O panorama
Jacó, também chamado Israel, é pai de doze filhos e chefe de uma grande família. Vive em Canaã, a terra onde seu pai viveu como estrangeiro. José, um dos filhos mais novos de Jacó, tem dezessete anos e trabalha com os rebanhos da família. Jacó mostra abertamente sua preferência por ele, e os irmãos mais velhos de José se ressentem disso. José então lhes relata dois sonhos que apontam para sua família se curvando diante dele. Quando os irmãos viajam com os rebanhos, Jacó envia José para saber como estão. A raiva deles logo vira um plano para tirá-lo do caminho.
Neste capítulo
- A Preferência Aprofunda o Ódio dos Irmãos Gênesis 37:1-11
José trabalha com alguns de seus irmãos e relata a Jacó a má conduta deles.
- Os Irmãos Vendem José Gênesis 37:12-28
Jacó envia José para saber como estão seus irmãos e os rebanhos.
- Jacó É Enganado Sobre José Gênesis 37:29-36
Rúben volta à cisterna e descobre que José sumiu.
Verdade central
A preferência de Jacó e o ódio dos irmãos rompem a família, enquanto a traição deles leva José rumo ao Egito.

A Escritura ao lado do resumo
Gênesis · Bíblia Portuguesa Mundial · 36Gênesis 37:1-11
A Preferência Aprofunda o Ódio dos Irmãos
José trabalha com alguns de seus irmãos e relata a Jacó a má conduta deles. Jacó ama José mais que seus outros filhos e lhe dá uma túnica especial de muitas cores. Os irmãos percebem a preferência e não conseguem falar em paz com José. Ele então lhes relata dois sonhos. No primeiro, os feixes de cereais dos irmãos se curvam diante do seu feixe. No segundo, o sol, a lua e onze estrelas se curvam diante dele. Seus irmãos entendem os sonhos como uma afirmação de que José vai governá-los. Jacó repreende José por causa do segundo sonho, mas continua pensando nele. Os irmãos reagem com inveja.

No dia a dia
Um pai dirige uma oficina familiar e dá a um filho os melhores horários, as ferramentas mais novas e elogios constantes. Esse filho então diz aos irmãos que espera liderá-los um dia. O ressentimento cresce porque a preferência e a posição de chefe agora apontam na mesma direção. Os sonhos de José, diferente da ambição do filho, carregam um sentido que a família ainda não entende.
Repare
Gênesis 37:11 Jacó repreende José, mas também guarda o assunto em mente. Seus filhos reagem com inveja, enquanto Jacó deixa espaço para que os sonhos signifiquem mais que palavras de orgulho.
Gênesis 37:1-11
Bíblia Portuguesa Mundial1Jacó viveu na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.
2Esta é a história das gerações de Jacó. José, tendo dezessete anos de idade, apascentava o rebanho com seus irmãos. Ele era um jovem com os filhos de Bila e Zilpa, mulheres de seu pai. José trazia a seu pai um mau relatório sobre eles.
3Ora, Israel amava mais a José do que a todos os seus filhos, porque era o filho da sua velhice; e fez para ele uma túnica de muitas cores.
4Seus irmãos viram que o pai o amava mais do que a todos os seus irmãos, e o odiaram, e não conseguiam falar pacificamente com ele.
5José teve um sonho, e o contou aos seus irmãos, e eles o odiaram ainda mais.
6Ele lhes disse: “Por favor, ouçam este sonho que tive:
7pois eis que estávamos amarrando feixes no campo, e eis que o meu feixe se levantou e ficou em pé; e eis que os feixes de vocês se colocaram ao redor e se curvaram diante do meu feixe.”
8Seus irmãos lhe perguntaram: “Você reinará de fato sobre nós? Você de fato terá domínio sobre nós?” Eles o odiaram ainda mais por causa dos seus sonhos e das suas palavras.
9Ele teve ainda outro sonho, e o contou aos seus irmãos, e disse: “Eis que tive ainda outro sonho: e eis que o sol, a lua e onze estrelas se curvaram diante de mim.”
10Ele o contou a seu pai e a seus irmãos. Seu pai o repreendeu, e lhe disse: “Que sonho é este que você teve? Acaso eu, sua mãe e seus irmãos viremos de fato a nos curvar até a terra diante de você?”
11Seus irmãos tiveram inveja dele, mas seu pai guardou este assunto em mente.
Gênesis 37:12-28
Os Irmãos Vendem José
Jacó envia José para saber como estão seus irmãos e os rebanhos. José chega a Siquém, uma cidade de Canaã, e descobre que foram a Dotã, outra cidade mais ao norte. Os irmãos o veem chegando e planejam matá-lo. Rúben, filho mais velho de Jacó, argumenta contra o derramamento de sangue e espera resgatar José depois. Eles tiram a túnica especial de José e o jogam num reservatório de água vazio. Enquanto comem, passam comerciantes a caminho do Egito, o reino a sudoeste de Canaã. Judá, outro filho de Jacó, propõe vender José em vez de matá-lo. Os irmãos aceitam. José é vendido por vinte peças de prata e levado rumo ao Egito.


No dia a dia
Três trabalhadores têm ressentimento do filho do dono e passam o almoço alimentando a raiva uns dos outros. Um deles diz que estão indo longe demais. Mesmo assim, não impede que o grupo apresente uma denúncia falsa que afasta o filho e traz vantagens a eles. A traição dos irmãos de José é muito mais grave que uma traição no trabalho: eles discutem assassinato e o vendem como escravo.
Repare
Gênesis 37:24 A cisterna está vazia e não tem água. Esse detalhe explica por que José sobrevive ao ser jogado nela e mostra como fica sem defesa quando seus irmãos o deixam ali.
Gênesis 37:12-28
Bíblia Portuguesa Mundial12Seus irmãos foram apascentar o rebanho de seu pai em Siquém.
13Israel disse a José: “Seus irmãos não estão apascentando o rebanho em Siquém? Venha, e eu o enviarei a eles.” Ele lhe respondeu: “Eis-me aqui.”
14Ele lhe disse: “Vá agora, veja se está tudo bem com seus irmãos e com o rebanho; e traga-me notícias.” Assim, ele o enviou do vale de Hebrom, e ele chegou a Siquém.
15Um certo homem o encontrou, e eis que ele estava vagando pelo campo. O homem lhe perguntou: “O que você está procurando?”
16Ele disse: “Estou procurando meus irmãos. Diga-me, por favor, onde eles estão apascentando o rebanho.”
17O homem disse: “Eles partiram daqui, pois os ouvi dizer: 'Vamos para Dotã'.” José foi atrás de seus irmãos e os encontrou em Dotã.
18Eles o viram de longe e, antes que ele se aproximasse deles, conspiraram contra ele para matá-lo.
19Disseram uns aos outros: “Eis que lá vem o sonhador.
20Venham, pois, agora, e vamos matá-lo, e jogá-lo em uma das cisternas, e diremos: 'Um animal feroz o devorou.' Veremos o que será dos seus sonhos.”
21Rúben ouviu isso e o livrou das mãos deles, dizendo: “Não tiremos a sua vida.”
22Rúben lhes disse: “Não derramem sangue. Joguem-no nesta cisterna que está no deserto, mas não coloquem as mãos nele” —para que pudesse livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo a seu pai.
23Quando José chegou aos seus irmãos, eles despojaram José de sua túnica, a túnica de muitas cores que ele vestia;
24e o pegaram, e o jogaram na cisterna. A cisterna estava vazia. Não havia água nela.
25Eles se sentaram para comer pão, e levantaram os olhos e olharam, e viram uma caravana de ismaelitas vindo de Gileade, com seus camelos carregando especiarias, bálsamo e mirra, descendo para levá-los ao Egito.
26Judá disse a seus irmãos: “Que proveito haverá se matarmos nosso irmão e ocultarmos o seu sangue?
27Venham, e vamos vendê-lo aos ismaelitas, e não deixemos que a nossa mão esteja sobre ele; pois ele é nosso irmão, nossa carne.” Seus irmãos o ouviram.
28Passavam por ali mercadores midianitas, e eles puxaram e tiraram José da cisterna, e venderam José aos ismaelitas por vinte peças de prata. Os mercadores levaram José para o Egito.
Gênesis 37:29-36
Jacó É Enganado Sobre José
Rúben volta à cisterna e descobre que José sumiu. Rasga suas roupas, um sinal comum de profunda tristeza, e se desespera com o que aconteceu. Os irmãos matam um cabrito e mergulham a túnica de José no sangue. Não dizem a Jacó que José morreu. Em vez disso, enviam a túnica a ele e perguntam se a reconhece. Jacó conclui que um animal selvagem matou seu filho. Veste pano de saco e passa muitos dias de luto, recusando o consolo da família. José, porém, está vivo no Egito. Os comerciantes o vendem a Potifar, um oficial egípcio que comanda a guarda do Faraó, título do rei do Egito.

No dia a dia
Vários irmãos escondem a partida de outro irmão e deixam a bolsa de trabalho dele num lugar onde o pai a encontrará. Deixam que ele chegue à pior conclusão e depois ficam ao seu lado durante dias de tristeza sem dizer a verdade. Os filhos de Jacó vão muito mais longe ao usar sangue para fazer o pai acreditar que José foi morto.
Repare
Gênesis 37:32 Os irmãos nunca dizem diretamente que José morreu. Apresentam a túnica e pedem que Jacó a identifique, fazendo o próprio pai chegar à conclusão falsa.
Gênesis 37:29-36
Bíblia Portuguesa Mundial29Rúben voltou à cisterna, e viu que José não estava na cisterna; e rasgou as suas roupas.
30Ele voltou a seus irmãos, e disse: “O menino não está mais lá; e eu, para onde irei?”
31Eles pegaram a túnica de José, mataram um bode, e mergulharam a túnica no sangue.
32Eles pegaram a túnica de muitas cores, a levaram a seu pai, e disseram: “Encontramos isto. Examine-a, agora, e veja se é a túnica do seu filho ou não.”
33Ele a reconheceu, e disse: “É a túnica do meu filho. Um animal feroz o devorou. Sem dúvida, José foi despedaçado.”
34Jacó rasgou as suas roupas, colocou pano de saco na cintura, e lamentou por seu filho muitos dias.
35Todos os seus filhos e todas as suas filhas se levantaram para consolá-lo, mas ele recusou ser consolado. Ele disse: “Pois descerei ao Seol até o meu filho, lamentando.” Seu pai chorou por ele.
36Os midianitas o venderam no Egito a Potifar, um oficial do Faraó, o capitão da guarda.
Detalhes que merecem atenção
A imagem de abertura
Gênesis 37:1 começa com “Jacó viveu na terra das peregrinações de seu pai, na terra de Canaã.”
Onde o capítulo muda
Gênesis 37:15 forma uma mudança natural: “Um certo homem o encontrou, e eis que ele estava vagando pelo campo. O homem lhe perguntou: “O que você está procurando?””
A nota final
Gênesis 37:36 deixa o leitor com “Os midianitas o venderam no Egito a Potifar, um oficial do Faraó, o capitão da guarda.”
Um caminho de palavras pelo capítulo
As palavras seus, disse, eles, para, nica, cisterna ajudam a revelar as preocupações repetidas do capítulo.
Palavras do texto bíblico explicadas
- feixes
- Porções de talos de cereais cortados e amarrados depois da colheita.
- cisterna
- Reservatório escavado para guardar água, que estava vazio quando José foi jogado nele.
- pano de saco
- Tecido áspero usado como sinal visível de tristeza ou luto.
Ouça e assista junto com a passagem
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