Marcos 14:33-34
Começou a ter pavor e a angustiar-se
Marcos usa as palavras mais fortes que tem, e as põe sobre a pessoa que o livro passou treze capítulos mostrando ser inabalável.
Versículo por versículo
- 14:33
Os verbos gregos ekthambeo e ademoneo expressam intenso abalo e aflição. Nenhum deles exige inventar uma explicação dos pensamentos de Jesus.
- 14:34
Até a morte expressa a intensidade extrema da tristeza; não afirma que Jesus morra no jardim.
- 14:34
Vigiar significa permanecer acordado e atento. Em 14:37 Jesus encontra Pedro dormindo e fala de vigiar por uma hora.











O homem que disse a Jairo que não tivesse medo agora fala da própria tristeza sem suavizar uma palavra. O Livro de Marcos não protege a majestade de Jesus fazendo sua angústia parecer pequena. As expressões de espanto e aflição descrevem profunda perturbação, e suas palavras aos três discípulos deixam clara a gravidade: uma tristeza até a morte. Não é a linguagem de alguém que observa o sofrimento a uma distância segura.
Pedro, Tiago e João foram levados para perto o bastante para ouvir isso. A presença deles importa porque Jesus pede companhia e vigilância, não uma defesa de sua reputação nem uma explicação de seu estado. Os mesmos discípulos que viram uma autoridade extraordinária na casa de Jairo agora ouvem o pedido de permanecer a seu lado. Estar perto de Jesus também inclui isso.
O versículo anterior chama o lugar de Getsêmani, nome que significa prensa de azeite. O significado pertence ao lugar; a passagem não transforma uma prensa de azeitonas em explicação do sofrimento. Seu peso vem de algo mais simples. Jesus dá nome à tristeza, declara até onde ela chega e pede aos três que fiquem acordados. Antes das mãos que o prenderão, a carga já foi expressa em voz alta.