O panorama
Paulo disse que os crentes pertencem a Jesus, não ao antigo domínio do pecado. Escreve como mensageiro de Jesus Cristo à igreja em Roma, capital imperial. Agora explica o que significa a libertação da lei e o que ela não significa. A lei continua boa, mas o pecado usa até um mandamento bom como abertura para causar dano. Segue um relato em primeira pessoa de conflito interior. O desejo de fazer o certo não pode, sozinho, fornecer o resgate que o capítulo busca.
Neste capítulo
- Libertos para pertencer ao Cristo ressuscitado Romanos 7:1-6
Paulo fala a pessoas que conhecem a lei e começa pelo casamento.
- O pecado explora um mandamento bom Romanos 7:7-13
Paulo pergunta se a própria lei é pecado e rejeita firmemente a ideia.
- Querer o bem mas praticar o mal Romanos 7:14-20
Paulo fala em primeira pessoa de uma divisão dolorosa.
- Um clamor por resgate da vontade presa Romanos 7:21-25
Quem fala encontra o mal por perto sempre que deseja fazer o bem.
Verdade central
A lei de Deus é boa e expõe o pecado, mas a vontade humana dividida precisa de resgate por Jesus, não apenas do conhecimento do mandamento.

A Escritura ao lado do resumo
Romanos · Bíblia Portuguesa Mundial · 25Romanos 7:1-6
Libertos para pertencer ao Cristo ressuscitado
Paulo fala a pessoas que conhecem a lei e começa pelo casamento. Uma mulher casada está ligada ao marido enquanto ele vive. A morte dele desfaz esse laço, permitindo outro casamento sem adultério. Paulo aplica aos crentes o fim de uma exigência legal pela morte: pelo corpo de Cristo, morreram para a lei e agora pertencem ao ressuscitado. O objetivo é fruto para Deus. Sua vida anterior deixava paixões pecaminosas usarem a lei para produzir morte. Agora servem na vida nova do Espírito, não apenas sob o antigo código escrito.

No dia a dia
Uma viúva leva a certidão de óbito para atualizar registros legais. Eles ainda ligam seus assuntos ao marido falecido. O antigo laço era real, mas a morte mudou sua exigência sobre o futuro dela. Pode entrar num novo casamento sem quebrar o anterior. Paulo aplica essa libertação aos crentes que morrem com Cristo, não a Cristo como um marido morto.
Repare
Romanos 7:4 O novo pertencimento tem propósito: produzir fruto para Deus. A libertação da lei não é descrita como vida sem relação nem serviço.
Romanos 7:1-6
Bíblia Portuguesa Mundial1Ou vocês não sabem, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem enquanto ele vive?
2Pois a mulher casada está ligada pela lei ao marido enquanto ele vive; mas, se o marido morrer, ela fica livre da lei que a ligava ao marido.
3Assim, pois, se, enquanto o marido vive, ela se unir a outro homem, será chamada adúltera. Mas se o marido morrer, ela está livre da lei, de modo que não é adúltera, embora se una a outro homem.
4Portanto, meus irmãos, vocês também foram mortos para a lei por meio do corpo de Cristo, para que fossem unidos a outro, àquele que foi ressuscitado dentre os mortos, a fim de que produzamos fruto para Deus.
5Pois, quando estávamos na carne, as paixões pecaminosas, despertadas por meio da lei, operavam em nossos membros para produzir fruto para a morte.
6Mas agora fomos desobrigados da lei, tendo morrido para aquilo que nos prendia, de modo que servimos de maneira nova, no espírito, e não no modo antigo da letra.
Romanos 7:7-13
O pecado explora um mandamento bom
Paulo pergunta se a própria lei é pecado e rejeita firmemente a ideia. A ordem contra cobiçar tornou conhecido o desejo errado. Mas o pecado aproveitou esse mandamento e despertou mais desejos. O que foi dado para a vida virou, pelo uso do pecado, ocasião de morte. O pecado enganou e matou; a lei não se tornou má. Paulo insiste que o mandamento é santo, justo e bom. Seu mau uso revela o pecado como profundamente pecaminoso. O problema não é Deus ter dado uma regra corrupta, mas o pecado voltar uma dádiva boa para a destruição.
No dia a dia
Um aluno vê a regra contra abrir um armário trancado e fica obcecado pelo conteúdo. Arromba a porta, depois culpa o aviso por despertar sua curiosidade. A regra marcou um limite; seu desejo a usou como estímulo. Paulo descreve o pecado explorando o mandamento santo de Deus com consequências que chegam à morte.
Repare
Romanos 7:12 Paulo defende claramente a bondade do mandamento depois de descrever seu resultado mortal. A diferença entre a lei e o uso que o pecado faz dela é essencial ao argumento.
Romanos 7:7-13
Bíblia Portuguesa Mundial7O que diremos então? A lei é pecado? De modo nenhum! Contudo, eu não teria conhecido o pecado, a não ser por meio da lei. Pois eu não teria conhecido a cobiça, se a lei não dissesse: “Não cobiçarás.”
8Mas o pecado, encontrando ocasião por meio do mandamento, produziu em mim toda espécie de cobiça. Pois, sem a lei, o pecado está morto.
9Outrora eu vivia sem a lei, mas quando o mandamento veio, o pecado reviveu e eu morri.
10e descobri que o mandamento destinado à vida resultou em morte para mim;
11pois o pecado, encontrando ocasião por meio do mandamento, me enganou, e por meio dele me matou.
12Portanto, a lei de fato é santa, e o mandamento santo, justo e bom.
13Então, aquilo que é bom se tornou morte para mim? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, produziu morte em mim por meio do que é bom, a fim de que, por meio do mandamento, o pecado se tornasse extremamente pecaminoso.
Romanos 7:14-20
Querer o bem mas praticar o mal
Paulo fala em primeira pessoa de uma divisão dolorosa. A lei é espiritual, mas quem fala se vê vendido ao pecado. Faz o que odeia e deixa de fazer o que deseja. Esse próprio protesto concorda que a lei é boa. O pecado dentro dele dirige uma conduta rejeitada por seu melhor desejo. Querer o bem está presente; realizá-lo não. Cristãos divergem sobre se isso descreve a vida antes da conversão, a luta cristã contínua ou uma condição humana mais ampla. Em toda leitura, Paulo separa aprovação do bem e poder para realizá-lo.

No dia a dia
Uma pessoa acostumada à fofoca escreve uma promessa sincera de parar de prejudicar uma colega, depois repete outro boato no almoço. Ouve a si mesma dizendo o que decidiu rejeitar. Concordar com a regra correta não lhe deu domínio sobre o hábito. O relato de Paulo descreve a escravidão mais profunda do pecado, não apenas uma falha repetida na conversa.
Repare
Romanos 7:19 O contraste repetido entre querer e fazer dá forma à luta. Conhecer e desejar o bem não fazem a ação vir automaticamente.
Romanos 7:14-20
Bíblia Portuguesa Mundial14Pois sabemos que a lei é espiritual, mas eu sou carnal, vendido como escravo ao pecado.
15Pois eu não entendo o que estou fazendo. Pois não pratico o que desejo fazer; mas o que odeio, isso eu faço.
16Mas se faço o que não desejo, concordo com a lei que ela é boa.
17Assim, agora, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que habita em mim.
18Pois eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum. Tenho o desejo de fazer o bem, mas não consigo realizá-lo.
19Pois o bem que desejo, não faço; mas o mal que não desejo, esse eu pratico.
20Mas se faço o que não desejo, já não sou eu quem faz isso, mas o pecado que habita em mim.
Romanos 7:21-25
Um clamor por resgate da vontade presa
Quem fala encontra o mal por perto sempre que deseja fazer o bem. Por dentro, tem prazer na lei de Deus, mas outra força em sua vida corporal luta contra esse desejo e o leva cativo. Clama por alguém que o resgate dessa condição destinada à morte. A resposta surge como agradecimento a Deus por Jesus Cristo, o Senhor. As palavras finais afirmam novamente a divisão. A mente serve à lei de Deus, mas a carne serve ao pecado. O agradecimento aponta para o resgate sem fingir que o conflito descrito foi pequeno ou imaginário.
No dia a dia
Um escalador preso conhece cada apoio seguro, mas não consegue soltar a perna sob uma rocha. Depois de esgotar os próprios esforços, chama o socorrista acima e ouve resposta. O conhecimento correto da rota era real, mas insuficiente para libertá-lo. O clamor de Paulo trata da escravidão ao pecado e da libertação por Jesus Cristo.
Repare
Romanos 7:24 A pergunta busca quem resgatará, não apenas qual regra adicional ajudará. A necessidade passou de instrução para libertação por outra pessoa.
Romanos 7:21-25
Bíblia Portuguesa Mundial21Descubro, então, esta lei: quando desejo fazer o bem, o mal está presente em mim.
22Pois, no meu íntimo, tenho prazer na lei de Deus,
23mas vejo uma lei diferente em meus membros, guerreando contra a lei da minha mente e levando-me cativo à lei do pecado que está em meus membros.
24Miserável homem que sou! Quem me livrará do corpo desta morte?
25Dou graças a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Assim, pois, com a mente, eu mesmo sirvo à lei de Deus, mas com a carne, à lei do pecado.
Detalhes que merecem atenção
A imagem de abertura
Romanos 7:1 começa com “Ou vocês não sabem, irmãos (pois falo aos que conhecem a lei), que a lei tem domínio sobre o homem enquanto ele vive?”
Onde o capítulo muda
Romanos 7:13 forma uma mudança natural: “Então, aquilo que é bom se tornou morte para mim? De modo nenhum! Mas o pecado, para que se mostrasse pecado, produziu morte em mim por meio do que é bom…”
A nota final
Romanos 7:25 deixa o leitor com “Dou graças a Deus por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor! Assim, pois, com a mente, eu mesmo sirvo à lei de Deus, mas com a carne, à lei do pecado.”
Um caminho de palavras pelo capítulo
As palavras pecado, Pois, meio, para, desejo, mandamento ajudam a revelar as preocupações repetidas do capítulo.
Palavras do texto bíblico explicadas
- cobiça
- Desejo errado de possuir o que pertence a outra pessoa.
- carnal
- Governado por desejos humanos caídos, em vez de pelo Espírito de Deus.
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



