O panorama
O Salmo 136 dá a cada versículo a mesma resposta: "porque o seu amor leal dura para sempre". A repetição poderia ter-se tornado mecânica, mas a primeira metade mutável de cada linha continua dando ao refrão um trabalho novo. O Livro dos Salmos aplica a misericórdia duradoura à criação, ao sol e à lua, à derrota do Egito, à travessia do mar, à condução pelo deserto, aos reis vencidos, à terra herdada, à aflição lembrada, ao resgate e ao alimento para toda criatura. Esse alcance é decisivo. A misericórdia não fica reservada a cenas suaves nem a emergências espetaculares. As mortes dos primogênitos e a queda do faraó permanecem dentro do louvor de Israel, enquanto o deserto recebe o mesmo refrão que o mar dividido. A comunidade enfim entra no relato com "nossa humilhação", ligando a memória presente ao livramento antigo. Depois o último ato nomeado antes da ação de graças é maravilhosamente comum: alimentar os seres vivos. Ordem cósmica, resgate nacional e sustento diário recebem uma só resposta. O salmo mede a misericórdia por sua continuidade entre necessidades radicalmente distintas.
Neste capítulo
- Um refrão que tem uma função Salmos 136:1-9
Cada versículo desta seção inicial responde com "porque o seu amor leal dura para sempre", mas o Salmo 136 continua mudando o ato que é interpretado.
- O mesmo mar, dois resultados diferentes Salmos 136:10-16
O refrão não torna o Êxodo suave.
- Grandes reis se tornam uma resposta repetida Salmos 136:17-22
Os reis são chamados de "grandes" e "poderosos" antes que o Salmo 136 nomeie Seom e Ogue.
- Da aflição lembrada ao alimento para toda a carne Salmos 136:23-26
O pronome muda para "nós", trazendo os cantores do Salmo 136 diretamente para dentro do padrão lembrado.

A Escritura ao lado do resumo
Salmos · Bíblia Portuguesa Mundial · 26Salmos 136:1-9
Um refrão que tem uma função
Cada versículo desta seção inicial responde com "porque o seu amor leal dura para sempre", mas o Salmo 136 continua mudando o ato que é interpretado. O SENHOR é bom, supremo sobre outros que reivindicam divindade, autor de grandes maravilhas, criador dos céus e da terra, e aquele que designa ao sol, à lua e às estrelas suas tarefas ordenadas. O Livro dos Salmos lê assim a criação como expressão de misericórdia e não apenas como demonstração de poder bruto. Os títulos "Deus dos deuses" e "Senhor dos senhores" estabelecem a supremacia antes que o poema passe aos luminares criados. Seu domínio sobre o dia e a noite lhes é designado pelo seu autor, em vez de ser tratado como ação divina independente. O refrão repetido pode convir a uma resposta congregacional, embora o salmo não especifique como os cantores estavam dispostos. O que importa é a coerência interpretativa. As estruturas imensas e a alternância diária de luz e escuridão ficam sob a mesma bondade duradoura, fazendo da misericórdia uma ordem contínua e não uma intervenção rara.

Estudo aprofundado
O refrão ocorre em cada versículo, mas a primeira metade, que muda, impede que seja um ciclo vazio. Cada ato é colocado sob a mesma descrição: “a sua misericórdia dura para sempre”. Portanto, a criação é lida como expressão de bondade, não simplesmente como exibição de poder. A resposta repetida dá ao poema uma forma bem adequada a uma congregação que responde, embora o texto não especifique a organização de seus cantores.
Os títulos “Deus dos deuses” e “Senhor dos senhores” estabelecem a supremacia antes de o relato se voltar aos céus, à terra, ao sol, à lua e às estrelas. Essas luzes recebem tarefas. Seu governo sobre o dia e a noite é atribuído, não independente de seu Criador. A sequência começa com estruturas imensas e depois atenta para seu serviço ordenado. Até a alternância recorrente da luz do dia e da escuridão pertence ao relato do poema sobre a misericórdia que continua, em vez de aparecer apenas em emergências isoladas.
Percurso versículo por versículo
- Salmos 136:1
A tradição judaica chama este salmo de Grande Hallel (Talmude, Pesachim 118a). O seu refrão, ki le’olam chasdo, a linha dos levitas em 1 Crônicas 16:34, vem vinte e seis vezes, uma em cada versículo. A linha de abertura é a mesma dos Salmos 106, 107 e 118.
- Salmos 136:2
Deuteronômio 10:17 diz que o SENHOR “é o Deus dos deuses e o Senhor dos senhores”, e este versículo e o seguinte dividem essa frase em duas. “Deus dos deuses” é Elohei ha’elohim, um superlativo: o Deus supremo, não um no meio da multidão.
- Salmos 136:3
É a segunda metade de Deuteronômio 10:17. “Senhor dos senhores” é Adonei ha’adonim, o amo acima de todos os amos. Apocalipse 19:16 escreve o mesmo título no manto e na coxa do cavaleiro do cavalo branco: “SENHOR DOS SENHORES”.
- Salmos 136:4
“Sozinho” é levaddo, por si mesmo, sem ajudante. O Salmo 72:18 louva o Deus que é “o único que faz maravilhas”. As “grandes maravilhas”, niphla’ot gedolot, servem de título para o que segue: primeiro a criação, depois o êxodo.
- Salmos 136:5
“Com entendimento” é bitvunah. Provérbios 3:19 diz o mesmo: “Pelo entendimento, ele estabeleceu os céus.” A criação é apresentada como obra de perícia, como a de um mestre de obras, antes de ser apresentada como obra de poder.
- Salmos 136:6
“Estendeu” é raqa, bater ou espalhar, o verbo de onde vem o raqia, o “firmamento” de Gênesis 1:6. O Salmo 24:2 diz que “ele a fundou sobre os mares”. A terra seca é imaginada espalhada, chata, por cima das águas.
- Salmos 136:7
Gênesis 1:16 os chama me’orot, portadores de luz ou lâmpadas; o salmo diz orim, luzes, mas a expressão “grandes luminares” vem de lá, e a tradução portuguesa usa a mesma nos dois lugares. Gênesis não os nomeia. O salmo vai nomeá-los nos dois versículos seguintes.
- Salmos 136:8
Onde Gênesis 1 diz apenas “o luminar maior”, o salmo diz shemesh, sol, palavra que era também o nome de um deus em todo o antigo Oriente Próximo. “Governar” é memshalah, domínio: o sol governa o dia como um funcionário nomeado, não como uma divindade.
- Salmos 136:9
Em Gênesis 1:16 as estrelas são quase um pós-escrito, “Ele fez também as estrelas.” Aqui elas partilham com a lua o governo da noite. O refrão é o mesmo depois do sol, da lua e das estrelas que depois das pragas: tudo é chesed.
Salmos 136:1-9
Bíblia Portuguesa Mundial1Deem graças ao SENHOR, porque ele é bom, porque o seu amor leal dura para sempre.
2Deem graças ao Deus dos deuses, porque o seu amor leal dura para sempre.
3Deem graças ao Senhor dos senhores, porque o seu amor leal dura para sempre;
4àquele que, sozinho, faz grandes maravilhas, porque o seu amor leal dura para sempre;
5àquele que com entendimento fez os céus, porque o seu amor leal dura para sempre;
6àquele que estendeu a terra sobre as águas, porque o seu amor leal dura para sempre;
7àquele que fez os grandes luminares, porque o seu amor leal dura para sempre;
8o sol para governar de dia, porque o seu amor leal dura para sempre;
9a lua e as estrelas para governarem de noite, porque o seu amor leal dura para sempre;
Salmos 136:10-16
O mesmo mar, dois resultados diferentes
O refrão não torna o Êxodo suave. O Salmo 136 nomeia a morte dos primogênitos do Egito, a saída de Israel, a mão forte e o braço estendido, o mar dividido, a travessia segura e a queda do faraó. O Livro dos Salmos fala a partir da posição do povo livrado da servidão e não finge que ninguém sofreu no juízo que o libertou. No Mar Vermelho, as mesmas águas produzem dois resultados opostos: Israel passa pelo meio, enquanto o faraó e o seu exército são derrubados. Depois o poema faz algo importante ao dar ao deserto o seu próprio versículo. O resgate não terminou na margem. O povo ainda teve de ser conduzido por um intervalo longo e difícil depois da abertura dramática do mar. O refrão inalterado acompanha tanto o espetáculo quanto a condução sustentada. A misericórdia não se limita, portanto, a um momento explosivo de livramento. Ela continua no trabalho longo de conduzir um povo vulnerável depois que a crise mais memorável já passou.
Estudo aprofundado
A resposta repetida não torna suave cada acontecimento. Os primogênitos são feridos, e a força de Faraó é derrubada. O salmo nomeia essas mortes dentro do louvor de Israel por sua libertação do Egito. O contraste no mar é explícito: Israel passa, enquanto Faraó e seu exército não. Aqui, a misericórdia é narrada a partir da posição de um povo liberto pela derrota de seu perseguidor, não a partir de uma alegação de que ninguém sofreu.
O deserto recebe apenas um versículo, mas sua posição é importante. A mão forte que tira Israel é seguida pela orientação ao longo de um intervalo extenso e inóspito. O resgate não se limita a uma abertura espetacular nas águas. O refrão continua pelo trabalho menos condensado de conduzir um povo adiante. Sua formulação inalterada coloca a saída dramática e a jornada sustentada dentro da mesma ação contínua.
Percurso versículo por versículo
- Salmos 136:10
A Páscoa caía no dia catorze de um mês lunar, a noite de lua cheia. A lua posta para governar a noite no versículo 9 brilhava no seu máximo sobre o Egito quando os primogênitos morreram (Êxodo 12:29). O salmo passa de uma coisa à outra em linhas seguidas.
- Salmos 136:11
“Do meio deles” é mittokham. Israel não estava do outro lado de uma fronteira, mas dentro do Egito, entrelaçado na sua força de trabalho, e precisou ser arrancado de lá. A mesma palavra, “meio”, vai descrever o caminho pelo mar no versículo 14.
- Salmos 136:12
“Com mão forte e com braço estendido” é a fórmula de Deuteronômio (4:34, 5:15, 26:8), onde a tradução portuguesa diz “mão poderosa” e “braço estendido”. Inscrições reais egípcias exaltavam o braço forte do próprio faraó, e vários estudiosos pensam que a expressão vira esse orgulho contra ele; é inferência, mas bem fundamentada.
- Salmos 136:13
“Dividiu em duas partes” é gozer ligzarim, cortou em pedaços. O substantivo gezarim é a palavra para as metades dos animais por entre as quais passou o forno fumegante quando Deus fez aliança com Abrão, “por entre aqueles pedaços” (Gênesis 15:17). O mar é cortado como um sacrifício de aliança.
- Salmos 136:14
“Pelo meio dele” é betokho, a palavra de Êxodo 14:22: “Os filhos de Israel entraram pelo meio do mar em terra seca”. Tirado do meio do Egito no versículo 11, Israel agora passa pelo meio do mar.
- Salmos 136:15
“Derrubou” é ni’er, sacudir, como se sacode a poeira de uma roupa; Neemias 5:13 usa o verbo quando diz “sacudi a dobra do meu manto”. Êxodo 14:27 usa o mesmo verbo para os egípcios lançados ao mar, embora a tradução portuguesa diga ali “precipitou”. O refrão segue inalterado até aqui.
- Salmos 136:16
Quarenta anos recebem uma única linha. O particípio, molikh, quer dizer aquele que continuou conduzindo, dia após dia. Deuteronômio 8:15 descreve o trajeto: “o grande e terrível deserto, com cobras venenosas e escorpiões”.
Salmos 136:10-16
Bíblia Portuguesa Mundial10àquele que feriu os primogênitos do Egito, porque o seu amor leal dura para sempre;
11e tirou Israel do meio deles, porque o seu amor leal dura para sempre;
12com mão forte e com braço estendido, porque o seu amor leal dura para sempre;
13àquele que dividiu o Mar Vermelho em duas partes, porque o seu amor leal dura para sempre;
14e fez Israel passar pelo meio dele, porque o seu amor leal dura para sempre;
15mas derrubou o faraó e o seu exército no Mar Vermelho, porque o seu amor leal dura para sempre;
16àquele que conduziu o seu povo pelo deserto, porque o seu amor leal dura para sempre;
Salmos 136:17-22
Grandes reis se tornam uma resposta repetida
Os reis são chamados de "grandes" e "poderosos" antes que o Salmo 136 nomeie Seom e Ogue. Sua estatura não é negada para tornar a derrota mais fácil de explicar. Ao contrário, o refrão repetido segue cada título e cada nome, colocando com firmeza a misericórdia duradoura do SENHOR acima da reputação desses governantes. O Livro dos Salmos se detém depois no ponto da recepção ao mencionar a terra duas vezes: é herança e, em seguida, especificamente herança dada a Israel. A sequência de derrotas militares não é tratada como fim em si mesma. Ela se abre para um povo que recebe um lugar. Ainda assim, a descrição final de Israel nesta seção é "seu servo", expressão que impede que a posse se torne declaração de soberania independente. A dádiva permanece ligada a quem a dá. Grandes reis podem perder seus reinos e um povo servo pode receber terra, mas o termo duradouro que atravessa toda mudança continua sendo a misericórdia do SENHOR e não a permanência do poder humano.
Estudo aprofundado
Primeiro os reis são chamados de grandes e famosos, depois são nomeados. Sua estatura não é negada para tornar sua derrota mais fácil de explicar. Em vez disso, a resposta repetida segue cada descrição e cada nome, colocando continuamente a misericórdia duradoura do Senhor acima da reputação desses governantes. A estrutura verbal impede que sua proeminência se torne a ênfase final de qualquer linha.
A terra é mencionada duas vezes: primeiro como herança, depois como herança para Israel, servo de Deus. A repetição desacelera o relato no ponto do recebimento. A sequência militar tem um destino além da remoção dos inimigos: um povo recebe um lugar. Contudo, “servo” é uma identificação final importante. A posse de Israel é descrita dentro de uma relação de dependência e serviço, não como prova de que a nação se tornou a fonte soberana de sua própria segurança. A dádiva permanece ligada a quem a concede.
Percurso versículo por versículo
- Salmos 136:17
O adjetivo “grande” costura o salmo: grandes maravilhas (versículo 4), grandes luminares (versículo 7), e agora grandes reis. Os reis são medidos na mesma escala do sol e da lua, e o mesmo Deus lida com todos eles.
- Salmos 136:18
“Poderosos” traduz addirim, majestosos ou imponentes. A palavra é usada no Cântico do Mar para as águas em que o Egito afundou “como chumbo nas águas impetuosas” (Êxodo 15:10). Os reis recebem a grandeza do mar, e o mesmo fim.
- Salmos 136:19
Seom reinava em Hesbom. Israel pediu apenas para atravessar a sua terra pela estrada do rei, prometendo “Não beberemos da água dos poços”, e ele saiu para lutar (Números 21:21–24). A recusa dele foi o que pôs a sua terra nas mãos de Israel.
- Salmos 136:20
Ogue de Basã foi o último dos refains, os gigantes, e Deuteronômio 3:11 registra que “o seu leito era um leito de ferro”, de nove côvados por quatro, ainda exposto em Rabá. Um rei lembrado pela mobília é nomeado numa linha e deixado para trás.
- Salmos 136:21
Os reinos de Seom e Ogue, a leste do Jordão, foram a primeira terra que Israel teve, dada a Gade, a Rúben e à meia tribo de Manassés antes de atravessar o rio (Números 32:33). A herança começou antes que se entrasse na terra prometida propriamente dita.
- Salmos 136:22
O Salmo 135:12 dizia “Israel, seu povo”; este diz “Israel, seu servo”, o título que Isaías dá à nação, “Mas você, Israel, meu servo” (Isaías 41:8). A herança é dada a alguém que pertence ao doador.
Salmos 136:17-22
Bíblia Portuguesa Mundial17àquele que feriu grandes reis, porque o seu amor leal dura para sempre;
18e matou reis poderosos, porque o seu amor leal dura para sempre;
19Seom, rei dos amorreus, porque o seu amor leal dura para sempre;
20Ogue, rei de Basã, porque o seu amor leal dura para sempre;
21e deu a terra deles como herança, porque o seu amor leal dura para sempre;
22sim, como herança a Israel, seu servo, porque o seu amor leal dura para sempre;
Salmos 136:23-26
Da aflição lembrada ao alimento para toda a carne
O pronome muda para "nós", trazendo os cantores do Salmo 136 diretamente para dentro do padrão lembrado. O SENHOR se lembrou deles em sua humilhação e os livrou dos seus adversários, embora o capítulo não identifique a crise específica. O Livro dos Salmos pode assim ligar a comunidade que adora à história anterior sem inventar uma data que o texto nunca fornece. Depois o alcance se alarga em outra direção: Deus "dá alimento a toda criatura". Depois da criação, do Egito, do mar, do deserto e dos reis vencidos, o sustento comum não é tratado como anticlímax. Recebe exatamente o mesmo refrão que as maiores maravilhas. A linha se estende ainda além de Israel, para a vida dependente em geral. Os corpos precisam de alimento, e essa necessidade pertence ao relato de misericórdia duradoura que o poema oferece. O título final "Deus dos céus" mantém juntas a altura e a provisão comum. Aquele que é louvado acima de todo poder é louvado também como quem dá o que as criaturas vivas requerem a cada dia.
Estudo aprofundado
A mudança para “nossa baixeza” traz os cantores para dentro do relato. Eles já não nomeiam apenas as experiências das gerações anteriores. A lembrança de Deus alcança a comunidade que agora dá graças, e o refrão liga seu resgate aos atos já recordados. O texto não identifica a aflição específica, de modo que essa mudança de pronome fornece uma ligação presente sem fornecer uma data.
Então vem alimento para “toda a carne”. Depois dos céus, da travessia do mar e dos reis derrotados, uma refeição não é tratada como um desfecho sem impacto. A alimentação cotidiana recebe precisamente a resposta dada às maiores maravilhas. O alcance também se amplia para além da herança de Israel, chegando às necessidades das criaturas vivas em geral. O título final, “Deus do céu”, mantém unidas essa altura e essa provisão: aquele que é louvado acima de todos os poderes também é nomeado como quem dá aquilo de que corpos dependentes precisam.
Percurso versículo por versículo
- Salmos 136:23
De repente o relato vira “nós”. “Humilhação” é shefel, baixeza, rebaixamento, talvez o exílio, embora o salmo não o diga. Maria usa a forma grega da expressão: ele “olhou para a condição humilde de sua serva” (Lucas 1:48).
- Salmos 136:24
“Livrou” é paraq, arrancar ou quebrar, o verbo que Isaque usa quando diz a Esaú que ele “sacudirá o jugo dele do seu pescoço” (Gênesis 27:40). O resgate é imaginado como um jugo arrancado à força.
- Salmos 136:25
“Toda criatura” é kol basar, toda carne, todo ser vivo, não só Israel. O Salmo 145:15 e o 104:27 dizem que todos esperam nele pelo alimento, “no tempo certo”. Depois de reis e mares, o salmo termina a sua lista com a refeição diária de cada animal da terra.
- Salmos 136:26
“O Deus dos céus”, El hashamayim, só aparece aqui nos Salmos. É o título mais usado nos livros do período persa, como no decreto de Ciro, “O SENHOR, o Deus dos céus” (Esdras 1:2), em Neemias 1:4 e em Daniel 2:18. O salmo que começou com palavras de Deuteronômio termina num idioma mais tardio.
Salmos 136:23-26
Bíblia Portuguesa Mundial23que se lembrou de nós em nossa humilhação, porque o seu amor leal dura para sempre;
24e nos livrou dos nossos adversários, porque o seu amor leal dura para sempre;
25que dá alimento a toda criatura, porque o seu amor leal dura para sempre.
26Oh, deem graças ao Deus dos céus, porque o seu amor leal dura para sempre.
Questões para manter em mente durante a leitura
- Acompanhe o falante, as imagens, linhas paralelas, perguntas e movimento emocional.
- Observe onde o sofrimento ou a tensão impedem uma resposta fácil.
- Leia um provérbio como sabedoria para discernir, não como promessa mecânica fora do contexto.
Primeiro o texto
Onde os leitores divergem
O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.
O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.
As notas interpretativas comparativas deste capítulo estão em preparação. Até que as notas revisadas estejam prontas, esta página separa o texto bíblico do resumo e da aplicação sem afirmar que leitores responsáveis concordam em todas as questões.
Questões sob a superfície
- Que parte de Salmos 136 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
- Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
- Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Salmos 136?
- Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Perguntas para uma reflexão pessoal séria
Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.
Observe sem pressa
Que parte de Salmos 136 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Os últimos salmos param de pedir qualquer coisa. Louvai-o pelos seus feitos poderosos, com trombeta, harpa, adufe, cordas e címbalos sonoros, até o livro terminar na linha para a qual vinha caminhando: tudo quanto tem fôlego louve ao SENHOR.?
Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Examine seu interior com honestidade
Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?
Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?
Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?
Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?
Responda com sabedoria e coragem
O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?
Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?
Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?
Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



