O que bens e precauções não podem garantir

Lucas 12

O panorama

O Livro de Lucas 12 reúne uma multidão enorme, mas desmonta repetidamente os tipos de segurança que uma multidão pode confundir com proteção. A hipocrisia escondida será exposta, os perseguidores humanos não possuem autoridade final, e o Deus cujo juízo alcança além da morte também se lembra dos pardais e conta os cabelos. Uma disputa por herança vira parábola sobre um homem rico em colheitas, mas incapaz de armazenar os anos que prometeu a si mesmo. Jesus aponta depois para os corvos e os lírios, não para idealizar o descuido, mas para expor os limites da ansiedade e dos bens diante do conhecimento do Pai e de sua dádiva do reino. A prontidão toma a forma de servos fazendo o trabalho confiado, e a autoridade aumenta a responsabilidade em vez de reduzi-la. A missão de Jesus não produzirá acordo universal nas casas; pode dividir até as relações mais próximas. O capítulo termina comparando a leitura acertada do tempo pela multidão com seu fracasso em ler o momento presente. A pressão recorrente é a mesma: o controle aparente sobre reputação, bens, tempo, autoridade ou o amanhã não pode assegurar o que só Deus governa.

Verdade central

Lucas 11–12 conduz os discípulos à dependência em oração, à integridade interior, à liberdade da cobiça e do medo e à prontidão para a volta do Senhor, enquanto expõe uma religião que lustra as aparências, mas negligencia a justiça, o amor e a administração fiel.

Lucas 12: O que bens e precauções não podem garantir
Cena do capítuloLucas 12

As notas de estudo têm uma página própria

A análise de cada movimento, as palavras para acompanhar, as notas versículo por versículo e os pontos em que os leitores divergem foram escritos para quem estuda sozinho. Estão na página Reflexões Pessoais Profundas deste capítulo. Esta página é a aula.

Guia de ensino específico do capítulo

Estes pontos nascem do próprio capítulo. Eles ajudam a unir o mapa narrativo do Nível 1, a análise do Nível 2 e o texto bíblico em uma só aula.

1

Comece com a primeira imagem do capítulo

Lucas 12:1: “Enquanto isso, tendo-se reunido uma multidão de muitos milhares, a ponto de atropelarem uns aos outros, ele começou a dizer aos seus discípulos, antes de…”

2

Diminua o ritmo no ponto de mudança

Lucas 12:28: “Mas, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais ele vestirá vocês, homens de pequena fé?”

3

Mantenha este caminho de palavras visível

para, lhes, contra, pois, aquele, digo

O que explicar, e em que ordem

Ensine a passagem nesta ordem. Cada passo indica os versículos em que se apoia, para que cada ponto seja mostrado no texto antes de ser aplicado.

  1. Lucas 11:1-13

    Senhor, ensina-nos a orar

    Comece onde os discípulos começam, vendo Jesus orar. Ensine a oração linha por linha, explicando santificado e a ligação entre perdoar e ser perdoado. Depois o amigo à meia-noite. Explique que a palavra persistência aqui sugere uma insistência sem vergonha, e note que o ponto é um contraste: se um amigo sonolento dá porque é importunado, quanto mais o Pai dará. Depois o pai e as boas dádivas, que termina com o Espírito Santo. Ensine isso primeiro porque toda a unidade chama os discípulos a depender do Pai, e a oração é onde essa dependência começa.

  2. Lucas 11:14-28

    O dedo de Deus

    Um mudo fala depois que um demônio sai, e alguns dizem que Jesus faz isso por Belzebu, um nome para o príncipe dos demônios. Ensine as três respostas de Jesus e a parábola do homem forte. Explique que Jesus é o mais forte que saqueia a casa de Satanás. Depois o aviso da casa varrida: a libertação precisa ser seguida de ser cheio de Deus, ou vem coisa pior. Depois a mulher que abençoa a mãe dele, e a resposta de Jesus: “bem-aventurados são os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. Ensine isso como a escolha: a neutralidade diante de Jesus é impossível (11:23).

  3. Lucas 11:29-36

    Maior do que Jonas

    Explique o sinal de Jonas: o próprio Jonas, voltando das profundezas com a advertência de Deus, foi o sinal para Nínive. A rainha de Sabá, chamada a Rainha do Sul, viajou de longe para ouvir Salomão. Ensine a lógica do juízo: os que responderam com menos luz condenarão os que não responderam com mais. Depois a candeia e o olho. Explique o olho bom como claro, que vê com verdade, e o olho mau como doente ou cobiçoso. Ensine este passo como um chamado a examinar como vemos: a luz está presente, mas o olho que a recebe precisa estar são.

  4. Lucas 11:37-54

    Copos limpos e sepulturas ocultas

    À mesa de um fariseu Jesus não se lava do modo ritual esperado, e o anfitrião estranha. Ensine os seis ais em dois grupos: três aos fariseus, pela maldade interior, pelo descuido da justiça e do amor, e pelo amor às honras; três aos intérpretes da lei, pelos fardos pesados, por honrar profetas mortos enquanto se parecem com quem os matou, e por tirar a chave do conhecimento. Explique que andar sobre uma sepultura oculta tornava a pessoa impura sem que soubesse. Feche com 11:53-54: os opositores começam a armar ciladas. Ensine os ais como lamento por uma religião que esconde o coração.

  5. Lucas 12:1-12

    Temer a Deus, não os homens

    Com multidões se apertando, Jesus adverte primeiro os discípulos sobre o fermento dos fariseus, a hipocrisia. Explique o fermento como algo que se espalha em silêncio pela massa. Tudo o que está encoberto será revelado. Depois o temor: não tenham medo dos que matam o corpo; temam a Deus. E logo o consolo: pardais vendidos por pouco não são esquecidos, os cabelos da cabeça estão contados. Ensine o equilíbrio com cuidado. Depois confessar Jesus diante dos homens, a advertência sobre a blasfêmia contra o Espírito Santo, e a promessa de que o Espírito lhes ensinará o que dizer quando forem levados a julgamento.

  6. Lucas 12:13-34

    Celeiros, corvos e lírios

    Um homem quer que Jesus resolva uma disputa de herança, e Jesus se recusa a ser árbitro e adverte contra a avareza. Ensine 12:15 como a chave: a vida não consiste nos bens. Depois o rico insensato. Depois a virada para os discípulos: não andem ansiosos pela comida nem pela roupa. Ensine os corvos e os lírios como argumentos do menor para o maior, e 12:31-32 como o coração: busquem o Reino, foi do agrado do Pai dá-lo. Feche com o tesouro nos céus e 12:34. Evite a política; Jesus fala a cada coração sobre confiança, não a algum sistema econômico.

  7. Lucas 12:35-59

    Prontos quando o senhor vier

    Ensine as imagens da prontidão: vestidos e prontos, lâmpadas acesas, servos esperando o senhor que volta de uma festa de casamento. Aponte a inversão espantosa de 12:37, onde o senhor serve os servos. Depois o ladrão e o mordomo. Explique que estar pronto com fidelidade significa fazer a obra do senhor, não ficar olhando para o céu. Depois os ditos duros sobre o fogo, o batismo e a divisão, que apontam para a sua morte próxima e para o custo de segui-lo. Feche com interpretar o tempo e acertar-se com o adversário no caminho. Ensine isso por último porque reforça a urgência de tudo o que veio antes.

Onde os participantes se confundem

As leituras equivocadas que esta passagem costuma provocar, e como responder a cada uma a partir do texto.

“Se eu continuar pedindo, Deus tem que me dar o que eu quero.”

O amigo à meia-noite ensina por contraste: se um amigo relutante dá “por causa da sua persistência” (11:8), quanto mais um bom Pai dará. Jesus não termina com qualquer coisa que vocês pedirem, mas com “quanto mais o seu Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lhe pedirem?” (11:13). A persistência é incentivada, e o Pai é generoso, mas dá boas dádivas, não pedras. Ensine os alunos a continuar orando com confiança, e seja gentil com quem sente que as suas longas orações não tiveram resposta.

“Tenho medo de ter cometido o pecado imperdoável.”

Em 12:10 Jesus adverte que a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada, num contexto em que os opositores chamaram de obra de Belzebu a obra que ele fazia pelo Espírito de Deus (11:15). As tradições explicam esse pecado de maneiras diferentes, e esta lição não resolve isso. O que se pode dizer é que a advertência mira uma hostilidade endurecida contra a obra de Deus, e que uma pessoa angustiada por tê-lo cometido mostra o contrário: um coração que se importa com Deus. Trate esta confusão pastoralmente, e incentive quem estiver aflito a conversar com um pastor.

“Jesus diz que é errado poupar dinheiro ou planejar o futuro.”

O rico é chamado de louco não por planejar, mas porque “ajunta tesouros para si mesmo e não é rico para com Deus” (12:21). O plano dele era todo para si e supunha muitos anos que ele não tinha. Provérbios elogia a formiga que guarda alimento (6:6-8). Jesus adverte contra a avareza (12:15) e a ansiedade (12:22), e chama à generosidade (12:33). Ensine a turma a perguntar se o seu planejamento nasce da confiança em Deus ou do medo, e se inclui os outros.

“Estar pronto para a volta de Jesus significa prever quando ela vai acontecer.”

Jesus diz que “o Filho do Homem virá em uma hora que vocês não esperam” (12:40). A prontidão se mostra no mordomo que é encontrado “fazendo assim” (12:43), alimentando fielmente a casa, não calculando a data. O servo infiel falha justamente porque supõe a demora e se comporta mal (12:45). Ensine a prontidão como fidelidade diária, e afaste a turma de marcar datas ou de aplicar os acontecimentos às notícias atuais.

“Jesus veio dividir famílias, então não tem problema eu brigar com a minha.”

Em 12:51-53 Jesus adverte que segui-lo causará divisão, até dentro das casas, porque uns seguirão e outros não. Isso descreve o custo da lealdade a ele; não é permissão para causar conflitos. O mesmo Evangelho manda amar os inimigos (6:27) e honrar os pais (18:20). Ensine este dito com cuidado por alunos cujas famílias se opõem à sua fé, e deixe claro que a divisão é causada pela lealdade a Jesus, não pela falta de bondade.

Objetivos de aprendizagem

  1. Explicar a estrutura da oração ensinada por Jesus em Lucas 11:1–4 e a persistência incentivada pela ilustração do amigo à meia-noite.
  2. Acompanhar a resposta de Jesus à acusação envolvendo Belzebu e explicar o argumento do “reino dividido”.
  3. Identificar o sinal de Jonas e os exemplos da rainha do sul e de Nínive na repreensão de Jesus à geração.
  4. Listar os ais dirigidos aos fariseus e doutores da lei em Lucas 11:37–54 e identificar o contraste repetido entre o cuidado exterior e as questões mais importantes negligenciadas.
  5. Explicar por que a advertência de Jesus sobre a cobiça em Lucas 12:15 conduz diretamente ao relato do rico tolo.
  6. Descrever o ensino sobre os servos vigilantes e o administrador fiel em Lucas 12:35–48, incluindo o princípio de que maior conhecimento traz maior responsabilidade.

Preparação do professor

  1. Leia a oração do Pai-Nosso de Lucas 11:2-4 na Bíblia Portuguesa Mundial, em vez de importar a redação mais longa de Mateus.
  2. Prepare-se para explicar a importância social da hospitalidade à meia-noite, sem afirmar que se conhece a organização de todas as casas.
  3. Marque a sequência em Lucas 11:37–54: convite para jantar, surpresa com as mãos não lavadas, ais aos fariseus, protesto do doutor da lei, ais aos doutores da lei e depois hostilidade crescente.
  4. Prepare-se para explicar “fermento”, em Lucas 12:1, como uma influência que se espalha, aqui identificada por Jesus como hipocrisia.
  5. Leia Eclesiastes 2:18–23 e Salmo 39:6 como contexto opcional para o rico tolo, mas deixe a própria conclusão de Jesus em Lucas 12:20–21 orientar a aplicação: a abundância armazenada não pode garantir a vida do proprietário.

Verificação de evidência e interpretação

Explícito

Lucas 11:42 repreende explicitamente os fariseus por darem o dízimo de pequenas ervas e desprezarem a justiça e o amor de Deus, e diz que as questões negligenciadas deveriam ter sido praticadas sem deixar as outras por fazer.

Sustentado pelas Escrituras

Lucas 12:15–21 adverte diretamente que a vida não consiste na abundância de posses e ilustra isso com um rico cujos celeiros maiores não podem impedir que Deus lhe exija a vida naquela mesma noite.

Inferência forte

Como Jesus passa do rico tolo aos corvos, aos lírios, à busca do reino, às esmolas e ao tesouro no céu, a passagem apresenta claramente a liberdade da ansiedade e da cobiça como confiança expressa em prioridades redirecionadas, e não como indiferença às necessidades comuns.

Leitura possível ou tradicional

As interpretações divergem quanto ao referente exato do “batismo” com que Jesus diz que precisa ser batizado em Lucas 12:50, embora o movimento circundante em direção ao sofrimento sustente fortemente sua leitura como a provação da paixão que se aproxima.

Limite

Lucas 11–12 não especifica o nome do discípulo que pergunta sobre a oração, a identidade de quem interrompe por causa da herança, o tipo de colheita do rico ou a data da volta do Senhor.

Discussão com orientação de resposta

1. Quais prioridades aparecem na oração de Lucas 11:2–4?

O que uma boa resposta contém

A oração começa com Deus: “Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu” (11:2). Só depois vêm as nossas necessidades: “Dá-nos dia a dia o nosso pão diário” (11:3), o perdão, “pois nós mesmos também perdoamos a todo aquele que nos deve”, e “não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do maligno” (11:4). Uma resposta sólida vê a ordem, a honra e o Reino de Deus antes dos nossos pedidos, e nota que perdoar os outros faz parte de pedir perdão. Explique santificado como tratado como santo. Uma resposta fraca trata a oração como uma fórmula para recitar, e não como um padrão de prioridades.

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Mencione o nome de Deus, o reino, o pão diário, o perdão ligado a perdoar os outros e o livramento da tentação e do mal.

2. Como Jesus responde à acusação de expulsar demônios por Belzebu?

O que uma boa resposta contém

Com três argumentos. Primeiro, “Todo reino dividido contra si mesmo é levado à desolação” (11:17), então Satanás não lutaria contra si. Segundo, “por quem os filhos de vocês os expulsam?” (11:19), o que vira a acusação contra os exorcistas deles. Terceiro, “se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então o Reino de Deus chegou a vocês” (11:20). Explique o dedo de Deus com Êxodo 8:19. Depois a parábola do mais forte que vence o homem forte bem armado (11:21-22). Uma boa resposta vê Jesus afirmando que as suas obras mostram o Reino de Deus invadindo a casa de Satanás. Uma resposta fraca fica no primeiro argumento.

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Ele argumenta que um reino ou uma casa dividida contra si mesma cai, pergunta por quem os próprios filhos deles expulsam demônios e diz que sua obra pelo dedo de Deus significa que o reino chegou até eles.

3. O que torna culpável a exigência de um sinal por essa geração em 11:29–32?

O que uma boa resposta contém

Eles exigem um sinal enquanto ignoram o que têm diante de si. Jesus diz que nenhum sinal lhes será dado “senão o sinal do profeta Jonas” (11:29), e que a Rainha do Sul veio de longe para ouvir Salomão e os homens de Nínive se arrependeram com a pregação de Jonas, “e eis que está aqui quem é maior do que Jonas” (11:32). Uma resposta sólida vê que os de fora, com menos luz, responderam, enquanto esta geração tem mais e recusa. O sinal de Jonas é o próprio pregador e a sua mensagem de arrependimento, e muitos veem nele uma indicação da ressurreição. Uma resposta fraca trata a exigência de sinal como curiosidade inocente.

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Jesus menciona o sinal de Jonas e diz que tanto a rainha do sul quanto Nínive responderam a uma luz menor, enquanto está presente alguém maior que Salomão e Jonas.

4. Que contraste entre exterior e interior domina o confronto no jantar em 11:37–44?

O que uma boa resposta contém

O fariseu se admira de que Jesus não se lavou antes do jantar (11:38). Jesus responde: “Agora, vocês, fariseus, limpam o exterior do copo e do prato, mas o interior de vocês está cheio de extorsão e maldade” (11:39), e lembra que quem fez o exterior fez também o interior (11:40). Depois condena dar o dízimo das ervas enquanto “deixam de lado a justiça e o amor de Deus” (11:42), amar os primeiros assentos, e ser como sepulturas ocultas (11:44). Uma boa resposta vê que os ais miram uma religião que limpa a aparência e descuida da justiça e do amor. Uma resposta fraca ouve Jesus contra toda prática religiosa; ele diz “Vocês deviam ter feito estas coisas, sem omitir aquelas”.

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O fariseu percebe a questão da lavagem ritual.

5. O que há de tolo no plano do rico em 12:16–21?

O que uma boa resposta contém

A terra do rico “produziu com abundância” (12:16), e o plano dele é todo para si: “Derrubarei os meus celeiros, construirei outros maiores” (12:18), e depois dirá à própria alma que tem muitos bens guardados para muitos anos e pode descansar, comer, beber e alegrar-se (12:19). Deus o chama de louco: “esta noite a sua alma lhe será exigida” (12:20). Uma resposta sólida nota o meu e o eu que se repetem, a suposição de muitos anos, e a lição de 12:21, não ser “rico para com Deus”. Uma resposta fraca diz que o pecado dele foi ser rico ou plantar bem; o texto julga a sua confiança e o seu egoísmo, não a colheita.

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Sua terra produz abundantemente, ele planeja celeiros maiores e um longo descanso, mas trata os bens armazenados como segurança para anos que não lhe pertencem.

6. O que distingue o administrador fiel do servo abusivo em 12:42–48?

O que uma boa resposta contém

O mordomo fiel dá a todos “a porção de alimento no tempo certo” (12:42), e o seu senhor o encontrará “fazendo assim” quando vier (12:43). O outro diz “Meu senhor demora a vir” e começa “a espancar os servos e as servas, e a comer, a beber e a embriagar-se” (12:45). Uma boa resposta vê a diferença: um usa a demora para servir os outros com fidelidade, o outro para abusar do poder e satisfazer-se. Depois 12:48: “A quem muito é dado, muito lhe será exigido”. Uma resposta fraca lê o mordomo como imagem de ganhar a salvação; a parábola trata da responsabilidade fiel.

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O administrador fiel entrega à casa sua porção no tempo devido.

Aplicação responsável

Coração e hábitos

Use as passagens sobre a oração, os corvos, os lírios e a vigilância para identificar hábitos de dependência específicos de Lucas 11–12: pedir, buscar, receber a provisão diária, resistir à acumulação ansiosa e permanecer pronto.

Relacionamentos e comunidade

Coloque Lucas 11:42 ao lado de 12:33.

O celeiro não pode guardar o amanhã

Deixe os alunos examinarem o planejamento repetido do rico tolo na primeira pessoa em 12:17–19 e depois a interrupção de Deus no versículo 20.

Planos de encontro

Duas durações da mesma aula. A curta mantém a leitura, a conversa central e uma resposta; a longa dá tempo próprio às confusões e à aplicação.

45 minutos

8 min

Ensina-nos a orar

Leia 11:1-13. Faça a pergunta um e trate a confusão um.

6 min

O dedo de Deus

Leia 11:14-23 e faça a pergunta dois.

5 min

O sinal de Jonas

Leia 11:29-32 e faça a pergunta três.

6 min

Fora e dentro

Leia 11:37-44 e faça a pergunta quatro.

8 min

O rico insensato

Leia 12:13-34. Faça a pergunta cinco e trate a confusão três.

8 min

O mordomo fiel

Leia 12:35-48. Faça a pergunta seis e trate a confusão quatro.

4 min

Folha para casa

Leiam juntos o versículo-chave, distribua a folha e orem juntos a oração de 11:2-4.

90 minutos

8 min

Pelo que oramos

Peça ao grupo que liste com sinceridade pelo que mais oram. Depois leia 11:1-4 e faça a pergunta um.

10 min

Pedir, buscar, bater

Leia 11:5-13 e trate a confusão um.

12 min

O homem forte e o sinal maior

Leia 11:14-36 e Êxodo 8:19. Faça as perguntas dois e três.

12 min

Ais à mesa

Leia 11:37-54 e faça a pergunta quatro. Deixe cada aluno nomear um hábito exterior que pode estar escondendo um descuido interior.

12 min

Temor e confissão

Leia 12:1-12. Trate as confusões dois e cinco com cuidado pastoral.

14 min

Bens e ansiedade

Leia 12:13-34 e Provérbios 6:6-8. Faça a pergunta cinco e trate a confusão três.

14 min

Servos prontos

Leia 12:35-59. Faça a pergunta seis e trate a confusão quatro.

8 min

Folha e oração

Leiam juntos o versículo-chave, aponte a frase para levar para casa e orem percorrendo cada linha do Pai nosso.

Adaptando a aula

Crianças

Ensine a oração linha por linha com gestos: mãos para cima para Pai, mãos abertas para o pão de cada dia, mãos que se apertam para perdoar uns aos outros. Encenem o amigo que bate à porta à meia-noite e o vizinho sonolento. Mostre o desenho de pássaros e flores e conversem sobre Deus alimentar os pássaros e vestir as flores. Deixe de fora de uma turma de crianças pequenas os ais e as advertências sobre a Geena; concentre-se em confiar em Deus.

Jovens

Pergunte o que os deixa ansiosos: notas, dinheiro, o futuro, o que os outros pensam. Leia 12:22-32 e deixe que conversem se as palavras de Jesus parecem realistas. Conversem sobre o fermento da hipocrisia e a pressão de parecer bem nas redes sociais enquanto se é diferente em particular. Pergunte que tesouro estão acumulando. Dê uma opção por escrito a quem não quiser partilhar as suas preocupações em voz alta.

Adultos

Dedique tempo ao Pai nosso como modelo, à controvérsia sobre Belzebu, e aos ais como espelho para a gente religiosa de hoje. Passe tempo nos bens, nas disputas de herança, no planejamento da aposentadoria e na ansiedade, sem transformar a passagem em economia ou política. Conversem sobre prontidão e mordomia para quem tem responsabilidade sobre outros no trabalho, na igreja e em casa: 12:48 fala diretamente a eles.

Um a um

Pergunte que parte destes capítulos mais fala à pessoa agora: oração, medo, dinheiro ou prontidão. Siga a resposta dela. Se a ansiedade pesa, leia devagar 12:6-7 e 12:32. Se ela teme ter cometido o pecado imperdoável, tranquilize-a como faz a resposta da confusão e ofereça-se para orar. No final, orem juntos o Pai nosso.

Laboratório de músicas e vídeos

Use a mídia depois de ler a passagem. Uma música ou um vídeo pode interpretar, resumir ou dramatizar o texto, por isso deve ser comparado com as Escrituras.

  1. Antes: leia a passagem exata e identifique seu movimento central.
  2. Durante: observe quais palavras, pessoas, acontecimentos ou emoções o artista destaca.
  3. Depois: identifique o que a mídia esclarece, o que deixa de fora e o que precisa ser conferido no texto.

Folha para levar

Uma página para os participantes levarem para casa. O botão de imprimir imprime só esta seção.

Lucas 11–12

A passagem em resumo

Quando os discípulos pediram a Jesus que os ensinasse a orar, ele lhes deu uma oração a Deus como Pai e lhes disse que continuassem pedindo, buscando e batendo. Mostrou que o seu poder sobre os espíritos maus vinha de Deus. No jantar de um fariseu, advertiu contra limpar o exterior enquanto o coração está cheio de extorsão. Contou de um rico que construiu celeiros maiores mas não era rico para com Deus, e disse que não andassem ansiosos, porque o Pai sabe do que precisam. Disse aos seus seguidores que estivessem prontos e fiéis, como servos esperando o seu senhor.

Um versículo para guardar

Busquem, antes, o Reino de Deus, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. “Não tenham medo, pequeno rebanho, pois foi do agrado do Pai de vocês dar-lhes o Reino.

Lucas 12:31-32 · Bíblia Portuguesa Mundial

Perguntas para levar

  1. O que Jesus nos ensina a pedir na sua oração (11:2-4)?

  2. Por que o rico foi chamado de louco (12:20-21)?

  3. O que faz o servo fiel enquanto espera o seu senhor (12:42-43)?

Nesta semana

Cada dia desta semana, antes de olhar o celular ou o dinheiro, ore a oração que Jesus ensinou em Lucas 11:2-4.

Ouça e assista junto com a passagem

Ainda não há mídia exata catalogada para esta passagem. O relatório de conciliação conectará novos materiais quando estiverem disponíveis.

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Fonte: eBible.org · porbrbsl · obtido 2026-09-20