O panorama
Uma multidão escuta da praia enquanto Jesus ensina de um barco. Ele é o mestre que anuncia o reino de Deus. Ensina por parábolas, pequenas imagens tiradas da vida conhecida. Sementes, ervas daninhas, massa, tesouro e rede de pesca mostram como o reino é recebido e aonde leva. Seus discípulos, seguidores que aprendem com ele, pedem explicações. O capítulo termina em sua própria região, onde pessoas que conhecem sua família têm dificuldade em recebê-lo. A familiaridade não garante fé.
Neste capítulo
- Sementes Espalhadas Encontram Quatro Tipos de Solo Mateus 13:1-9
Jesus ensina de um barco porque muitas pessoas se reuniram na praia.
- Ouvir Dá Fruto por Meio de Compreensão Real Mateus 13:10-23
Os discípulos perguntam por que Jesus usa parábolas.
- O Reino Cresce até Sua Colheita Marcada Mateus 13:24-35
Um campo de grãos bons se torna a próxima imagem do reino.
- A Colheita Pertence ao Filho do Homem Mateus 13:36-43
Dentro da casa, os discípulos perguntam sobre o joio.
- Tesouro e Rede Cheia Pedem uma Resposta Mateus 13:44-52
Um homem encontra tesouro num campo e vende tudo com alegria para comprá-lo.
- Sua Terra Tropeça na Familiaridade Mateus 13:53-58
Jesus parte após as parábolas e ensina na reunião de adoração de sua região.
Verdade central
O reino de Deus é uma dádiva de valor incomparável cujo crescimento e juízo final exigem compreensão e uma resposta mais profunda que interesse passageiro.

A Escritura ao lado do resumo
Mateus · Bíblia Portuguesa Mundial · 58Mateus 13:1-9
Sementes Espalhadas Encontram Quatro Tipos de Solo
Jesus ensina de um barco porque muitas pessoas se reuniram na praia. Um agricultor espalha sementes por solo de condições diferentes. Pássaros comem o que cai no caminho. Sementes em solo raso e pedregoso brotam depressa, mas queimam por não ter raiz profunda. Espinhos crescem ao redor de outra parte e a sufocam. A terra boa produz colheitas de tamanhos diferentes, todas muito maiores que as sementes plantadas. Jesus chama quem tem ouvidos a escutar. A imagem ainda não explica cada detalhe, mas deixa um fato claro: a mesma semeadura encontra resultados muito distintos conforme o lugar que recebe a semente.

No dia a dia
Uma professora de educação de adultos dá a mesma aula clara a um grupo e vê resultados diferentes nas semanas seguintes. Alguns esquecem, outros param na primeira dificuldade, e outros usam o ensino de modo constante. A presença inicial não decidiu o que cria raízes. Jesus descreve receber a palavra do reino, não aprender uma habilidade cujo valor se mede apenas pelo uso prático.
Repare
Mateus 13:8 A terra boa produz vários tamanhos de colheita. Dar fruto não se limita a um rendimento idêntico, embora todas essas plantas compartilhem uma boa recepção da semente.
Mateus 13:1-9
Bíblia Portuguesa Mundial1Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar.
2Grandes multidões se reuniram ao seu redor, de modo que ele entrou num barco e sentou-se; e toda a multidão ficou em pé na praia.
3Ele lhes falou muitas coisas por parábolas, dizendo: “Eis que o semeador saiu a semear.
4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as devoraram.
5Outras caíram em solo rochoso, onde não havia muita terra, e logo brotaram, porque a terra não era profunda.
6Mas, quando o sol nasceu, foram queimadas. E, porque não tinham raiz, secaram.
7Outras caíram entre os espinhos. Os espinhos cresceram e as sufocaram.
8Outras caíram em boa terra e deram fruto: algumas cem, outras sessenta e outras trinta vezes mais.
9Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça.”
Mateus 13:10-23
Ouvir Dá Fruto por Meio de Compreensão Real
Os discípulos perguntam por que Jesus usa parábolas. Ele diz que lhes é dado conhecer as coisas ocultas do reino, enquanto outros ouvem sem entender. Relembra Isaías, profeta que descreveu olhos fechados e corações insensíveis. Os discípulos veem o que pessoas fiéis do passado desejaram ver. Jesus então explica os solos. O maligno arranca uma palavra não compreendida; a alegria rasa falha diante da dificuldade; preocupação e atração da riqueza sufocam o crescimento. O bom ouvinte entende e dá fruto. Cristãos discordam sobre a relação entre a dádiva divina e a recusa humana, mas o relato aponta ambas, sem tornar neutro o ato de ouvir.
No dia a dia
Um aluno de idiomas repete uma expressão nova com entusiasmo na aula, mas larga o curso quando praticar se torna difícil. Outro continua trabalhando até usar as palavras numa conversa real. O mesmo entusiasmo inicial levou a resultados diferentes. Jesus explica a resposta ao reino de Deus em meio ao mal, à perseguição e ao apelo da riqueza, não uma medida de persistência em aprender idiomas.
Repare
Mateus 13:22 O solo com espinhos recebe a palavra, mas outras preocupações crescem ao redor. A falha pode vir de lealdades que disputam espaço, não apenas de uma recusa inicial de escutar.
Mateus 13:10-23
Bíblia Portuguesa Mundial10Os discípulos se aproximaram e lhe disseram: “Por que você fala a eles por parábolas?”
11Ele lhes respondeu: “A vocês é dado conhecer os mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado.
12Pois a quem tem, será dado, e terá em abundância; mas a quem não tem, até o que tem lhe será tirado.
13Por isso eu lhes falo por parábolas, porque vendo, não veem, e ouvindo, não ouvem, nem entendem.
14Neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: ‘Ouvindo, vocês ouvirão, e de modo algum entenderão; Vendo, vocês verão, e de modo algum perceberão;
15pois o coração deste povo se tornou insensível, seus ouvidos são pesados para ouvir, e eles fecharam os seus olhos; para que não vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, e se convertam, e eu os cure.’
16“Mas bem-aventurados são os olhos de vocês, porque veem; e os ouvidos de vocês, porque ouvem.
17Pois em verdade lhes digo que muitos profetas e justos desejaram ver as coisas que vocês veem, e não as viram; e ouvir as coisas que vocês ouvem, e não as ouviram.
18“Ouçam, então, a parábola do semeador.
19Quando alguém ouve a palavra do Reino e não a entende, o maligno vem e arrebata o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20O que foi semeado em lugares rochosos, este é o que ouve a palavra e imediatamente a recebe com alegria;
21contudo, ele não tem raiz em si mesmo, mas dura pouco tempo. Quando surge tribulação ou perseguição por causa da palavra, logo ele tropeça.
22O que foi semeado entre os espinhos, este é o que ouve a palavra, mas as preocupações desta era e o engano das riquezas sufocam a palavra, e ele se torna infrutífero.
23O que foi semeado na boa terra, este é o que ouve a palavra e a entende, e certamente dá fruto e produz: uns a cem, outros a sessenta e outros a trinta por um.”
Mateus 13:24-35
O Reino Cresce até Sua Colheita Marcada
Um campo de grãos bons se torna a próxima imagem do reino. Um inimigo semeia ervas daninhas nele. O dono recusa arrancá-las de imediato, pois isso prejudicaria o trigo. Ambos ficam até a colheita, quando haverá separação. Um grão de mostarda oferece outra imagem: minúsculo ao plantar, torna-se grande planta da horta com espaço para aves. O fermento de uma mulher age em toda uma porção de farinha. Essas imagens unem paciência à confiança num crescimento que não é plenamente visível no início. Mateus diz que as parábolas de Jesus cumprem uma palavra profética sobre trazer coisas ocultas à fala.
No dia a dia
Uma responsável por um canteiro de mudas impede um ajudante ansioso de arrancar brotos entrelaçados antes que possam ser separados com segurança. A demora protege a plantação, em vez de aprovar as ervas daninhas. Ela marca o canteiro para trabalho cuidadoso no momento certo. Jesus fala do reino de Deus e da separação final, não de uma jardineira decidindo quando as plantas podem ser manuseadas.
Repare
Mateus 13:29 O dono dá uma razão para não arrancar as ervas: o trigo também seria retirado. A demora serve à boa plantação e não apaga a colheita prometida.
Mateus 13:24-35
Bíblia Portuguesa Mundial24Ele lhes propôs outra parábola, dizendo: “O Reino dos Céus é semelhante a um homem que semeou boa semente em seu campo,
25mas, enquanto os homens dormiam, seu inimigo veio e semeou joio no meio do trigo, e foi embora.
26Mas, quando a planta brotou e produziu grãos, então o joio também apareceu.
27Os servos do dono da casa se aproximaram e lhe disseram: ‘Senhor, o senhor não semeou boa semente em seu campo? De onde, então, veio este joio?’
28“Ele lhes disse: ‘Um inimigo fez isso.’ “Os servos lhe perguntaram: ‘O senhor quer que vamos e o arranquemos?’
29“Mas ele disse: ‘Não, para que não aconteça que, ao arrancar o joio, vocês arranquem também o trigo com ele.
30Deixem ambos crescerem juntos até a colheita, e no tempo da colheita direi aos ceifeiros: “Primeiro, ajuntem o joio e amarrem-no em feixes para queimá-lo; mas recolham o trigo no meu celeiro.”’”
31Ele lhes propôs outra parábola, dizendo: “O Reino dos Céus é semelhante a um grão de mostarda que um homem pegou e semeou em seu campo,
32que, de fato, é a menor de todas as sementes. Mas, quando cresce, torna-se maior do que as plantas da horta e vira uma árvore, de modo que as aves do céu vêm e se aninham em seus ramos.”
33Ele lhes contou outra parábola: “O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher pegou e escondeu em três medidas de farinha, até que tudo ficasse levedado.”
34Jesus falou todas essas coisas às multidões por parábolas; e não lhes falava sem usar parábolas,
35para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz: “Abrirei a minha boca em parábolas; Proclamarei coisas ocultas desde a fundação do mundo.”
Mateus 13:36-43
A Colheita Pertence ao Filho do Homem
Dentro da casa, os discípulos perguntam sobre o joio. Jesus identifica o semeador como o Filho do Homem, título que usa para si, e o campo como o mundo. A boa semente representa o povo do reino, enquanto o joio pertence ao maligno. O diabo é o inimigo, a colheita é o fim dos tempos, e os anjos são os ceifeiros. Jesus os enviará para retirar causas de pecado e quem pratica o mal. Esses enfrentarão juízo de fogo e sofrimento. Os que agem corretamente brilharão no reino do Pai. A explicação põe a separação final nas mãos de Jesus, em vez de autorizar ouvintes a destruir por conta própria quem suspeitam ser joio.

No dia a dia
Uma auxiliar de audiências protege registros misturados até que o juiz designado possa examiná-los, recusando a exigência de um observador de destruir arquivos de que não gosta. Esperar preserva as provas e a autoridade correta para decidir. Ela não declara que todo registro seja bom. Jesus atribui o juízo final a si e aos seus anjos, não a um processo legal com limites humanos.
Repare
Mateus 13:41 O Filho do Homem envia anjos para recolher. A contenção anterior dos servos não significa ausência de juízo; identifica quem o realizará.
Mateus 13:36-43
Bíblia Portuguesa Mundial36Então Jesus despediu as multidões e entrou em casa. Seus discípulos se aproximaram dele, dizendo: “Explique-nos a parábola do joio do campo.”
37Ele lhes respondeu: “Aquele que semeia a boa semente é o Filho do Homem,
38o campo é o mundo, as boas sementes são os filhos do Reino, e o joio são os filhos do maligno.
39O inimigo que o semeou é o diabo. A colheita é o fim dos tempos, e os ceifeiros são os anjos.
40Assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim desta era.
41O Filho do Homem enviará os seus anjos, e eles ajuntarão do seu Reino tudo o que causa tropeço e os que praticam a iniquidade,
42e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.
43Então os justos brilharão como o sol no Reino de seu Pai. Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça.
Mateus 13:44-52
Tesouro e Rede Cheia Pedem uma Resposta
Um homem encontra tesouro num campo e vende tudo com alegria para comprá-lo. Um comerciante faz o mesmo por uma pérola de valor excepcional. Jesus então compara o reino a uma rede que recolhe muitos tipos de peixes, depois separados na praia. No fim, anjos separarão os maus dos que agem corretamente, com o mesmo aviso severo de fogo. Perguntados se entendem, os discípulos dizem que sim. Jesus compara um mestre preparado para o reino a um dono de casa que traz tesouros novos e antigos. A compreensão deve se tornar recurso rico para ensinar, não apenas alegação de ter ouvido.

No dia a dia
Um fabricante de violinos encontra um instrumento raro de qualidade notável. Vende seu estoque extra para comprá-lo. O custo é alto, mas o valor torna a escolha alegre, não ressentida. Sabe por que abre mão dos outros bens. Jesus une o valor incomparável do reino ao juízo final, não a uma compra medida pelo preço de mercado.
Repare
Mateus 13:44 A alegria vem antes da venda de tudo o mais. O custo é compreendido pelo valor descoberto, em vez de aparecer como perda sem razão para acolhê-la.
Mateus 13:44-52
Bíblia Portuguesa Mundial44“Novamente, o Reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem achou e escondeu. Em sua alegria, ele vai, vende tudo o que tem e compra aquele campo.
45“Novamente, o Reino dos Céus é semelhante a um comerciante que busca pérolas finas,
46que, tendo encontrado uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo o que tinha e a comprou.
47“Novamente, o Reino dos Céus é semelhante a uma rede que foi lançada ao mar e apanhou peixes de toda espécie,
48a qual, quando ficou cheia, os pescadores puxaram para a praia. Eles se sentaram e juntaram os bons em cestos, mas os ruins jogaram fora.
49Assim será no fim do mundo. Os anjos virão e separarão os ímpios dentre os justos,
50e os lançarão na fornalha de fogo. Ali haverá choro e ranger de dentes.”
51Jesus lhes perguntou: “Vocês entenderam todas essas coisas?” Eles lhe responderam: “Sim, Senhor.”
52Ele lhes disse: “Por isso, todo escriba que se tornou discípulo no Reino dos Céus é semelhante a um dono de casa que tira do seu tesouro coisas novas e velhas.”
Mateus 13:53-58
Sua Terra Tropeça na Familiaridade
Jesus parte após as parábolas e ensina na reunião de adoração de sua região. As pessoas se admiram de sua sabedoria e obras, mas apontam sua família conhecida. Conhecem Maria, sua mãe, seus irmãos e suas irmãs, e o chamam de filho do carpinteiro. Essa familiaridade vira motivo de ofensa em vez de escutá-lo. Jesus diz que um profeta fica sem honra especialmente em sua terra e em casa. Faz poucas obras poderosas ali por causa da falta de fé. Saber onde cresceu não as levou a entender quem está diante delas.

No dia a dia
Uma musicista de vila volta com uma obra nova, e antigos vizinhos a descartam antes de ouvir porque lembram suas aulas de infância. Seu conhecimento antigo é real, mas incompleto. Nomes conhecidos viram desculpa para recusar o que agora é oferecido. Jesus enfrenta incredulidade quanto à sua autoridade divina, não um pedido de artista por nova avaliação de habilidade.
Repare
Mateus 13:58 O pequeno número de obras poderosas se liga à incredulidade. A familiaridade da multidão não funciona como a confiança vista em pessoas que vieram de outros lugares.
Mateus 13:53-58
Bíblia Portuguesa Mundial53Quando Jesus terminou essas parábolas, partiu dali.
54Chegando à sua própria terra, ele os ensinava na sinagoga deles, de modo que ficavam maravilhados e diziam: “De onde este homem obteve esta sabedoria e estas obras poderosas?
55Não é este o filho do carpinteiro? O nome de sua mãe não é Maria, e os seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas?
56Todas as suas irmãs não estão conosco? De onde, então, este homem obteve todas essas coisas?”
57E eles se escandalizavam por causa dele. Mas Jesus lhes disse: “Um profeta não fica sem honra, a não ser em sua própria terra e em sua própria casa.”
58E ele não fez muitas obras poderosas ali por causa da incredulidade deles.
Detalhes que merecem atenção
A imagem de abertura
Mateus 13:1 começa com “Naquele dia, Jesus saiu de casa e sentou-se à beira-mar.”
Onde o capítulo muda
Mateus 13:28 forma uma mudança natural: ““Ele lhes disse: ‘Um inimigo fez isso.’ “Os servos lhe perguntaram: ‘O senhor quer que vamos e o arranquemos?’”
A nota final
Mateus 13:58 deixa o leitor com “E ele não fez muitas obras poderosas ali por causa da incredulidade deles.”
Um caminho de palavras pelo capítulo
As palavras lhes, Reino, coisas, este, joio, para ajudam a revelar as preocupações repetidas do capítulo.
Palavras do texto bíblico explicadas
- parábolas
- Pequenos relatos ou comparações da vida conhecida que ensinam algo maior.
- joio
- Erva daninha que cresce entre cereais, aqui plantada por um inimigo.
- ceifeiros
- Trabalhadores que cortam e recolhem uma plantação na colheita.
- levedado
- Fermentado, com o fermento espalhado pela massa e fazendo-a crescer.
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



