O panorama
Chega finalmente o dia marcado para atacar os judeus, o povo espalhado de Ester e Mardoqueu. Ester é rainha da Pérsia, e Mardoqueu agora ocupa alto cargo real. Seu novo decreto permite defesa, enquanto o medo de Mardoqueu muda a resposta das autoridades. O capítulo registra grande número de mortes, depois descreve alívio e banquetes. Cartas transformam esse alívio em Purim, uma celebração anual destinada a preservar a memória e incluir presentes para os pobres.
Neste capítulo
- O resultado esperado se inverte Ester 9:1-4
O dia marcado chega no décimo segundo mês.
- Inimigos morrem mas seus bens ficam Ester 9:5-10
Os judeus atacam seus inimigos com espadas e realizam uma grande matança.
- Mais mortes acontecem em Susã Ester 9:11-16
O rei ouve o total de mortos do primeiro dia e pergunta a Ester o que mais deseja.
- Dias diferentes marcam o descanso Ester 9:17-19
Os judeus das províncias lutam no décimo terceiro dia e descansam no décimo quarto.
- Mardoqueu estabelece a festa por escrito Ester 9:20-28
Mardoqueu escreve a judeus de perto e de longe, pedindo que guardem o décimo quarto e o décimo quinto dias a cada ano.
- Ester confirma os dias de Purim Ester 9:29-32
A rainha e seu primo enviam outra carta para confirmar Purim.
Verdade central
Os judeus sobrevivem ao ataque planejado por meio de uma vitória violenta, depois preservam na festa de Purim a mudança do luto para a alegria.

A Escritura ao lado do resumo
Ester · Bíblia Portuguesa Mundial · 32Ester 9:1-4
O resultado esperado se inverte
O dia marcado chega no décimo segundo mês. Os inimigos dos judeus esperavam dominá-los, mas acontece o contrário. Judeus se reúnem em suas cidades para enfrentar os que buscam seu mal. O medo impede que seus adversários resistam. Autoridades das províncias e funcionários reais também os ajudam porque temem Mardoqueu. Sua influência na corte cresce, e a notícia se espalhou. O mesmo sistema imperial que levou a ordem de morte agora apoia o povo que havia exposto ao ataque.

No dia a dia
Uma observadora jurídica entra numa reunião em que uma comunidade ameaçada agora tem defensores reconhecidos ao lado. Autoridades que ignoravam os moradores respondem com cuidado porque o caso chegou a instâncias superiores. O equilíbrio da sala mudou antes que alguém fale. A mudança para os judeus acontece num dia de conflito armado e mortes.
Repare
Ester 9:3 As autoridades ajudam em parte porque temem Mardoqueu. O relato identifica sua influência na corte como razão prática para o povo ameaçado receber apoio nas províncias.
Ester 9:1-4
Bíblia Portuguesa Mundial1No décimo segundo mês, que é o mês de adar, no décimo terceiro dia do mês, quando a ordem do rei e o seu decreto estavam prestes a ser executados, no dia em que os inimigos dos judeus esperavam dominá-los (mas aconteceu o contrário, pois os judeus dominaram aqueles que os odiavam),
2os judeus se reuniram em suas cidades, em todas as províncias do rei Assuero, para pôr as mãos naqueles que queriam fazer-lhes mal. Ninguém podia resistir a eles, porque o medo deles havia caído sobre todos os povos.
3Todos os príncipes das províncias, os governadores locais, os governadores e os que cuidavam dos negócios do rei ajudaram os judeus, porque o medo de Mardoqueu havia caído sobre eles.
4Pois Mardoqueu era grande na casa do rei, e a sua fama se espalhava por todas as províncias, pois o homem Mardoqueu se tornava cada vez mais poderoso.
Ester 9:5-10
Inimigos morrem mas seus bens ficam
Os judeus atacam seus inimigos com espadas e realizam uma grande matança. Em Susã, quinhentos homens são mortos. Os dez filhos de Hamã também são identificados entre os mortos. O relato diz que os judeus fazem o que desejam com aqueles que os odeiam, mas acrescenta que não tomam seus bens. A ordem real permitia saque, porém eles deixam tudo intocado. Sua sobrevivência se une à força mortal, enquanto a recusa dos bens impede que o ganho material seja o resultado declarado.

No dia a dia
Uma arquivista comunitária escreve os nomes dos mortos depois de uma crise violenta e mantém o registro separado das listas de bens recuperados. Recusa transformar a perda de vidas num registro de ganho financeiro. Os nomes tornam o custo visível. Esses versículos registram matança em massa e a recusa deliberada de saque.
Repare
Ester 9:10 Os judeus deixam os bens intocados apesar de terem permissão para tomá-los. O relato chama atenção para essa contenção ao lado de sua descrição direta das mortes.
Ester 9:5-10
Bíblia Portuguesa Mundial5Os judeus feriram todos os seus inimigos a golpes de espada, com matança e destruição, e fizeram o que queriam com aqueles que os odiavam.
6Na cidadela de Susã, os judeus mataram e destruíram quinhentos homens.
7Eles mataram Parsandata, Dalfom, Aspata,
8Porata, Adália, Aridata,
9Parmasta, Arisai, Aridai e Vaizata,
10os dez filhos de Hamã, filho de Hamedata, o inimigo dos judeus; mas não puseram as mãos nos despojos.
Ester 9:11-16
Mais mortes acontecem em Susã
O rei ouve o total de mortos do primeiro dia e pergunta a Ester o que mais deseja. Ela pede outro dia sob o decreto em Susã e que os filhos de Hamã, já mortos, sejam pendurados publicamente. Ele concorda. Mais trezentos homens morrem em Susã no dia seguinte. Em outros lugares, os judeus matam setenta e cinco mil inimigos ao defender suas vidas e obter descanso. Novamente, o relato diz que não tomam bens. A dimensão é enorme, e o dia extra mostra que a rainha busca mais ação, não apenas celebração.

No dia a dia
Uma planejadora de socorro estuda totais de vítimas enquanto a equipe pergunta se já é seguro fechar o centro de emergência. Cada número representa uma família, e novos relatos impedem que a sala se acomode ao alívio. Ela continua o trabalho sem chamar o custo de pequeno. Ester pede outro dia de ação armada que traz mais mortes.
Repare
Ester 9:13 Os filhos de Hamã já foram mortos antes de Ester pedir que sejam enforcados. Seu pedido diz respeito à exposição pública dos corpos, não a uma segunda morte.
Ester 9:11-16
Bíblia Portuguesa Mundial11Naquele dia, o número dos que foram mortos na cidadela de Susã foi levado à presença do rei.
12O rei disse à rainha Ester: “Os judeus mataram e destruíram quinhentos homens na cidadela de Susã, incluindo os dez filhos de Hamã; o que então eles terão feito no resto das províncias do rei! Agora, qual é a sua petição? Ela lhe será concedida. Qual é o seu próximo pedido? Ele será atendido.”
13Então Ester disse: “Se for do agrado do rei, que seja concedido aos judeus que estão em Susã que façam também amanhã segundo o decreto de hoje, e que os dez filhos de Hamã sejam enforcados na forca.”
14O rei ordenou que isso fosse feito. Um decreto foi publicado em Susã; e eles enforcaram os dez filhos de Hamã.
15Os judeus que estavam em Susã se reuniram também no décimo quarto dia do mês de adar, e mataram trezentos homens em Susã; mas não puseram as mãos nos despojos.
16Os outros judeus que estavam nas províncias do rei se reuniram, defenderam as suas vidas, tiveram descanso dos seus inimigos e mataram setenta e cinco mil daqueles que os odiavam; mas não puseram as mãos nos despojos.
Ester 9:17-19
Dias diferentes marcam o descanso
Os judeus das províncias lutam no décimo terceiro dia e descansam no décimo quarto. Marcam o alívio com banquetes e alegria. Em Susã, a luta continua até o décimo quarto, por isso descanso e celebração chegam no décimo quinto. Essa diferença explica por que a festa usa duas datas. Os moradores de cidades sem muralhas celebram o décimo quarto dia e enviam comida uns aos outros. A festa começa com a experiência concreta de poder parar de lutar e compartilhar uma refeição depois que a ameaça passa.

No dia a dia
A cozinheira de um abrigo de enchente serve uma refeição de agradecimento quando uma aldeia finalmente reabre, enquanto outra espera mais um dia por acesso seguro. As datas diferem porque o alívio chega em momentos distintos. Vizinhos enviam porções aos que ainda limpam suas casas. Purim lembra a sobrevivência a uma ameaça armada, não a um desastre natural.
Repare
Ester 9:18 Susã descansa um dia depois porque sua luta durou mais um dia. A diferença nas datas da festa está ligada à sequência dos acontecimentos nessa cidade.
Ester 9:17-19
Bíblia Portuguesa Mundial17Isso foi feito no décimo terceiro dia do mês de adar; e no décimo quarto dia desse mês eles descansaram e o tornaram um dia de banquete e alegria.
18Mas os judeus que estavam em Susã se reuniram no décimo terceiro e no décimo quarto dias do mês; e no décimo quinto dia desse mês, eles descansaram, e o tornaram um dia de banquete e alegria.
19Portanto, os judeus das aldeias, que vivem nas cidades sem muros, fazem do décimo quarto dia do mês de adar um dia de alegria e banquete, um dia de festa, e um dia de enviar presentes de comida uns aos outros.
Ester 9:20-28
Mardoqueu estabelece a festa por escrito
Mardoqueu escreve a judeus de perto e de longe, pedindo que guardem o décimo quarto e o décimo quinto dias a cada ano. As datas lembram o descanso dos inimigos e a mudança da tristeza para a alegria. A celebração inclui banquetes, presentes de comida e dádivas aos pobres. Chama-se Purim por causa da sorte lançada por Hamã para destruí-los. O povo a aceita para si, seus descendentes e os que se juntarem a ele. Cada família e lugar deve lembrar. O nome preserva o plano fracassado dentro da memória do resgate.

No dia a dia
Uma organizadora de reencontros escreve uma data anual no calendário da família depois que parentes sobrevivem a um desastre comum. Pede que cada casa traga comida e separe ajuda para quem ainda enfrenta dificuldades. A memória se torna algo que as pessoas fazem juntas. Purim pertence a um povo inteiro e recebe seu nome das sortes lançadas pelo inimigo.
Repare
Ester 9:22 Presentes aos pobres fazem parte da festa, junto com a comida compartilhada entre amigos. O alívio lembrado deve alcançar pessoas com menos recursos.
Ester 9:20-28
Bíblia Portuguesa Mundial20Mardoqueu escreveu essas coisas e enviou cartas a todos os judeus que estavam em todas as províncias do rei Assuero, tanto perto quanto longe,
21para lhes ordenar que guardassem o décimo quarto e o décimo quinto dias do mês de adar, anualmente,
22como os dias em que os judeus tiveram descanso dos seus inimigos, e o mês que se transformou para eles de tristeza em alegria, e de luto em um dia de festa; que eles os fizessem dias de banquete e alegria, e de enviar presentes de comida uns aos outros, e dádivas aos necessitados.
23Os judeus aceitaram o costume que haviam começado, conforme Mardoqueu lhes havia escrito,
24porque Hamã, filho de Hamedata, o agagita, o inimigo de todos os judeus, havia tramado contra os judeus para destruí-los, e havia lançado o “Pur”, isto é, a sorte, para consumi-los e destruí-los;
25mas quando isso chegou ao conhecimento do rei, ele ordenou por cartas que o plano perverso, que ele havia planejado contra os judeus, recaísse sobre a sua própria cabeça, e que ele e os seus filhos fossem enforcados na forca.
26Portanto, eles chamaram esses dias de “Purim”, da palavra “Pur”. Portanto, por causa de todas as palavras desta carta, e daquilo que eles tinham visto a respeito desse assunto, e daquilo que lhes havia acontecido,
27os judeus estabeleceram e impuseram a si mesmos, aos seus descendentes e a todos aqueles que se juntassem a eles, para que não deixassem de guardar esses dois dias, de acordo com o que estava escrito e de acordo com o seu tempo determinado, todos os anos;
28e que esses dias fossem lembrados e guardados por todas as gerações, todas as famílias, todas as províncias e todas as cidades; e que esses dias de Purim não deixassem de ser celebrados entre os judeus, nem a sua memória perecesse entre os seus descendentes.
Ester 9:29-32
Ester confirma os dias de Purim
A rainha e seu primo enviam outra carta para confirmar Purim. Ela chega aos judeus de todo o império com palavras de paz e verdade. Os dias marcados são ligados ao jejum e ao clamor que o povo aceitou para si e seus descendentes. A ordem de Ester confirma a celebração, e ela entra no registro. Assim, a festa é preservada pela prática comunitária e pela orientação escrita. A rainha que suplicou contra a destruição agora ajuda a garantir como o povo lembrará seu livramento.

No dia a dia
A secretária de uma cooperativa coloca a data de lembrança combinada no registro permanente e envia uma cópia clara a cada filial. O evento já não depende de uma organizadora lembrar de anunciá-lo. A prática comum ganha um registro escrito. Ester confirma uma festa ligada ao jejum, ao perigo e ao resgate de seu povo.
Repare
Ester 9:32 A autoridade de Ester confirma a celebração por escrito. O registro se junta à decisão do povo, ajudando a memória a durar depois que as testemunhas dos acontecimentos não estiverem mais presentes.
Ester 9:29-32
Bíblia Portuguesa Mundial29Então a rainha Ester, filha de Abiail, e o judeu Mardoqueu escreveram com toda a autoridade para confirmar esta segunda carta de Purim.
30Ele enviou cartas a todos os judeus nas cento e vinte e sete províncias do reino de Assuero com palavras de paz e verdade,
31para confirmar esses dias de Purim em seus tempos determinados, conforme o judeu Mardoqueu e a rainha Ester haviam decretado, e conforme eles haviam imposto a si mesmos e aos seus descendentes na questão dos jejuns e do seu pranto.
32A ordem de Ester confirmou essas questões de Purim; e isso foi escrito no livro.
Detalhes que merecem atenção
A imagem de abertura
Ester 9:1 começa com “No décimo segundo mês, que é o mês de adar, no décimo terceiro dia do mês, quando a ordem do rei e o seu decreto estavam prestes a ser executados, no dia…”
Onde o capítulo muda
Ester 9:12 forma uma mudança natural: “O rei disse à rainha Ester: “Os judeus mataram e destruíram quinhentos homens na cidadela de Susã, incluindo os dez filhos de Hamã; o que então eles terão…”
A nota final
Ester 9:32 deixa o leitor com “A ordem de Ester confirmou essas questões de Purim; e isso foi escrito no livro.”
Um caminho de palavras pelo capítulo
As palavras judeus, eles, cimo, dias, ncias, para ajudam a revelar as preocupações repetidas do capítulo.
Palavras do texto bíblico explicadas
- Purim
- Festa cujo nome vem das sortes lançadas para escolher o dia da destruição dos judeus.
- despojos
- Bens tomados dos inimigos depois de um conflito armado.
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



