Lucas 23:33-34
Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem
A primeira frase da cruz é sobre as pessoas que cravam os pregos, e é um pedido e não uma declaração.
Versículo por versículo
- 23:33
Calvário vem pelo latim calvaria, que significa crânio; a palavra grega de Lucas é kranion. João 19:17 identifica Gólgota como o lugar da caveira.
- 23:34
Alguns manuscritos antigos omitem a oração pelo perdão, enquanto outros a incluem, conforme registra a crítica textual. O texto desta página a inclui.
- 23:34
A divisão das roupas e o sorteio lembram Salmo 22:18. João 19:24 torna explícita essa ligação com as Escrituras.












A oração pelo perdão e a divisão das roupas ocupam o mesmo versículo. O Livro de Lucas não retira a dureza da cena antes de registrar a misericórdia. Jesus se dirige ao Pai enquanto aqueles que executam a sentença tratam suas vestes como bens a repartir. O contraste não coloca uma oração pacífica imaginada diante de uma violência distante. As duas coisas pertencem ao mesmo lugar e momento.
A afirmação de que não sabem o que fazem não significa que nada de errado esteja sendo feito. Pedir perdão seria estranho se não houvesse nada a perdoar. As palavras distinguem o ato da compreensão completa de seus participantes, sem transformar ignorância em inocência. Jesus pede misericórdia diante de um dano real, não de um mal-entendido infeliz sem vítima.
Lucas o colocou entre dois condenados. Essa disposição faz com que pareça mais um criminoso, enquanto o capítulo declara repetidamente sua inocência. A cruz não fornece um novo veredicto sobre seu caráter. Mostra o que estão fazendo com ele. Sua oração é a resposta inesperada dentro dessa cena: não uma explicação que torne a morte inofensiva, mas um pedido ao Pai por aqueles que participam dela.