O panorama
O confronto com Faraó recomeça sob um arranjo esclarecido: Moisés representa a autoridade de Deus, Arão fala como seu profeta, e ambos são comandados em vez de agirem por conta própria. Suas idades, oitenta e oitenta e três, removem discretamente qualquer imagem de jovens aventureiros inexperientes enfrentando o Egito. O primeiro sinal na corte é igualado por especialistas egípcios, mas a imitação não resolve a disputa porque o cajado de Arão engole os deles. Faraó ainda recusa. A primeira praga então passa do chão do palácio para a água do Egito. Moisés encontra o rei junto ao rio, o lugar já ligado ao decreto de morte e à sobrevivência de Moisés, e anuncia que o Egito conhecerá o SENHOR pelo que se segue. A água se torna sangue, os peixes morrem, o rio fede, e as pessoas comuns cavam procurando algo para beber. Os magos reproduzem a aflição, mas nem eles nem Faraó conseguem removê-la.
Neste capítulo
- Um mensageiro de oitenta anos e seu porta-voz Êxodo 7:1-7
A nova comissão define os papéis sem confundir sua fonte.
- Uma imitação bem-sucedida que é engolida Êxodo 7:8-13
Faraó pede um milagre, e a corte recebe um.
- O rio se torna testemunha contra o rei Êxodo 7:14-18
A primeira praga é anunciada junto ao rio, e esse lugar carrega mais peso dos capítulos anteriores do que Faraó consegue ver.
- A corte imita enquanto o povo cava Êxodo 7:19-25
O golpe contra o rio se espalha pelas águas do Egito, e os efeitos correspondem à advertência: os peixes morrem, a água fede, e o povo não consegue beber do rio.

A Escritura ao lado do resumo
Êxodo · Bíblia Portuguesa Mundial · 25Êxodo 7:1-7
Um mensageiro de oitenta anos e seu porta-voz
A nova comissão define os papéis sem confundir sua fonte. Moisés é feito "como Deus para o faraó" no sentido de que estará diante do rei carregando autoridade divina delegada, enquanto Arão funciona como seu profeta e porta-voz. Nenhum deles é livre para inventar uma mensagem. Moisés fala o que lhe é ordenado, e Arão transmite. A resistência de Faraó é novamente anunciada de antemão, junto com sinais multiplicados, grandes juízos, e o propósito declarado de que o Egito conheça o SENHOR quando Israel for tirado. Os irmãos então simplesmente fazem o que lhes é ordenado. Só depois desse arranjo solene Êxodo menciona suas idades: Moisés tem oitenta, Arão oitenta e três. O detalhe desmonta discretamente qualquer imagem de homens jovens correndo para uma aventura ousada. Sua autoridade na disputa vindoura não repousa nem na juventude nem na eloquência, mas na comissão que finalmente começaram a obedecer.

Estudo aprofundado
A declaração de que Moisés é feito "como Deus para o faraó" explica sua autoridade como representante de Deus nesse confronto. Arão, correspondentemente, funcionará como seu profeta, transmitindo a mensagem que recebe. A organização é imediatamente delimitada por uma ordem: Moisés deve falar o que Deus ordena, e Arão deve transmiti-lo. Nenhum dos irmãos recebe uma mensagem independente ou permissão para negociar outro resultado. A linguagem eleva sua autoridade representativa enquanto mantém sua fonte fora deles.
O anúncio do endurecimento e das maravilhas multiplicadas coloca a resistência de Faraó dentro do curso declarado dos acontecimentos. Ao mesmo tempo, o rei já expressou sua própria recusa no capítulo 5. Êxodo atribuirá o endurecimento a Deus, a Faraó e, por vezes, descreverá a condição do coração sem nomear um agente. A relação entre determinação divina e responsabilidade humana é uma questão interpretativa real; nenhum dos lados desaparece da formulação. O propósito declarado aqui é que o Egito conheça o SENHOR quando ele tirar seu povo.
As idades chegam quase como uma correção discreta à imagem convencional de jovens heróis partindo. Moisés tem oitenta anos e Arão, oitenta e três. Sua obediência, em vez da juventude física ou de um dom recém-descoberto para falar em público, encerra essa introdução ao confronto.
Percurso versículo por versículo
- Êxodo 7:1
A ordem começa respondendo à dúvida de Moisés em Êxodo 6:30 sobre como Faraó o ouviria. Os egípcios atribuíam caráter divino ao rei, mas agora um antigo pastor se apresentará diante dele com autoridade semelhante à de um deus. O termo profeta é navi, alguém que fala em nome de outro, e este versículo oferece uma definição particularmente clara dessa função.
- Êxodo 7:2
A cadeia de comunicação apresentada em Êxodo 4:15–16 aparece agora em sua forma prática: Moisés recebe a ordem divina, transmite-a a Arão, e Arão fala diante de Faraó. O verbo usado para a ação exigida do rei é shalach, enviar ou mandar embora, o mesmo verbo repetidamente empregado para deixar Israel partir.
- Êxodo 7:3
O verbo traduzido por endurecer é qashah, com o sentido de tornar duro, severo ou obstinado, diferente do verbo chazaq usado em Êxodo 4:21. A promessa de multiplicar sinais usa ravah, o mesmo verbo relacionado ao crescimento de Israel em Êxodo 1. Faraó tentou impedir uma multiplicação e agora enfrentará outra, produzida por Deus.
- Êxodo 7:4
Israel é chamado de exércitos de Deus, usando tsava'ot, termo para hostes ou forças organizadas, da mesma família linguística do título SENHOR dos Exércitos. Embora Faraó possua carros e forças militares, Deus reivindica Israel como seu próprio exército. Os grandes juízos são atos de justiça executados, apresentando as pragas como sentenças e não como simples demonstrações.
- Êxodo 7:5
O propósito declarado inclui os próprios egípcios: eles também saberão quem é o SENHOR. As pragas, portanto, possuem uma audiência e uma finalidade de reconhecimento. Formulações semelhantes aparecem repetidamente em Êxodo 8:10, 8:22, 9:14 e 9:29, e voltam junto ao mar em Êxodo 14:4 e 14:18.
- Êxodo 7:6
A frase repete a obediência de Moisés e Arão para dar ênfase: eles fizeram exatamente conforme o SENHOR lhes ordenou. Construções muito semelhantes aparecem em Êxodo 39:32 e 40:16, na conclusão da obra do tabernáculo. O livro, assim, aproxima a execução fiel da missão de libertação e a execução fiel das instruções para o santuário.
- Êxodo 7:7
Moisés tem oitenta anos, enquanto Arão, seu irmão mais velho, tem oitenta e três. Atos 7 divide a vida de Moisés em três períodos de aproximadamente quarenta anos: no Egito, em Midiã e no deserto. Deuteronômio 34:7 registra sua morte aos cento e vinte anos. Apesar de ser mais jovem, Moisés ocupa a posição principal na missão.
Êxodo 7:1-7
Bíblia Portuguesa Mundial1O SENHOR disse a Moisés: “Eis que o fiz como Deus para o faraó; e Arão, seu irmão, será o seu profeta.
2Você falará tudo o que eu lhe ordenar; e Arão, seu irmão, falará ao faraó, para que ele deixe os filhos de Israel saírem da sua terra.
3Eu endurecerei o coração do faraó, e multiplicarei os meus sinais e as minhas maravilhas na terra do Egito.
4Mas o faraó não os ouvirá, então porei a minha mão sobre o Egito, e tirarei os meus exércitos, o meu povo, os filhos de Israel, da terra do Egito com grandes juízos.
5Os egípcios saberão que eu sou o SENHOR quando eu estender a minha mão sobre o Egito, e tirar os filhos de Israel do meio deles.”
6Moisés e Arão fizeram assim. Como o SENHOR lhes ordenou, assim eles fizeram.
7Moisés tinha oitenta anos de idade, e Arão oitenta e três anos de idade, quando falaram ao faraó.
Êxodo 7:8-13
Uma imitação bem-sucedida que é engolida
Faraó pede um milagre, e a corte recebe um. Arão lança seu cajado e ele se torna uma serpente, mas sábios, feiticeiros e magos egípcios produzem resultados semelhantes por seus encantamentos. Êxodo não explica o mecanismo, de modo que a passagem não deve ser forçada a uma teoria técnica sobre ilusão ou poder sobrenatural. Em vez disso, ela dá um resultado visível: o cajado de Arão engole os cajados deles. A imitação se mostra menor que o domínio. Os especialistas egípcios conseguem reproduzir a aparência do sinal, e ainda assim seus bastões acabam consumidos dentro da disputa em que entraram. Faraó continua sem ouvir. Essa recusa é tão importante quanto o engolir, porque separa o presenciar do ceder. Um sinal pode ser visto, igualado em algum sentido, e decisivamente superado sem produzir obediência. O encontro seguinte portanto vai além de uma demonstração de corte, rumo a um juízo que alcança o abastecimento comum de água do Egito.

Estudo aprofundado
O sinal preliminar é realizado diante do rei e de seus servos, situando a disputa na corte, não entre os anciãos de Israel. Faraó convoca seus próprios especialistas, e Êxodo diz que eles fazem o mesmo por seus encantamentos. A passagem não explica seu procedimento nem diz se um truque específico, uma ação sobrenatural ou outro mecanismo o explica. Seu detalhe decisivo é mais simples: o cajado de Arão engole os cajados deles. Reproduzir a aparência de um sinal não produziu igualdade no encontro.
O resultado também separa ver de dar atenção. Faraó presencia as varas serem engolidas, mas não ouve. Na formulação hebraica do versículo 13, o coração é descrito como se tornando forte ou firme; a Bíblia Portuguesa Mundial expressa a linha como endurecimento: "O coração do faraó se endureceu". Esse versículo deve ser lido ao lado do anúncio divino explícito no versículo 3 e das declarações posteriores sobre a ação do próprio Faraó, em vez de carregar sozinho toda a questão. A corte recebeu um sinal com um resultado inequívoco, mas a ordem associada a ele continua sendo recusada. O confronto seguinte, portanto, passa de uma demonstração diante de testemunhas a um julgamento que afeta as águas do Egito.
Percurso versículo por versículo
- Êxodo 7:8
A introdução é simples, mas abre uma etapa nova. Os sinais de Êxodo 4 haviam sido dados principalmente para convencer os anciãos de Israel. Agora o sinal será apresentado diretamente a Faraó. A instrução é dirigida a Moisés e Arão juntos porque ambos entrarão diante do rei e participarão da demonstração.
- Êxodo 7:9
A exigência de Faraó por um milagre funciona como pedido de prova da autoridade dos dois homens. O termo hebraico mofeth designa uma maravilha ou sinal extraordinário que pode confirmar a palavra de um mensageiro profético. Antes mesmo de Faraó formular o desafio, Deus já informa a Moisés como ele será feito e como deverá ser respondido.
- Êxodo 7:10
A palavra traduzida por serpente aqui é tannin, diferente de nachash, usada em Êxodo 4:3. Tannin pode designar grandes criaturas e aparece em Gênesis 1:21 para animais marinhos de grande porte. Em Ezequiel 29:3, uma imagem semelhante é aplicada a Faraó como grande criatura dos rios. O sinal, portanto, pode confrontar simbolicamente o rei em sua própria esfera.
- Êxodo 7:11
O texto reúne três designações. Há sábios, feiticeiros, chamados mekashefim, ligados ao uso de encantamentos, e magos, chartummim, termo de origem egípcia associado a sacerdotes-escribas familiarizados com textos rituais. A palavra traduzida por encantamentos é lahatim, artes secretas. 2 Timóteo 3:8 identifica dois opositores tradicionais de Moisés pelos nomes Janes e Jambres.
- Êxodo 7:12
O verbo hebraico bala, engolir, descreve a vara de Arão consumindo as varas dos magos. O mesmo verbo aparece em Êxodo 15:12, quando a terra engole os inimigos após a derrota egípcia. Aqui, símbolos de autoridade egípcia são engolidos pela vara hebreia, antecipando em pequena escala a derrota posterior do poder de Faraó.
- Êxodo 7:13
O verbo hebraico é intransitivo e descreve o coração de Faraó como fortalecido ou tornado duro, sem indicar explicitamente um agente nesta frase. A recusa em ouvir cumpre aquilo que o SENHOR já havia anunciado em Êxodo 7:3 e também corresponde à advertência anterior de Êxodo 4:21 sobre a resistência do rei.
Êxodo 7:8-13
Bíblia Portuguesa Mundial8O SENHOR falou a Moisés e a Arão, dizendo:
9“Quando o faraó falar com vocês, dizendo: 'Façam um milagre!', então você dirá a Arão: 'Pegue a sua vara, e jogue-a diante do faraó, e ela se tornará uma serpente'.”
10Moisés e Arão entraram na presença do faraó, e fizeram assim, como o SENHOR havia ordenado. Arão jogou a sua vara diante do faraó e diante dos seus servos, e ela se tornou uma serpente.
11Então o faraó também chamou os sábios e os feiticeiros. Eles também, os magos do Egito, fizeram a mesma coisa com os seus encantamentos.
12Pois cada um deles jogou a sua vara, e elas se tornaram serpentes; mas a vara de Arão engoliu as varas deles.
13O coração do faraó se endureceu, e ele não os ouviu, como o SENHOR tinha falado.
Êxodo 7:14-18
O rio se torna testemunha contra o rei
A primeira praga é anunciada junto ao rio, e esse lugar carrega mais peso dos capítulos anteriores do que Faraó consegue ver. Esta é a água outrora nomeada como o lugar onde os filhos hebreus deveriam morrer e a água da qual Moisés foi tirado. Agora Moisés está à sua margem com o cajado que se tornou serpente e renova a exigência de deixar Israel servir ao SENHOR. O propósito é declarado claramente: "Nisto você saberá que eu sou o SENHOR". A afirmação anterior de Faraó de não conhecer o SENHOR será respondida por acontecimentos que ele não consegue administrar. O aviso é deliberadamente prático. Os peixes morrerão, o rio federá, e os egípcios não poderão beber dele. A praga não é portanto uma mudança teatral de cor encenada para o rei. Ela transforma uma fonte central de vida numa fonte de aflição e faz o custo da recusa alcançar muito além do palácio.

Estudo aprofundado
O lugar reúne partes anteriores de Êxodo no confronto presente. O rio havia sido designado para afogar os meninos hebreus, e à sua margem Moisés havia sido preservado. Agora Moisés recebe a ordem de encontrar Faraó ali. O texto não explica por que o rei vai à água naquela manhã, portanto um relato detalhado de uma cerimônia religiosa real seria um acréscimo. O próprio cenário basta: um lugar ligado tanto ao poder do Egito sobre a vida quanto à sobrevivência de Moisés se torna o lugar onde a exigência é renovada.
As consequências anunciadas são deliberadamente concretas. Os peixes morrerão, o rio cheirará mal, e os egípcios não conseguirão beber dele. A praga não é apresentada apenas como uma mudança impressionante de cor. Ela ataca a utilidade da água e transforma o rio numa fonte de aflição. A fórmula sobre conhecer o SENHOR responde à declaração anterior de Faraó de que não o conhece. O conhecimento aqui não consistirá em receber um nome para seus registros. Será um reconhecimento forçado à vista do público pelo que acontece quando a ordem daquele nome é recusada.
Percurso versículo por versículo
- Êxodo 7:14
O verbo usado aqui é kaved, literalmente pesado, terceiro termo hebraico empregado para descrever a condição do coração de Faraó. Na religião egípcia, o coração do morto era pesado numa balança diante do padrão da verdade, e um coração pesado tinha conotações de culpa. É discutível se Êxodo pretende essa associação, mas a imagem seria familiar no ambiente egípcio.
- Êxodo 7:15
Faraó sai às águas pela manhã. O motivo não é informado; poderia envolver algum rito ligado ao Nilo ou simplesmente uma atividade cotidiana, como o banho da filha de Faraó em Êxodo 2:5. Moisés deve estar na margem a tempo de encontrá-lo, junto ao mesmo rio onde sua própria vida havia sido preservada quando criança.
- Êxodo 7:16
A expressão até agora enfatiza que Faraó persistiu em não ouvir, mas também funciona como advertência antes do juízo que seguirá. O SENHOR volta a ser apresentado como Deus dos hebreus, identificação já usada diante de Faraó em Êxodo 5:3. O rei, portanto, não recebe um nome ou reivindicação inteiramente novos.
- Êxodo 7:17
O discurso muda de maneira marcante: o SENHOR fala em primeira pessoa sobre o golpe, enquanto fisicamente é Moisés quem segura a vara. Essa sobreposição apresenta o mensageiro como instrumento direto daquele que o enviou. A ação visível pertence a Moisés, mas o poder e a iniciativa do golpe são atribuídos ao SENHOR.
- Êxodo 7:18
A morte dos peixes e o mau cheiro do rio tornam a água imprópria para consumo e atacam uma das principais fontes de vida do Egito. O Nilo era associado ao deus Hapi, ligado à inundação anual e à fertilidade. A ruína do rio, portanto, atinge simultaneamente a sobrevivência econômica da terra e um elemento central da religião egípcia.
Êxodo 7:14-18
Bíblia Portuguesa Mundial14O SENHOR disse a Moisés: “O coração do faraó está obstinado. Ele se recusa a deixar o povo ir.
15Vá ao faraó pela manhã. Eis que ele sairá às águas. Você ficará na margem do rio para encontrá-lo. Você levará na sua mão a vara que se transformou em serpente.
16Você dirá a ele: 'O SENHOR, o Deus dos hebreus, me enviou a você, dizendo: “Deixe o meu povo ir, para que me sirva no deserto. Eis que até agora você não tem ouvido.”
17Assim diz o SENHOR: “Nisto você saberá que eu sou o SENHOR. Eis que ferirei com a vara que está na minha mão as águas que estão no rio, e elas se tornarão em sangue.
18Os peixes que estão no rio morrerão e o rio cheirará mal. Os egípcios terão nojo de beber a água do rio.”’”
Êxodo 7:19-25
A corte imita enquanto o povo cava
O golpe contra o rio se espalha pelas águas do Egito, e os efeitos correspondem à advertência: os peixes morrem, a água fede, e o povo não consegue beber do rio. Faraó vê o acontecimento, enquanto seus magos novamente produzem uma mudança semelhante por seus encantamentos. Seu êxito tem uma limitação estranha. Eles conseguem reproduzir o problema, mas Êxodo nunca os mostra restaurando água limpa para a população. Faraó se retira para sua casa e recusa levar o sinal a sério. Do lado de fora, os egípcios cavam ao redor do rio procurando água potável. Esse contraste dá à praga uma escala humana. O rei pode deixar a cena; as pessoas comuns ainda precisam de água. Passam-se sete dias sob os efeitos do juízo, de modo que não se trata de um breve truque de corte cuja importância desaparece quando a demonstração termina. O Egito vive com aquilo que Faraó se recusa a atender.

Estudo aprofundado
A ordem se estende além do rio principal a correntes, tanques e outras águas, até à água associada a recipientes de madeira e pedra. A amplitude da descrição importa mais do que uma reconstrução de cada recipiente. Os meios comuns do Egito para obter água estão comprometidos. Moisés e Arão agem conforme a ordem, e os efeitos correspondem à advertência: peixes mortos, água fétida e pessoas incapazes de beber.
Os magos imitam a mudança, mas seu sucesso não é relatado como alívio. São mostrados reproduzindo o problema, não o revertendo. Êxodo não identifica a origem da água usada em sua demonstração, e a notícia posterior de que os egípcios cavam perto do rio não fornece detalhes suficientes para reconstruí-la com confiança. Faraó retorna à sua casa sem levar o acontecimento a sério. O contraste com a população é acentuado: ele se retira da cena, enquanto eles cavam à procura de algo para beber. A notícia final de sete dias dá duração ao julgamento. Não é uma exibição momentânea na corte que termina quando o público se dispersa.
Percurso versículo por versículo
- Êxodo 7:19
A ordem abrange todas as formas de água acessíveis no Egito: braços do Nilo no delta, canais, áreas pantanosas, reservatórios e outras concentrações de água. A referência a recipientes de madeira e pedra pode indicar vasilhas usadas para armazenar água. Também existe a possibilidade de que a expressão inclua objetos de madeira e pedra empregados em contextos de templo.
- Êxodo 7:20
A vara é erguida diante de Faraó e de seus servos, tornando o sinal uma demonstração pública perante a corte. O versículo concentra-se inicialmente nas águas do rio, enquanto Êxodo 7:21 amplia a descrição para a terra do Egito. A sequência mostra o cumprimento visível da ordem dada imediatamente antes.
- Êxodo 7:21
Cada elemento anunciado em Êxodo 7:18 aparece agora realizado: os peixes morrem, o rio passa a cheirar mal e os egípcios deixam de conseguir beber sua água. A apresentação detalhada permite comparar a advertência com o resultado ponto por ponto, mostrando que os efeitos ocorreram conforme haviam sido declarados.
- Êxodo 7:22
Os magos conseguem reproduzir o sinal com seus encantamentos, embora a terra já esteja cheia de água transformada em sangue e eles precisem encontrar alguma água disponível para repetir o ato. Sua demonstração não resolve a calamidade, mas apenas produz mais do mesmo problema. A cena termina novamente com Faraó recusando-se a ouvir, conforme o SENHOR havia anunciado.
- Êxodo 7:23
Levar algo ao coração significa dar atenção séria ao acontecimento. Faraó simplesmente se vira e volta para sua casa, retratando sua indiferença diante do sinal e do sofrimento resultante. A formulação sugere que ele tratou também a demonstração anterior dessa maneira e estabelece um padrão de desprezo que continuará nas pragas seguintes.
- Êxodo 7:24
Os egípcios cavam perto do rio procurando água potável. A água subterrânea podia infiltrar-se através da areia e ser parcialmente filtrada antes de chegar aos poços improvisados. Enquanto Faraó se retira para sua casa, a população comum precisa trabalhar com as próprias mãos para encontrar água, tornando-se a primeira a carregar diretamente o peso da calamidade.
- Êxodo 7:25
A primeira praga dura sete dias, completando uma semana inteira e marcando também o intervalo antes da próxima advertência. O hebraico atribui diretamente ao SENHOR o ato de ferir o rio. Essa declaração esclarece a origem do juízo depois que a imitação dos magos poderia ter confundido a percepção sobre quem realmente exercia autoridade sobre as águas.
Êxodo 7:19-25
Bíblia Portuguesa Mundial19O SENHOR disse a Moisés: “Diga a Arão: 'Pegue a sua vara, e estenda a sua mão sobre as águas do Egito, sobre os seus rios, sobre os seus canais, sobre os seus lagos, e sobre todos os seus reservatórios de água, para que se tornem em sangue. Haverá sangue por toda a terra do Egito, tanto em vasilhas de madeira quanto em vasilhas de pedra'.”
20Moisés e Arão fizeram assim, como o SENHOR ordenou; e ele levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, à vista do faraó, e à vista dos seus servos; e todas as águas que estavam no rio se tornaram em sangue.
21Os peixes que estavam no rio morreram. O rio cheirou mal. Os egípcios não conseguiam beber a água do rio. O sangue estava por toda a terra do Egito.
22Os magos do Egito fizeram a mesma coisa com os seus encantamentos. Assim o coração do faraó se endureceu, e ele não os ouviu, como o SENHOR tinha falado.
23O faraó virou-se e foi para a sua casa, e nem mesmo levou isso ao coração.
24Todos os egípcios cavaram ao redor do rio em busca de água para beber; pois não conseguiam beber a água do rio.
25Sete dias se cumpriram, depois que o SENHOR feriu o rio.
Questões para manter em mente durante a leitura
- Identifique o povo a quem se fala e o contexto da aliança.
- Distinga resgate, adoração, santidade, justiça e responsabilidade comunitária.
- Leia os mandamentos em seu contexto literário e da aliança antes de aplicá-los hoje.
Primeiro o texto
Onde os leitores divergem
O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.
O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.
As notas interpretativas comparativas deste capítulo estão em preparação. Até que as notas revisadas estejam prontas, esta página separa o texto bíblico do resumo e da aplicação sem afirmar que leitores responsáveis concordam em todas as questões.
Questões sob a superfície
- Que parte de Êxodo 7 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
- Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
- Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Êxodo 7?
- Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Perguntas para uma reflexão pessoal séria
Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.
Observe sem pressa
Que parte de Êxodo 7 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: O sangue é posto nos umbrais e uma nação come de pé, vestida para viajar. À meia-noite o clamor atravessa o Egito, o povo caminha entre muralhas de água, e Miriã toma um pandeiro na outra margem e canta.?
Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Examine seu interior com honestidade
Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?
Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?
Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?
Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?
Responda com sabedoria e coragem
O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?
Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?
Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?
Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



