João 11:14-16
Vamos nós também, para morrermos com ele
Os outros apontam que os judeus há pouco queriam apedrejá-lo. Tomé não disputa o perigo, o aceita em voz alta e propõe ir assim mesmo.
Versículo por versículo
- 11:14
Claramente assinala a correção do mal-entendido dos discípulos sobre o sono nos versículos 11-13. Lázaro está morto, não apenas descansando.
- 11:15
Jesus relaciona sua ausência à fé que os discípulos terão, não a prazer no sofrimento da família.
- 11:16
A ameaça contra Jesus em 11:8 explica a leitura habitual de acompanhá-lo para um perigo mortal. O versículo registra as palavras de Tomé, não seu estado emocional particular.










Tomé está disposto a ir antes de entender o significado da viagem. É um homem maior que o apelido pelo qual costuma ser lembrado. No início do capítulo, os discípulos recordaram uma tentativa de apedrejar Jesus na Judeia. Voltar para lá não é uma visita inofensiva à qual se acrescentou um funeral. O perigo já foi identificado.
Jesus fala de uma morte que servirá de ocasião para a fé; Tomé fala em acompanhá-lo até a morte. O contraste é forte. Ele não compreendeu a intenção de Jesus de despertar Lázaro, mas o mal-entendido não o faz tomar a direção contrária. Suas palavras convocam os outros discípulos a acompanhar Jesus para dentro do perigo. Lealdade e compreensão incompleta cabem na mesma frase.
O trecho não fornece indicação de tom. Há quem ouça coragem sombria, resignação ou uma mistura das duas. Nenhuma dessas leituras precisa virar um monólogo interior inventado. As palavras bastam: ele propõe ir com Jesus, não deixá-lo seguir sozinho. Não é um homem simplesmente procurando preservar a própria pele.