Gênesis 37:3-4
Não conseguiam falar pacificamente com ele
A túnica é dada e no versículo seguinte o ódio é registrado. Nada se diz de o menino a ter merecido.
Versículo por versículo
- 37:3
A expressão hebraica traduzida por muitas cores é discutida; o texto não enumera cores nem descreve a fabricação da roupa.
- 37:4
Os irmãos odeiam José antes dos sonhos relatados nos versículos 5-11. Os sonhos aprofundam uma ruptura já existente.











O problema da família ganhou uma roupa. A preferência de Israel não é uma impressão dos irmãos: o Livro de Gênesis a afirma antes de registrar a reação deles. Ele amava José mais. A túnica torna visível esse afeto desigual; José pode entrar sem dizer nada, e a mensagem já chegou. Antes que os sonhos agravem o conflito, a conversa cotidiana já deixou de funcionar. Não conseguiam falar com ele em paz. Até um cumprimento se tornou difícil.
Chamá-lo de filho da velhice apresenta a razão do pai, não uma conta que prove ser José o mais novo. Benjamim era mais jovem. Também não há aqui uma declaração de que a túnica tornasse José preguiçoso, vaidoso ou responsável pela violência sofrida. Isso seria acrescentar acusações. O que existe é um pai exibindo preferência e irmãos transformando essa preferência em ódio ao filho favorecido. A roupa registra uma distinção que a casa já não consegue discutir com tranquilidade. O afeto ficou público. A paz deixou de existir.