Glória e Sofrimento Pertencem à Missão de Jesus

Mateus 17

O panorama

Três discípulos sobem um monte com Jesus. Reconheceram seu mestre como o Cristo. Ali sua aparência muda, e uma voz celestial manda que o escutem. A descida traz perguntas sobre um profeta prometido e o encontro com uma criança sofredora que os outros discípulos não conseguiram curar. Jesus anuncia outra vez sua morte e ressurreição. Uma conversa final sobre pagamento mostra sua liberdade como Filho e sua disposição de evitar uma ofensa desnecessária.

Neste capítulo

Verdade central

A glória celestial confirma a identidade de Jesus sem retirar seu caminho de sofrimento, enquanto seus seguidores ainda precisam de confiança, compreensão e dependência dele.

Mateus 17: Glória e Sofrimento Pertencem à Missão de Jesus
Cena do capítuloMateus 17

A Escritura ao lado do resumo

Mateus · Bíblia Portuguesa Mundial · 27

Mateus 17:1-8

O Filho Amado Brilha Diante de Três Discípulos

Jesus leva Pedro, Tiago e João, três discípulos próximos, a um monte alto. Seu rosto brilha como o sol, e suas roupas, como luz. Moisés, antigo transmissor da lei de Deus, e Elias, o profeta, aparecem conversando com ele. Pedro propõe abrigos para os três. Uma nuvem luminosa os cobre, e uma voz apresenta Jesus como Filho amado que agrada ao Pai. Devem ouvi-lo. Os discípulos caem de medo, mas Jesus os toca e manda levantar sem temor. Ao olhar para cima, veem somente ele. O foco final da visão é o Filho que devem escutar.

Mateus 17:1-8: O Filho Amado Brilha Diante de Três Discípulos
Cena do capítuloMateus 17

No dia a dia

Uma jovem aprendiz escuta antigos mestres respeitados confiarem publicamente o trabalho ao seu professor atual. A presença deles importa, mas a instrução dirige sua atenção a quem agora deve seguir. Ela se volta para ele quando a reunião termina. Mateus descreve glória celestial e a voz do Pai, não autoridade transferida por uma cerimônia humana.

Repare

Mateus 17:5 A voz interrompe a proposta de Pedro e dirige a atenção a Jesus. A resposta exigida é escutar o Filho, não apenas preservar a cena extraordinária em abrigos.

Mateus 17:1-8

Bíblia Portuguesa Mundial

1Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou em particular a um alto monte.

2Ele foi transformado diante deles. Seu rosto brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.

3Eis que Moisés e Elias apareceram a eles, conversando com ele.

4Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Senhor, é bom estarmos aqui. Se você quiser, façamos aqui três tendas: uma para você, uma para Moisés e uma para Elias.”

5Enquanto ele ainda falava, eis que uma nuvem luminosa os cobriu com sua sombra. E eis que uma voz saiu da nuvem, dizendo: “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado. Ouçam-no.”

6Quando os discípulos ouviram isso, caíram com o rosto em terra e ficaram com muito medo.

7Jesus aproximou-se, tocou neles e disse: “Levantem-se e não tenham medo.”

8Erguendo os olhos, não viram ninguém, a não ser o próprio Jesus.

Mateus 17:9-13

O Profeta Prometido Já Foi Rejeitado

Enquanto descem, Jesus manda que os discípulos guardem a visão em segredo até o Filho do Homem, título que usa para si, ressuscitar. Perguntam por que os mestres dizem que Elias deve vir primeiro. Jesus confirma a função restauradora prometida, depois diz que Elias já veio sem ser reconhecido. As pessoas o trataram como quiseram. O Filho do Homem também sofrerá nas mãos delas. Os discípulos entendem que fala de João Batista, pregador que preparou seu caminho. A glória no monte não apaga a rejeição de João. Jesus também sofrerá nas mãos deles.

Mateus 17:9-13: O Profeta Prometido Já Foi Rejeitado
Cena do capítuloMateus 17

No dia a dia

Uma guia de memorial explica aos visitantes que a obra prometida de um reformador começou por um trabalhador anterior cujo aviso foi ignorado. O famoso acontecimento posterior não pode ser entendido sem essa voz rejeitada. Ela dirige a atenção de volta ao registro dele. Jesus identifica a função profética de João e seu próprio sofrimento futuro, não como guia que organiza eventos por uma avaliação histórica posterior.

Repare

Mateus 17:13 Os discípulos entendem que Jesus fala de João, em vez de esperar que outra figura apareça primeiro. Sua pergunta é respondida por um mensageiro já encontrado e rejeitado.

Mateus 17:9-13

Bíblia Portuguesa Mundial

9Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: “Não contem a ninguém o que vocês viram, até que o Filho do Homem tenha ressuscitado dos mortos.”

10Seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: “Então, por que os escribas dizem que Elias deve vir primeiro?”

11Jesus lhes respondeu: “De fato, Elias vem primeiro e restaurará todas as coisas;

12mas eu lhes digo que Elias já veio, e eles não o reconheceram, mas fizeram com ele tudo o que quiseram. Da mesma forma, o Filho do Homem também sofrerá nas mãos deles.”

13Então os discípulos entenderam que ele lhes falava de João Batista.

Mateus 17:14-21

Uma Criança é Curada Após Falha dos Discípulos

Um pai se ajoelha diante de Jesus e implora ajuda para o filho, cujas crises graves o lançam no fogo e na água. Os discípulos não conseguiram curá-lo. Jesus repreende a geração sem fé e pede que tragam a criança. Ordena que o demônio saia, e o menino é curado na hora. Em particular, os discípulos perguntam por que falharam. Ele aponta incredulidade, diz que fé pequena como grão de mostarda pode mover um monte e fala de oração e jejum. O relato identifica a aflição dessa criança com um demônio; não atribui essa causa a toda doença com sinais externos parecidos.

Mateus 17:14-21: Uma Criança é Curada Após Falha dos Discípulos
Cena do capítuloMateus 17
Galileia e Judeia
Galileia e Judeia

No dia a dia

Uma profissional de apoio pediátrico escuta o medo de um pai após várias tentativas malsucedidas de obter ajuda para seu filho. Traz a necessidade de volta ao foco, sem deixar o constrangimento dos ajudantes dominar. A criança continua sendo quem precisa de cuidado. Jesus expulsa um demônio e cura imediatamente, não um resultado que uma profissional de apoio possa produzir com melhor coordenação.

Repare

Mateus 17:19 A pergunta sobre a falha vem em particular. O resgate público da criança vem primeiro; a necessidade de aprender dos discípulos é atendida depois que o sofrimento imediato foi aliviado.

Mateus 17:14-21

Bíblia Portuguesa Mundial

14Quando chegaram à multidão, um homem aproximou-se dele, ajoelhando-se diante dele e dizendo:

15“Senhor, tenha misericórdia do meu filho, pois ele é epiléptico e sofre terrivelmente; porque muitas vezes cai no fogo e muitas vezes na água.

16Então eu o trouxe aos seus discípulos, e eles não puderam curá-lo.”

17Jesus respondeu: “Geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam-no aqui para mim.”

18Jesus repreendeu o demônio, e este saiu dele, e o menino foi curado desde aquela hora.

19Então os discípulos aproximaram-se de Jesus em particular e disseram: “Por que nós não conseguimos expulsá-lo?”

20Ele lhes disse: “Por causa da incredulidade de vocês. Pois em verdade lhes digo: se vocês tiverem fé como um grão de mostarda, dirão a este monte: ‘Mova-se daqui para lá’, e ele se moverá; e nada será impossível para vocês.

21Mas esta casta não sai senão por oração e jejum.”

Mateus 17:22-23

A Promessa de Ressurreição Inclui Morte Real

Enquanto ficam na Galileia, região ao norte, Jesus diz outra vez aos discípulos o que virá. O Filho do Homem será entregue a inimigos humanos. Eles o matarão, e no terceiro dia ele será levantado. Os discípulos sentem profunda tristeza. Ouvem que ressuscitará, mas a notícia de sua morte ainda dói. Jesus apresenta ambas juntas, em vez de deixar a visão do monte servir como promessa de triunfo sem interrupção. O caminho adiante inclui traição e morte. Deus responderá levantando-o.

Mateus 17:22-23: A Promessa de Ressurreição Inclui Morte Real
Cena do capítuloMateus 17

No dia a dia

Uma responsável pelo contato numa crise conta aos parentes o perigo enfrentado por alguém amado. Também explica a ajuda que está sendo preparada. A parte esperançosa não impede que sofram pelo que ouviram. Ela dá espaço às duas respostas. Jesus anuncia com certeza sua morte e ressurreição reais, não um plano cujo resultado ainda depende de um esforço de resgate.

Repare

Mateus 17:23 Uma tristeza profunda segue uma frase que também promete ressurreição. Os discípulos sentem intensamente a perda antes mesmo de entender o significado do retorno à vida prometido.

Mateus 17:22-23

Bíblia Portuguesa Mundial

22Enquanto permaneciam na Galileia, Jesus lhes disse: “O Filho do Homem está prestes a ser entregue nas mãos dos homens,

23e eles o matarão, e no terceiro dia ele será ressuscitado.” Eles ficaram profundamente entristecidos.

Mateus 17:24-27

O Filho Paga Livremente para Evitar Ofensa

Em Cafarnaum, cidade à beira do lago, cobradores perguntam a Pedro se Jesus paga a contribuição do templo. Pedro diz que sim. Antes que levante o assunto dentro de casa, Jesus pergunta se reis cobram impostos dos próprios filhos ou de outros. Pedro responde que os outros pagam, e Jesus diz que os filhos são livres. Mesmo assim, evitará causar ofensa. Pedro deve pescar um peixe e encontrar uma moeda em sua boca, suficiente para os dois pagamentos. O capítulo dá a instrução sem relatar a pesca. A liberdade é afirmada e depois voluntariamente deixada de lado na forma como Jesus manda Pedro agir.

Mateus 17:24-27: O Filho Paga Livremente para Evitar Ofensa
Cena do capítuloMateus 17

No dia a dia

Um beneficiário paga uma pequena taxa comum de reparo apesar de uma isenção clara. Recusá-la criaria uma barreira desnecessária com os vizinhos. Mantém o direito sem fazer de toda ocasião uma disputa por ele. O pagamento é uma escolha livre. Jesus o fornece por uma moeda prevista num peixe e afirma a liberdade de Filho, não uma isenção comum.

Repare

Mateus 17:27 A liberdade é declarada antes da ordem de pagar. A exigência dos cobradores não define quem Jesus é. Como Filho, ele escolhe livremente fazer o pagamento.

Mateus 17:24-27

Bíblia Portuguesa Mundial

24Quando chegaram a Cafarnaum, os que cobravam as moedas de didracma aproximaram-se de Pedro e disseram: “O mestre de vocês não paga a didracma?”

25Ele disse: “Sim.” Quando ele entrou em casa, Jesus se antecipou a ele, dizendo: “O que você acha, Simão? De quem os reis da terra recebem taxas ou tributos? Dos seus filhos ou dos estranhos?”

26Pedro lhe disse: “Dos estranhos.” Jesus lhe disse: “Portanto, os filhos estão isentos.

27Mas, para que não os façamos tropeçar, vá ao mar, jogue o anzol e pegue o primeiro peixe que subir. Quando você abrir a boca dele, encontrará uma moeda de estáter. Pegue-a e entregue a eles por mim e por você.”

Detalhes que merecem atenção

27versículos nesta leitura
5movimentos principais
5perguntas no texto bíblico

A imagem de abertura

Mateus 17:1 começa com “Seis dias depois, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, seu irmão, e os levou em particular a um alto monte.”

Onde o capítulo muda

Mateus 17:17 forma uma mudança natural: “Jesus respondeu: “Geração incrédula e perversa! Até quando estarei com vocês? Até quando terei de suportá-los? Tragam-no aqui para mim.””

A nota final

Mateus 17:27 deixa o leitor com “Mas, para que não os façamos tropeçar, vá ao mar, jogue o anzol e pegue o primeiro peixe que subir. Quando você abrir a boca dele, encontrará uma moeda de…”

Um caminho de palavras pelo capítulo

As palavras Jesus, disse, lhes, para, Quando, eles ajudam a revelar as preocupações repetidas do capítulo.

Palavras do texto bíblico explicadas

tendas
Abrigos temporários que Pedro propõe para as figuras vistas no monte.
casta
Tipo ou grupo, aqui referido ao espírito que precisava ser expulso.
didracma
Moeda de duas dracmas, ligada aqui à contribuição para o templo.
estáter
Moeda suficiente, nesta passagem, para pagar a contribuição de duas pessoas.

Ouça e assista junto com a passagem

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Fonte: eBible.org · porbrbsl · obtido 2026-09-20