se dos habitantes da Filístia.

    15:15Então os chefes de Edom ficaram apavorados. Tremor apodera-se dos poderosos de Moabe. Todos os habitantes de Canaã se derreteram.

    15:16Terror e pavor caem sobre eles. Pela grandeza do teu braço, ficam imóveis como uma pedra, até que o teu povo passe, SENHOR, até que passe o povo que compraste.

    15:17Tu os introduzirás e os plantarás no monte da tua herança, o lugar, SENHOR, que fizeste para tua própria habitação: o santuário, Senhor, que as tuas mãos estabeleceram.

    15:18O SENHOR reinará para todo o sempre.”

    15:19Porque os cavalos do Faraó entraram no mar com os seus carros e com os seus cavaleiros, e o SENHOR fez as águas do mar voltarem sobre eles; mas os filhos de Israel caminharam em terra seca no meio do mar.

    15:20Miriã, a profetisa, irmã de Arão, pegou um tamborim na mão; e todas as mulheres saíram atrás dela com tamborins e com danças.

    15:21Miriã lhes respondeu: “Cantem ao SENHOR, porque ele triunfou gloriosamente. Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.”

    15:22Moisés conduziu Israel adiante, do Mar Vermelho, e eles saíram para o deserto de Sur; e caminharam três dias no deserto, e não encontraram água.

    15:23Quando chegaram a Mara, não puderam beber das águas de Mara, porque eram amargas. Por isso o seu nome foi chamado Mara.

    15:24O povo murmurou contra Moisés, dizendo: “O que beberemos?”

    15:25Então ele clamou ao SENHOR. O SENHOR lhe mostrou uma árvore, e ele a lançou nas águas, e as águas se tornaram doces. Ali ele fez para eles um estatuto e uma ordenança, e ali ele os provou.

    15:26Ele disse: “Se vocês ouvirem diligentemente a voz do SENHOR, o seu Deus, e fizerem o que é reto aos seus olhos, e prestarem atenção aos seus mandamentos, e guardarem todos os seus estatutos, não colocarei sobre vocês nenhuma das doenças que coloquei sobre os egípcios; pois eu sou o SENHOR que os cura.”

    15:27Eles chegaram a Elim, onde havia doze fontes de água e setenta palmeiras. Eles acamparam ali junto às águas.

    16:1Eles partiram de Elim, e toda a congregação dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sim, que fica entre Elim e Sinai, no décimo quinto dia do segundo mês após a sua saída da terra do Egito.

    16:2Toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão no deserto;

    16:3e os filhos de Israel lhes disseram: “Quem dera tivéssemos morrido pela mão do SENHOR na terra do Egito, quando nos sentávamos junto às panelas de carne, quando comíamos pão até nos fartarmos, pois vocês nos trouxeram para este deserto para matar de fome toda esta assembleia.”

    16:4Então o SENHOR disse a Moisés: “Eis que farei chover pão do céu para vocês, e o povo sairá e colherá a porção de cada dia, para que eu os prove, se andarão na minha lei ou não.

    16:5Acontecerá que, no sexto dia, eles prepararão o que trouxerem, e será o dobro do que colhem diariamente.”

    16:6Moisés e Arão disseram a todos os filhos de Israel: “À tarde, vocês saberão que o SENHOR os tirou da terra do Egito.

    16:7Pela manhã, vocês verão a glória do SENHOR; porque ele ouve as suas murmurações contra o SENHOR. Quem somos nós, para que vocês murmurem contra nós?”

    16:8Moisés disse: “Agora o SENHOR lhes dará carne para comer à tarde, e pela manhã pão para saciá-los, porque o SENHOR ouve as suas murmurações que vocês murmuram contra ele. E quem somos nós? Suas murmurações não são contra nós, mas contra o SENHOR.”

    16:9Moisés disse a Arão: “Diga a toda a congregação dos filhos de Israel: 'Aproximem-se do SENHOR, pois ele ouviu as suas murmurações.'”

    16:10Enquanto Arão falava a toda a congregação dos filhos de Israel, eles olharam para o deserto, e eis que a glória do SENHOR apareceu na nuvem.

    16:11O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    16:12“Eu ouvi as murmurações dos filhos de Israel. Fale com eles, dizendo: 'À tarde vocês comerão carne, e pela manhã se fartarão de pão. Então vocês saberão que eu sou o SENHOR, o seu Deus.'”

    16:13À tarde, codornizes subiram e cobriram o acampamento; e pela manhã o orvalho repousava ao redor do acampamento.

    16:14Quando o orvalho que repousava se evaporou, eis que sobre a superfície do deserto havia uma coisa pequena e redonda, pequena como a geada sobre a terra.

    16:15Quando os filhos de Israel viram isso, disseram uns aos outros: “O que é isso?” Pois eles não sabiam o que era. Moisés lhes disse: “Este é o pão que o SENHOR lhes deu para comer.

    16:16Esta é a palavra que o SENHOR ordenou: 'Colham disso, cada um de acordo com o que puder comer; um ômer por cabeça, de acordo com o número de suas pessoas, vocês pegarão, cada homem para aqueles que estão em sua tenda.'”

    16:17Os filhos de Israel fizeram assim, e alguns colheram mais, outros menos.

    16:18Quando mediram com um ômer, aquele que colheu muito não teve sobra, e aquele que colheu pouco não teve falta. Cada um colheu de acordo com o que podia comer.

    16:19Moisés lhes disse: “Ninguém deixe nada disso até a manhã.”

    16:20Apesar disso, eles não deram ouvidos a Moisés, mas alguns deles deixaram uma parte até a manhã, de modo que criou vermes e cheirou mal; e Moisés ficou irado com eles.

    16:21Eles o colhiam manhã após manhã, cada um de acordo com o que podia comer. Quando o sol esquentava, ele derretia.

    16:22No sexto dia, eles colheram o dobro de pão, dois ômeres para cada um; e todos os líderes da congregação vieram e contaram a Moisés.

    16:23Ele lhes disse: “Isto é o que o SENHOR falou: 'Amanhã é um descanso solene, um sábado santo ao SENHOR. Assem o que quiserem assar, e cozinhem o que quiserem cozinhar; e tudo o que sobrar, guardem para vocês, para ser mantido até a manhã.'”

    16:24Eles o guardaram até a manhã, como Moisés ordenou, e não cheirou mal, e não havia vermes nele.

    16:25Moisés disse: “Comam isso hoje, pois hoje é um sábado ao SENHOR. Hoje vocês não o encontrarão no campo.

    16:26Seis dias vocês o colherão, mas no sétimo dia é o sábado. Nele não haverá nenhum.”

    16:27No sétimo dia, algumas pessoas saíram para colher, e não encontraram nada.

    16:28O SENHOR disse a Moisés: “Até quando vocês se recusarão a guardar os meus mandamentos e as minhas leis?

    16:29Vejam, porque o SENHOR lhes deu o sábado, portanto ele lhes dá no sexto dia o pão para dois dias. Fique cada um no seu lugar. Que ninguém saia do seu lugar no sétimo dia.”

    16:30Assim, o povo descansou no sétimo dia.

    16:31A casa de Israel o chamou de “Maná”, e era como semente de coentro, branco; e o seu sabor era como o de biscoitos com mel.

    16:32Moisés disse: “Isto é o que o SENHOR ordenou: 'Que um ômer cheio dele seja guardado por todas as suas gerações, para que vejam o pão com o qual os alimentei no deserto, quando os tirei da terra do Egito.'”

    16:33Moisés disse a Arão: “Pegue uma vasilha, coloque nela um ômer cheio de maná, e coloque-a diante do SENHOR, para ser guardada por todas as suas gerações.”

    16:34Como o SENHOR ordenou a Moisés, assim Arão a colocou diante do Testemunho, para ser guardada.

    16:35Os filhos de Israel comeram o maná por quarenta anos, até chegarem a uma terra habitada. Eles comeram o maná até chegarem às fronteiras da terra de Canaã.

    16:36Ora, um ômer é a décima parte de um efa.

    17:1Toda a congregação dos filhos de Israel viajou do deserto de Sim, partindo de acordo com o mandamento do SENHOR, e acampou em Refidim; mas não havia água para o povo beber.

    17:2Portanto, o povo contendeu com Moisés e disse: “Dê-nos água para beber.” Moisés lhes disse: “Por que vocês contendem comigo? Por que põem o SENHOR à prova?”

    17:3O povo estava com sede de água ali; então o povo murmurou contra Moisés e disse: “Por que você nos tirou do Egito, para matar de sede a nós, aos nossos filhos e ao nosso gado?”

    17:4Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: “O que farei com este povo? Eles estão quase prontos para me apedrejar.”

    17:5O SENHOR disse a Moisés: “Passe à frente do povo e leve com você os anciãos de Israel; tome em sua mão a vara com a qual você feriu o Nilo, e vá.

    17:6Eis que eu estarei diante de você ali sobre a rocha em Horebe. Você ferirá a rocha, e dela sairá água, para que o povo possa beber.” Moisés fez assim à vista dos anciãos de Israel.

    17:7Ele chamou o nome do lugar de Massá, e Meribá, porque os filhos de Israel contenderam, e porque puseram o SENHOR à prova, dizendo: “O SENHOR está entre nós, ou não?”

    17:8Então Amaleque veio e lutou contra Israel em Refidim.

    17:9Moisés disse a Josué: “Escolha homens para nós, e saia para lutar contra Amaleque. Amanhã eu estarei no topo da colina com a vara de Deus em minha mão.”

    17:10Então Josué fez como Moisés lhe tinha dito, e lutou contra Amaleque; e Moisés, Arão e Hur subiram ao topo da colina.

    17:11Quando Moisés levantava a sua mão, Israel prevalecia. Quando ele abaixava a mão, Amaleque prevalecia.

    17:12Mas as mãos de Moisés ficaram pesadas; então pegaram uma pedra e a colocaram debaixo dele, e ele se assentou nela. Arão e Hur seguraram as suas mãos, um de um lado, e o outro do outro lado. Assim, suas mãos ficaram firmes até o pôr do sol.

    17:13Josué derrotou Amaleque e o seu povo ao fio da espada.

    17:14O SENHOR disse a Moisés: “Escreva isso para memorial em um livro, e repita-o aos ouvidos de Josué: que eu apagarei totalmente a memória de Amaleque de debaixo do céu.”

    17:15Moisés construiu um altar, e chamou o seu nome “O SENHOR é a nossa Bandeira”.

    17:16Ele disse: “O SENHOR jurou: ‘O SENHOR fará guerra contra Amaleque de geração em geração.’”

  10. 10

    Êxodo 18

    O conselho de Jetro

    Seu sogro traz Zípora e os meninos ao monte de Deus, alegra-se por tudo o que o SENHOR fez, e oferece sacrifício. Vendo Moisés julgar o povo de manhã à tarde, diz-lhe que se desgastará, e que ponha chefes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. Moisés o faz.

    Jetro consegue se alegrar com a libertação e ainda dizer que a organização de Moisés não está boa. As duas reações cabem juntas. Sua crítica não desfaz o reconhecimento do SENHOR em 18:11; sua gratidão tampouco o obriga a admirar uma fila que dura da manhã até a noite. Moisés fica sentado, o povo fica em pé, e a disponibilidade de um só homem determina o acesso de todos à justiça. Jetro identifica o perigo dos dois lados. Moisés vai se desgastar, e o povo também. O célebre libertador virou um gargalo.

    O conselho é mais cuidadoso do que uma frase de efeito sobre delegar. Moisés deve continuar representando o povo diante de Deus, ensinando os estatutos e deixando claro o modo de vida exigido. Outros juízes resolverão as questões comuns, enquanto os casos difíceis voltarão a ele. As exigências para esses juízes dizem respeito ao caráter tanto quanto à capacidade: temor de Deus, compromisso com a verdade e rejeição da cobiça. Uma fila menor não seria avanço algum se terminasse em um tribunal desonesto. Jetro também subordina o plano à condição de que Deus o ordene. Oferece discernimento prático sem pretender substituir a comissão divina.

    Moisés escuta. O Livro do Êxodo não acrescenta um discurso defendendo o sistema antigo, uma reação ofendida ao conselho de um sacerdote estrangeiro ou uma luta para preservar prestígio. Registra a execução do conselho. Antes, Israel precisava do homem capaz de se apresentar diante do faraó; aqui, precisa que ele deixe de ser a única pessoa diante de quem toda disputa deve se apresentar. A função não diminui quando se torna sustentável. O povo pode voltar ao seu lugar em paz.

    Versículo por versículo

    1. 18:2

      Zípora volta com os dois filhos depois de Moisés tê-la mandado de volta. O capítulo não informa quando essa separação aconteceu nem reproduz a conversa que a motivou.

    2. 18:3-4

      Gérson registra a condição de estrangeiro; Eliézer registra a ajuda de Deus e a fuga da espada do faraó. As duas explicações preservam aspectos diferentes da experiência de Moisés fora de sua terra.

    3. 18:19-20

      O conselho de Jetro pressupõe que Moisés continuará ensinando as ordenanças de Deus. Delegar decisões não significa abandonar a fonte e a explicação da lei.

    4. 18:21

      O repúdio à cobiça exclui juízes interessados em ganhos desonestos. A competência não é a única qualificação exigida.

    5. 18:23

      A condição de que Deus assim ordene impede que o conselho seja apresentado como uma autoridade acima do mandamento divino. O plano é proposto dentro da responsabilidade de Moisés diante de Deus, não fora dela.

    Êxodo 18: O conselho de Jetro

    Êxodo 18

    Bíblia Portuguesa Mundial · 27 versículos

    18:1Ora, Jetro, sacerdote de Midiã, sogro de Moisés, ouviu falar de tudo o que Deus havia feito por Moisés e por Israel, seu povo, e de como o SENHOR havia tirado Israel do Egito.

    18:2Jetro, sogro de Moisés, recebeu Zípora, esposa de Moisés, depois que ele a havia despedido,

    18:3e os seus dois filhos. O nome de um filho era Gérson, pois Moisés disse: “Tenho vivido como estrangeiro em terra estrangeira”.

    18:4O nome do outro era Eliézer, pois ele disse: “O Deus de meu pai foi a minha ajuda e me livrou da espada do Faraó.”

    18:5Jetro, sogro de Moisés, veio com os filhos e a esposa de Moisés até ele no deserto onde estava acampado, junto ao Monte de Deus.

    18:6Ele disse a Moisés: “Eu, seu sogro Jetro, vim até você com sua esposa, e os dois filhos dela com ela.”

    18:7Moisés saiu ao encontro de seu sogro, curvou-se e o beijou. Eles perguntaram pelo bem-estar um do outro, e entraram na tenda.

    18:8Moisés contou a seu sogro tudo o que o SENHOR havia feito ao Faraó e aos egípcios por amor a Israel, todas as dificuldades que lhes sobrevieram no caminho, e como o SENHOR os livrou.

    18:9Jetro alegrou-se por toda a bondade que o SENHOR havia demonstrado a Israel, por tê-los livrado da mão dos egípcios.

    18:10Jetro disse: “Bendito seja o SENHOR, que livrou vocês da mão dos egípcios e da mão do Faraó; que livrou o povo de debaixo da mão dos egípcios.

    18:11Agora eu sei que o SENHOR é maior do que todos os deuses, por causa da maneira como trataram o povo com arrogância.”

    18:12Jetro, sogro de Moisés, trouxe um holocausto e sacrifícios para Deus. Arão veio com todos os anciãos de Israel, para comer pão com o sogro de Moisés diante de Deus.

    18:13No dia seguinte, Moisés assentou-se para julgar o povo, e o povo ficou em pé ao redor de Moisés desde a manhã até a tarde.

    18:14Quando o sogro de Moisés viu tudo o que ele fazia pelo povo, disse: “Que é isso que você faz pelo povo? Por que você se assenta sozinho, e todo o povo fica em pé ao seu redor desde a manhã até a tarde?”

    18:15Moisés disse a seu sogro: “Porque o povo vem a mim para consultar a Deus.

    18:16Quando eles têm uma questão, vêm a mim, e eu julgo entre um homem e o seu próximo, e lhes faço conhecer os estatutos de Deus e as suas leis.”

    18:17O sogro de Moisés lhe disse: “Isso que você faz não é bom.

    18:18Certamente você se desgastará, tanto você quanto este povo que está com você; pois isso é pesado demais para você. Você não é capaz de realizá-lo sozinho.

    18:19Ouça agora a minha voz. Eu lhe darei um conselho, e que Deus esteja com você. Seja você o representante do povo diante de Deus, e leve as causas a Deus.

    18:20Você lhes ensinará os estatutos e as leis, e lhes mostrará o caminho em que devem andar, e a obra que devem fazer.

    18:21Além disso, você deverá escolher dentre todo o povo homens capazes, que temem a Deus: homens íntegros, que odeiam o ganho injusto; e coloque-os sobre eles, para serem chefes de milhares, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez.

    18:22Que eles julguem o povo em todo o tempo. Acontecerá que toda questão importante eles trarão a você, mas toda questão menor eles mesmos julgarão. Assim será mais fácil para você, e eles dividirão o fardo com você.

    18:23Se você fizer isso, e Deus assim lhe ordenar, então você será capaz de suportar, e todo este povo também irá para o seu lugar em paz.”

    18:24Então Moisés deu ouvidos à voz de seu sogro, e fez tudo o que ele tinha dito.

    18:25Moisés escolheu homens capazes de todo o Israel, e os constituiu cabeças sobre o povo: chefes de milhares, chefes de cem, chefes de cinquenta e chefes de dez.

    18:26Eles julgavam o povo em todo o tempo. As causas difíceis eles traziam a Moisés, mas toda questão menor eles mesmos julgavam.

    18:27Moisés deixou seu sogro partir, e ele seguiu o seu caminho para a sua própria terra.

  11. 11

    Êxodo 19-20

    Sinai

    No terceiro mês acampam diante do monte. Moisés sobe e desce entre Deus e o povo, o monte fumega e treme, a trombeta soa longa e forte, e Deus fala as dez palavras: eu sou o SENHOR teu Deus, que te tirei da terra do Egito. O povo pede que Moisés fale com eles, e não Deus, para que não morram.

    Antes dos mandamentos, há um resgate concluído. A declaração que abre Êxodo 20 identifica quem fala como o Deus que tirou Israel da casa da servidão. A ordem importa: a lei é dirigida a um povo liberto, não oferecida como o preço pelo qual escravos poderiam convencer Deus a libertá-los. O capítulo 19 apresenta o mesmo movimento com outra imagem. Israel foi carregado sobre asas de águia e trazido ao próprio Deus. O destino é descrito primeiro como uma relação, não como uma extensão de terra.

    A montanha é convite e limite ao mesmo tempo. O povo é chamado à aliança, mas não pode transformar esse chamado em acesso irrestrito. Moisés transita repetidamente entre a montanha e o acampamento, levando palavras nas duas direções e fazendo respeitar limites que continuam valendo até durante a revelação. Trovões, fumaça, trombeta e tremor não são efeitos decorativos em torno de uma percepção particular. O povo ouve; um dos propósitos declarados é estabelecer confiança de que Deus fala com Moisés. Sua mediação tem testemunhas públicas. Quando ele se aproxima da escuridão espessa enquanto o povo permanece distante, essa distância torna visível o trabalho que sua função realiza.

    Os mandamentos entram na vida cotidiana com um alcance impressionante. O sábado interrompe o poder de uma casa de continuar exigindo trabalho: filhos, filhas, servos, animais e o estrangeiro dentro de suas portas aparecem na mesma proibição. Honrar os pais, rejeitar furto e falso testemunho, e respeitar a mulher e os bens do próximo situam as obrigações da aliança entre relações familiares. A cobiça coloca em questão até o desejo de tomar o que pertence ao outro antes que esse desejo se transforme em ato. As instruções finais para o altar rejeitam, então, uma grandeza definida por critérios humanos: nada de deuses trabalhados em prata ou ouro, de ferramentas erguidas sobre suas pedras, de nudez exposta ao subir degraus. O Deus cuja presença faz uma montanha tremer não pediu que Israel o melhorasse com trabalho em metal.

    Versículo por versículo

    1. 19:5

      «Minha propriedade peculiar» significa uma posse especialmente valorizada, não um povo estranho ou excêntrico: peculiar, aqui, é o que pertence de modo particular ao dono, e o versículo logo diz por que ele pode escolher assim, «toda a terra é minha». O mesmo substantivo hebraico, segullah, designa o tesouro pessoal de Davi em 1 Crônicas 29:3, o seu «tesouro particular».

    2. 19:6

      O título reino de sacerdotes descreve a vocação de Israel entre as nações. Por si só, não elimina as distinções sacerdotais que a lei estabelece depois.

    3. 20:2

      O mandamento é introduzido pelo resgate já realizado. A identidade e a ação de quem fala vêm antes das obrigações que ele estabelece.

    4. 20:3-17

      As diferentes tradições judaicas e cristãs dividem e numeram os mandamentos de maneiras distintas. O trecho apresenta os mandamentos sem os rótulos numéricos modernos atribuídos a cada um.

    5. 20:20

      A ordem de não temer e o propósito de que o temor de Deus esteja diante do povo aparecem no mesmo versículo. O contraste imediato distingue o terror que os mantém afastados da reverência que impede o pecado.

    6. 20:24-26

      As restrições dizem respeito à construção do altar e à forma de se aproximar dele. Não proíbem todo trabalho artesanal, pois obras artísticas detalhadas são ordenadas para o tabernáculo.

    Êxodo 19-20: Sinai

    Êxodo 19-20

    Bíblia Portuguesa Mundial · 51 versículos

    19:1No terceiro mês depois que os filhos de Israel saíram da terra do Egito, naquele mesmo dia eles chegaram ao deserto do Sinai.

    19:2Quando partiram de Refidim e chegaram ao deserto do Sinai, acamparam no deserto; ali Israel acampou diante do monte.

    19:3Moisés subiu a Deus, e o SENHOR o chamou do monte, dizendo: “Isto é o que você dirá à casa de Jacó, e anunciará aos filhos de Israel:

    19:4‘Vocês viram o que eu fiz aos egípcios, e como eu os carreguei sobre asas de águias, e os trouxe para mim mesmo.

    19:5Agora, portanto, se vocês de fato obedecerem à minha voz e guardarem a minha aliança, então vocês serão a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; pois toda a terra é minha;

    19:6e vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.’ Estas são as palavras que você falará aos filhos de Israel.”

    19:7Moisés veio e chamou os anciãos do povo, e expôs diante deles todas estas palavras que o SENHOR lhe ordenou.

    19:8Todo o povo respondeu junto e disse: “Tudo o que o SENHOR falou, nós faremos.” Moisés relatou as palavras do povo ao SENHOR.

    19:9O SENHOR disse a Moisés: “Eis que venho a você em uma nuvem espessa, para que o povo ouça quando eu falar com você, e também creia em você para sempre.” Moisés relatou as palavras do povo ao SENHOR.

    19:10O SENHOR disse a Moisés: “Vá ao povo e santifique-os hoje e amanhã, e que eles lavem as suas vestes,

    19:11e estejam prontos para o terceiro dia; pois no terceiro dia o SENHOR descerá à vista de todo o povo sobre o monte Sinai.

    19:12Você estabelecerá limites para o povo ao redor, dizendo: ‘Tenham cuidado para não subir ao monte, nem tocar no seu limite. Todo aquele que tocar no monte certamente será morto.

    19:13Nenhuma mão o tocará, mas ele certamente será apedrejado ou traspassado por flechas; seja animal ou homem, não viverá.’ Quando a trombeta soar longamente, eles subirão ao monte.”

    19:14Moisés desceu do monte para o povo, e santificou o povo; e eles lavaram as suas roupas.

    19:15Ele disse ao povo: “Estejam prontos para o terceiro dia. Não tenham relações sexuais com mulher.”

    19:16No terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões e relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte, e o som de uma trombeta extremamente forte; e todo o povo que estava no acampamento tremeu.

    19:17Moisés levou o povo para fora do acampamento para encontrar-se com Deus; e eles se colocaram ao pé do monte.

    19:18Todo o monte Sinai fumegava, porque o SENHOR desceu sobre ele em fogo; e a sua fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia violentamente.

    19:19Quando o som da trombeta se tornava cada vez mais forte, Moisés falou, e Deus lhe respondeu com uma voz.

    19:20O SENHOR desceu sobre o monte Sinai, no topo do monte. O SENHOR chamou Moisés ao topo do monte, e Moisés subiu.

    19:21O SENHOR disse a Moisés: “Desça e advirta o povo, para que não rompam os limites até o SENHOR para olhar, e muitos deles pereçam.

    19:22Que os sacerdotes também, que se aproximam do SENHOR, se santifiquem, para que o SENHOR não irrompa contra eles.”

    19:23Moisés disse ao SENHOR: “O povo não pode subir ao monte Sinai, pois o Senhor nos advertiu, dizendo: ‘Estabeleça limites ao redor do monte, e santifique-o.’”

    19:24O SENHOR lhe disse: “Desça! Você subirá e trará Arão com você, mas não deixe que os sacerdotes e o povo rompam os limites para subir ao SENHOR, para que ele não irrompa contra eles.”

    19:25Então Moisés desceu ao povo, e lhes falou.

    20:1Deus falou todas estas palavras, dizendo:

    20:2“Eu sou o SENHOR, o seu Deus, que o tirou da terra do Egito, da casa da escravidão.

    20:3“Você não terá outros deuses diante de mim.

    20:4“Você não fará para si nenhum ídolo, nem imagem alguma de qualquer coisa que está nos céus em cima, ou que está na terra embaixo, ou que está nas águas debaixo da terra:

    20:5você não se prostrará diante deles, nem os servirá, pois eu, o SENHOR, o seu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração daqueles que me odeiam,

    20:6e mostro bondade amorosa a milhares daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

    20:7“Você não fará mau uso do nome do SENHOR seu Deus, pois o SENHOR não deixará impune aquele que fizer mau uso do seu nome.

    20:8“Lembre-se do dia de sábado, para santificá-lo.

    20:9Você trabalhará seis dias, e fará toda a sua obra,

    20:10mas o sétimo dia é o sábado para o SENHOR, o seu Deus. Você não fará nenhum trabalho nele, nem você, nem o seu filho, nem a sua filha, nem o seu servo, nem a sua serva, nem os seus animais, nem o estrangeiro que está dentro das suas portas;

    20:11pois em seis dias o SENHOR fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e descansou no sétimo dia; portanto, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou.

    20:12“Honre o seu pai e a sua mãe, para que os seus dias se prolonguem na terra que o SENHOR, o seu Deus, lhe dá.

    20:13“Você não matará.

    20:14“Você não cometerá adultério.

    20:15“Você não furtará.

    20:16“Você não dará falso testemunho contra o seu próximo.

    20:17“Você não cobiçará a casa do seu próximo. Você não cobiçará a mulher do seu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo.”

    20:18Todo o povo percebeu os trovões, os relâmpagos, o som da trombeta e a montanha fumegando. Quando o povo viu isso, tremeu e ficou a distância.

    20:19Eles disseram a Moisés: “Fale você mesmo conosco, e nós ouviremos; mas não deixe que Deus fale conosco, para que não morramos.”

    20:20Moisés disse ao povo: “Não tenham medo, pois Deus veio para prová-los, e para que o temor dele esteja diante de vocês, a fim de que não pequem.”

    20:21O povo ficou a distância, e Moisés se aproximou da densa escuridão onde Deus estava.

    20:22O SENHOR disse a Moisés: “Isto é o que você dirá aos filhos de Israel: 'Vocês mesmos viram que eu falei com vocês do céu.

    20:23Certamente vocês não farão deuses de prata ou deuses de ouro para si mesmos, para estarem ao meu lado.

    20:24Vocês farão um altar de terra para mim, e sacrificarão sobre ele os seus holocaustos e as suas ofertas pacíficas, as suas ovelhas e o seu gado. Em todo lugar onde eu registrar o meu nome, virei a vocês e os abençoarei.

    20:25Se vocês me fizerem um altar de pedra, não o construirão de pedras lavradas; pois se levantarem a sua ferramenta sobre ele, vocês o profanarão.

    20:26Vocês não subirão por degraus ao meu altar, para que a sua nudez não seja exposta sobre ele.'”

  12. 12

    Êxodo 24

    Sangue da aliança

    Moisés lê o livro da aliança e o povo responde: tudo o que o SENHOR disse faremos. Ele os asperge com sangue, e sobe com Arão, Nadabe, Abiú e setenta anciãos, que veem o Deus de Israel com um pavimento de safira sob seus pés. Então Moisés entra na nuvem no monte por quarenta dias e quarenta noites.

    Metade do sangue vai para o altar, e metade fica reservada para o povo. Entre uma ação e outra, Moisés lê. Essa posição da leitura impede que a cerimônia vire um gesto impressionante cujo sentido só o oficiante conhece. As palavras da aliança são pronunciadas, escritas, lidas em voz alta e aceitas antes de o sangue ser aplicado ao povo. Doze colunas representam doze tribos; o altar e o povo são reunidos em uma aliança vinculante. O sangue não substitui as palavras. Sela a relação que elas definem.

    A refeição na montanha chama atenção tanto pelo que é descrito quanto pelo que não é. Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta anciãos veem o Deus de Israel, mas o detalhe visual mais desenvolvido está debaixo dos seus pés: um pavimento semelhante à safira, claro como o céu. O registro não oferece um retrato do rosto de Deus. Ressalta, em vez disso, que ele não estende a mão contra os líderes; eles veem, comem e bebem. Sobrevivência e comunhão fazem parte da descrição desse encontro permitido. Por isso, a afirmação precisa ser mantida ao lado de Êxodo 33:20, não usada para apagá-lo. Os trechos distinguem acesso e revelação, mas não fornecem um diagrama completo do funcionamento de toda manifestação divina.

    A subida seguinte de Moisés acrescenta espera à revelação. A nuvem cobre a montanha por seis dias antes do chamado no sétimo. Josué o acompanha na subida, enquanto Arão e Hur continuam disponíveis para as questões do acampamento. Mesmo aqui, com a aliança ratificada e a glória visível, pessoas diferentes recebem responsabilidades diferentes e limites diferentes de aproximação. A proximidade é concedida; não é tomada à força.

    Versículo por versículo

    1. 24:5

      Os jovens oferecem sacrifícios antes da consagração posterior de Arão e seus filhos. O versículo não identifica esses jovens como sacerdotes aarônicos já ordenados.

    2. 24:4

      As doze colunas representam as doze tribos. O capítulo explica a quantidade, dispensando um cálculo simbólico independente.

    3. 24:7

      A leitura pública vem antes da nova concordância do povo. A aliança não é ratificada apenas por um gesto sem explicação.

    4. 24:10-11

      O registro descreve o pavimento sob os pés de Deus e destaca que os líderes sobrevivem. Não descreve suas feições nem afirma que tenham contemplado seu ser sem restrições.

    5. 24:16-18

      Moisés permanece seis dias sob a nuvem antes do chamado no sétimo dia. Os quarenta dias e quarenta noites pertencem à afirmação posterior do versículo 18, não a um período que possa ser trocado por outro sem distinção.

    Êxodo 24

    Bíblia Portuguesa Mundial · 18 versículos

    24:1Ele disse a Moisés: “Subam ao SENHOR, você, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos anciãos de Israel; e adorem à distância.

    24:2Só Moisés se aproximará do SENHOR, mas eles não se aproximarão. O povo não subirá com ele.”

    24:3Moisés veio e contou ao povo todas as palavras do SENHOR e todas as ordenanças; e todo o povo respondeu a uma só voz e disse: “Todas as palavras que o SENHOR falou, nós faremos.”

    24:4Moisés escreveu todas as palavras do SENHOR, então levantou-se de manhã cedo e construiu um altar ao pé do monte, com doze colunas para as doze tribos de Israel.

    24:5Ele enviou jovens dos filhos de Israel, que ofereceram holocaustos e sacrificaram ofertas pacíficas de novilhos ao SENHOR.

    24:6Moisés pegou metade do sangue e colocou em bacias, e a outra metade do sangue ele aspergiu sobre o altar.

    24:7Ele pegou o livro da aliança e o leu aos ouvidos do povo, e eles disseram: “Faremos tudo o que o SENHOR disse, e seremos obedientes.”

    24:8Moisés pegou o sangue, aspergiu-o sobre o povo e disse: “Vejam, este é o sangue da aliança que o SENHOR fez com vocês a respeito de todas estas palavras.”

    24:9Então subiram Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta dos anciãos de Israel.

    24:10Eles viram o Deus de Israel. Debaixo de seus pés havia como que um pavimento de pedra de safira, como o próprio céu em clareza.

    24:11Ele não estendeu a mão contra os nobres dos filhos de Israel. Eles viram a Deus, e comeram e beberam.

    24:12O SENHOR disse a Moisés: “Suba a mim no monte e fique aqui, e eu lhe darei as tábuas de pedra com a lei e os mandamentos que escrevi, para que você os ensine.”

    24:13Moisés levantou-se com Josué, seu servo, e Moisés subiu ao Monte de Deus.

    24:14Ele disse aos anciãos: “Esperem aqui por nós, até que voltemos a vocês. Eis que Arão e Hur estão com vocês. Quem estiver envolvido em uma disputa pode ir a eles.”

    24:15Moisés subiu ao monte, e a nuvem cobriu o monte.

    24:16A glória do SENHOR repousou sobre o Monte Sinai, e a nuvem o cobriu por seis dias. No sétimo dia, ele chamou Moisés do meio da nuvem.

    24:17A aparência da glória do SENHOR era como um fogo consumidor no topo do monte, aos olhos dos filhos de Israel.

    24:18Moisés entrou no meio da nuvem e subiu ao monte; e Moisés esteve no monte quarenta dias e quarenta noites.

  13. 13

    Êxodo 32-34

    O bezerro, a fenda da rocha, o rosto resplandecente

    Desce com as duas tábuas e acha o povo dançando em torno de um bezerro de ouro. Quebra as tábuas, queima o bezerro, mói-o até virar pó e o faz beber, e os levitas matam três mil. Depois volta a subir: perdoa agora o seu pecado; se não, risca-me do teu livro. Deus passa por ele na fenda da rocha proclamando seu nome, misericordioso e piedoso, e dá novas tábuas, e o rosto de Moisés resplandece de modo que ele o cobre com um véu.

    A explicação de Arão perde bastante credibilidade porque o capítulo já mencionou sua ferramenta de gravar. O ouro não entrou no fogo e saiu, por acidente, na forma de um bezerro. O versículo 4 registra seu trabalho; o 24, sua desculpa. A distância entre os dois contém o juízo seco do próprio trecho. Tampouco basta colocar o nome do SENHOR na festa para tornar aquilo um culto autorizado. O povo exigiu algo que fosse à sua frente porque já não sabia o que havia acontecido com Moisés. Um mediador comissionado desapareceu de vista, e um objeto fabricado está sendo colocado no lugar dele.

    A discussão sobre o povo começa antes mesmo de Moisés descer. Deus o chama de povo de Moisés em 32:7; Moisés responde chamando-o de povo de Deus em 32:11. Seu apelo se apoia na libertação realizada por Deus, na reputação divina diante do Egito e no juramento aos pais. Ele não aceita a destruição da nação em troca de um novo começo por meio de si mesmo. Mas a intercessão não torna indolor o que vem depois. As tábuas são quebradas, o bezerro é reduzido a pó, cerca de três mil homens caem e uma praga é registrada. Oferecer-se para ser riscado do livro de Deus não autoriza Moisés a decidir a quem será atribuído o pecado de outra pessoa. A resposta preserva o juízo de Deus mesmo diante da súplica extraordinária de seu servo.

    O capítulo 33 expõe, então, a questão mais profunda: uma terra prometida sem a presença de Deus acompanhando o povo não é um substituto aceitável para a aliança. A tenda fora do acampamento torna visíveis tanto o acesso que continua quanto a comunhão ferida. Moisés pede para ver a glória de Deus, mas recebe uma manifestação protegida e limitada, acompanhada da proclamação do nome e do caráter divinos. Misericórdia, paciência, perdão e recusa de deixar a culpa impune são anunciados juntos. As novas tábuas não significam que nada aconteceu. Significam que a aliança foi renovada depois de algo terrível. Por fim, o rosto de Moisés brilha, e ele não sabe disso. O brilho é efeito de falar com Deus, não uma expressão ensaiada antes de voltar ao acampamento.

    Versículo por versículo

    1. 32:4

      A ferramenta de gravar em 32:4 precisa permanecer ao lado da alegação de Arão em 32:24. O capítulo já apresentou evidências contra a desculpa de que o bezerro simplesmente apareceu.

    2. 32:28

      As aproximadamente três mil mortes são registradas expressamente. Tratar o episódio apenas como uma lição sobre liderança fracassada esconderia seu custo humano.

    3. 32:32-33

      A oferta diz respeito a ser riscado do livro de Deus. O texto não define esse livro por meio de um sistema teológico posterior completo nem afirma que a oferta de Moisés foi aceita.

    4. 33:11

      Face a face em 33:11 descreve a comunicação direta, enquanto 33:20 nega a possibilidade de ver o rosto de Deus sem proteção. O próprio capítulo exige uma distinção entre esses usos.

    5. 33:19

      Paulo cita a declaração sobre misericórdia em Romanos 9:15. Em Êxodo, ela faz parte da resposta de Deus ao pedido de Moisés para ver sua glória.

    6. 34:33-35

      Moisés retira o véu ao entrar para falar com o SENHOR e volta a colocá-lo depois de falar a Israel. Segunda Coríntios 3:7-18 desenvolve outra interpretação desse véu em relação a Cristo.

    Êxodo 32-34: O bezerro, a fenda da rocha, o rosto resplandecente

    Êxodo 32-34

    Bíblia Portuguesa Mundial · 93 versículos

    32:1Quando o povo viu que Moisés demorava a descer do monte, o povo se reuniu ao redor de Arão e lhe disse: “Venha, faça para nós deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu com ele.”

    32:2Arão lhes disse: “Tirem os brincos de ouro que estão nas orelhas de suas mulheres, de seus filhos e de suas filhas, e tragam-nos para mim.”

    32:3Todo o povo tirou os brincos de ouro que estavam em suas orelhas e os trouxe a Arão.

    32:4Ele recebeu o que lhe entregaram, moldou-o com um buril e fez um bezerro fundido. Então eles disseram: “Estes são os seus deuses, ó Israel, que tiraram você da terra do Egito.”

    32:5Quando Arão viu isso, construiu um altar diante dele; e Arão fez uma proclamação e disse: “Amanhã haverá uma festa ao SENHOR.”

    32:6Eles se levantaram cedo no dia seguinte, ofereceram holocaustos e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo sentou-se para comer e beber, e levantou-se para se divertir.

    32:7O SENHOR falou a Moisés: “Vá, desça; pois o seu povo, que você tirou da terra do Egito, se corrompeu!

    32:8Eles se desviaram rapidamente do caminho que eu lhes ordenei. Fizeram para si um bezerro fundido, o adoraram, sacrificaram a ele e disseram: 'Estes são os seus deuses, ó Israel, que tiraram você da terra do Egito'.”

    32:9O SENHOR disse a Moisés: “Tenho visto este povo, e eis que é um povo de dura cerviz.

    32:10Agora, portanto, deixe-me em paz, para que a minha ira se acenda contra eles, e para que eu os consuma; e farei de você uma grande nação.”

    32:11Moisés suplicou ao SENHOR, seu Deus, e disse: “SENHOR, por que a tua ira se acende contra o teu povo, que tiraste da terra do Egito com grande poder e com mão forte?

    32:12Por que os egípcios deveriam falar, dizendo: 'Ele os tirou para o mal, para matá-los nas montanhas e para consumi-los da face da terra'? Volta-te da tua ira ardente e desiste deste mal contra o teu povo.

    32:13Lembra-te de Abraão, Isaque e Israel, teus servos, a quem juraste por ti mesmo, e lhes disseste: 'Multiplicarei a sua descendência como as estrelas do céu, e toda esta terra de que falei darei à sua descendência, e eles a herdarão para sempre'.”

    32:14Então o SENHOR desistiu do mal que disse que faria ao seu povo.

    32:15Moisés virou-se e desceu do monte, com as duas tábuas da aliança em sua mão; tábuas que estavam escritas de ambos os lados. Estavam escritas de um lado e do outro.

    32:16As tábuas eram obra de Deus, e a escrita era a escrita de Deus, gravada nas tábuas.

    32:17Quando Josué ouviu o barulho do povo gritando, disse a Moisés: “Há barulho de guerra no acampamento.”

    32:18Ele respondeu: “Não é a voz dos que gritam por vitória. Não é a voz dos que clamam por serem derrotados; mas é o barulho de pessoas cantando que eu ouço.”

    32:19Assim que ele se aproximou do acampamento, viu o bezerro e as danças. Então a ira de Moisés se acendeu, e ele jogou as tábuas das suas mãos, quebrando-as ao pé do monte.

    32:20Ele pegou o bezerro que haviam feito e o queimou no fogo, moeu-o até virar pó, espalhou-o sobre a água e fez os filhos de Israel beberem dela.

    32:21Moisés disse a Arão: “O que este povo fez a você, para que trouxesse sobre eles um pecado tão grande?”

    32:22Arão respondeu: “Não deixe que a ira do meu senhor se acenda. Você conhece o povo, e sabe que eles são propensos ao mal.

    32:23Pois eles me disseram: 'Faça para nós deuses que vão adiante de nós. Quanto a este Moisés, o homem que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que aconteceu com ele.'

    32:24Eu lhes disse: 'Quem tiver algum ouro, que o tire.' Então eles me deram; e eu o joguei no fogo, e saiu este bezerro.”

    32:25Quando Moisés viu que o povo estava fora de controle (pois Arão os havia deixado perder o controle, tornando-os motivo de zombaria entre os seus inimigos),

    32:26então Moisés ficou em pé à porta do acampamento e disse: “Quem é do lado do SENHOR, venha a mim!” Todos os filhos de Levi se reuniram ao redor dele.

    32:27Ele lhes disse: “Assim diz o SENHOR, o Deus de Israel: 'Cada um coloque a sua espada na coxa, e vá de porta em porta por todo o acampamento, e cada um mate o seu irmão, e cada um o seu companheiro, e cada um o seu vizinho'.”

    32:28Os filhos de Levi fizeram conforme a palavra de Moisés. Cerca de três mil homens do povo caíram naquele dia.

    32:29Moisés disse: “Consagrem-se hoje ao SENHOR, pois cada um foi contra o seu filho e contra o seu irmão, para que ele lhes conceda uma bênção hoje.”

    32:30No dia seguinte, Moisés disse ao povo: “Vocês cometeram um grande pecado. Agora subirei ao SENHOR. Talvez eu possa fazer expiação pelo pecado de vocês.”

    32:31Moisés voltou ao SENHOR e disse: “Ah, este povo cometeu um grande pecado, e fizeram para si deuses de ouro.

    32:32Agora, porém, se quiseres, perdoa o pecado deles — mas se não, por favor, risca-me do teu livro que escreveste.”

    32:33O SENHOR disse a Moisés: “Aquele que pecou contra mim, eu o riscarei do meu livro.

    32:34Agora vá, guie o povo para o lugar do qual lhe falei. Eis que o meu anjo irá adiante de você. No entanto, no dia em que eu punir, eu os punirei pelo seu pecado.”

    32:35O SENHOR feriu o povo, por causa do que fizeram com o bezerro que Arão fabricou.

    33:1O SENHOR falou a Moisés: “Parta, suba daqui, você e o povo que você tirou da terra do Egito, para a terra da qual jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: 'Eu a darei à sua descendência.'

    33:2Enviarei um anjo adiante de você; e expulsarei o cananeu, o amorreu, o heteu, o perizeu, o heveu e o jebuseu.

    33:3Vá para uma terra que mana leite e mel; mas eu não subirei no meio de vocês, pois vocês são um povo de dura cerviz, para que eu não os consuma no caminho.”

    33:4Quando o povo ouviu esta má notícia, eles prantearam; e ninguém colocou suas joias.

    33:5O SENHOR tinha dito a Moisés: “Diga aos filhos de Israel: 'Vocês são um povo de dura cerviz. Se eu subisse no meio de vocês por um só momento, eu os consumiria. Portanto, agora, tirem as suas joias, para que eu saiba o que fazer com vocês.'”

    33:6Os filhos de Israel se despojaram de suas joias do monte Horebe em diante.

    33:7Ora, Moisés costumava pegar a tenda e armá-la fora do acampamento, bem longe do acampamento, e a chamava de “A Tenda do Encontro”. Todo aquele que buscava o SENHOR saía para a Tenda do Encontro, que ficava fora do acampamento.

    33:8Quando Moisés saía para a Tenda, todo o povo se levantava, e ficava em pé, cada um à porta da sua tenda, e acompanhava Moisés com o olhar, até que ele entrasse na Tenda.

    33:9Quando Moisés entrava na Tenda, a coluna de nuvem descia, ficava à porta da Tenda, e o SENHOR falava com Moisés.

    33:10Todo o povo via a coluna de nuvem parada à porta da Tenda, e todo o povo se levantava e adorava, cada um à porta da sua tenda.

    33:11O SENHOR falava com Moisés face a face, como um homem fala com seu amigo. Ele voltava ao acampamento, mas o seu servo Josué, filho de Num, um jovem, não se afastava da Tenda.

    33:12Moisés disse ao SENHOR: “Eis que o Senhor me diz: 'Faça subir este povo'; e não me deixou saber quem enviará comigo. Contudo, o Senhor disse: 'Eu conheço você pelo nome, e você também encontrou favor aos meus olhos.'

    33:13Agora, pois, se encontrei favor aos seus olhos, por favor, mostre-me o seu caminho, agora, para que eu o conheça, a fim de que eu encontre favor aos seus olhos; e considere que esta nação é o seu povo.”

    33:14Ele disse: “A minha presença irá com você, e eu lhe darei descanso.”

    33:15Moisés lhe disse: “Se a sua presença não for comigo, não nos faça subir daqui.

    33:16Pois como se saberá que encontrei favor aos seus olhos, eu e o seu povo? Não é, porventura, pelo fato de o Senhor ir conosco, de modo que sejamos separados, eu e o seu povo, de todos os povos que há sobre a face da terra?”

    33:17O SENHOR disse a Moisés: “Farei também isto que você falou; pois você encontrou favor aos meus olhos, e eu o conheço pelo nome.”

    33:18Moisés disse: “Por favor, mostre-me a sua glória.”

    33:19Ele disse: “Farei passar toda a minha bondade diante de você, e proclamarei o nome do SENHOR diante de você. Serei clemente para com quem eu for clemente, e mostrarei misericórdia a quem eu mostrar misericórdia.”

    33:20Ele disse: “Você não pode ver a minha face, pois o homem não pode me ver e viver.”

    33:21O SENHOR disse ainda: “Eis que há um lugar junto a mim, e você ficará sobre a rocha.

    33:22Acontecerá que, enquanto a minha glória passar, eu o colocarei numa fenda da rocha, e o cobrirei com a minha mão até que eu tenha passado;

    33:23então tirarei a minha mão, e você verá as minhas costas; mas a minha face não será vista.”

    34:1O SENHOR disse a Moisés: “Talhe duas tábuas de pedra como as primeiras. Eu escreverei nas tábuas as palavras que estavam nas primeiras tábuas, que você quebrou.

    34:2Esteja pronto pela manhã, e suba pela manhã ao monte Sinai, e apresente-se ali a mim no topo do monte.

    34:3Ninguém deverá subir com você, nem ser visto em parte alguma do monte. Não deixe que os rebanhos de ovelhas ou de gado pastem em frente a esse monte.”

    34:4Ele talhou duas tábuas de pedra como as primeiras; então Moisés levantou-se de madrugada, e subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe havia ordenado, e levou em sua mão duas tábuas de pedra.

    34:5O SENHOR desceu na nuvem, e esteve ali com ele, e proclamou o nome do SENHOR.

    34:6O SENHOR passou diante dele, e proclamou: “O SENHOR! O SENHOR, Deus misericordioso e gracioso, tardio em irar-se e abundante em bondade e verdade,

    34:7que guarda a bondade para milhares, que perdoa a iniquidade, a desobediência e o pecado; e que de maneira nenhuma terá por inocente o culpado, visitando a iniquidade dos pais nos filhos, e nos filhos dos filhos, na terceira e na quarta geração.”

    34:8Moisés apressou-se, inclinou a cabeça para a terra e adorou.

    34:9Ele disse: “Se agora encontrei favor aos seus olhos, Senhor, por favor, que o Senhor vá no meio de nós, mesmo sendo este um povo de dura cerviz; perdoe a nossa iniquidade e o nosso pecado, e tome-nos por sua herança.”

    34:10Ele disse: “Eis que faço uma aliança: diante de todo o seu povo farei maravilhas, como nunca foram feitas em toda a terra, nem em nação alguma; e todo o povo no meio do qual você está verá a obra do SENHOR; pois é uma coisa tremenda o que faço com você.

    34:11Guarde o que eu lhe ordeno hoje. Eis que expulsarei de diante de você o amorreu, o cananeu, o heteu, o ferezeu, o heveu e o jebuseu.

    34:12Tenha cuidado, para não fazer aliança com os habitantes da terra para onde você vai, para que não seja um laço no meio de vocês;

    34:13mas vocês derrubarão os seus altares, quebrarão em pedaços as suas colunas sagradas, e cortarão os seus postes de Aserá;

    34:14pois você não adorará a nenhum outro deus; porque o SENHOR, cujo nome é Zeloso, é um Deus zeloso.

    34:15“Não faça aliança com os habitantes da terra, para que eles não se prostituam após os seus deuses, e sacrifiquem aos seus deuses, e alguém o convide e você coma do seu sacrifício;

    34:16e você tome das filhas deles para os seus filhos, e as filhas deles se prostituam após os seus deuses, e façam com que os seus filhos se prostituam após os deuses delas.

    34:17“Você não fará para si ídolos de fundição.

    34:18“Você guardará a festa dos pães asmos. Sete dias você comerá pães asmos, como eu lhe ordenei, no tempo determinado no mês de abibe; pois no mês de abibe você saiu do Egito.

    34:19“Tudo o que abre a madre é meu; e todo o seu rebanho que for macho, o primogênito de vacas e ovelhas.

    34:20Você resgatará o primogênito de um jumento com um cordeiro. Se você não o resgatar, então quebrará o seu pescoço. Você resgatará todos os primogênitos dos seus filhos. Ninguém aparecerá diante de mim de mãos vazias.

    34:21“Seis dias você trabalhará, mas no sétimo dia descansará: na época da aragem e na colheita você descansará.

    34:22“Você observará a festa das semanas com as primícias da colheita do trigo, e a festa da colheita no fim do ano.

    34:23Três vezes no ano todos os seus homens aparecerão diante do Senhor DEUS, o Deus de Israel.

    34:24Pois eu expulsarei nações de diante de você e alargarei as suas fronteiras; e ninguém cobiçará a sua terra quando você subir para aparecer diante do SENHOR, o seu Deus, três vezes no ano.

    34:25“Você não oferecerá o sangue do meu sacrifício com pão levedado. O sacrifício da festa da Páscoa não deverá sobrar até a manhã seguinte.

    34:26“Você trará o melhor das primícias da sua terra à casa do SENHOR, o seu Deus. “Você não cozerá o cabrito no leite de sua mãe.”

    34:27O SENHOR disse a Moisés: “Escreva estas palavras; pois de acordo com estas palavras fiz uma aliança com você e com Israel.”

    34:28Ele esteve ali com o SENHOR quarenta dias e quarenta noites; não comeu pão, nem bebeu água. Ele escreveu nas tábuas as palavras da aliança, os dez mandamentos.

    34:29Quando Moisés desceu do monte Sinai com as duas tábuas da aliança em suas mãos, ao descer do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia por ter falado com ele.

    34:30Quando Arão e todos os filhos de Israel viram Moisés, eis que a pele do seu rosto resplandecia; e tiveram medo de se aproximar dele.

    34:31Moisés os chamou, e Arão e todos os líderes da congregação voltaram para ele; e Moisés falou com eles.

    34:32Depois disso, todos os filhos de Israel se aproximaram, e ele lhes deu todos os mandamentos que o SENHOR havia falado com ele no monte Sinai.

    34:33Quando Moisés terminou de falar com eles, colocou um véu sobre o seu rosto.

    34:34Mas quando Moisés entrava perante o SENHOR para falar com ele, tirava o véu, até sair; e ele saía, e falava aos filhos de Israel o que lhe havia sido ordenado.

    34:35Os filhos de Israel viam o rosto de Moisés, que a pele do rosto de Moisés resplandecia; então Moisés colocava o véu sobre o seu rosto novamente, até entrar para falar com ele.

  14. 14

    Êxodo 35-40

    O tabernáculo levantado

    O povo traz mais que suficiente, Bezalel e Aoliabe fazem tudo como mostrado no monte, e no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano Moisés levanta o tabernáculo, põe no lugar a arca, a mesa, o candelabro e os altares, e a glória do SENHOR o enche de modo que ele não pode entrar.

    Um dos anúncios de Moisés durante a construção manda parar de contribuir. Os artesãos informam que o povo trouxe mais do que o necessário, e a proclamação impede novas ofertas. Depois do ouro recolhido para o bezerro, é uma mudança notável no uso de mãos dispostas e materiais preciosos. A diferença não é que o trabalho bonito tenha se tornado seguro por si só. Agora a obra segue a ordem e o modelo confiados a Moisés. A repetição de conforme o SENHOR ordenou cumpre uma função decisiva: este santuário não é mais um objeto improvisado para atender à impaciência do povo.

    Esses capítulos demonstram enorme respeito pela habilidade. O Espírito capacita Bezalel para o desenho e o trabalho em metal, pedra e madeira; ele e Aoliabe também recebem capacidade de ensinar. Mulheres fiam com sabedoria, líderes trazem pedras e especiarias, e artesãos transformam as ofertas em objetos que precisam ser efetivamente produzidos. Os fios de ouro em 39:3 não são um brilho indefinido: o ouro é batido em lâminas, cortado em fios e incorporado ao tecido. Espelhos fornecem o material da bacia de lavagem. O registro dá nome aos processos porque o trabalho importa. Ainda assim, a primeira instrução de Moisés a essa comunidade reunida trata do sábado. Nem a construção do santuário autoriza uma semana de trabalho sem fim. A ordem governa o tempo dos trabalhadores, além do objeto pronto.

    A conclusão traz inspeção e bênção, não uma homenagem a Moisés como projetista. Ele verifica que a obra foi realizada conforme a ordem e abençoa o povo. Quando o tabernáculo é erguido, a nuvem o cobre e a glória o enche de tal modo que Moisés não consegue entrar. Isso não é o fracasso do projeto. Chegou aquilo para o qual o santuário existe, e nem o homem que supervisionou sua construção pode tratar a presença de Deus como propriedade sua. A ênfase final recai sobre a nuvem e o fogo ao longo das jornadas de Israel. O Livro do Êxodo começou com um povo obrigado a construir para o faraó. Termina com uma habitação no meio desse povo e uma presença que determina quando ele deve partir.

    Versículo por versículo

    1. 35:31

      A capacitação do Espírito inclui o trabalho artesanal e a capacidade de ensinar, mencionada em 35:34. O trecho não limita os dons divinos à fala pública ou a sinais extraordinários.

    2. 36:6-7

      A ordem de interromper as contribuições vem depois do relatório de abundância dos artesãos. O texto descreve suficiência e contenção, em vez de tratar a arrecadação ilimitada como um fim em si mesma.

    3. 38:8

      A bacia de lavagem e sua base são feitas com os espelhos das mulheres. O versículo identifica os objetos doados, mas não atribui vaidade, arrependimento ou qualquer outro motivo não declarado às doadoras.

    4. 39:3

      O ouro é batido em lâminas finas e cortado em fios para o tecido. É uma descrição específica de fabricação, não apenas uma afirmação de que a vestimenta parecia dourada.

    5. 40:17

      O tabernáculo é erguido no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano. O registro fornece a data em relação à saída do Egito, não um ano estabelecido de forma independente no calendário moderno.

    6. 40:35

      A impossibilidade de Moisés entrar está ligada à nuvem que cobre o tabernáculo e à glória que o enche. Levítico 1:1 começa, então, com o SENHOR chamando Moisés de dentro do tabernáculo.

    Êxodo 35-40: O tabernáculo levantado

    Êxodo 35-40

    Bíblia Portuguesa Mundial · 214 versículos

    35:1Moisés reuniu toda a congregação dos filhos de Israel e lhes disse: “Estas são as palavras que o SENHOR ordenou que vocês cumpram.

    35:2‘Seis dias se trabalhará, mas o sétimo dia será um dia santo para vocês, um sábado de descanso solene ao SENHOR; qualquer que nele fizer algum trabalho será morto.

    35:3Vocês não acenderão fogo em nenhuma de suas habitações no dia de sábado.’”

    35:4Moisés falou a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: “Isto é o que o SENHOR ordenou, dizendo:

    35:5‘Tomem do meio de vocês uma oferta ao SENHOR. Todo aquele que tem o coração disposto, que a traga como oferta ao SENHOR: ouro, prata, bronze,

    35:6fio azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra,

    35:7peles de carneiro tingidas de vermelho, peles de animais marinhos, madeira de acácia,

    35:8azeite para a iluminação, especiarias para o óleo da unção e para o incenso aromático,

    35:9pedras de ônix e pedras de engaste para o éfode e para o peitoral.

    35:10“‘Que venha todo homem sábio de coração entre vocês, e faça tudo o que o SENHOR ordenou:

    35:11o tabernáculo, a sua cobertura externa, o seu teto, os seus colchetes, as suas tábuas, as suas travessas, as suas colunas e as suas bases;

    35:12a arca e as suas varas, o propiciatório e o véu de proteção;

    35:13a mesa com as suas varas e todos os seus utensílios, e os pães da proposição;

    35:14também o candelabro para a iluminação, com os seus utensílios, as suas lâmpadas e o azeite para a iluminação;

    35:15e o altar do incenso com as suas varas, o óleo da unção, o incenso aromático e a cortina da porta, para a entrada do tabernáculo;

    35:16o altar do holocausto, com a sua grelha de bronze, as suas varas e todos os seus utensílios, a bacia e o seu suporte;

    35:17as cortinas do átrio, as suas colunas, as suas bases e a cortina para a porta do átrio;

    35:18as estacas do tabernáculo, as estacas do átrio e as suas cordas;

    35:19as vestes finamente tecidas para ministrar no lugar santo — as vestes santas para Arão, o sacerdote, e as vestes de seus filhos — para ministrarem no ofício sacerdotal.’”

    35:20Toda a congregação dos filhos de Israel retirou-se da presença de Moisés.

    35:21Eles vieram, todo aquele cujo coração o moveu, e todo aquele cujo espírito o tornou disposto, e trouxeram a oferta ao SENHOR para a obra da Tenda do Encontro, para todo o seu serviço e para as vestes santas.

    35:22Eles vieram, tanto homens como mulheres, todos os que tinham o coração disposto, e trouxeram broches, brincos, anéis de selo e braceletes, toda sorte de joias de ouro; sim, todo homem que ofereceu uma oferta de ouro ao SENHOR.

    35:23Todo aquele que possuía fio azul, púrpura, carmesim, linho fino, pelos de cabra, peles de carneiro tingidas de vermelho e peles de animais marinhos, os trouxe.

    35:24Todo aquele que ofereceu uma oferta de prata e de bronze trouxe a oferta ao SENHOR; e todo aquele que possuía madeira de acácia para qualquer obra do serviço, a trouxe.

    35:25Todas as mulheres sábias de coração fiavam com as suas mãos, e traziam o que haviam fiado: o fio azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino.

    35:26Todas as mulheres cujos corações as moveram em sabedoria fiavam os pelos de cabra.

    35:27Os líderes trouxeram as pedras de ônix e as pedras de engaste para o éfode e para o peitoral;

    35:28com as especiarias e o azeite para a iluminação, para o óleo da unção e para o incenso aromático.

    35:29Os filhos de Israel trouxeram uma oferta voluntária ao SENHOR; todo homem e mulher cujo coração os tornou dispostos a trazer para toda a obra que o SENHOR havia ordenado que se fizesse por meio de Moisés.

    35:30Moisés disse aos filhos de Israel: “Vejam, o SENHOR chamou pelo nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá.

    35:31Ele o encheu com o Espírito de Deus, em sabedoria, em entendimento, em conhecimento e em todo tipo de habilidade artesanal;

    35:32para criar obras artísticas, para trabalhar em ouro, em prata, em bronze,

    35:33na lapidação de pedras para engaste, e na entalhadura de madeira, para trabalhar em todo tipo de obra artesanal.

    35:34Ele colocou em seu coração o dom de ensinar, tanto a ele quanto a Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã.

    35:35Ele os encheu com sabedoria de coração para fazerem todo tipo de obra, do gravador, do artesão habilidoso e do bordador em fio azul, em púrpura, em carmesim e em linho fino, e do tecelão, sim, daqueles que fazem qualquer obra artesanal e dos que criam obras artísticas.”

    36:1“Bezalel e Aoliabe trabalharão com todo homem sábio de coração, em quem o SENHOR colocou sabedoria e entendimento para saber como fazer toda a obra para o serviço do santuário, de acordo com tudo o que o SENHOR ordenou.”

    36:2Moisés chamou Bezalel e Aoliabe, e todo homem sábio de coração, em cujo coração o SENHOR havia colocado sabedoria, e todos aqueles cujo coração os moveu a se aproximarem da obra para fazê-la.

    36:3Eles receberam de Moisés toda a oferta que os filhos de Israel haviam trazido para a obra do serviço do santuário, para a sua construção. E o povo continuava trazendo a ele ofertas voluntárias todas as manhãs.

    36:4Todos os homens sábios, que realizavam toda a obra do santuário, vieram, cada um do trabalho que estava fazendo.

    36:5Eles falaram a Moisés, dizendo: “O povo tem trazido muito mais do que o suficiente para o serviço da obra que o SENHOR ordenou fazer.”

    36:6Moisés deu uma ordem, e eles mandaram proclamar por todo o acampamento, dizendo: “Que nenhum homem ou mulher faça mais nada para a oferta do santuário.” Assim, o povo foi impedido de trazer mais.

    36:7Pois o material que tinham era suficiente para fazer toda a obra, e ainda sobrava.

    36:8Todos os homens sábios de coração entre aqueles que faziam a obra fizeram o tabernáculo com dez cortinas de linho fino retorcido, azul, púrpura e carmesim. Eles as fizeram com querubins, obra de um artesão habilidoso.

    36:9O comprimento de cada cortina era de vinte e oito côvados, e a largura de cada cortina era de quatro côvados. Todas as cortinas tinham a mesma medida.

    36:10Ele uniu cinco cortinas umas às outras, e as outras cinco cortinas ele uniu umas às outras.

    36:11Ele fez laçadas de fio azul na borda da primeira cortina, na extremidade da junção. Da mesma forma, ele fez na borda da cortina que ficava na extremidade da segunda junção.

    36:12Ele fez cinquenta laçadas na primeira cortina, e fez cinquenta laçadas na borda da cortina que estava na segunda junção. As laçadas eram opostas umas às outras.

    36:13Ele fez cinquenta colchetes de ouro, e uniu as cortinas umas às outras com os colchetes; assim, o tabernáculo formava uma unidade.

    36:14Ele fez cortinas de pelos de cabra para servirem de cobertura sobre o tabernáculo. Ele fez onze cortinas.

    36:15O comprimento de cada cortina era de trinta côvados, e a largura de cada cortina era de quatro côvados. As onze cortinas tinham a mesma medida.

    36:16Ele uniu cinco cortinas separadamente, e seis cortinas separadamente.

    36:17Ele fez cinquenta laçadas na borda da cortina que ficava na extremidade da junção, e fez cinquenta laçadas na borda da cortina que ficava na extremidade da segunda junção.

    36:18Ele fez cinquenta colchetes de bronze para unir a tenda, para que fosse uma unidade.

    36:19Ele fez uma cobertura para a tenda de peles de carneiro tingidas de vermelho, e por cima uma cobertura de peles de vacas marinhas.

    36:20Ele fez as tábuas para o tabernáculo de madeira de acácia, colocadas na vertical.

    36:21O comprimento de uma tábua era de dez côvados, e a largura de cada tábua era de um côvado e meio.

    36:22Cada tábua tinha dois encaixes, unidos um ao outro. Ele fez todas as tábuas do tabernáculo desta maneira.

    36:23Ele fez as tábuas para o tabernáculo: vinte tábuas para o lado sul, voltadas para o sul.

    36:24Ele fez quarenta bases de prata debaixo das vinte tábuas: duas bases debaixo de uma tábua para os seus dois encaixes, e duas bases debaixo de outra tábua para os seus dois encaixes.

    36:25Para o segundo lado do tabernáculo, no lado norte, ele fez vinte tábuas

    36:26e as suas quarenta bases de prata: duas bases debaixo de uma tábua, e duas bases debaixo de outra tábua.

    36:27Para a parte de trás do tabernáculo, voltada para o oeste, ele fez seis tábuas.

    36:28Ele fez duas tábuas para os cantos do tabernáculo na parte de trás.

    36:29Elas eram duplas na parte de baixo, e da mesma forma estendiam-se inteiras até o topo, unidas a uma só argola. Ele fez isso com ambas, nos dois cantos.

    36:30Havia oito tábuas e suas bases de prata, dezesseis bases — debaixo de cada tábua, duas bases.

    36:31Ele fez travessas de madeira de acácia: cinco para as tábuas de um lado do tabernáculo,

    36:32e cinco travessas para as tábuas do outro lado do tabernáculo, e cinco travessas para as tábuas do tabernáculo na parte de trás, voltada para o oeste.

    36:33Ele fez a travessa central para passar pelo meio das tábuas, de uma extremidade à outra.

    36:34Ele revestiu as tábuas de ouro, e fez as suas argolas de ouro como suportes para as travessas, e revestiu as travessas de ouro.

    36:35Ele fez o véu de fio azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido, com querubins. Ele o fez como obra de um artesão habilidoso.

    36:36Ele fez quatro colunas de acácia para ele, e as revestiu de ouro. Seus ganchos eram de ouro. Ele fundiu quatro bases de prata para elas.

    36:37Ele fez uma cortina para a porta da tenda, de fio azul, púrpura, carmesim e linho fino retorcido, obra de um bordador;

    36:38e as suas cinco colunas com os seus ganchos. Ele revestiu os seus capitéis e as suas vergas de ouro, e as suas cinco bases eram de bronze.

    37:1Bezalel fez a arca de madeira de acácia. Seu comprimento era de dois côvados e meio, sua largura de um côvado e meio, e sua altura de um côvado e meio.

    37:2Ele a revestiu de ouro puro por dentro e por fora, e fez uma moldura de ouro ao seu redor.

    37:3Fundiu para ela quatro argolas de ouro em seus quatro pés — duas argolas de um lado e duas argolas do outro lado.

    37:4Fez varas de madeira de acácia e as revestiu de ouro.

    37:5Colocou as varas nas argolas nos lados da arca, para carregar a arca.

    37:6Fez um propiciatório de ouro puro. Seu comprimento era de dois côvados e meio, e sua largura de um côvado e meio.

    37:7Fez dois querubins de ouro. Ele os fez de obra batida, nas duas extremidades do propiciatório:

    37:8um querubim em uma extremidade, e um querubim na outra extremidade. Ele fez os querubins formando uma só peça com o propiciatório em suas duas extremidades.

    37:9Os querubins estendiam as suas asas por cima, cobrindo o propiciatório com as suas asas, com os rostos voltados um para o outro. Os rostos dos querubins estavam voltados para o propiciatório.

    37:10Fez a mesa de madeira de acácia. Seu comprimento era de dois côvados, sua largura de um côvado, e sua altura de um côvado e meio.

    37:11Ele a revestiu de ouro puro e fez uma moldura de ouro ao seu redor.

    37:12Fez-lhe uma borda da largura de uma mão ao seu redor, e fez uma moldura de ouro em sua borda ao seu redor.

    37:13Fundiu para ela quatro argolas de ouro, e colocou as argolas nos quatro cantos que estavam em seus quatro pés.

    37:14As argolas estavam junto à borda, como lugares para as varas para carregar a mesa.

    37:15Fez as varas de madeira de acácia, e as revestiu de ouro, para carregar a mesa.

    37:16Fez de ouro puro os utensílios que ficavam sobre a mesa: seus pratos, suas colheres, suas tigelas e seus jarros com os quais se faziam as libações.

    37:17Fez o candelabro de ouro puro. Fez o candelabro de obra batida. Sua base, sua haste, suas taças, seus botões e suas flores formavam uma só peça com ele.

    37:18Havia seis hastes saindo dos seus lados: três hastes do candelabro saindo de um lado, e três hastes do candelabro saindo do outro lado:

    37:19três taças com formato de flores de amendoeira em uma haste, um botão e uma flor, e três taças com formato de flores de amendoeira na outra haste, um botão e uma flor; assim para as seis hastes que saíam do candelabro.

    37:20No candelabro havia quatro taças com formato de flores de amendoeira, com seus botões e suas flores;

    37:21e um botão debaixo de duas hastes formando uma só peça com ele, e um botão debaixo de duas hastes formando uma só peça com ele, e um botão debaixo de duas hastes formando uma só peça com ele, para as seis hastes que saíam dele.

    37:22Seus botões e suas hastes formavam uma só peça com ele. Tudo era uma única obra batida de ouro puro.

    37:23Fez as suas sete lâmpadas, as suas tesouras de pavio e os seus apagadores, de ouro puro.

    37:24Ele o fez de um talento de ouro puro, com todos os seus utensílios.

    37:25Fez o altar do incenso de madeira de acácia. Era quadrado: seu comprimento era de um côvado, e sua largura de um côvado. Sua altura era de dois côvados. Suas pontas formavam uma só peça com ele.

    37:26Ele o revestiu de ouro puro: sua parte superior, seus lados ao redor e suas pontas. Fez uma moldura de ouro ao seu redor.

    37:27Fez-lhe duas argolas de ouro debaixo da sua moldura, em seus dois flancos, em seus dois lados, como lugares para as varas com as quais seria carregado.

    37:28Fez as varas de madeira de acácia e as revestiu de ouro.

    37:29Fez o óleo sagrado da unção e o incenso puro de especiarias aromáticas, segundo a arte do perfumista.

    38:1Ele fez o altar do holocausto de madeira de acácia. Era quadrado. Seu comprimento era de cinco côvados, sua largura era de cinco côvados, e sua altura era de três côvados.

    38:2Ele fez as suas pontas nos seus quatro cantos. Suas pontas formavam uma só peça com ele, e ele o revestiu de bronze.

    38:3Ele fez todos os utensílios do altar: os recipientes, as pás, as bacias, os garfos e os braseiros. Ele fez todos os seus utensílios de bronze.

    38:4Ele fez para o altar uma grelha de rede de bronze, sob a sua borda, na parte inferior, chegando até a metade da sua altura.

    38:5Ele fundiu quatro argolas para os quatro cantos da grelha de bronze, para servirem de suportes para as varas.

    38:6Ele fez as varas de madeira de acácia, e as revestiu de bronze.

    38:7Ele colocou as varas nas argolas nos lados do altar, para transportá-lo com elas. Ele o fez oco, de tábuas.

    38:8Ele fez a bacia de bronze, e a sua base de bronze, dos espelhos das mulheres que ministravam à porta da Tenda do Encontro.

    38:9Ele fez o pátio: para o lado sul, as cortinas do pátio eram de linho fino retorcido, de cem côvados;

    38:10suas colunas eram vinte, e suas bases vinte, de bronze; os ganchos das colunas e as suas hastes eram de prata.

    38:11Para o lado norte, cem côvados, suas colunas vinte, e suas bases vinte, de bronze; os ganchos das colunas e as suas hastes eram de prata.

    38:12Para o lado oeste havia cortinas de cinquenta côvados, suas colunas dez, e suas bases dez; os ganchos das colunas e as suas hastes eram de prata.

    38:13Para o lado leste, em direção ao nascente, cinquenta côvados,

    38:14as cortinas para um lado eram de quinze côvados; suas colunas três, e suas bases três;

    38:15e assim também para o outro lado: de um e de outro lado da porta do pátio havia cortinas de quinze côvados; suas colunas três, e suas bases três.

    38:16Todas as cortinas ao redor do pátio eram de linho fino retorcido.

    38:17As bases para as colunas eram de bronze. Os ganchos das colunas e as suas hastes eram de prata. Seus capitéis eram revestidos de prata. Todas as colunas do pátio tinham faixas de prata.

    38:18A cortina para a porta do pátio era obra de bordador, de fios de tecido azul, púrpura, escarlate e linho fino retorcido. O comprimento era de vinte côvados, e a altura na largura era de cinco côvados, semelhante às cortinas do pátio.

    38:19Suas colunas eram quatro, e suas bases quatro, de bronze; seus ganchos de prata, e o revestimento de seus capitéis e as suas hastes, de prata.

    38:20Todas as estacas do tabernáculo e do pátio ao redor eram de bronze.

    38:21Estas são as quantidades de materiais usados para o tabernáculo, o Tabernáculo do Testemunho, conforme foram contadas, de acordo com o mandamento de Moisés, para o serviço dos levitas, sob a direção de Itamar, filho do sacerdote Arão.

    38:22Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá, fez tudo o que o SENHOR ordenou a Moisés.

    38:23Com ele estava Aoliabe, filho de Aisamaque, da tribo de Dã, um gravador, um artesão habilidoso e um bordador em azul, em púrpura, em escarlate e em linho fino.

    38:24Todo o ouro que foi usado para a obra em toda a obra do santuário, o ouro da oferta, foi de vinte e nove talentos e setecentos e trinta siclos, de acordo com o siclo do santuário.

    38:25A prata dos que foram contados da congregação foi de cem talentos e mil setecentos e setenta e cinco siclos, de acordo com o siclo do santuário:

    38:26um beca por cabeça, isto é, meio siclo, de acordo com o siclo do santuário, para cada um que passou para os que foram contados, de vinte anos para cima, para seiscentos e três mil quinhentos e cinquenta homens.

    38:27Os cem talentos de prata foram para fundir as bases do santuário e as bases do véu: cem bases para os cem talentos, um talento por base.

    38:28Dos mil setecentos e setenta e cinco siclos ele fez ganchos para as colunas, revestiu seus capitéis e fez hastes para elas.

    38:29O bronze da oferta foi de setenta talentos e dois mil e quatrocentos siclos.

    38:30Com isso ele fez as bases para a porta da Tenda do Encontro, o altar de bronze, a grelha de bronze para ele, todos os utensílios do altar,

    38:31as bases ao redor do pátio, as bases da porta do pátio, todas as estacas do tabernáculo e todas as estacas ao redor do pátio.

    39:1Do azul, da púrpura e do carmesim, fizeram vestes finamente trabalhadas para ministrar no lugar santo, e fizeram as vestes santas para Arão, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:2Ele fez o éfode de ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino trançado.

    39:3Bateram o ouro em lâminas finas e o cortaram em fios, para entrelaçá-lo com o azul, a púrpura, o carmesim e o linho fino, obra de artesão habilidoso.

    39:4Fizeram-lhe ombreiras, unidas entre si. Foi unido em suas duas extremidades.

    39:5O cinto habilmente tecido que estava sobre ele, para prendê-lo, era da mesma peça, semelhante à sua obra: de ouro, de azul, púrpura, carmesim e linho fino trançado, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:6Prepararam as pedras de ônix, engastadas em engastes de ouro, gravadas com as gravuras de um sinete, de acordo com os nomes dos filhos de Israel.

    39:7Ele as colocou nas ombreiras do éfode, para serem pedras de memorial para os filhos de Israel, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:8Ele fez o peitoral, obra de artesão habilidoso, como a obra do éfode: de ouro, de azul, púrpura, carmesim e linho fino trançado.

    39:9Era quadrado. Fizeram o peitoral duplo. Seu comprimento era de um palmo, e sua largura de um palmo, sendo duplo.

    39:10Engastaram nele quatro fileiras de pedras. Uma fileira de rubi, topázio e berilo era a primeira fileira;

    39:11e a segunda fileira, uma turquesa, uma safira, e uma esmeralda;

    39:12e a terceira fileira, um jacinto, uma ágata e uma ametista;

    39:13e a quarta fileira, um crisólito, um ônix e um jaspe. Elas foram engastadas em engastes de ouro.

    39:14As pedras eram de acordo com os nomes dos filhos de Israel, doze, segundo os seus nomes; como as gravuras de um sinete, cada uma de acordo com o seu nome, para as doze tribos.

    39:15Fizeram no peitoral correntes como cordas, de obra trançada de ouro puro.

    39:16Fizeram dois engastes de ouro e duas argolas de ouro, e colocaram as duas argolas nas duas extremidades do peitoral.

    39:17Colocaram as duas correntes trançadas de ouro nas duas argolas nas extremidades do peitoral.

    39:18As outras duas extremidades das duas correntes trançadas eles colocaram nos dois engastes, e as colocaram nas ombreiras do éfode, na sua parte da frente.

    39:19Fizeram duas argolas de ouro, e as colocaram nas duas extremidades do peitoral, na sua borda, que estava voltada para o lado de dentro do éfode.

    39:20Fizeram mais duas argolas de ouro, e as colocaram nas duas ombreiras do éfode por baixo, na sua parte da frente, perto da sua junção, acima do cinto habilmente tecido do éfode.

    39:21Amarraram o peitoral pelas suas argolas às argolas do éfode com um cordão azul, para que ficasse sobre o cinto habilmente tecido do éfode, e para que o peitoral não se soltasse do éfode, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:22Ele fez o manto do éfode de obra tecida, todo de azul.

    39:23A abertura do manto no meio dele era como a abertura de uma cota de malha, com um remate ao redor da sua abertura, para que não se rasgasse.

    39:24Fizeram nas bordas do manto romãs de azul, púrpura, carmesim e linho trançado.

    39:25Fizeram sinos de ouro puro, e colocaram os sinos entre as romãs ao redor das bordas do manto, entre as romãs;

    39:26um sino e uma romã, um sino e uma romã, ao redor das bordas do manto, para ministrar, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:27Fizeram as túnicas de linho fino de obra tecida para Arão e para seus filhos,

    39:28o turbante de linho fino, as tiaras de linho fino, as calças de linho fino trançado,

    39:29o cinto de linho fino trançado, azul, púrpura e carmesim, obra de bordador, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:30Fizeram a lâmina da coroa sagrada de ouro puro, e escreveram nela uma inscrição, como as gravuras de um sinete: “SANTIDADE AO SENHOR”.

    39:31Amarraram nela um cordão azul, para prendê-la na parte superior do turbante, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    39:32Assim toda a obra do tabernáculo da Tenda do Encontro foi terminada. Os filhos de Israel fizeram de acordo com tudo o que o SENHOR ordenou a Moisés; assim eles fizeram.

    39:33Eles trouxeram o tabernáculo a Moisés: a tenda, com todos os seus utensílios, seus colchetes, suas tábuas, suas travessas, suas colunas, suas bases,

    39:34a cobertura de peles de carneiro tingidas de vermelho, a cobertura de peles de vacas marinhas, o véu de cobertura,

    39:35a arca da aliança com as suas varas, o propiciatório,

    39:36a mesa, todos os seus utensílios, o pão da proposição,

    39:37o candelabro puro, as suas lâmpadas, sim, as lâmpadas a serem colocadas em ordem, todos os seus utensílios, o óleo para a iluminação,

    39:38o altar de ouro, o óleo da unção, o incenso aromático, a cortina para a porta da Tenda,

    39:39o altar de bronze, a sua grelha de bronze, as suas varas, todos os seus utensílios, a bacia e a sua base,

    39:40as cortinas do pátio, as suas colunas, as suas bases, a cortina para a porta do pátio, as suas cordas, as suas estacas, e todos os instrumentos do serviço do tabernáculo, para a Tenda do Encontro,

    39:41as vestes finamente trabalhadas para ministrar no lugar santo, as vestes santas para o sacerdote Arão, e as vestes de seus filhos, para ministrarem no ofício sacerdotal.

    39:42De acordo com tudo o que o SENHOR ordenou a Moisés, assim os filhos de Israel fizeram toda a obra.

    39:43Moisés viu toda a obra, e eis que a tinham feito como o SENHOR havia ordenado. Assim eles tinham feito; e Moisés os abençoou.

    40:1O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    40:2“No primeiro dia do primeiro mês, você levantará o tabernáculo da Tenda do Encontro.

    40:3Você colocará a arca da aliança nele, e cobrirá a arca com o véu.

    40:4Você trará a mesa e colocará em ordem as coisas que estão sobre ela. Você trará o candelabro e acenderá as suas lâmpadas.

    40:5Você colocará o altar de ouro para o incenso diante da arca da aliança, e colocará a cortina da porta do tabernáculo.

    40:6“Você colocará o altar do holocausto diante da porta do tabernáculo da Tenda do Encontro.

    40:7Você colocará a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar, e porá água nela.

    40:8Você armará o pátio ao redor, e pendurará a cortina da porta do pátio.

    40:9“Você pegará o óleo da unção e ungirá o tabernáculo e tudo o que nele há; você o consagrará com todos os seus utensílios, e ele será santo.

    40:10Você ungirá o altar do holocausto, com todos os seus utensílios, e santificará o altar, e o altar será santíssimo.

    40:11Você ungirá a bacia e a sua base, e a santificará.

    40:12“Você trará Arão e seus filhos à porta da Tenda do Encontro, e os lavará com água.

    40:13Você vestirá Arão com as vestes sagradas; você o ungirá e o santificará, para que me sirva no ofício sacerdotal.

    40:14Você trará os filhos dele e os vestirá com túnicas.

    40:15Você os ungirá, assim como ungiu o pai deles, para que me sirvam no ofício sacerdotal. A unção deles lhes servirá para um sacerdócio perpétuo por todas as suas gerações.”

    40:16Moisés fez assim. De acordo com tudo o que o SENHOR lhe ordenou, assim ele fez.

    40:17No primeiro mês do segundo ano, no primeiro dia do mês, o tabernáculo foi levantado.

    40:18Moisés levantou o tabernáculo, assentou as suas bases, armou as suas tábuas, colocou as suas travessas e levantou as suas colunas.

    40:19Ele estendeu a cobertura sobre a tenda, e colocou o teto do tabernáculo por cima dela, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:20Ele pegou e colocou a aliança dentro da arca, fixou as varas na arca, e colocou o propiciatório por cima da arca.

    40:21Ele trouxe a arca para dentro do tabernáculo, armou o véu de separação e cobriu a arca da aliança, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:22Ele colocou a mesa na Tenda do Encontro, no lado norte do tabernáculo, do lado de fora do véu.

    40:23Ele colocou o pão em ordem sobre ela perante o SENHOR, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:24Ele colocou o candelabro na Tenda do Encontro, em frente à mesa, no lado sul do tabernáculo.

    40:25Ele acendeu as lâmpadas perante o SENHOR, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:26Ele colocou o altar de ouro na Tenda do Encontro, diante do véu;

    40:27e queimou sobre ele incenso de especiarias aromáticas, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:28Ele colocou a cortina da porta do tabernáculo.

    40:29Ele colocou o altar do holocausto à porta do tabernáculo da Tenda do Encontro, e ofereceu sobre ele o holocausto e a oferta de cereais, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:30Ele colocou a bacia entre a Tenda do Encontro e o altar, e pôs água nela, para se lavarem.

    40:31Moisés, Arão e os filhos dele lavaram as mãos e os pés ali.

    40:32Quando entravam na Tenda do Encontro e quando se aproximavam do altar, eles se lavavam, como o SENHOR ordenou a Moisés.

    40:33Ele armou o pátio ao redor do tabernáculo e do altar, e colocou a cortina da porta do pátio. Assim, Moisés terminou a obra.

    40:34Então a nuvem cobriu a Tenda do Encontro, e a glória do SENHOR encheu o tabernáculo.

    40:35Moisés não conseguia entrar na Tenda do Encontro, porque a nuvem permanecia sobre ela, e a glória do SENHOR enchia o tabernáculo.

    40:36Quando a nuvem se levantava de sobre o tabernáculo, os filhos de Israel seguiam adiante, em todas as suas jornadas;

    40:37mas, se a nuvem não se levantava, então eles não viajavam até o dia em que ela se levantasse.

    40:38Pois a nuvem do SENHOR estava sobre o tabernáculo de dia, e havia fogo na nuvem de noite, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas.

  15. 15

    Números 11-12

    Queixas, e a própria família

    O povo cobiça carne e chora pelo Egito, e Moisés diz a Deus que não pode carregar sozinho todo este povo; Deus põe seu espírito em setenta anciãos e manda codornizes. Depois Miriã e Arão falam contra ele por causa de sua mulher cuxita. O texto diz que ele era mui manso, mais que todos os homens. Deus o chama aquele com quem fala boca a boca, e Moisés ora pela cura de Miriã.

    A queixa de Moisés assume a forma de uma responsabilidade familiar impossível: ele não gerou esse povo, mas está sendo obrigado a carregá-lo como um pai carrega uma criança de colo. A imagem surpreende porque o esgotamento não fica escondido atrás de linguagem oficial. Ele diz que a carga é pesada demais e pede para morrer em vez de continuar debaixo dela. O Livro de Números registra a súplica sem transformá-la em uma declaração bem-acabada de resistência. A resposta de Deus inclui outros ombros. Setenta anciãos dividirão o peso, e a ação do Espírito faz dessa participação mais do que uma reorganização administrativa.

    O dom compartilhado logo traz uma prova própria. Eldade e Medade profetizam no acampamento, não junto à tenda, e Josué quer que Moisés os impeça. Moisés se recusa a fazer de sua posição o limite da generosidade de Deus. Seu desejo declarado é que todo o povo do SENHOR fosse profeta. O contraste fica especialmente forte ao lado do capítulo seguinte, em que seu próprio irmão e sua própria irmã questionam a singularidade de sua função. Moisés não precisa silenciar toda outra voz profética para continuar sendo o servo cuja relação com Deus é distinta. O próprio Deus estabelece essa diferença, destacando a comunicação direta e a fidelidade de Moisés em sua casa.

    A exclusão de Miriã dá a essa defesa uma forma dolorosamente corporal. O texto não a transforma em uma vilã descartável. Arão suplica, Moisés clama por sua cura, e todo o acampamento espera até que ela seja recebida de volta. O irmão contestado se torna seu intercessor. Sete dias fora do acampamento continuam sendo sete dias fora; a misericórdia não finge que o juízo nunca aconteceu. Mas a caminhada também não recomeça deixando Miriã para trás. O capítulo termina com um lugar restaurado dentro de uma comunidade que volta a se mover.

    Versículo por versículo

    1. 11:12

      As comparações com gestação e cuidado de uma criança de colo são a linguagem do próprio Moisés para uma tarefa insuportável. Não precisam ser substituídas por pensamentos íntimos inventados, pois o trecho já fornece sua queixa.

    2. 11:17

      Deus promete que os anciãos carregarão o peso com Moisés. A distribuição do Espírito está expressamente ligada à responsabilidade compartilhada.

    3. 11:28-29

      A preocupação de Josué encontra como resposta o desejo de Moisés por uma distribuição mais ampla do dom profético. O texto não diz que Eldade e Medade sejam falsos profetas nem que o lugar onde estão invalide o dom.

    4. 12:1

      A mulher cuxita não recebe nome. Discute-se se ela é Zípora descrita de outra maneira ou uma esposa diferente; o capítulo não resolve a identificação.

    5. 12:3

      A mansidão descreve a humildade de Moisés, não uma incapacidade de liderar ou falar com firmeza. A afirmação aparece em um trecho em que Deus o defende, em vez de Moisés conduzir sua própria defesa.

    6. 12:7

      Hebreus 3:2-6 retoma a fidelidade de Moisés na casa de Deus e distingue seu serviço da posição de Cristo como Filho. A distinção é feita sem deixar de honrar a fidelidade de Moisés.

    Números 11-12: Queixas, e a própria família

    Números 11-12

    Bíblia Portuguesa Mundial · 51 versículos

    11:1O povo estava reclamando aos ouvidos do SENHOR. Quando o SENHOR ouviu isso, sua ira se acendeu; e o fogo do SENHOR ardeu entre eles, e consumiu algumas das extremidades do acampamento.

    11:2O povo clamou a Moisés; e Moisés orou ao SENHOR, e o fogo diminuiu.

    11:3O nome daquele lugar foi chamado Taberá, porque o fogo do SENHOR ardeu entre eles.

    11:4A multidão mista que estava entre eles teve um forte desejo; e os filhos de Israel também choraram novamente, e disseram: “Quem nos dará carne para comer?

    11:5Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito; dos pepinos, dos melões, dos alhos-porós, das cebolas e dos alhos;

    11:6mas agora perdemos o nosso apetite. Não há mais nada para olhar, a não ser este maná.”

    11:7O maná era como semente de coentro, e sua aparência era como a do bdélio.

    11:8O povo saía, recolhia-o e o moía em moinhos, ou o socava em pilões, e o fervia em panelas, e fazia bolos com ele. Seu sabor era como o sabor de azeite fresco.

    11:9Quando o orvalho caía sobre o acampamento à noite, o maná caía sobre ele.

    11:10Moisés ouviu o povo chorando por todas as suas famílias, cada homem à porta de sua tenda; e a ira do SENHOR se acendeu grandemente; e Moisés ficou desgostoso.

    11:11Moisés disse ao SENHOR: “Por que trataste tão mal o teu servo? Por que não encontrei favor aos teus olhos, para que coloques sobre mim o fardo de todo este povo?

    11:12Fui eu que concebi todo este povo? Fui eu que os dei à luz, para que me digas: ‘Carregue-os no colo, como uma ama carrega um bebê de peito, para a terra que juraste aos seus pais’?

    11:13Onde eu conseguiria carne para dar a todo este povo? Pois eles choram diante de mim, dizendo: ‘Dê-nos carne, para que possamos comer.’

    11:14Eu não sou capaz de carregar todo este povo sozinho, porque é pesado demais para mim.

    11:15Se é assim que vais me tratar, por favor, mata-me agora mesmo, se encontrei favor aos teus olhos; e não me deixes ver a minha miséria.”

    11:16O SENHOR disse a Moisés: “Reúna para mim setenta homens dos anciãos de Israel, que você sabe que são os anciãos do povo e oficiais sobre eles; e traga-os à Tenda do Encontro, para que fiquem ali com você.

    11:17Eu descerei e falarei com você ali. Tirarei do Espírito que está sobre você, e o colocarei sobre eles; e eles levarão o fardo do povo com você, para que você não o carregue sozinho.

    11:18“Diga ao povo: ‘Santifiquem-se em preparação para amanhã, e vocês comerão carne; pois vocês choraram aos ouvidos do SENHOR, dizendo: “Quem nos dará carne para comer? Pois passávamos bem no Egito.” Portanto, o SENHOR lhes dará carne, e vocês comerão.

    11:19Vocês não comerão apenas um dia, ou dois dias, ou cinco dias, ou dez dias, ou vinte dias,

    11:20mas um mês inteiro, até que saia pelos seus narizes, e se torne repugnante para vocês; porque vocês rejeitaram o SENHOR que está no meio de vocês, e choraram diante dele, dizendo: “Por que saímos do Egito?”’”

    11:21Moisés disse: “O povo, no meio do qual estou, é de seiscentos mil homens a pé; e tu disseste: ‘Eu lhes darei carne, para que comam um mês inteiro.’

    11:22Serão abatidos rebanhos e gado para eles, para que lhes seja suficiente? Serão ajuntados todos os peixes do mar para eles, para que lhes seja suficiente?”

    11:23O SENHOR disse a Moisés: “A mão do SENHOR encurtou? Agora você verá se a minha palavra se cumprirá para você ou não.”

    11:24Moisés saiu, e disse ao povo as palavras do SENHOR; e ele reuniu setenta homens dos anciãos do povo, e os colocou ao redor da Tenda.

    11:25O SENHOR desceu na nuvem, e falou com ele, e tirou do Espírito que estava sobre ele, e o colocou sobre os setenta anciãos. Quando o Espírito repousou sobre eles, eles profetizaram, mas não o fizeram mais.

    11:26Mas dois homens permaneceram no acampamento. O nome de um era Eldade, e o nome do outro Medade; e o Espírito repousou sobre eles. Eles estavam entre os que foram alistados, mas não tinham saído para a Tenda; e eles profetizaram no acampamento.

    11:27Um jovem correu, e contou a Moisés, e disse: “Eldade e Medade estão profetizando no acampamento!”

    11:28Josué, filho de Num, o servo de Moisés, um de seus homens escolhidos, respondeu: “Meu senhor Moisés, proíba-os!”

    11:29Moisés lhe disse: “Você está com ciúmes por minha causa? Quem dera que todo o povo do SENHOR fosse profeta, e que o SENHOR colocasse o seu Espírito sobre eles!”

    11:30Moisés foi para o acampamento, ele e os anciãos de Israel.

    11:31Um vento do SENHOR saiu e trouxe codornizes do mar, e as deixou cair junto ao acampamento, cerca de um dia de caminhada de um lado, e um dia de caminhada do outro lado, ao redor do acampamento, e a cerca de dois côvados acima da superfície da terra.

    11:32O povo se levantou todo aquele dia, e toda aquela noite, e todo o dia seguinte, e recolheu as codornizes. Aquele que recolheu menos, recolheu dez hômeres; e eles as espalharam para si mesmos ao redor do acampamento.

    11:33Enquanto a carne ainda estava entre os seus dentes, antes de ser mastigada, a ira do SENHOR se acendeu contra o povo, e o SENHOR feriu o povo com uma praga muito grande.

    11:34O nome daquele lugar foi chamado Quibrote-Hataavá, porque ali enterraram o povo que cobiçou.

    11:35De Quibrote-Hataavá o povo viajou para Hazerote; e eles ficaram em Hazerote.

    12:1Miriã e Arão falaram contra Moisés por causa da mulher cuxita com quem ele havia se casado; pois ele havia se casado com uma mulher cuxita.

    12:2Eles disseram: “O SENHOR falou de fato apenas com Moisés? Ele não falou também conosco?” E o SENHOR ouviu isso.

    12:3Ora, o homem Moisés era muito humilde, mais do que todos os homens que havia sobre a face da terra.

    12:4O SENHOR falou subitamente a Moisés, a Arão e a Miriã: “Saiam vocês três para a Tenda do Encontro!” Os três saíram.

    12:5O SENHOR desceu numa coluna de nuvem, ficou à porta da Tenda e chamou Arão e Miriã; e ambos se aproximaram.

    12:6Ele disse: “Ouçam agora as minhas palavras. Se houver um profeta entre vocês, eu, o SENHOR, me farei conhecer a ele em uma visão. Eu falarei com ele em um sonho.

    12:7Não é assim com o meu servo Moisés. Ele é fiel em toda a minha casa.

    12:8Com ele, eu falarei boca a boca, de forma clara, e não por enigmas; e ele verá a forma do SENHOR. Por que, então, vocês não tiveram medo de falar contra o meu servo, contra Moisés?”

    12:9A ira do SENHOR se acendeu contra eles; e ele se retirou.

    12:10A nuvem se retirou de sobre a Tenda; e eis que Miriã estava leprosa, branca como a neve. Arão olhou para Miriã, e eis que ela estava leprosa.

    12:11Arão disse a Moisés: “Ah, meu senhor, por favor, não conte este pecado contra nós, no qual agimos como tolos, e no qual pecamos.

    12:12Peço que ela não seja como um morto, cuja carne está meio consumida quando sai do ventre de sua mãe.”

    12:13Moisés clamou ao SENHOR, dizendo: “Cura-a, ó Deus, eu te imploro!”

    12:14O SENHOR disse a Moisés: “Se o pai dela tivesse apenas cuspido em seu rosto, ela não ficaria envergonhada por sete dias? Que ela seja confinada fora do acampamento por sete dias, e depois disso ela será trazida de volta.”

    12:15Miriã foi confinada fora do acampamento por sete dias, e o povo não seguiu viagem até que Miriã fosse trazida de volta.

    12:16Depois disso, o povo partiu de Hazerote e acampou no deserto de Parã.

  16. 16

    Números 13-14

    Cades-Barneia

    Doze espias entram na terra; dez trazem má notícia e o povo chora a noite toda e fala em voltar ao Egito. Deus ameaça deserdá-los e fazer de Moisés uma nação maior. Moisés alega a honra do nome de Deus entre as nações e as próprias palavras dele, o SENHOR é longânimo, e Deus perdoa, mas aquela geração morrerá no deserto em quarenta anos.

    As uvas não estão em discussão. Tanto o relatório temeroso quanto a resposta fiel dizem respeito a uma terra realmente fértil; o enorme cacho foi trazido como prova. A divergência está no significado dessa prova diante de cidades fortificadas e habitantes formidáveis. Um relatório apresenta uma terra que devora seus moradores; Josué e Calebe chamam esses moradores de pão. As imagens alimentares concorrentes expõem duas leituras incompatíveis da mesma situação. A confiança dos dois está ligada à presença do SENHOR, não à alegação de que as muralhas sejam pequenas ou os adversários, inofensivos.

    A proposta de voltar ao Egito transforma a recusa em um programa alternativo: escolher outro capitão e regressar. A intercessão de Moisés não argumenta que a reação do povo seja compreensível o bastante para ser desculpada. Ele apela para o que o Egito e os povos ao redor concluirão sobre o poder de Deus e, depois, repete a própria declaração divina de paciência e misericórdia. A resposta contém uma distinção fácil de perder: o perdão é concedido em 14:20, mas a exclusão daquela geração permanece. Perdoar não significa que a viagem possa continuar como se a recusa nunca tivesse acontecido. Os filhos que os pais temiam que virassem presa são expressamente identificados como aqueles que Deus fará entrar. O mesmo futuro usado para justificar a retirada se torna o futuro no qual seus pais não entrarão.

    O avanço da manhã seguinte não é uma correção atrasada. A palavra agora recebida é para não subir, porque o SENHOR não estará com eles naquela tentativa. Eles avançam assim mesmo. A recusa amedrontada e o ataque decidido parecem opostos, mas ambos desconsideram a ordem que está diante deles naquele momento. Moisés e a arca permanecem no acampamento. O registro não celebra movimento apenas porque é ousado. O que importa não é se Israel está andando, mas se a marcha responde à palavra que recebeu.

    Versículo por versículo

    1. 13:25

      Os quarenta dias de reconhecimento fornecem a base numérica do juízo em 14:34. Os quarenta anos posteriores são ligados expressamente àqueles dias.

    2. 13:33

      A comparação com gafanhotos inclui a percepção dos próprios espias e sua alegação sobre como os outros os viam. O texto não registra de forma independente que os habitantes tenham feito essa comparação.

    3. 14:9

      A imagem do pão responde à alegação anterior de que a terra devora seus habitantes. Josué e Calebe invertem a imagem e fundamentam seu apelo na presença de Deus.

    4. 14:18

      O apelo de Moisés recorre à proclamação divina de Êxodo 34:6-7. Ele pede com base no caráter declarado de Deus, não na inocência do povo.

    5. 14:20-23

      Perdão e exclusão aparecem juntos. O próprio trecho distingue o perdão da retirada de todas as consequências.

    6. 14:44

      A arca e Moisés ficam no acampamento quando o povo avança. Sua ausência reforça a advertência de que esse ataque não é a entrada na terra ordenada por Deus.

    Números 13-14: Cades-Barneia

    Números 13-14

    Bíblia Portuguesa Mundial · 78 versículos

    13:1O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    13:2“Envie homens para que espiem a terra de Canaã, que eu dou aos filhos de Israel. De cada tribo de seus pais, você enviará um homem, sendo cada um deles um príncipe entre eles.”

    13:3Moisés os enviou do deserto de Parã, segundo a ordem do SENHOR. Todos eles eram homens que eram chefes dos filhos de Israel.

    13:4Estes eram os seus nomes: Da tribo de Rúben, Samua, filho de Zacur.

    13:5Da tribo de Simeão, Safate, filho de Hori.

    13:6Da tribo de Judá, Calebe, filho de Jefoné.

    13:7Da tribo de Issacar, Igal, filho de José.

    13:8Da tribo de Efraim, Oseias, filho de Num.

    13:9Da tribo de Benjamim, Palti, filho de Rafu.

    13:10Da tribo de Zebulom, Gadiel, filho de Sodi.

    13:11Da tribo de José, da tribo de Manassés, Gadi, filho de Susi.

    13:12Da tribo de Dã, Amiel, filho de Gemali.

    13:13Da tribo de Aser, Setur, filho de Micael.

    13:14Da tribo de Naftali, Nabi, filho de Vofsi.

    13:15Da tribo de Gade, Geuel, filho de Maqui.

    13:16Estes são os nomes dos homens que Moisés enviou para espiar a terra. Moisés chamou a Oseias, filho de Num, de Josué.

    13:17Moisés os enviou para espiar a terra de Canaã e lhes disse: “Subam por este caminho, pelo Sul, e subam à região montanhosa.

    13:18Vejam como é a terra; e o povo que nela habita, se são fortes ou fracos, se são poucos ou muitos;

    13:19e como é a terra em que habitam, se é boa ou ruim; e como são as cidades em que habitam, se em acampamentos ou em fortalezas;

    13:20e como é a terra, se é fértil ou pobre, se nela há árvores ou não. Sejam corajosos e tragam alguns dos frutos da terra.” Ora, a época era a época das primeiras uvas maduras.

    13:21Então eles subiram e espiaram a terra desde o deserto de Zim até Reobe, à entrada de Hamate.

    13:22Eles subiram pelo Sul e chegaram a Hebrom; e Aimã, Sesai e Talmai, os filhos de Anaque, estavam lá. (Ora, Hebrom foi edificada sete anos antes de Zoã, no Egito.)

    13:23Eles chegaram ao vale de Escol e cortaram dali um ramo com um único cacho de uvas, e o carregaram em uma vara entre dois homens. Eles também trouxeram algumas romãs e figos.

    13:24Aquele lugar foi chamado de vale de Escol, por causa do cacho que os filhos de Israel cortaram dali.

    13:25Eles retornaram de espiar a terra ao fim de quarenta dias.

    13:26Eles foram e chegaram a Moisés, a Arão e a toda a congregação dos filhos de Israel, no deserto de Parã, em Cades; e trouxeram notícias a eles e a toda a congregação. Eles lhes mostraram o fruto da terra.

    13:27Eles lhe relataram, e disseram: “Fomos à terra para onde você nos enviou. Certamente ela mana leite e mel, e este é o seu fruto.

    13:28Contudo, o povo que habita na terra é forte, e as cidades são fortificadas e muito grandes. Além disso, vimos os filhos de Anaque lá.

    13:29Amaleque habita na terra do Sul. O heteu, o jebuseu e o amorreu habitam na região montanhosa. O cananeu habita junto ao mar e ao longo da margem do Jordão.”

    13:30Calebe acalmou o povo perante Moisés, e disse: “Subamos imediatamente e tomemos posse dela; pois somos perfeitamente capazes de vencê-la!”

    13:31Mas os homens que subiram com ele disseram: “Não somos capazes de subir contra o povo; pois eles são mais fortes do que nós.”

    13:32Eles trouxeram aos filhos de Israel um mau relatório da terra que haviam espiado, dizendo: “A terra, pela qual passamos para espiá-la, é uma terra que devora os seus habitantes; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.

    13:33Lá vimos os nefilins, os filhos de Anaque, que descendem dos nefilins. Éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos olhos deles.”

    14:1Toda a congregação levantou a sua voz e gritou; e o povo chorou naquela noite.

    14:2Todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão. Toda a congregação lhes disse: “Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito, ou que tivéssemos morrido neste deserto!

    14:3Por que o SENHOR nos traz a esta terra, para cairmos à espada? Nossas esposas e nossas crianças serão capturadas ou mortas! Não seria melhor para nós voltarmos para o Egito?”

    14:4Eles disseram uns aos outros: “Vamos escolher um líder e voltar para o Egito.”

    14:5Então Moisés e Arão caíram com o rosto em terra diante de toda a assembleia da congregação dos filhos de Israel.

    14:6Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, que eram dos que espiaram a terra, rasgaram as suas roupas.

    14:7Eles falaram a toda a congregação dos filhos de Israel, dizendo: “A terra pela qual passamos para espiar é uma terra muitíssimo boa.

    14:8Se o SENHOR se agradar de nós, então ele nos fará entrar nesta terra e a dará a nós: uma terra que mana leite e mel.

    14:9Tão somente não se rebelem contra o SENHOR, nem tenham medo do povo da terra; pois eles são como pão para nós. A proteção deles foi removida, e o SENHOR está conosco. Não tenham medo deles.”

    14:10Mas toda a congregação ameaçou apedrejá-los. A glória do SENHOR apareceu na Tenda do Encontro a todos os filhos de Israel.

    14:11O SENHOR disse a Moisés: “Até quando este povo me desprezará? Até quando não crerão em mim, apesar de todos os sinais que realizei no meio deles?

    14:12Eu os ferirei com pestilência e os deserdarei, e farei de você uma nação maior e mais poderosa do que eles.”

    14:13Moisés disse ao SENHOR: “Então os egípcios ouvirão isso; pois tu fizeste subir este povo do meio deles com o teu poder.

    14:14Eles contarão isso aos habitantes desta terra. Eles ouviram que tu, SENHOR, estás no meio deste povo; pois tu, SENHOR, és visto face a face, e a tua nuvem paira sobre eles, e tu vais adiante deles, numa coluna de nuvem de dia, e numa coluna de fogo de noite.

    14:15Agora, se matares este povo como se fosse um só homem, então as nações que ouviram a tua fama falarão, dizendo:

    14:16'Porque o SENHOR não foi capaz de introduzir este povo na terra que lhes jurou, por isso ele os matou no deserto.'

    14:17Agora, por favor, que o poder do Senhor seja grande, conforme falaste, dizendo:

    14:18'O SENHOR é lento para se irar e abundante em misericórdia, perdoando a iniquidade e a desobediência; e de forma alguma terá por inocente o culpado, visitando a iniquidade dos pais nos filhos, na terceira e na quarta geração.'

    14:19Por favor, perdoa a iniquidade deste povo segundo a grandeza da tua misericórdia, e assim como tens perdoado a este povo, desde o Egito até agora.”

    14:20O SENHOR disse: “Eu os perdoei, conforme a sua palavra;

    14:21mas, na verdade — tão certo como eu vivo, e como toda a terra se encherá da glória do SENHOR —

    14:22porque todos aqueles homens que viram a minha glória e os meus sinais, que realizei no Egito e no deserto, e ainda assim me tentaram estas dez vezes, e não deram ouvidos à minha voz;

    14:23certamente não verão a terra que jurei aos seus pais, e nenhum daqueles que me desprezaram a verá.

    14:24Mas o meu servo Calebe, porque teve outro espírito nele, e me seguiu totalmente, eu o introduzirei na terra em que ele entrou. A sua descendência a possuirá.

    14:25Visto que os amalequitas e os cananeus habitam no vale, amanhã deem meia-volta e partam para o deserto pelo caminho do Mar Vermelho.”

    14:26O SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:

    14:27“Até quando suportarei esta má congregação que murmura contra mim? Tenho ouvido as murmurações dos filhos de Israel, que eles proferem contra mim.

    14:28Diga-lhes: 'Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR, certamente farei a vocês assim como falaram aos meus ouvidos.

    14:29Os seus cadáveres cairão neste deserto; e todos os que foram contados de vocês, segundo todo o seu número, de vinte anos para cima, que murmuraram contra mim,

    14:30certamente vocês não entrarão na terra a respeito da qual jurei que os faria habitar nela, exceto Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

    14:31Mas eu introduzirei as suas crianças, que vocês disseram que seriam capturadas ou mortas, e elas conhecerão a terra que vocês rejeitaram.

    14:32Mas, quanto a vocês, os seus cadáveres cairão neste deserto.

    14:33Os seus filhos serão peregrinos no deserto por quarenta anos, e levarão sobre si a prostituição de vocês, até que os seus cadáveres sejam consumidos no deserto.

    14:34Segundo o número dos dias em que espiaram a terra, ou seja, quarenta dias, para cada dia um ano, vocês levarão sobre si as suas iniquidades, por quarenta anos, e conhecerão a minha oposição.'

    14:35Eu, o SENHOR, falei. Certamente farei isso a toda esta má congregação que se reuniu contra mim. Neste deserto eles serão consumidos, e aqui morrerão.”

    14:36Os homens que Moisés enviou para espiar a terra, que voltaram e fizeram toda a congregação murmurar contra ele, trazendo um mau relatório sobre a terra,

    14:37esses mesmos homens que trouxeram um mau relatório da terra morreram de praga perante o SENHOR.

    14:38Mas Josué, filho de Num, e Calebe, filho de Jefoné, permaneceram vivos dentre aqueles homens que foram espiar a terra.

    14:39Moisés falou estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo lamentou profundamente.

    14:40Eles se levantaram de madrugada e subiram ao topo do monte, dizendo: “Eis-nos aqui, e subiremos ao lugar que o SENHOR prometeu; pois nós pecamos.”

    14:41Moisés disse: “Por que agora vocês desobedecem ao mandamento do SENHOR, visto que isso não prosperará?

    14:42Não subam, pois o SENHOR não está no meio de vocês; para que não sejam derrotados diante dos seus inimigos.

    14:43Pois ali os amalequitas e os cananeus estão diante de vocês, e vocês cairão à espada porque deixaram de seguir o SENHOR; portanto, o SENHOR não estará com vocês.”

    14:44Mas eles se atreveram a subir ao topo do monte. No entanto, a arca da aliança do SENHOR e Moisés não se afastaram do acampamento.

    14:45Então os amalequitas e os cananeus que habitavam naquele monte desceram, e os atacaram, e os derrotaram até Horma.

  17. 17

    Números 16-17

    Corá

    Corá, Datã e Abirão e duzentos e cinquenta príncipes acusam Moisés e Arão de tomar demais para si. Moisés cai sobre o rosto e propõe uma prova de incensários. A terra se abre e engole as casas de Datã e Abirão, o fogo consome os duzentos e cinquenta, e uma praga só para quando Arão corre para a congregação com incenso. A vara de Arão floresce para encerrar a questão.

    Datã e Abirão chamam o Egito de terra que mana leite e mel. A expressão prometida para o destino de Israel foi transferida para o lugar do trabalho forçado. A acusação faz mais do que reclamar do deserto: reescreve a própria saída como uma perda causada por Moisés. A alegação de Corá funciona de outro modo, começando pela santidade de toda a congregação. Essa vocação é real, mas Moisés responde que ela não autoriza qualquer função: os levitas já têm um serviço distinto, e a exigência agora alcança o sacerdócio. Duzentos e cinquenta homens de prestígio reconhecido se juntam ao desafio. A reputação deles torna o confronto mais sério, não automaticamente justificado.

    Moisés não insiste apenas que um título resolva a questão. A prova revelará quem Deus escolhe, e ele declara que as obras que estabelecem sua comissão não procedem de sua própria vontade. Entretanto, o juízo que se segue não pode ser reduzido a uma vitória bem-arrumada da organização correta. Datã e Abirão estão com esposas, filhos e crianças pequenas; a terra se abre, e famílias desaparecem. O fogo consome o grupo que oferece incenso. O registro coloca essas pessoas à vista. Uma explicação que mencionasse apenas procedimentos corrigidos esconderia o que o trecho realmente informa.

    Então o incenso aparece de novo. Arão corre para o meio da congregação com seu incensário e se coloca entre os mortos e os vivos, fazendo expiação enquanto a praga para. O instrumento associado à morte dos que desafiaram a autoridade agora é levado pelo sacerdote para preservar o povo. A função contestada aparece cumprindo o serviço que lhe foi atribuído, não apenas desfrutando de sua vindicação. Depois, a vara de Arão produz brotos, flores e amêndoas entre varas sem vida. Sua autoridade é estabelecida por uma vida que nenhum rival fabricou. O clamor final do povo ainda expressa medo de se aproximar do santuário. Um sinal resolveu o desafio; não tornou a santidade trivial.

    Versículo por versículo

    1. 16:9-10

      Moisés identifica a exigência como uma pretensão ao sacerdócio além do serviço já concedido aos levitas. A disputa não é sobre a congregação possuir ou não alguma santidade.

    2. 16:13

      Leite e mel normalmente descreve a terra prometida nos trechos sobre o êxodo. Aplicar a expressão ao Egito inverte o vocabulário da libertação.

    3. 16:27

      As esposas, os filhos e as crianças pequenas de Datã e Abirão são expressamente colocados às portas das tendas. A severidade do registro não deve ser suavizada nem ampliada com detalhes que ele não fornece.

    4. 16:30

      O versículo fala em descer «vivos ao Seol». O castigo não é apenas a morte, mas ser engolido ainda com vida, e é isso que faz do acontecimento a «coisa nova» anunciada por Moisés.

    5. 16:38

      Os incensários se tornam revestimento do altar porque foram apresentados diante do SENHOR. Seu caráter sagrado não torna válida a oferta sem autorização.

    6. 17:8

      A vara apresenta brotos, flores e amêndoas produzidas. A combinação fornece um sinal visível que ultrapassa o crescimento noturno comum.

    Números 16-17: Corá

    Números 16-17

    Bíblia Portuguesa Mundial · 63 versículos

    16:1Ora, Corá, filho de Isar, filho de Coate, filho de Levi, com Datã e Abirão, filhos de Eliabe, e Om, filho de Pelete, filhos de Rúben, tomaram consigo alguns homens.

    16:2Eles se levantaram perante Moisés, com alguns dos filhos de Israel, duzentos e cinquenta líderes da congregação, chamados à assembleia, homens de renome.

    16:3Eles se reuniram contra Moisés e contra Arão, e lhes disseram: “Vocês estão tomando muito para si, visto que toda a congregação é santa, cada um deles, e o SENHOR está no meio deles! Por que vocês se exaltam acima da assembleia do SENHOR?”

    16:4Quando Moisés ouviu isso, ele prostrou-se com o rosto em terra.

    16:5Ele disse a Corá e a todo o seu grupo: “Pela manhã, o SENHOR mostrará quem é dele, e quem é santo, e fará com que se aproxime dele. Até mesmo aquele a quem ele escolher, ele fará chegar perto de si.

    16:6Façam o seguinte: peguem incensários, Corá e todo o seu grupo,

    16:7coloquem fogo neles, e ponham incenso sobre eles perante o SENHOR amanhã. Aquele a quem o SENHOR escolher, esse será santo. Vocês foram longe demais, filhos de Levi!”

    16:8Moisés disse a Corá: “Ouçam agora, filhos de Levi!

    16:9É pouca coisa para vocês que o Deus de Israel os tenha separado da congregação de Israel, para trazê-los para perto de si, para fazerem o serviço do tabernáculo do SENHOR, e para estarem perante a congregação para ministrar a eles;

    16:10e que ele tenha trazido você para perto, e todos os seus irmãos, os filhos de Levi, com você? Vocês buscam também o sacerdócio?

    16:11Portanto, você e todo o seu grupo se reuniram contra o SENHOR! Quem é Arão para que vocês murmurem contra ele?”

    16:12Moisés mandou chamar Datã e Abirão, filhos de Eliabe; mas eles disseram: “Nós não subiremos!

    16:13É pouca coisa que você nos tenha tirado de uma terra que mana leite e mel, para nos matar no deserto, e ainda quer se fazer príncipe sobre nós?

    16:14Além disso, você não nos trouxe a uma terra que mana leite e mel, nem nos deu herança de campos e vinhas. Você quer arrancar os olhos destes homens? Nós não subiremos.”

    16:15Moisés ficou muito irado, e disse ao SENHOR: “Não atentes para a oferta deles. Eu não tomei deles um só jumento, nem fiz mal a nenhum deles.”

    16:16Moisés disse a Corá: “Você e todo o seu grupo apresentem-se perante o SENHOR, você, eles e Arão, amanhã.

    16:17Cada homem pegue o seu incensário e coloque incenso nele, e cada homem traga perante o SENHOR o seu incensário, duzentos e cinquenta incensários; você também, e Arão, cada um com o seu incensário.”

    16:18Cada um deles pegou o seu incensário, colocou fogo nele, pôs incenso sobre ele, e ficaram à porta da Tenda do Encontro com Moisés e Arão.

    16:19Corá reuniu toda a congregação contra eles à porta da Tenda do Encontro. A glória do SENHOR apareceu a toda a congregação.

    16:20O SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:

    16:21“Separem-se do meio desta congregação, para que eu possa consumi-los em um momento!”

    16:22Eles se prostraram com o rosto em terra, e disseram: “Ó Deus, o Deus dos espíritos de toda a carne, se um só homem pecar, o Senhor ficará irado com toda a congregação?”

    16:23O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    16:24“Fale à congregação, dizendo: ‘Afastem-se do redor da tenda de Corá, Datã e Abirão!’”

    16:25Moisés se levantou e foi até Datã e Abirão; e os anciãos de Israel o seguiram.

    16:26Ele falou à congregação, dizendo: “Afastem-se, por favor, das tendas destes homens ímpios, e não toquem em nada que seja deles, para que vocês não sejam consumidos em todos os pecados deles!”

    16:27Então eles se afastaram das tendas de Corá, Datã e Abirão, de todos os lados. Datã e Abirão saíram, e ficaram à porta de suas tendas com suas esposas, seus filhos e suas crianças.

    16:28Moisés disse: “Nisto vocês saberão que o SENHOR me enviou para fazer todas estas obras; pois elas não vêm da minha própria mente.

    16:29Se estes homens morrerem a morte comum de todos os homens, ou se eles experimentarem o que todos os homens experimentam, então o SENHOR não me enviou.

    16:30Mas se o SENHOR fizer uma coisa nova, e a terra abrir a sua boca, e os engolir com tudo o que lhes pertence, e eles descerem vivos ao Seol, então vocês entenderão que estes homens desprezaram o SENHOR.”

    16:31Assim que ele terminou de falar todas estas palavras, o chão que estava debaixo deles se fendeu.

    16:32A terra abriu a sua boca e os engoliu com suas famílias, todos os homens de Corá, e todos os seus bens.

    16:33Assim eles, e tudo o que lhes pertencia, desceram vivos ao Seol. A terra se fechou sobre eles, e eles pereceram do meio da assembleia.

    16:34Todo o Israel que estava ao redor deles fugiu ao seu grito; pois diziam: “Para que a terra não nos engula também!”

    16:35Fogo saiu da parte do SENHOR, e devorou os duzentos e cinquenta homens que ofereciam o incenso.

    16:36O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    16:37“Fale a Eleazar, filho do sacerdote Arão, que ele tire os incensários do meio do incêndio, e espalhe o fogo para longe do acampamento; pois eles são santos,

    16:38até mesmo os incensários daqueles que pecaram contra as suas próprias vidas. Que eles sejam batidos em lâminas para cobertura do altar, pois eles os ofereceram perante o SENHOR. Portanto, eles são santos. Eles serão um sinal para os filhos de Israel.”

    16:39O sacerdote Eleazar pegou os incensários de bronze que aqueles que foram queimados haviam oferecido; e eles os bateram para servir de cobertura do altar,

    16:40para ser um memorial aos filhos de Israel, a fim de que nenhum estranho que não seja da descendência de Arão, se aproxime para queimar incenso perante o SENHOR, para que não seja como Corá e como o seu grupo; conforme o SENHOR lhe falou por meio de Moisés.

    16:41Mas no dia seguinte toda a congregação dos filhos de Israel murmurou contra Moisés e contra Arão, dizendo: “Vocês mataram o povo do SENHOR!”

    16:42Quando a congregação se reuniu contra Moisés e contra Arão, eles olharam para a Tenda do Encontro. Eis que a nuvem a cobriu, e a glória do SENHOR apareceu.

    16:43Moisés e Arão vieram para a frente da Tenda do Encontro.

    16:44O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    16:45“Afastem-se do meio desta congregação, para que eu possa consumi-los em um momento!” Eles se prostraram com o rosto em terra.

    16:46Moisés disse a Arão: “Pegue o seu incensário, coloque nele fogo do altar, ponha incenso sobre ele, leve-o rapidamente à congregação, e faça expiação por eles; pois a ira saiu da parte do SENHOR! A praga já começou.”

    16:47Arão fez como Moisés disse, e correu para o meio da assembleia. A praga já havia começado entre o povo. Ele colocou o incenso, e fez expiação pelo povo.

    16:48Ele ficou em pé entre os mortos e os vivos; e a praga cessou.

    16:49Ora, os que morreram pela praga foram catorze mil e setecentos, além daqueles que morreram por causa do caso de Corá.

    16:50Arão retornou a Moisés, à porta da Tenda do Encontro, e a praga foi detida.

    17:1O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    17:2“Fale aos filhos de Israel e recolha deles varas, uma para cada casa paterna, de todos os seus líderes segundo as suas casas paternas, doze varas. Escreva o nome de cada homem na sua vara.

    17:3Você escreverá o nome de Arão na vara de Levi. Haverá uma vara para cada chefe das suas casas paternas.

    17:4Você as colocará na Tenda do Encontro, diante da aliança, onde eu me encontro com vocês.

    17:5Acontecerá que a vara do homem que eu escolher brotará. Assim, farei cessar diante de mim as murmurações dos filhos de Israel, que eles murmuram contra vocês.”

    17:6Moisés falou aos filhos de Israel; e todos os seus líderes lhe deram varas, uma para cada líder, segundo as suas casas paternas, num total de doze varas. A vara de Arão estava entre as varas deles.

    17:7Moisés colocou as varas diante do SENHOR na Tenda do Testemunho.

    17:8No dia seguinte, Moisés entrou na Tenda do Testemunho; e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, havia brotado, lançado botões, produzido flores e dado amêndoas maduras.

    17:9Moisés trouxe todas as varas de diante do SENHOR a todos os filhos de Israel. Eles olharam, e cada homem pegou a sua vara.

    17:10O SENHOR disse a Moisés: “Coloque de volta a vara de Arão diante da aliança, para ser guardada como um sinal contra os filhos da rebelião; para que você ponha fim às suas reclamações contra mim, para que não morram.”

    17:11Moisés fez assim. Como o SENHOR lhe ordenou, assim ele fez.

    17:12Os filhos de Israel falaram a Moisés, dizendo: “Eis que perecemos! Estamos perdidos! Estamos todos perdidos!

    17:13Todo aquele que se aproxima do tabernáculo do SENHOR morre! Será que todos nós pereceremos?”

  18. 18

    Números 20

    Meribá

    Miriã morre em Cades. O povo contende por água, e Deus diz a Moisés que tome a vara e fale à rocha. Moisés diz: ouvi agora, rebeldes, porventura faremos sair água desta rocha?, e a fere duas vezes. Sai água, mas Deus diz: porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, não levareis esta congregação à terra. Arão morre em Hor naquele ano.

    A água vem, e Moisés ainda assim é julgado. Essa combinação é a recusa mais incisiva do trecho a uma conclusão fácil. Um resultado visível não certifica cada palavra e ação da pessoa por meio de quem ele chega. Em Horebe, em Êxodo 17, Moisés recebeu a ordem de ferir a rocha; aqui, recebe a ordem de falar a ela. Ele a fere duas vezes e chama o povo de rebelde. A explicação de Deus aponta incredulidade e a falta de santificá-lo diante de Israel, incluindo Arão ao lado de Moisés. Discute-se o peso exato dos golpes e da fala, mas o veredicto declarado não deve ser substituído por um diagnóstico que o trecho nunca oferece.

    A morte de Miriã abre o capítulo, e a de Arão o encerra. Sua posição coloca a disputa pela água em um cenário de perdas, sem autorizar a explicação inventada de que o luto causou a atitude de Moisés. O Livro de Números não diz isso. Deixa as mortes e a falha lado a lado. Entre elas vem a recusa de Edom em permitir passagem. O apelo de Moisés chama Israel de irmão de Edom, recordando a relação entre Jacó e Esaú, mas o parentesco não abre a estrada. Nem a oferta de pagamento pela água consegue a permissão.

    A morte de Arão inclui um ato que pode ser observado de perto: Moisés retira as vestes de seu irmão e as coloca em Eleazar. O sacerdócio continua enquanto a vida do sacerdote termina. Três homens sobem a montanha; Moisés e Eleazar descem. A congregação chora Arão por trinta dias. Nenhuma apresentação triunfal da sucessão consegue fazer desaparecer essa subtração. O capítulo forneceu água, preservou a viagem e deu continuidade à função sacerdotal. Também deixou Moisés sem irmão e irmã, e sem permissão para conduzir o povo através da última fronteira.

    Versículo por versículo

    1. 20:1

      A morte e o sepultamento de Miriã recebem um versículo. A brevidade da informação não prova que sua participação na vida de Israel fosse pouco importante.

    2. 20:8

      A ordem é falar à rocha diante da congregação. Ela difere da instrução para ferir a rocha em Êxodo 17:6.

    3. 20:12

      Deus identifica a falha como incredulidade e falta de santificá-lo. Salmo 106:32-33 também recorda Moisés falando de maneira imprudente; as interpretações divergem sobre a relação exata entre a fala e os golpes.

    4. 20:14

      A expressão teu irmão Israel apela à relação entre Jacó, chamado Israel, e Esaú, associado a Edom. Não significa que os dois povos compartilhem um governo.

    5. 20:26-28

      As vestes de Arão são transferidas para Eleazar antes de Arão morrer. A continuidade visível da função é colocada ao lado da perda irreversível de quem a exercia.

    Números 20: Meribá

    Números 20

    Bíblia Portuguesa Mundial · 29 versículos

    20:1Os filhos de Israel, toda a congregação, chegaram ao deserto de Zim no primeiro mês. O povo ficou em Cades. Miriã morreu ali e ali foi sepultada.

    20:2Não havia água para a congregação; então eles se juntaram contra Moisés e contra Arão.

    20:3O povo discutiu com Moisés e falou, dizendo: “Quem dera tivéssemos morrido quando nossos irmãos morreram perante o SENHOR!

    20:4Por que vocês trouxeram a assembleia do SENHOR a este deserto, para que morrêssemos aqui, nós e os nossos animais?

    20:5Por que vocês nos fizeram subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? Não é lugar de sementes, nem de figos, nem de vinhas, nem de romãs; e nem sequer há água para beber.”

    20:6Moisés e Arão saíram da presença da assembleia para a porta da Tenda do Encontro, e prostraram-se com o rosto em terra. A glória do SENHOR apareceu a eles.

    20:7O SENHOR falou a Moisés, dizendo:

    20:8“Pegue a vara e reúna a congregação, você e Arão, seu irmão, e falem à rocha diante dos olhos deles, para que ela jorre a sua água. Você tirará água da rocha para eles; assim você dará de beber à congregação e aos seus rebanhos.”

    20:9Moisés pegou a vara de diante do SENHOR, como ele lhe ordenou.

    20:10Moisés e Arão reuniram a assembleia diante da rocha, e ele lhes disse: “Ouçam agora, rebeldes! Tiraremos nós água desta rocha para vocês?”

    20:11Moisés levantou a mão e feriu a rocha com a sua vara duas vezes, e a água jorrou abundantemente. A congregação e os seus rebanhos beberam.

    20:12O SENHOR disse a Moisés e a Arão: “Como vocês não creram em mim, para me santificar aos olhos dos filhos de Israel, por isso vocês não introduzirão esta assembleia na terra que lhes dei.”

    20:13Estas são as águas de Meribá; porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR, e ele foi santificado neles.

    20:14Moisés enviou mensageiros de Cades ao rei de Edom, dizendo: “Assim diz o seu irmão Israel: Você conhece todas as aflições que nos sobrevieram;

    20:15como os nossos pais desceram ao Egito, e nós vivemos no Egito por muito tempo. Os egípcios maltrataram a nós e aos nossos pais.

    20:16Quando clamamos ao SENHOR, ele ouviu a nossa voz, enviou um anjo e nos tirou do Egito. Eis que estamos em Cades, uma cidade na extremidade da sua fronteira.

    20:17“Por favor, deixe-nos passar pela sua terra. Não passaremos por campo ou por vinha, nem beberemos da água dos poços. Iremos pela estrada do rei. Não nos desviaremos nem para a direita nem para a esquerda, até que tenhamos passado pela sua fronteira.”

    20:18Edom lhe disse: “Você não passará por mim, para que eu não saia com a espada contra você.”

    20:19Os filhos de Israel lhe disseram: “Subiremos pela estrada principal; e se bebermos da sua água, eu e os meus rebanhos, então pagarei o seu preço. Apenas me deixe, sem fazer mais nada, passar a pé.”

    20:20Ele disse: “Você não passará.” Edom saiu contra ele com muita gente e com mão forte.

    20:21Assim, Edom recusou dar passagem a Israel por sua fronteira, de modo que Israel se desviou dele.

    20:22Eles partiram de Cades, e os filhos de Israel, toda a congregação, chegaram ao monte Hor.

    20:23O SENHOR falou a Moisés e a Arão no monte Hor, junto à fronteira da terra de Edom, dizendo:

    20:24“Arão será reunido ao seu povo; pois ele não entrará na terra que dei aos filhos de Israel, porque vocês se rebelaram contra a minha palavra nas águas de Meribá.

    20:25Leve Arão e Eleazar, seu filho, e faça-os subir ao monte Hor;

    20:26e tire as vestes de Arão, e coloque-as em Eleazar, seu filho. Arão será reunido aos seus, e morrerá ali.”

    20:27Moisés fez como o SENHOR ordenou. Eles subiram ao monte Hor à vista de toda a congregação.

    20:28Moisés tirou as vestes de Arão e as colocou em Eleazar, seu filho. Arão morreu ali no topo do monte, e Moisés e Eleazar desceram do monte.

    20:29Quando toda a congregação viu que Arão estava morto, choraram por Arão trinta dias, sim, toda a casa de Israel.

  19. 19

    Números 21:4-9

    A serpente de bronze

    O povo fala contra Deus e contra Moisés no caminho ao redor de Edom, e serpentes ardentes os mordem. Pedem a Moisés que ore, e ele faz uma serpente de bronze e a põe sobre uma haste, e todo mordido que olha para ela vive.

    O povo pede que as serpentes sejam retiradas. A resposta registrada oferece uma forma de viver depois da mordida. Essa diferença merece continuar visível. Números 21:8-9 não afirma que as serpentes desaparecem imediatamente; descreve a pessoa mordida olhando e vivendo. A provisão enfrenta a morte dentro do perigo, em vez de apresentar primeiro um acampamento completamente seguro. A intercessão de Moisés é igualmente enxuta. O povo confessa ter falado contra Deus e contra ele, pede que ore, e ele ora. Não há registro de uma exigência para que primeiro reparem sua posição ferida.

    A reclamação contém sua própria contradição reveladora: não há pão, seguida do nojo daquele pão desprezível. O alimento existe, mas é tratado como intolerável. O Livro de Números não precisa inventar um motivo íntimo quando a queixa pronunciada já mostra a rejeição. O remédio é então colocado à vista, sobre uma haste. Nada na ordem atribui um poder independente ao metal; a vida está ligada à resposta que Deus estabelece. Isso torna especialmente importante a destruição posterior do objeto em 2 Reis 18:4. Israel havia começado a queimar incenso a ele, transformando o instrumento em destinatário de adoração. A Bíblia preserva tanto sua fabricação autorizada quanto sua destruição autorizada. João 3:14-15 acrescenta outra ligação explícita quando Jesus fala de o Filho do homem ser levantado. A comparação vem das próprias palavras de Jesus, não de adivinhar o significado de cada característica de uma serpente.

    Versículo por versículo

    1. 21:4

      A volta ao redor de Edom vem depois da recusa de passagem em Números 20. O início situa a queixa em uma viagem prolongada, não em uma mudança inexplicada de destino.

    2. 21:5

      «Esta comida repugnante» despreza o alimento que o povo possui. A reclamação não prova que o acampamento estivesse literalmente sem comida alguma.

    3. 21:6

      Por trás das «serpentes venenosas» está, em hebraico, seraphim, um termo associado a queimar. O texto descreve serpentes mortais e não exige asas ou uma anatomia fantástica.

    4. 21:9

      O versículo fala em «serpente de bronze»; o hebraico nehosheth pode designar cobre ou uma liga de cobre. O trecho não especifica uma fórmula metalúrgica moderna.

    Números 21:4-9

    Bíblia Portuguesa Mundial · 6 versículos

    21:4Eles viajaram do monte Hor pelo caminho do mar Vermelho, para contornar a terra de Edom. A alma do povo ficou muito desanimada por causa da jornada.

    21:5O povo falou contra Deus e contra Moisés: “Por que vocês nos tiraram do Egito para morrermos no deserto? Pois não há pão, não há água, e a nossa alma detesta esta comida repugnante!”

    21:6O SENHOR enviou serpentes venenosas entre o povo, e elas morderam o povo. Muitas pessoas de Israel morreram.

    21:7O povo foi a Moisés e disse: “Nós pecamos, porque falamos contra o SENHOR e contra você. Ore ao SENHOR para que ele tire as serpentes de nós.” Moisés orou pelo povo.

    21:8O SENHOR disse a Moisés: “Faça uma serpente venenosa e coloque-a sobre uma haste. Acontecerá que todo aquele que for mordido, quando olhar para ela, viverá.”

    21:9Moisés fez uma serpente de bronze e a colocou sobre a haste. Se uma serpente mordesse algum homem, quando ele olhava para a serpente de bronze, ele vivia.

    Números 21:4-9: A serpente de bronze
  20. 20

    Números 27:12-23

    Um homem sobre a congregação

    Sabendo que verá a terra e morrerá, Moisés pede ao SENHOR, Deus dos espíritos de toda a carne, que ponha um homem sobre a congregação para que não sejam como ovelhas sem pastor. Deus nomeia Josué, e Moisés impõe as mãos sobre ele diante de Eleazar e de todo o povo.

    Moisés responde ao anúncio de sua morte próxima pedindo um pastor. Não começa essa resposta solicitando a prorrogação de seu tempo no cargo. A preocupação que declara é o que acontecerá com a congregação quando ele já não estiver ali para conduzi-la. Sair e entrar, fazer sair e fazer entrar, dão à função movimento e responsabilidade. Não se trata apenas de uma posição cerimonial vaga. Um povo diante da próxima etapa de sua jornada precisa de alguém cuja liderança alcance todo o percurso, da partida ao retorno.

    Josué é descrito como um homem em quem há o espírito antes de Moisés colocar a mão sobre ele. A cerimônia não cria aptidão do nada; comissiona publicamente a pessoa que Deus indica. Moisés deve colocar parte de sua dignidade sobre ele diante de Eleazar e da congregação, para que o povo reconheça a nova autoridade. No entanto, as instruções não reproduzem simplesmente a posição do próprio Moisés. Josué ficará diante do sacerdote, e a direção será buscada pelo juízo do Urim. O sucessor recebe autorização sem virar uma cópia exata do homem a quem sucede.

    A obediência final é discreta e completa. Moisés toma Josué, apresenta-o, impõe as mãos sobre ele e lhe transmite a incumbência. O homem que tantas vezes ficou entre Deus e a congregação agora ajuda a estabelecer como ela será conduzida sem ele. Seus filhos não são propostos na conversa, mas o texto não fornece um diálogo particular sobre a exclusão deles. A atenção permanece no rebanho. Entre os últimos serviços de Moisés está garantir que sua ausência não o deixe sem quem o conduza.

    Versículo por versículo

    1. 27:12

      Abarim designa a região montanhosa; Deuteronômio 32:49 identifica Nebo dentro dela. A instrução promete ver a terra, não permissão para entrar nela.

    2. 27:14

      A referência ao deserto de Zim e a Meribá remete a Números 20:12-13. O motivo declarado da exclusão não é apagado durante os preparativos da sucessão.

    3. 27:18

      Josué já possui o espírito quando é indicado. Deuteronômio 34:9 relaciona depois sua plenitude do espírito de sabedoria à imposição de mãos de Moisés.

    4. 27:20

      Parte da dignidade de Moisés é transmitida, sem uma declaração de que todas as características de sua função serão reproduzidas. A autorização pública de Josué é explícita.

    5. 27:21

      O Urim está ligado à consulta sacerdotal. O trecho não descreve sua forma física nem fornece detalhes suficientes para reconstruir seu funcionamento exato.

    Números 27:12-23

    Bíblia Portuguesa Mundial · 12 versículos

    27:12O SENHOR disse a Moisés: “Suba a este monte de Abarim, e veja a terra que dei aos filhos de Israel.

    27:13Quando você a tiver visto, você também será reunido ao seu povo, assim como Arão, seu irmão, foi reunido;

    27:14porque na contenda da congregação, você se rebelou contra a minha palavra no deserto de Zim, de me honrar como santo junto às águas diante dos olhos deles.” (Estas são as águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim.)

    27:15Moisés falou ao SENHOR, dizendo:

    27:16“Que o SENHOR, o Deus dos espíritos de toda a carne, nomeie um homem sobre a congregação,

    27:17que possa sair adiante deles, e que possa entrar adiante deles, e que possa conduzi-los para fora, e que possa trazê-los para dentro, para que a congregação do SENHOR não seja como ovelhas que não têm pastor.”

    27:18O SENHOR disse a Moisés: “Tome Josué, filho de Num, um homem em quem está o Espírito, e imponha a sua mão sobre ele.

    27:19Apresente-o diante do sacerdote Eleazar, e diante de toda a congregação; e comissione-o à vista deles.

    27:20Você lhe dará autoridade, para que toda a congregação dos filhos de Israel obedeça.

    27:21Ele se apresentará diante do sacerdote Eleazar, que consultará por ele pelo julgamento do Urim perante o SENHOR. À sua palavra eles sairão, e à sua palavra eles entrarão, tanto ele como todos os filhos de Israel com ele, sim, toda a congregação.”

    27:22Moisés fez como o SENHOR lhe ordenou. Ele tomou Josué, e o apresentou diante do sacerdote Eleazar e diante de toda a congregação.

    27:23Ele impôs as suas mãos sobre ele e o comissionou, como o SENHOR falou por meio de Moisés.

    Números 27:12-23: Um homem sobre a congregação
  21. 21

    Deuteronômio 31-33

    As últimas palavras

    Nas planícies de Moabe prega de novo a lei à geração que atravessará, escreve-a num livro para ser guardado junto à arca, ensina um cântico como testemunha contra eles, e abençoa cada tribo. Moisés tem cento e vinte anos; seus olhos não se escureceram, nem lhe faltou o vigor.

    Moisés se prepara para um tempo em que ninguém poderá chamá-lo para vir explicar a lei. A resposta não é um arquivo lacrado. Na leitura marcada a cada sete anos, homens, mulheres, crianças e o estrangeiro devem ouvi-la juntos. A instrução inclui deliberadamente aqueles que ainda não a conhecem. O texto escrito deve se tornar palavra falada aos ouvidos de uma comunidade inteira, repetidamente. A autoridade não dependerá de manter Moisés fisicamente presente nem de transformar a lei em propriedade particular de seus guardiões.

    O cântico dá outra forma à memória. Deus ordena que seja ensinado e colocado na boca do povo como testemunha, inclusive contra ele. Sua permanência exporá a distância entre o que Israel aprendeu e o que depois fará. As imagens têm vigor suficiente para carregar esse peso: Deus como a Rocha, um povo encontrado no deserto, uma águia cuidando dos filhotes e Jesurum engordando e dando coices. A própria abundância se torna o cenário do esquecimento. O cântico não bajula quem o canta. Tampouco é apenas ameaça: sua exposição do juízo divino termina com a vindicação e a misericórdia mencionadas em 32:43. Moisés chama essas palavras de vida de Israel, não de um enfeite acrescentado a ela.

    Então ele abençoa as tribos. O homem que conhece sua rebelião não permite que a acusação seja seu único tom final. As bênçãos mencionam terra, trabalho, força, orvalho, grãos, montanhas e segurança. Na bênção de José há um retorno especialmente próximo: o favor daquele que habitou na sarça. O chamado no deserto continua presente nas últimas esperanças pronunciadas sobre a terra. Moisés não entrará nela, mas suas palavras se demoram em sua abundância. A despedida reúne advertência e bênção sem fingir que são a mesma coisa. Seus pés vão parar antes da herança. Seu cuidado por Israel não para ali.

    Versículo por versículo

    1. 31:10-13

      A leitura pública acontece no ano da remissão, durante a festa dos tabernáculos. Seu público declarado inclui o estrangeiro residente e as crianças, não somente os chefes de família.

    2. 31:19-21

      O cântico é expressamente designado como testemunha. Sua permanência prevista na boca dos descendentes dá a Israel um testemunho contínuo mesmo depois da desobediência.

    3. 31:26

      O livro da lei é colocado ao lado da arca, enquanto Deuteronômio 10:5 coloca as tábuas de pedra dentro dela. São posições distintas.

    4. 32:15

      Jesurum é um nome associado à retidão, usado aqui com ironia cortante quando o povo bem alimentado dá coices contra seu criador. Também aparece na bênção em 33:5 e 33:26.

    5. 32:21

      Romanos 10:19 cita a linguagem de Deuteronômio 32:21 sobre provocar Israel por meio de um povo. Romanos 15:10 retorna a 32:43, tornando o cântico importante na discussão de Paulo sobre as nações.

    6. 33:16

      A referência àquele que habitou na sarça recorda Êxodo 3. A bênção de Moisés relaciona os dons da terra ao Deus que o comissionou antes da saída do Egito.

    Deuteronômio 31-33: As últimas palavras

    Deuteronômio 31-33

    Bíblia Portuguesa Mundial · 111 versículos

    31:1Moisés foi e falou estas palavras a todo o Israel.

    31:2Ele lhes disse: “Hoje tenho cento e vinte anos de idade. Já não posso sair e entrar. O SENHOR me disse: 'Você não atravessará este Jordão.'

    31:3O SENHOR, o seu Deus, ele mesmo atravessará adiante de vocês. Ele destruirá estas nações de diante de vocês, e vocês tomarão posse delas. Josué atravessará adiante de vocês, como o SENHOR falou.

    31:4O SENHOR fará com eles como fez com Seom e com Ogue, os reis dos amorreus, e com a sua terra, quando os destruiu.

    31:5O SENHOR os entregará diante de vocês, e vocês farão com eles de acordo com todos os mandamentos que lhes ordenei.

    31:6Sejam fortes e corajosos. Não tenham medo nem se apavorem diante deles, pois o SENHOR, o seu Deus, ele mesmo é quem vai com vocês. Ele não os deixará nem os abandonará.”

    31:7Moisés chamou a Josué e lhe disse à vista de todo o Israel: “Seja forte e corajoso, pois você entrará com este povo na terra que o SENHOR jurou aos pais deles que lhes daria; e você fará com que eles a herdem.

    31:8O SENHOR mesmo é quem vai adiante de você. Ele estará com você. Ele não o deixará nem o abandonará. Não tenha medo. Não desanime.”

    31:9Moisés escreveu esta lei e a entregou aos sacerdotes, filhos de Levi, que carregavam a arca da aliança do SENHOR, e a todos os anciãos de Israel.

    31:10Moisés lhes ordenou, dizendo: “Ao final de cada sete anos, no tempo determinado do ano da remissão, na Festa dos Tabernáculos,

    31:11quando todo o Israel vier para comparecer perante o SENHOR, o seu Deus, no lugar que ele escolher, vocês lerão esta lei diante de todo o Israel, para que a ouçam.

    31:12Reúnam o povo, os homens, as mulheres, as crianças e os estrangeiros que estão dentro das suas portas, para que ouçam, aprendam, temam ao SENHOR, o seu Deus, e cuidem de cumprir todas as palavras desta lei,

    31:13e para que os seus filhos, que não a conheceram, possam ouvir e aprender a temer ao SENHOR, o seu Deus, todos os dias que vocês viverem na terra da qual tomarão posse ao atravessar o Jordão.”

    31:14O SENHOR disse a Moisés: “Eis que se aproximam os dias em que você deve morrer. Chame Josué, e apresentem-se na Tenda do Encontro, para que eu o comissione.” Moisés e Josué foram, e se apresentaram na Tenda do Encontro.

    31:15O SENHOR apareceu na Tenda em uma coluna de nuvem, e a coluna de nuvem parou sobre a porta da Tenda.

    31:16O SENHOR disse a Moisés: “Eis que você dormirá com os seus pais. Este povo se levantará e se prostituirá indo atrás dos deuses estranhos da terra na qual estão entrando para viver no meio deles, e me abandonarão e quebrarão a minha aliança que fiz com eles.

    31:17Então a minha ira se acenderá contra eles naquele dia, e eu os abandonarei, e esconderei deles o meu rosto, e eles serão devorados, e muitos males e angústias virão sobre eles; de modo que dirão naquele dia: 'Não é porque o nosso Deus não está no meio de nós que estes males vieram sobre nós?'

    31:18Eu certamente esconderei o meu rosto naquele dia, por causa de todo o mal que eles tiverem feito, por terem se voltado para outros deuses.

    31:19“Agora, portanto, escrevam este cântico para vocês, e ensinem-no aos filhos de Israel. Coloquem-no na boca deles, para que este cântico seja uma testemunha para mim contra os filhos de Israel.

    31:20Pois quando eu os tiver introduzido na terra que jurei aos seus pais, que mana leite e mel, e eles tiverem comido, se fartado e engordado, então eles se voltarão para outros deuses, e os servirão, e me desprezarão, e quebrarão a minha aliança.

    31:21Acontecerá que, quando muitos males e angústias vierem sobre eles, este cântico testificará diante deles como testemunha; pois não será esquecido da boca dos seus descendentes; pois eu conheço os seus caminhos e o que eles estão fazendo hoje, antes mesmo de introduzi-los na terra que lhes prometi.”

    31:22Assim, Moisés escreveu este cântico naquele mesmo dia, e o ensinou aos filhos de Israel.

    31:23Ele comissionou a Josué, filho de Num, e disse: “Seja forte e corajoso; pois você introduzirá os filhos de Israel na terra que lhes jurei. Eu estarei com você.”

    31:24Quando Moisés terminou de escrever as palavras desta lei em um livro, até o seu fim,

    31:25Moisés ordenou aos levitas, que carregavam a arca da aliança do SENHOR, dizendo:

    31:26“Peguem este livro da lei, e coloquem-no ao lado da arca da aliança do SENHOR, o seu Deus, para que esteja ali como testemunha contra vocês.

    31:27Pois eu conheço a rebeldia e a dura cerviz de vocês. Eis que, enquanto ainda estou vivo com vocês hoje, vocês têm sido rebeldes contra o SENHOR. Quanto mais depois da minha morte?

    31:28Reúnam perante mim todos os anciãos das suas tribos e os seus oficiais, para que eu fale estas palavras aos seus ouvidos, e chame os céus e a terra como testemunhas contra eles.

    31:29Pois eu sei que depois da minha morte vocês se corromperão completamente, e se desviarão do caminho que lhes ordenei; e o mal lhes acontecerá nos últimos dias, porque farão o que é mau aos olhos do SENHOR, para provocá-lo à ira por meio das obras das suas mãos.”

    31:30Moisés falou aos ouvidos de toda a assembleia de Israel as palavras deste cântico, até o seu fim.

    32:1Deem ouvidos, ó céus, e eu falarei. Que a terra ouça as palavras da minha boca.

    32:2Minha doutrina gotejará como a chuva. Minha fala se condensará como o orvalho, como a garoa sobre a relva tenra, como as chuvas sobre a erva.

    32:3Pois eu proclamarei o nome do SENHOR. Atribuam grandeza ao nosso Deus!

    32:4A Rocha: sua obra é perfeita, pois todos os seus caminhos são justos. Um Deus de fidelidade que não comete injustiça, justo e reto é ele.

    32:5Eles agiram de forma corrupta para com ele. Eles não são seus filhos, por causa do seu defeito. Eles são uma geração perversa e tortuosa.

    32:6É assim que vocês retribuem ao SENHOR, povo tolo e insensato? Não é ele o seu pai que os comprou? Ele os fez e os estabeleceu.

    32:7Lembrem-se dos dias da antiguidade. Considerem os anos de muitas gerações. Perguntem ao seu pai, e ele lhes mostrará; aos seus anciãos, e eles lhes dirão.

    32:8Quando o Altíssimo deu às nações a sua herança, quando ele separou os filhos dos homens, ele estabeleceu os limites dos povos de acordo com o número dos filhos de Israel.

    32:9Pois a porção do SENHOR é o seu povo. Jacó é o lote da sua herança.

    32:10Ele o encontrou em uma terra deserta, no deserto desolado e uivante. Ele o cercou. Ele cuidou dele. Ele o guardou como a menina dos seus olhos.

    32:11Como uma águia que desperta o seu ninho, que paira sobre os seus filhotes, ele estendeu as suas asas, ele os tomou, ele os carregou sobre as suas penas.

    32:12Somente o SENHOR o guiou. Não havia nenhum deus estrangeiro com ele.

    32:13Ele o fez cavalgar sobre os lugares altos da terra. Ele comeu a colheita do campo. Ele o fez sugar mel da rocha, óleo da rocha de sílex;

    32:14manteiga do gado, e leite do rebanho, com a gordura de cordeiros, carneiros da raça de Basã, e bodes, com o trigo mais fino. Do sangue da uva, você bebeu vinho.

    32:15Mas Jesurum engordou, e deu coices. Você engordou. Você ficou corpulento. Você ficou lustroso. Então ele abandonou a Deus que o fez, e rejeitou a Rocha da sua salvação.

    32:16Eles o provocaram a ciúmes com deuses estranhos. Eles o provocaram à ira com abominações.

    32:17Eles sacrificaram a demônios, não a Deus, a deuses que eles não conheciam, a novos deuses que surgiram recentemente, aos quais os seus pais não temeram.

    32:18Da Rocha que se tornou o seu pai, você se esqueceu, e se esqueceu de Deus que o gerou.

    32:19O SENHOR viu e os abominou, por causa da provocação dos seus filhos e das suas filhas.

    32:20Ele disse: “Esconderei o meu rosto deles. Verei qual será o fim deles; pois eles são uma geração muito perversa, filhos em quem não há fidelidade.

    32:21Eles me provocaram a ciúmes com aquilo que não é Deus. Eles me provocaram à ira com as suas vaidades. Eu os provocarei a ciúmes com aqueles que não são povo. Eu os provocarei à ira com uma nação tola.

    32:22Pois um fogo se acendeu na minha ira, que queima até o mais profundo Seol, devora a terra com a sua colheita, e incendeia os fundamentos dos montes.

    32:23“Amontoarei males sobre eles. Gastarei as minhas flechas contra eles.

    32:24Eles serão consumidos pela fome, e devorados pelo calor ardente e pela destruição amarga. Enviarei os dentes de animais sobre eles, com o veneno de víboras que rastejam no pó.

    32:25Lá fora a espada os privará de filhos, e nos aposentos, haverá terror tanto para o jovem quanto para a virgem, para o bebê de peito junto com o homem de cabelos grisalhos.

    32:26Eu disse que os espalharia para longe. Eu faria a memória deles cessar dentre os homens;

    32:27se não fosse que eu temia a provocação do inimigo, para que os seus adversários não julgassem mal, para que não dissessem: ‘Nossa mão está exaltada; o SENHOR não fez tudo isso.’”

    32:28Pois eles são uma nação desprovida de conselho. Não há entendimento neles.

    32:29Ah, se eles fossem sábios, se entendessem isso, se considerassem o seu fim!

    32:30Como poderia um só perseguir mil, e dois colocarem dez mil em fuga, a não ser que a sua Rocha os tivesse vendido, e o SENHOR os tivesse entregado?

    32:31Pois a rocha deles não é como a nossa Rocha, como os nossos próprios inimigos reconhecem.

    32:32Pois a videira deles é da videira de Sodoma, dos campos de Gomorra. As suas uvas são uvas venenosas. Os seus cachos são amargos.

    32:33O seu vinho é o veneno de serpentes, o veneno cruel de áspides.

    32:34“Isso não está guardado comigo, selado entre os meus tesouros?

    32:35A vingança é minha, e a recompensa, no tempo em que o pé deles escorregar, pois o dia da sua calamidade está próximo. A sua ruína se apressa sobre eles.”

    32:36Pois o SENHOR julgará o seu povo, e terá compaixão dos seus servos, quando ele vir que o poder deles se foi, que não há ninguém restando, preso ou solto.

    32:37Ele dirá: “Onde estão os seus deuses, a rocha na qual eles se refugiaram,

    32:38que comiam a gordura dos seus sacrifícios, e bebiam o vinho da sua oferta de libação? Que eles se levantem e os ajudem! Que eles sejam a sua proteção.

    32:39“Vejam agora que eu mesmo sou ele. Não há deus comigo. Eu mato e eu faço viver. Eu firo e eu curo. Não há ninguém que possa livrar da minha mão.

    32:40Pois eu levanto a minha mão aos céus e declaro, tão certo como eu vivo para sempre,

    32:41se eu afiar a minha espada reluzente, e a minha mão a empunhar em julgamento; eu me vingarei dos meus adversários, e retribuirei àqueles que me odeiam.

    32:42Embriagarei as minhas flechas com sangue. A minha espada devorará carne com o sangue dos mortos e dos cativos, desde a cabeça dos líderes do inimigo.”

    32:43Alegrem-se, ó nações, com o seu povo, pois ele vingará o sangue dos seus servos. Ele se vingará dos seus adversários, e fará expiação pela sua terra e pelo seu povo.

    32:44Moisés veio e falou todas as palavras deste cântico aos ouvidos do povo, ele e Josué, filho de Num.

    32:45Moisés terminou de recitar todas estas palavras a todo o Israel.

    32:46Ele lhes disse: “Apliquem o seu coração a todas as palavras que hoje testifico a vocês, as quais vocês ordenarão aos seus filhos que observem e cumpram, todas as palavras desta lei.

    32:47Pois não é uma coisa vã para vocês, porque é a sua vida, e por meio disso vocês prolongarão os seus dias na terra, para onde estão atravessando o Jordão para possuí-la.”

    32:48O SENHOR falou a Moisés naquele mesmo dia, dizendo:

    32:49“Suba a esta montanha de Abarim, ao Monte Nebo, que está na terra de Moabe, em frente a Jericó; e veja a terra de Canaã, que eu dou aos filhos de Israel como propriedade.

    32:50Morra na montanha para onde você subir, e seja reunido ao seu povo, assim como Arão, seu irmão, morreu no Monte Hor, e foi reunido ao seu povo;

    32:51porque vocês transgrediram contra mim no meio dos filhos de Israel nas águas de Meribá de Cades, no deserto de Zim; porque vocês não sustentaram a minha santidade no meio dos filhos de Israel.

    32:52Pois você verá a terra de longe; mas você não entrará lá, na terra que eu dou aos filhos de Israel.”

    33:1Esta é a bênção com a qual Moisés, o homem de Deus, abençoou os filhos de Israel antes da sua morte.

    33:2Ele disse: “O SENHOR veio do Sinai, e raiou de Seir sobre eles. Ele resplandeceu do monte Parã. Ele veio das dezenas de milhares de santos. À sua direita havia uma lei de fogo para eles.

    33:3Sim, ele ama o povo. Todos os seus santos estão na sua mão. Eles se assentaram aos seus pés. Cada um recebe as suas palavras.

    33:4Moisés nos ordenou uma lei, uma herança para a assembleia de Jacó.

    33:5Ele foi rei em Jesurum, quando os chefes do povo se reuniram, todas as tribos de Israel juntas.

    33:6“Que Rúben viva, e não morra; nem sejam poucos os seus homens.”

    33:7Isto é para Judá. Ele disse: “Ouça, SENHOR, a voz de Judá. Traga-o ao seu povo. Com as suas mãos ele lutou por si mesmo. Seja um auxílio contra os seus adversários.”

    33:8Sobre Levi ele disse: “O seu Tumim e o seu Urim estão com o seu homem piedoso, a quem você provou em Massá, com quem você contendeu nas águas de Meribá.

    33:9Ele disse de seu pai e de sua mãe: ‘Eu não o vi.’ Ele não reconheceu seus irmãos, nem conheceu seus próprios filhos; pois eles observaram a sua palavra, e guardam a sua aliança.

    33:10Eles ensinarão a Jacó as suas ordenanças, e a Israel a sua lei. Eles colocarão incenso diante de você, e holocausto inteiro no seu altar.

    33:11SENHOR, abençoe as suas habilidades. Aceite a obra das suas mãos. Fira os quadris daqueles que se levantam contra ele, daqueles que o odeiam, para que não se levantem mais.”

    33:12Sobre Benjamim ele disse: “O amado do SENHOR habitará em segurança junto a ele. Ele o cobre o dia todo. Ele habita entre os seus ombros.”

    33:13Sobre José ele disse: “A sua terra é abençoada pelo SENHOR, pelas coisas preciosas dos céus, pelo orvalho, pelo abismo que jaz embaixo,

    33:14pelas coisas preciosas dos frutos do sol, pelas coisas preciosas que a lua pode produzir,

    33:15pelas melhores coisas das montanhas antigas, pelas coisas preciosas das colinas eternas,

    33:16pelas coisas preciosas da terra e da sua plenitude, a boa vontade daquele que habitou na sarça. Que isso venha sobre a cabeça de José, sobre o alto da cabeça daquele que foi separado dos seus irmãos.

    33:17A majestade pertence ao primogênito do seu rebanho. Os seus chifres são os chifres do boi selvagem. Com eles ele empurrará todos os povos até os confins da terra. Eles são as dezenas de milhares de Efraim. Eles são os milhares de Manassés.”

    33:18Sobre Zebulom ele disse: “Alegre-se, Zebulom, nas suas saídas; e Issacar, nas suas tendas.

    33:19Eles chamarão os povos à montanha. Lá eles oferecerão sacrifícios de justiça, pois eles extrairão a abundância dos mares, os tesouros escondidos da areia.”

    33:20Sobre Gade ele disse: “Bendito é aquele que engrandece a Gade. Ele habita como uma leoa, e despedaça o braço e o alto da cabeça.

    33:21Ele proveu a primeira parte para si mesmo, pois a porção do legislador estava reservada para ele. Ele veio com os chefes do povo. Ele executou a justiça do SENHOR, as Suas ordenanças com Israel.”

    33:22Sobre Dã ele disse: “Dã é um filhote de leão que salta de Basã.”

    33:23Sobre Naftali ele disse: “Naftali, satisfeito com o favor, cheio da bênção do SENHOR, Possua o oeste e o sul.”

    33:24Sobre Aser ele disse: “Aser é abençoado com filhos. Que ele seja aceitável aos seus irmãos. Que ele mergulhe o seu pé em azeite.

    33:25As suas trancas serão de ferro e bronze. Como os seus dias, assim será a sua força.

    33:26“Não há ninguém como Deus, ó Jesurum, que cavalga nos céus para a sua ajuda, na sua excelência sobre as nuvens.

    33:27O Deus eterno é a sua habitação. Por baixo estão os braços eternos. Ele expulsou o inimigo de diante de você, e disse: ‘Destrua!’

    33:28Israel habita em segurança, a fonte de Jacó sozinha, Em uma terra de grãos e vinho novo. Sim, os seus céus gotejam orvalho.

    33:29Você é feliz, ó Israel! Quem é como você, um povo salvo pelo SENHOR, o escudo do seu auxílio, a espada da sua excelência? Os seus inimigos se submeterão a você. Você pisará nos seus lugares altos.”

  22. 22

    Deuteronômio 34

    Nebo

    Sobe das planícies de Moabe ao cume do Pisga, e o SENHOR lhe mostra toda a terra: Gileade até Dã, Naftali, Efraim e Manassés, Judá até o mar ocidental, o Neguebe, e a planície de Jericó. Esta é a terra que jurei; fiz-te vê-la, mas não passarás para lá. Morre ali, o SENHOR o sepulta, e Israel chora trinta dias.

    Os olhos de Moisés não estão apagados. A informação impede que sua morte seja reduzida ao resultado previsível de um corpo que já não consegue seguir adiante. Aos 120 anos, a visão e o vigor permanecem; o limite é aquele que Deus declarou. A terra lhe é mostrada como a terra prometida a Abraão, Isaque e Jacó, e a permissão de ver é claramente separada da permissão de atravessar. Nada na última vista retira o juízo de Meribá. Nada nesse juízo remove o título que ele recebe ao morrer: servo do SENHOR.

    O sepultamento não se parece com os funerais públicos que poderiam ser esperados para o homem cujos atos encheram esses livros. Ele é sepultado em Moabe, e ninguém conhece a sepultura. O registro não identifica um monumento, não estabelece uma peregrinação nem explica por que Deus mantém o lugar desconhecido. Registra trinta dias de luto e depois reconhece o preparo de Josué e a obediência do povo. O trabalho continua sem tratar Moisés como uma peça substituível. Um sucessor pode ser plenamente comissionado enquanto seu antecessor permanece sem igual na relação particular descrita pelos versículos finais.

    A distinção final é formulada do lado de Deus: a quem o SENHOR conheceu face a face. Não é apenas um epitáfio anunciando quanto Moisés sabia a respeito de Deus. O homem foi conhecido, chamado, enviado, corrigido e incumbido de realizar sinais diante do Egito e de todo Israel. Sua falha não é apagada, e seu serviço não é reduzido a essa falha. O Livro de Deuteronômio se encerra com os atos poderosos testemunhados por um povo, mas a medida mais profunda do homem é uma relação que multidão alguma poderia conceder. O servo morre fora da terra. Não morre sem ser reconhecido por Deus.

    Versículo por versículo

    1. 34:4

      A terra é identificada pelo juramento a Abraão, Isaque e Jacó. A última vista diz respeito a uma promessa anterior a Moisés, não a um território prometido pela primeira vez a ele pessoalmente.

    2. 34:6

      O sujeito não nomeado de o sepultou é tradicionalmente entendido como o SENHOR. Judas 9 menciona uma disputa pelo corpo de Moisés, mas não revela a sepultura nem fornece uma descrição completa do sepultamento.

    3. 34:7

      Atos 7 informa quarenta anos antes da primeira intervenção de Moisés e outros quarenta antes da sarça. Êxodo 7:7 dá sua idade como oitenta diante do faraó; Deuteronômio registra a idade final de 120.

    4. 34:9

      A comissão de Josué é ligada expressamente à imposição de mãos de Moisés descrita em Números 27:18-23. O reconhecimento de Josué não anula a distinção concedida a Moisés logo depois.

    5. 34:10

      Face a face recorda a comunicação direta de Êxodo 33:11 e Números 12:8. Atos 3:22 cita Deuteronômio 18:15 a respeito de um profeta como Moisés, estendendo a importância canônica de sua função para além da sucessão de Josué.

    Deuteronômio 34

    Bíblia Portuguesa Mundial · 12 versículos

    34:1Moisés subiu das campinas de Moabe ao monte Nebo, ao topo de Pisga, que fica em frente a Jericó. O SENHOR lhe mostrou toda a terra de Gileade até Dã,

    34:2e todo o Naftali, e a terra de Efraim e Manassés, e toda a terra de Judá, até o mar Ocidental,

    34:3e o sul, e a planície do vale de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar.

    34:4O SENHOR lhe disse: “Esta é a terra que jurei a Abraão, a Isaque e a Jacó, dizendo: ‘Eu a darei à sua descendência.’ Eu fiz com que você a visse com os seus olhos, mas você não atravessará para lá.”

    34:5Assim Moisés, o servo do SENHOR, morreu ali na terra de Moabe, de acordo com a palavra do SENHOR.

    34:6Ele o sepultou no vale, na terra de Moabe, em frente a Bete-Peor, mas ninguém sabe onde fica o seu túmulo até o dia de hoje.

    34:7Moisés tinha cento e vinte anos de idade quando morreu. Seus olhos não haviam escurecido, nem o seu vigor havia se esvaído.

    34:8Os filhos de Israel choraram por Moisés nas campinas de Moabe por trinta dias, até que os dias de choro no luto por Moisés terminaram.

    34:9Josué, filho de Num, estava cheio do espírito de sabedoria, pois Moisés havia imposto as suas mãos sobre ele. Os filhos de Israel o ouviram, e fizeram como o SENHOR havia ordenado a Moisés.

    34:10Desde então, nunca mais se levantou em Israel um profeta como Moisés, a quem o SENHOR conheceu face a face,

    34:11em todos os sinais e maravilhas que o SENHOR o enviou para fazer na terra do Egito, a Faraó, a todos os seus servos e a toda a sua terra,

    34:12e em toda a mão poderosa, e em todos os feitos temíveis que Moisés realizou à vista de todo o Israel.

    Deuteronômio 34: Nebo

As pessoas, os lugares e o restante das Escrituras.

Lendo Moisés de perto

As pessoas com quem lidou

Deus é a pessoa com quem Moisés mais lida, e o texto o diz de um modo que não diz de mais ninguém: falava o SENHOR a Moisés face a face, como fala um homem com o seu amigo. Suas conversas são discussão tanto quanto ordem. Moisés objeta na sarça, queixa-se em Êxodo 5, recusa-se a seguir sem a presença de Deus em Êxodo 33, pede para ver sua glória, roga pelo povo diante do bezerro e em Cades, e pede para atravessar o Jordão e é mandado não falar mais disso. Deus o chama meu servo, fiel em toda a minha casa.

Arão é sua boca, três anos mais velho, o que faz o bezerro e não é punido por isso, e o sacerdote cujas vestes Moisés lhe tira em Hor. Miriã vigia a arca, lidera o cântico, e se volta contra ele por causa da esposa; ele ora por ela. Zípora lhe salva a vida com uma pedra aguda e depois some da história exceto por uma visita. Jetro o acolhe, dá-lhe esposa, e dá a forma dos tribunais de Israel. Faraó é o inimigo que não quer ouvir, e a quem Moisés, criado em sua casa, se dirige como a um igual.

Josué é o assistente que não sai da tenda, e o homem sobre quem Moisés impõe as mãos. Calebe, Hur, Bezalel, Eleazar e Fineias o servem. Corá, Datã e Abirão, e os dez espias, e toda a congregação vez após vez, lhe resistem. O texto o chama o homem mais manso da terra no capítulo em que seus próprios irmãos o atacam.

Êxodo 1
Êxodo 1

Intercessor

O que Moisés mais faz, depois de liderar, é orar por gente que acabou de tentar substituí-lo. Diante do bezerro oferece-se para ser riscado do livro de Deus. Em Cades argumenta a partir da reputação de Deus entre os egípcios e das próprias palavras de Deus sobre si. Depois de Corá ele e Arão caem sobre o rosto e Arão corre com o incensário. Quando as serpentes mordem, o povo lhe pede que ore, e ele ora. O Salmo 106 lembra: os teria destruído, se Moisés, seu escolhido, não se pusesse diante dele na brecha, para desviar a sua ira. Jeremias ouve Deus dizer que ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante dele, não cederia, o mais alto dito de qualquer intercessor do Antigo Testamento. Hebreus o põe ao lado de Cristo como o servo ao lado do Filho.

Êxodo 1

Meribá, e o túmulo que ninguém conhece

A razão de Moisés não entrar na terra é dada numa frase: porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel. Ele feriu o que lhe fora dito para falar, e disse porventura faremos sair água, como se ele e Arão fossem a fonte. Deuteronômio acrescenta que o SENHOR se irou contra ele por causa do povo, e Moisés o diz três vezes. Pede uma vez para passar e é recusado; o Salmo 106 diz que provocaram o seu espírito, de modo que falou imprudentemente com os lábios.

Sua morte é a mais suave do Pentateuco. Sobe um monte, vê tudo, morre pela boca do SENHOR, como diz o hebraico, e Deus o sepulta. Judas diz que o arcanjo Miguel disputou com o diabo pelo seu corpo. No monte da transfiguração está enfim dentro da terra, falando com Jesus sobre a partida que ele ia cumprir em Jerusalém.

Êxodo 1

O que veio antes e o que se seguiu

Atrás de Moisés estão os quatrocentos anos que Deus previu a Abraão e os filhos de Israel se multiplicando em Gósen sob um rei que não conhecera José. Os ossos de José viajam com ele para fora do Egito, de modo que a história de Gênesis é literalmente carregada por Êxodo. Adiante dele está tudo: a conquista de Josué, os juízes, os reis, os profetas que chamam Israel de volta à sua lei, o exílio que Deuteronômio 28 previu, e o retorno sob Esdras, que lê seu livro em voz alta. Cada festa que Israel guarda, Páscoa, Semanas e Tabernáculos, é uma que ele instituiu, e o mandamento do sábado repousa em suas tábuas.

A promessa de um profeta como Moisés em Deuteronômio 18 paira sobre todo o Antigo Testamento e é respondida, diz Pedro em Atos 3, em Jesus. Os evangelhos moldam a história de Jesus sobre a dele: um rei matando crianças, uma fuga para o Egito e de volta, quarenta dias no deserto, um sermão num monte, pão no deserto, uma transfiguração com rosto resplandecente, e uma Páscoa na noite em que é traído.

Êxodo 2
Êxodo 2

Onde o restante das Escrituras volta a ele

Josué abre com Moisés, meu servo, é morto, e cada livro depois se refere à lei de Moisés como padrão. O Salmo 90 é oração de Moisés, homem de Deus. O Salmo 103 diz que fez conhecidos os seus caminhos a Moisés. Isaías 63 pergunta onde está aquele que os fez subir do mar com o pastor do seu rebanho. As últimas palavras de Malaquias são: lembrai-vos da lei de Moisés, meu servo.

No Novo Testamento Jesus cita Moisés sobre o divórcio, sobre honrar os pais, sobre a ressurreição na sarça, e sobre si mesmo: se crêsseis em Moisés, creríeis em mim, porque de mim escreveu ele. O discurso de Estêvão em Atos 7 reconta toda a sua vida em vinte e cinco versículos. Paulo diz que os filhos de Israel foram batizados em Moisés na nuvem e no mar, e que o véu no seu rosto é o véu nos corações dos que leem a antiga aliança sem Cristo. Hebreus 11 lhe dá quatro versículos de fé: escondido pelos pais, recusando a casa de Faraó, celebrando a Páscoa, passando o mar. Apocalipse 15 tem os remidos cantando o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro.

Êxodo 3
Êxodo 3

Por que importa

Moisés é o homem por quem Deus fez um povo. A Abraão foi dada uma promessa; a Moisés é dada uma nação, uma lei e uma casa para Deus habitar. A Páscoa, a travessia do mar, os Dez Mandamentos, a aliança no Sinai, o tabernáculo, o sacerdócio e o calendário de festas vêm todos por ele, e os primeiros cinco livros da Bíblia levam seu nome. Deuteronômio fecha dizendo que nunca mais se levantou em Israel profeta como Moisés, a quem o SENHOR conheceu face a face, e o resto do Antigo Testamento mede cada profeta por ele. É o intercessor de Israel, de pé entre a ira de Deus e o povo diante do bezerro, em Cades e na rebelião de Corá, e oferecendo seu próprio lugar no livro da vida pelo deles.

É nomeado no Novo Testamento mais que qualquer outra figura do Antigo. Jesus diz que Moisés escreveu de mim, aparece com ele e Elias no monte da transfiguração, e levanta a serpente no deserto como imagem da própria cruz. A lei foi dada por Moisés, diz João, mas a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo. Hebreus o chama fiel em toda a sua casa como servo, e Cristo fiel como filho sobre ela, e conta sua escolha de ser maltratado com o povo de Deus em vez de gozar os prazeres do Egito como ato de fé. A promessa de Deuteronômio de que Deus levantaria um profeta como Moisés é o texto que os apóstolos aplicam a Jesus, e os santos em Apocalipse cantam o cântico de Moisés e do Cordeiro.

34 músicas

A música

Todas as músicas do catálogo cuja passagem cai dentro destes capítulos.

  1. Êxodo 1:1-2:10

    Tirado das Águas

  2. Êxodo 2:11-4:17

    Fogo que Não se Consumia

  3. Êxodo 4:18-6:30

    Tijolos sem Palha

  4. Êxodo 7:1-8:19

    O Dedo de Deus

  5. Êxodo 8:20-10:29

    Diferença em Gósen

  6. Êxodo 11:1-12:36

    Sangue na Porta

  7. Êxodo 12:37-15:21

    O Mar se Levantou

  8. Êxodo 15:22-17:16

    Pão do Céu, Água da Rocha

  9. Êxodo 18:1-20:26

    O Monte Tremeu

  10. Êxodo 21:1-24:18

    Sangue da Aliança

  11. Êxodo 25:1-31:18

    Faze-me um Santuário

  12. Êxodo 32:1-40:38

    A Glória Encheu a Morada

  13. Números 1:1-4:49

    Ao Redor do Centro Santo

  14. Números 5:1-8:26

    O Nome Sobre o Povo

  15. Números 9:1-10:36

    Quando a Nuvem se Levantou

  16. Números 11:1-12:16

    Acaso Encurtou-se a Mão do SENHOR?

  17. Números 13:1-14:45

    Éramos Como Gafanhotos

  18. Números 15:1-17:13

    Entre os Mortos e os Vivos

  19. Números 18:1-20:29

    Fala à Rocha

  20. Números 21:1-35

    Olha e Vive

  21. Números 22:1-24:25

    Uma Estrela de Jacó

  22. Números 25:1-27:23

    Um Pastor para a Congregação

  23. Números 28:1-32:42

    O Voto Deve Permanecer

  24. Números 33:1-36:13

    Cada Estação Lembrada

  25. Deuteronômio 1:1-46

    Não Quiseram Subir

  26. Deuteronômio 2:1-3:29

    Voltem para o Norte

  27. Deuteronômio 4:1-49

    Lembrem-se de Horebe

  28. Deuteronômio 5:1-6:25

    Ouve, Israel

  29. Deuteronômio 7:1-11:32

    Não pela Tua Própria Força

  30. Deuteronômio 12:1-16:22

    Alegrem-se no Lugar Escolhido

  31. Deuteronômio 17:1-26:19

    Justiça nos Portões

  32. Deuteronômio 27:1-30:20

    Escolhe a Vida

  33. Deuteronômio 31:1-32:52

    Ouçam o Céu e a Terra

  34. Deuteronômio 33:1-34:12

    Nenhum Profeta Como Moisés

Por perto

Todos os personagens

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