O panorama
O discurso no monte começa com bem-aventuranças, mas as condições nomeadas dificilmente formam um desfile de sucesso visível: pobreza de espírito, luto, fome de justiça, misericórdia, pacificação e perseguição aparecem todas antes que o capítulo se volte para as exigências. Sal e luz tornam o discipulado público, enquanto o tratamento que Jesus dá à lei descarta sua simples eliminação. O movimento repetido então penetra abaixo da conformidade externa. O homicídio alcança a ira e o desprezo, o adultério o desejo intencional, o divórcio além da papelada, os juramentos a veracidade comum, a retaliação a recusa de igualar o dano, e o amor ao próximo atravessa a fronteira da hostilidade. A justiça deste capítulo não é, portanto, uma lista menor. É um relato mais profundo e mais amplo de como a lealdade aparece em conduta, fala, desejo e relacionamento.
Neste capítulo
- Bênção antes de começarem as exigências Mateus 5:1-12
Jesus começa chamando de bem-aventuradas pessoas cuja condição presente não se parece com triunfo.
- Uma lâmpada não é acesa para o armário Mateus 5:13-20
Sal, luz, uma cidade sobre um monte e uma lâmpada fazem o ocultamento parecer absurdo.
- A oferta pode esperar; a queixa não Mateus 5:21-26
O mandamento contra o homicídio não é deixado na borda da violência física.
- O desejo não está oculto do mandamento Mateus 5:27-32
Jesus faz com o adultério o mesmo movimento para dentro que acabou de fazer com o homicídio.
- Sem garantias emprestadas e sem golpe equivalente Mateus 5:33-42
Os exemplos sobre o juramento retiram uma garantia impressionante após outra.
- A chuva do Pai atravessa a fronteira Mateus 5:43-48
Jesus remove a fronteira que torna o amor fácil de administrar.

A Escritura ao lado do resumo
Mateus · Bíblia Portuguesa Mundial · 48Mateus 5:1-12
Bênção antes de começarem as exigências
Jesus começa chamando de bem-aventuradas pessoas cuja condição presente não se parece com triunfo. Pobreza de espírito, luto, mansidão, fome de justiça, misericórdia, pureza, pacificação e perseguição estão todas dentro da sequência inicial. As promessas muitas vezes olham adiante, mas o próprio Reino enquadra a lista como posse presente na primeira e na oitava bênção. Isso dá à passagem uma forma deliberada: a reversão prometida é mantida dentro de um pertencimento já anunciado. Os mansos herdam em vez de tomar à força, ecoando o Salmo 37. Os misericordiosos e os pacificadores são descritos pela ação, e ainda assim a bênção final deixa claro que a ação justa não garante uma paz social confortável. A perseguição pode segui-la. Então a gramática se volta diretamente para os ouvintes: "Bem-aventurados vocês" quando o insulto vier por causa de Jesus. Os discípulos são colocados na linha dos profetas antes que Jesus tenha emitido os mandamentos exigentes que se seguem.

Estudo aprofundado
Jesus se senta para ensinar, com os discípulos se aproximando e as multidões ainda fazendo parte da cena mais ampla. A abertura não é uma lista de pessoas bem-sucedidas parabenizadas por terem organizado bem a vida. Pobreza de espírito, luto, fome de justiça e perseguição colocam necessidade e oposição no centro. As promessas futuras repetidas são emolduradas pela posse presente do reino nos versículos 3 e 10. Mateus dá forma à sequência: a reversão prometida repousa dentro de um pertencimento já anunciado.
Os mansos herdando a terra recordam o Salmo 37:11, onde a posse não é assegurada pela imitação dos violentos. Misericórdia, pureza de coração e promoção da paz descrevem um caráter que não pode ser reduzido a sentimento particular. Pacificadores fazem algo; os misericordiosos agem em relação aos outros. Contudo, a bênção final deixa claro que essa vida não produz automaticamente paz social. A perseguição pode seguir a justiça, e Jesus torna a conexão mais precisa ao acrescentar que ela ocorre por sua causa. A linguagem passa a se dirigir diretamente aos ouvintes nos versículos 11–12, colocando-os na linhagem dos profetas em vez de lhes prometer isenção do tratamento dado aos profetas.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:1
“Quando se assentou” descreve a postura de um mestre com autoridade, como o rabino que se sentava para expor a Lei. Mateus não nomeia o monte; a encosta acima de Cafarnaum onde hoje está a Igreja das Bem-Aventuranças é uma tradição do período bizantino, não um dado do texto.
- Mateus 5:2
“abriu a sua boca” é um modo hebraico de marcar uma fala solene e de peso, como quando Jó abriu a boca e amaldiçoou o dia do seu nascimento (Jó 3:1). O verbo “ensinava” é contínuo no grego: ele seguia ensinando, e três capítulos passam antes que a multidão reaja (7:28).
- Mateus 5:3
“Bem-aventurados” é uma declaração, não um desejo, como o hebraico ashrei que abre o Salmo 1. A palavra para “pobres” é a do mendigo, quem não tem absolutamente nada, e não a do trabalhador que vive com pouco. A expressão “pobres em espírito” aparece também num dos Manuscritos do Mar Morto, o Rolo da Guerra.
- Mateus 5:4
O verbo traduzido por “choram” é o usado para o luto pelos mortos. Isaías 61 promete alguém ungido para consolar todos os que choram, no mesmo trecho que leva boas notícias aos pobres, e as primeiras bem-aventuranças parecem seguir a ordem dessa profecia.
- Mateus 5:5
A palavra “mansos” volta duas vezes em Mateus, ambas sobre Jesus: ele se diz manso e humilde de coração (11:29), e o rei chega manso, montado num jumento (21:5). O grego para “terra” pode igualmente significar o país, a terra prometida do Salmo que esta linha ecoa.
- Mateus 5:6
A palavra “justiça” é típica de Mateus, usada sete vezes no Evangelho, cinco delas neste sermão. “saciados” é chortazo, verbo usado primeiro para engordar animais com forragem. Ele volta quando cinco mil comem no deserto e todos ficam satisfeitos (14:20).
- Mateus 5:7
É a única bem-aventurança em que a recompensa repete a palavra da condição: os “misericordiosos” alcançam “misericórdia”. A misericórdia vira um tema constante; duas vezes Jesus lança Oseias 6:6 contra seus críticos, lembrando que Deus quer misericórdia e não sacrifício (9:13; 12:7).
- Mateus 5:8
O Salmo 24 pergunta quem pode subir ao monte do SENHOR e responde: quem tem mãos limpas e coração puro. A promessa aqui vai além do Salmo, que oferecia um lugar no santuário. Moisés ouviu que ninguém podia ver a face de Deus e continuar vivo (Êxodo 33:20).
- Mateus 5:9
A palavra “pacificadores” não se encontra em nenhum outro lugar do Novo Testamento. “filhos de Deus” é o próprio título que o tentador quis explorar duas vezes no deserto (4:3, 6). Aqui é um nome dado, não uma pretensão a ser provada.
- Mateus 5:10
O grego usa um particípio perfeito, os que foram perseguidos, como se a experiência já fosse conhecida. A promessa repete exatamente a do versículo 3, fechando oito bênçãos. A perseguição é a única condição da lista que é feita contra a pessoa, e não encontrada nela.
- Mateus 5:11
O discurso passa de eles para vocês: o mestre deixa de descrever pessoas e passa a nomear os ouvintes. “insultarem” significa lançar ofensas na cara de alguém, o verbo usado para os ladrões que zombam de Jesus na cruz (27:44). “mentindo” importa: o que está em vista são mentiras, não culpa merecida.
- Mateus 5:12
“Alegrem-se e exultem” traduz, no segundo verbo, a ideia de saltar ou exultar. “recompensa” é um salário, e a palavra aparece várias vezes no capítulo seguinte. Mateus registrará depois Jesus lamentando Jerusalém como a cidade que mata os profetas (23:37), a outra ponta da linha que começa aqui.
Mateus 5:1-12
Bíblia Portuguesa Mundial1Vendo as multidões, ele subiu ao monte. Quando se assentou, seus discípulos aproximaram-se dele.
2Ele abriu a sua boca e os ensinava, dizendo:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, pois deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os que choram, pois eles serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos, pois eles herdarão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois eles serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, pois eles alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus.
9Bem-aventurados os pacificadores, pois eles serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos Céus.
11“Bem-aventurados vocês quando as pessoas os insultarem, os perseguirem e, mentindo, disserem todo tipo de mal contra vocês por minha causa.
12Alegrem-se e exultem, pois grande é a sua recompensa nos céus. Pois assim perseguiram os profetas que viveram antes de vocês.
Mateus 5:13-20
Uma lâmpada não é acesa para o armário
Sal, luz, uma cidade sobre um monte e uma lâmpada fazem o ocultamento parecer absurdo. Uma lâmpada colocada debaixo de um cesto derrota a razão de tê-la acendido, enquanto uma cidade sobre um monte não consegue fingir discretamente que não está ali. Ainda assim, a visibilidade não é o destino final da atenção. Outros veem as boas obras dos discípulos para que o Pai seja glorificado, distinção que prepara o capítulo 6, onde atos religiosos se corrompem quando a admiração para em quem os executa. Jesus então bloqueia um segundo mal-entendido: sua autoridade não significa que a lei e os profetas se tornaram descartáveis. Jota e til tornam a negação enfática, enquanto "cumprir" aponta para a Escritura alcançando sua expressão pretendida, e não para simples abolição. A consequência não é justiça relaxada, mas uma justiça que precisa exceder a dos escribas e fariseus. Os exemplos que se seguem mostrarão como, levando mandamentos externos até a ira, o desejo, a fala, a retaliação e o amor.

Estudo aprofundado
A lâmpada debaixo de um alqueire é uma disposição deliberadamente absurda: a casa obteve luz e então se organizou para não se beneficiar dela. A cidade sobre um monte torna a ocultação igualmente inadequada. Essas imagens não instruem os discípulos a se tornarem espetáculos impressionantes. O versículo 16 especifica para onde a atenção deve finalmente ir: suas obras são vistas, mas seu Pai é glorificado. Essa distinção importará quando o capítulo 6 criticar atos religiosos planejados para atrair admiração por quem os realiza.
Jesus então previne outro mal-entendido. Sua autoridade para ensinar não significa que a lei e os profetas estejam sendo eliminados. Os menores detalhes escritos, o iota e o traço de letra, tornam a negação excepcionalmente enfática. "Cumprir" não deve ser reduzido nem a abolir a lei sob um nome mais agradável nem a deixar intocada toda questão de sua aplicação. Mateus já usou a linguagem do cumprimento para as Escrituras alcançando sua expressão pretendida em Jesus. Aqui, a consequência declarada é uma justiça de maior peso, e não indiferença relaxada. Os exemplos seguintes explicam sua profundidade ao acompanhar atos até a ira, o desejo, a fala e o amor. O contraste não é entre obediência séria e nenhuma obediência.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:13
O sal colhido na margem do mar Morto vinha misturado com gesso e outros minerais, e o sal verdadeiro podia se dissolver, deixando uma crosta sem gosto. “perder o seu sabor” é literalmente tornar-se tolo, da mesma raiz da palavra “tolo” no versículo 22.
- Mateus 5:14
O grego põe o pronome primeiro, para dar ênfase: vocês, e justamente vocês, são a luz. As mesmas pessoas há pouco chamadas pobres e perseguidas agora são chamadas luminosas. Isaías deu ao servo do SENHOR a tarefa de ser luz para as nações (Isaías 49:6).
- Mateus 5:15
A “candeia” é uma pequena lamparina de barro com azeite, e o “cesto de medida” é uma medida de grãos de menos de nove litros. Uma só lamparina num suporte podia iluminar uma casa de um cômodo, e por isso ela “ilumina todos os que estão na casa”.
- Mateus 5:16
É a primeira vez em Mateus que Deus é chamado “Pai de vocês”, um modo de falar que atravessa todo o sermão. “boas obras” usa kalos, bom no sentido de belo ou atraente, obra que pode ser vista e admirada. O versículo manda a admiração para outro lugar.
- Mateus 5:17
“Não pensem” corta uma objeção antes que alguém a expresse. “destruir” é kataluo, desmontar, o verbo que Jesus usa mais tarde para o templo, onde não ficará pedra sobre pedra (24:2), e que as falsas testemunhas jogam contra ele (26:61).
- Mateus 5:18
Este é o primeiro “em verdade” de Mateus, o amém hebraico, que outros diziam no fim de uma oração e Jesus diz no começo das suas próprias palavras. “a menor letra” é o yod hebraico. “um pequeno traço” é um risco mínimo, literalmente um chifrinho, que distingue uma letra de outra parecida.
- Mateus 5:19
Os mestres da Lei classificavam mandamentos como leves e pesados; a lei do ninho de pássaro em Deuteronômio 22:6–7 era um exemplo comum do mais leve. Jesus falará depois dos preceitos mais importantes da Lei (23:23). Chama atenção que o mestre relaxado seja chamado o menor no Reino, e não excluído dele.
- Mateus 5:20
Os escribas eram os especialistas treinados na Lei; os fariseus eram um movimento leigo conhecido pela exatidão no dízimo, na pureza e no sábado. Para a multidão, eram as pessoas mais escrupulosas que existiam. “exceda” é um verbo de transbordar, e sua raiz volta no versículo 47: “o que fazem de mais?”
Mateus 5:13-20
Bíblia Portuguesa Mundial13“Vocês são o sal da terra; mas se o sal perder o seu sabor, com que se salgará? Para nada mais presta, senão para ser lançado fora e pisado pelos homens.
14“Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.
15Nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo de um cesto de medida, mas no velador; e assim ela ilumina todos os que estão na casa.
16Da mesma forma, deixem a luz de vocês brilhar diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem o Pai de vocês, que está nos céus.
17“Não pensem que vim destruir a Lei ou os Profetas. Não vim para destruir, mas para cumprir.
18Pois, em verdade lhes digo: até que os céus e a terra passem, nem a menor letra ou um pequeno traço jamais passará da Lei, até que todas as coisas se cumpram.
19Portanto, qualquer que quebrar um destes menores mandamentos e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será chamado o menor no Reino dos Céus; mas aquele que os praticar e ensinar será chamado grande no Reino dos Céus.
20Pois eu lhes digo que, a não ser que a justiça de vocês exceda a dos escribas e fariseus, de modo nenhum vocês entrarão no Reino dos Céus.
Mateus 5:21-26
A oferta pode esperar; a queixa não
O mandamento contra o homicídio não é deixado na borda da violência física. Jesus rastreia a ruptura de volta até a ira e o desprezo, onde uma relação pode ser danificada muito antes que um corpo caia. A expressão "sem motivo" permanece parte da formulação, mas as referências crescentes a julgamento, tribunal e fogo da Geena deixam claro que não matar ninguém ainda não é uma descrição completa da justiça. Então Jesus coloca a reconciliação no meio do culto. Alguém que já leva uma oferta ao altar lembra que um irmão tem algo contra ele, e a oferta é deixada ali enquanto se busca o reparo. O culto não é cancelado; sua sequência é interrompida pelo agravo não resolvido. Uma segunda imagem se desloca para o caminho rumo ao tribunal, onde a demora estreita continuamente as opções disponíveis. As duas cenas tornam o adiamento perigoso. Negócios externamente respeitáveis não podem ser usados como esconderijo enquanto uma relação rompida é deixada, conscientemente, endurecer.

Estudo aprofundado
Jesus passa do ato de assassinato para a ira e o desprezo que rompem uma relação antes que um corpo caia. A Bíblia Portuguesa Mundial inclui a ressalva “sem motivo”; a intensificação ao redor ainda se recusa a fazer da ausência de assassinato um relato completo da justiça. Os termos ofensivos não são fornecidos como uma lista secreta de sílabas singularmente perigosas. O movimento por julgamento, tribunal e fogo da Geena torna o tratamento desprezível de um irmão sujeito a juízo.
A cena seguinte é marcadamente prática. Um adorador está no altar, já no ato de trazer uma oferta, quando se lembra não apenas de que está irritado com alguém, mas de que seu irmão tem algo contra ele. A oferta é deixada enquanto se busca reconciliação. A adoração não é cancelada; sua sequência apropriada é interrompida por um erro não resolvido. O adversário a caminho do tribunal oferece uma segunda imagem de urgência. Quando o processo chega a juiz, oficial e prisão, as oportunidades se estreitaram. As duas imagens resistem à conveniência de adiar a reparação enquanto se prossegue com atividades exteriormente respeitáveis.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:21
“aos antigos” pode ser lido também como pelos antigos; a referência é à geração que esteve no Sinai. O “julgamento” aqui é um tribunal, e fontes judaicas posteriores descrevem tribunais locais de vinte e três juízes nas cidades.
- Mateus 5:22
“Raca!” é aramaico, algo como cabeça oca, deixado sem tradução. O “tribunal” é o Sinédrio, em Jerusalém. O “fogo da Geena” remete ao vale de Hinom, ao sul da cidade, onde crianças tinham sido queimadas em sacrifício (Jeremias 7:31).
- Mateus 5:23
A queixa pertence ao irmão, não a quem adora: é o outro que “tem alguma coisa contra você”. As ofertas eram levadas a um só altar, o do templo de Jerusalém, e a cena acontece no momento de entregá-la.
- Mateus 5:24
Para um galileu, o templo ficava a vários dias de caminhada, de modo que deixar a oferta diante do altar supõe uma longa viagem de ida e volta; o dito é propositalmente extremo. O verbo de “reconcilie-se” não aparece em nenhum outro lugar do Novo Testamento e descreve uma mudança dos dois lados.
- Mateus 5:25
O “adversário” é a parte contrária num processo, e os dois estão indo juntos ao tribunal. O “guarda” era o oficial do tribunal que executava as sentenças. A prisão por dívida era prática grega e romana, não uma pena da Lei de Moisés, o que combina com uma cena tirada dos tribunais que as pessoas de fato enfrentavam.
- Mateus 5:26
A moeda é o quadrante, a menor moeda romana, um quarto de asse. Marcos calcula as duas moedinhas da viúva como um quadrante (Marcos 12:42). O devedor paga até “o último centavo”, a menor das moedas, antes que a porta se abra.
Mateus 5:21-26
Bíblia Portuguesa Mundial21“Vocês ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás’; e ‘Quem matar estará sujeito a julgamento.’
22Mas eu lhes digo que qualquer que se irar contra seu irmão sem motivo estará sujeito a julgamento. Quem disser a seu irmão: ‘Raca!’ estará sujeito ao tribunal. E quem disser: ‘Seu tolo!’ estará sujeito ao fogo da Geena.
23“Portanto, se você estiver oferecendo a sua oferta no altar, e ali se lembrar de que seu irmão tem alguma coisa contra você,
24deixe a sua oferta ali diante do altar, vá e reconcilie-se primeiro com seu irmão; então volte e ofereça a sua oferta.
25Entre em acordo com o seu adversário depressa, enquanto você está com ele a caminho; para que não aconteça que o acusador o entregue ao juiz, e o juiz o entregue ao guarda, e você seja lançado na prisão.
26Em verdade lhe digo: de modo nenhum você sairá dali enquanto não pagar o último centavo.
Mateus 5:27-32
O desejo não está oculto do mandamento
Jesus faz com o adultério o mesmo movimento para dentro que acabou de fazer com o homicídio. O mandamento alcança o olhar moldado pela cobiça deliberada, não toda visão acidental de outra pessoa. A linguagem severa sobre olho e mão vem imediatamente em seguida, mas, como o mal já foi localizado no coração, a mutilação física não pode resolver sua fonte. As imagens corporais dramatizam a seriedade de entregar aquilo que conduz ao pecado sem transformar a lesão em método de reparo moral. O divórcio é então examinado para além da existência de papelada legal. Jesus fala das consequências para a mulher repudiada e para um casamento posterior, recusando-se a deixar que um certificado encerre a questão moral. A exceção usa porneia, termo para imoralidade sexual, e os cristãos há muito disputam seu alcance preciso e suas implicações para novo casamento. Mateus voltará ao divórcio no capítulo 19. Este parágrafo é contundente o bastante sem fingir que uma breve explicação lexical resolva toda circunstância conjugal posterior.


Estudo aprofundado
O movimento do adultério para o olhar dirigido à cobiça é paralelo ao movimento do assassinato para a ira. Jesus não está descrevendo cada visão acidental de outra pessoa. A redação conecta o olhar à intenção de desejá-la. O olho e a mão então se tornam os sujeitos de imagens corporais severas. Como o erro acabou de ser situado no coração, a mutilação literal não removeria sua fonte. A linguagem dramatiza a seriedade de abrir mão do que leva ao pecado, em vez de apresentar a lesão corporal como método de reparação moral.
A declaração sobre o divórcio se recusa a deixar que a carta de divórcio encerre a investigação. Jesus nomeia consequências suportadas pela esposa repudiada e por um casamento posterior. A exceção usa a palavra grega porneia, termo amplo que a Bíblia Portuguesa Mundial traduz por “imoralidade sexual”. Seu alcance preciso aqui e as implicações da exceção para um novo casamento são disputados entre intérpretes cristãos. Alguns entendem infidelidade sexual conjugal; outros defendem uma referência mais restrita a uma união ilícita ou à infidelidade durante o noivado. Mateus 19:3–9 retorna à questão tendo em vista a criação e a dureza de coração. Este parágrafo deve conservar sua força sem fingir que uma breve explicação lexical resolve todos os casos conjugais posteriores.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:27
Os ditos seguem a ordem dos mandamentos: o homicídio no versículo 21, depois o adultério, o sexto e o sétimo de Êxodo 20:13–14. Esta fórmula é mais curta que a do versículo 21 e omite o tribunal ameaçado, como se os ouvintes já conhecessem a pena.
- Mateus 5:28
O verbo grego de “para cobiçá-la” é o que o Antigo Testamento grego usa no décimo mandamento, que proíbe cobiçar a mulher do próximo (Êxodo 20:17). Jesus lê o sétimo mandamento junto com o décimo. A construção indica finalidade: olhar a fim de desejar.
- Mateus 5:29
“faz tropeçar” é skandalizo, palavra ligada à vareta com isca que dispara uma armadilha; daí fazer cair ou enlaçar. O olho direito era tido como o mais valioso, como a mão direita. O dito volta em 18:8–9, onde o pé se junta à mão e ao olho.
- Mateus 5:30
O dito se repete com uma só mudança, do olho para a mão, um hábito hebraico de dobrar um aviso para fixá-lo. O olho vê e a mão pega; juntos cobrem o desejo do começo ao ato. A mão direita era a da habilidade e a do juramento.
- Mateus 5:31
A fórmula mais curta, “Também foi dito”, aponta para Deuteronômio 24:1–4. A “carta de divórcio” protegia a mulher despedida, provando que estava livre para casar de novo. No tempo de Jesus, as escolas de Shammai e Hillel discutiam o que a impureza mencionada em Deuteronômio permitia; o lado de Hillel aceitava o divórcio por quase qualquer motivo.
- Mateus 5:32
“faz com que ela se torne adúltera” pressupõe os fatos sociais: uma mulher despedida geralmente precisava casar de novo para sobreviver, e o marido que a manda embora responde pelo que vem depois. Essa leitura da pressão social é uma dedução, mas explica por que a culpa recai primeiro sobre ele.
Mateus 5:27-32
Bíblia Portuguesa Mundial27“Vocês ouviram o que foi dito, ‘Não adulterarás’;
28mas eu lhes digo que qualquer que olhar para uma mulher para cobiçá-la, já cometeu adultério com ela em seu coração.
29Se o seu olho direito o faz tropeçar, arranque-o e jogue-o fora. Pois é mais proveitoso para você que um dos seus membros pereça do que o seu corpo inteiro ser lançado na Geena.
30Se a sua mão direita o faz tropeçar, corte-a e jogue-a fora. Pois é mais proveitoso para você que um dos seus membros pereça do que o seu corpo inteiro ser lançado na Geena.
31“Também foi dito: ‘Aquele que repudiar a sua mulher, dê-lhe uma carta de divórcio’;
32mas eu lhes digo que qualquer que repudiar a sua mulher, exceto por causa de imoralidade sexual, faz com que ela se torne adúltera; e qualquer que se casar com a repudiada comete adultério.
Mateus 5:33-42
Sem garantias emprestadas e sem golpe equivalente
Os exemplos sobre o juramento retiram uma garantia impressionante após outra. O céu pertence a Deus, a terra é o estrado de seus pés, Jerusalém é a cidade do grande Rei, e até a própria cabeça de uma pessoa não está sob o tipo de controle que uma fórmula de juramento poderia sugerir. O ponto aterrissa na fala comum: sim deve significar sim, e não deve significar não. A verdade não se torna mais forte porque quem fala toma emprestado cenário sagrado para fazê-la parecer cara. Jesus então passa da escalada verbal para a retaliação física. "Olho por olho" limita a resposta proporcional, mas os exemplos seguintes se recusam a deixar que a ofensa pessoal dite uma resposta idêntica. Face, capa, milha forçada, pedido e empréstimo percorrem insulto, lei, serviço imposto e necessidade. Esses ditos não são um código legal completo para toda pergunta sobre força pública ou proteção de outros. Sua direção imediata é mais aguda: o ato do agressor não escolhe o ato correspondente do discípulo.

Estudo aprofundado
Os exemplos de juramento removem progressivamente os lugares para se esconder. O céu pertence a Deus, a terra é o apoio de seus pés, Jerusalém é sua cidade, e até a cabeça invocada como garantia não está sob o controle último de seu dono. Uma pessoa não pode tornar sua fala independente de Deus simplesmente escolhendo uma fórmula indireta. A conclusão volta ao sim e ao não comuns. O peso se desloca da garantia impressionante ligada a uma afirmação para a veracidade da própria afirmação.
Os exemplos seguintes passam por insulto, litígio, coerção e necessidade. A fórmula legal de olho por olho mede uma resposta proporcionalmente; Jesus agora fala da recusa da retaliação pessoal mesmo onde uma resposta poderia ser reivindicada. A túnica e a capa colocam o custo na página, enquanto a milha forçada se torna duas. Essas declarações não são um manual jurídico desenvolvido, e debates posteriores sobre força pública ou proteção de outros não devem ser resolvidos pela inserção silenciosa de respostas aqui. Sua direção imediata é inequívoca: o discípulo não deve deixar que o ato do agressor determine um ato idêntico em resposta. Os pedidos finais de dar e emprestar ampliam o parágrafo para além da resposta à hostilidade.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:33
Não é a citação de um só versículo, mas uma combinação de Levítico 19:12, contra jurar falsamente pelo nome de Deus, e Números 30:2, sobre cumprir um voto. “falsos juramentos” inclui quebrar um juramento ou jurar uma mentira. A Lei queria manter os juramentos honestos; Jesus mira a própria necessidade deles.
- Mateus 5:34
Tiago repete isto quase palavra por palavra (Tiago 5:12). Quacres e anabatistas recusaram juramentos nos tribunais por causa deste versículo, enquanto outros lembram que Paulo chama Deus por testemunha em suas cartas (Romanos 1:9). O céu é o trono de Deus, como diz Isaías 66:1, e assim jurar pelo céu é, afinal, jurar por Deus.
- Mateus 5:35
A terra como “estrado de seus pés” completa Isaías 66:1. “a cidade do grande Rei” vem do Salmo 48:2, sobre o monte Sião. As pessoas juravam por essas coisas justamente para evitar dizer o nome de Deus, e cada uma delas leva direto de volta a ele.
- Mateus 5:36
A cabeça, a única coisa que um homem pareceria possuir por inteiro, revela-se fora do seu controle: ele não consegue mudar a cor de um só cabelo. A idade embranquece o cabelo no calendário de Deus, não no de quem jura. A lista se estreitou do céu até um fio de cabelo.
- Mateus 5:37
O “Sim” dobrado é um modo de dizer um sim simples e falar sério. A expressão “vem do Maligno” poderia também ser lida como vem do mal, a mesma ambiguidade que aparece na oração, em “livra-nos do maligno” (6:13).
- Mateus 5:38
A regra aparece três vezes na Lei (Êxodo 21:24; Levítico 24:20; Deuteronômio 19:21), e em Deuteronômio é dirigida aos juízes que pesam um caso. Era um limite posto aos tribunais: a pena não podia passar do dano.
- Mateus 5:39
Um homem destro que bate na face direita de outro o faz com as costas da mão, o que naquele mundo era mais insulto do que ferimento. A Mixná fixa multa maior para um tapa com as costas da mão do que para um golpe comum. “não resistam” pode ter sentido jurídico, o de opor-se num tribunal.
- Mateus 5:40
A “túnica” é a roupa usada junto ao corpo; a “capa” é a veste de cima. Êxodo 22:26–27 obrigava o credor a devolver a capa do pobre até o pôr do sol, porque ele dormia com ela. Jesus manda quem está sendo processado entregar justamente a peça que a Lei protegia.
- Mateus 5:41
O verbo de “o forçar” é um empréstimo persa ligado aos correios reais, que podiam requisitar homens e animais. Soldados romanos podiam obrigar um civil a carregar bagagem por uma milha. O mesmo verbo é usado quando os soldados obrigam Simão de Cirene a carregar a cruz (27:32).
- Mateus 5:42
A Lei já mandava Israel não endurecer o coração contra o irmão pobre, mesmo quando o sétimo ano, o da remissão, estava perto e o empréstimo talvez não voltasse (Deuteronômio 15:7–10). Cobrar juros desses empréstimos era proibido entre israelitas (Êxodo 22:25).
Mateus 5:33-42
Bíblia Portuguesa Mundial33“Vocês também ouviram o que foi dito aos antigos: ‘Não farás falsos juramentos, mas cumprirás para com o Senhor os teus juramentos’;
34mas eu lhes digo: não jurem de forma alguma; nem pelo céu, pois é o trono de Deus;
35nem pela terra, pois é o estrado de seus pés; nem por Jerusalém, pois é a cidade do grande Rei.
36Tampouco jurem pela sua cabeça, pois vocês não podem tornar um só cabelo branco ou preto.
37Mas que o ‘Sim’ de vocês seja ‘Sim’, e o ‘Não’ seja ‘Não’. O que passar disso vem do Maligno.
38“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Olho por olho, e dente por dente.’
39Mas eu lhes digo: não resistam ao perverso; se alguém bater na sua face direita, ofereça-lhe também a outra.
40Se alguém quiser processá-lo para tirar a sua túnica, deixe que leve também a sua capa.
41Se alguém o forçar a caminhar uma milha, vá com ele duas.
42Dê a quem lhe pedir, e não se recuse a emprestar a quem lhe pedir emprestado.
Mateus 5:43-48
A chuva do Pai atravessa a fronteira
Jesus remove a fronteira que torna o amor fácil de administrar. Levítico ordena amar o próximo, mas "odiarás o teu inimigo" não faz parte daquele versículo, e os inimigos descritos aqui não são meros conhecidos irritantes. Eles amaldiçoam, odeiam, maltratam e perseguem. A resposta se estende por oração e bem concreto sem exigir que alguém chame de inofensiva a conduta hostil. Jesus então compara o amor restrito com o sol e a chuva do Pai, que cruzam a linha entre justos e injustos sem pedir que os que recebem se qualifiquem primeiro. A afeição recíproca, por contraste, é comum. Até pessoas que sua audiência talvez despreze sabem amar aqueles que as amam. O mandamento final de ser "perfeito" usa teleios, que carrega o sentido de completude. Neste argumento, completude significa um amor que não se divide em generosidade para aliados e exclusão para inimigos. O padrão não é rebaixado a uma decência confortável. A própria generosidade indivisa do Pai completa um capítulo em que a justiça repetidamente recusa o ponto conveniente de parada.
Estudo aprofundado
Levítico 19:18 ordena amor ao próximo; a instrução acrescentada de odiar o inimigo não faz parte desse versículo. Jesus trata de uma fronteira traçada ao redor da obrigação e então remove a conveniência dessa fronteira. Os inimigos em vista não são simplesmente pessoas com hábitos irritantes. Eles amaldiçoam, odeiam, maltratam e perseguem. A resposta descrita inclui oração e bem concreto, e não uma instrução para renomear a conduta hostil como inofensiva.
A comparação com os publicanos confronta a pretensão de justiça excepcional. A afeição recíproca não é uma realização rara; até pessoas que o público talvez despreze conseguem amar quem as ama. A comparação positiva é o Pai, cujo sol e cuja chuva não conferem as lealdades dos destinatários antes de chegar. O grego teleios, traduzido como "perfeito", carrega o sentido de completude. Neste argumento imediato, aponta para um amor que não é dividido em generosidade para amigos e exclusão para inimigos. A perfeição do Pai permanece o padrão; a palavra não é uma redução discreta da exigência. Ela completa um capítulo em que a justiça repetidamente se recusou a parar na fronteira mais conveniente.
Percurso versículo por versículo
- Mateus 5:43
Em Levítico 19:18 o próximo aparece ao lado dos filhos do teu povo, mas dezesseis versículos depois o mesmo capítulo estende esse amor ao estrangeiro (19:34). A regra da comunidade do Mar Morto mandava odiar todos os filhos das trevas, o que mostra que a linha acrescentada não era imaginária.
- Mateus 5:44
O texto impresso aqui traz mais do que os manuscritos mais antigos, que têm apenas “amem os seus inimigos” e a ordem de orar pelos perseguidores. As frases do meio coincidem com Lucas 6:27–28 e provavelmente foram trazidas de lá por copistas. “maltratam” significa insultar ou tratar com desprezo.
- Mateus 5:45
“filhos do seu Pai” usa o sentido semítico de filho como quem partilha o caráter do pai; filhos se reconhecem pela semelhança. O sol é chamado “o seu sol”, propriedade do próprio Deus, enviado à custa dele sobre os dois campos por igual.
- Mateus 5:46
Os “cobradores de impostos” recolhiam pedágios e tributos por contrato para Roma ou para Herodes Antipas, e eram vistos como traidores e trapaceiros. Só este Evangelho chama seu próprio homônimo de Mateus, o publicano (10:3), de modo que a comparação vem do livro de um ex-cobrador.
- Mateus 5:47
“saudarem” quer dizer cumprimentar, e uma saudação de paz era um ato real de reconhecimento, negado a quem se queria desprezar. Muitos manuscritos trazem gentios aqui em vez de cobradores de impostos, e o versículo pode nomear um segundo grupo desprezado, em vez de repetir o primeiro.
- Mateus 5:48
A forma ecoa Levítico 19:2, onde o SENHOR manda o povo ser santo porque ele é santo. Deuteronômio 18:13, que manda ser íntegro diante do SENHOR teu Deus, usa a mesma palavra grega na Septuaginta. A linha paralela de Lucas diz misericordiosos em vez de “perfeitos” (Lucas 6:36).
Mateus 5:43-48
Bíblia Portuguesa Mundial43“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo.’
44Mas eu lhes digo: amem os seus inimigos, abençoem os que os amaldiçoam, façam o bem aos que os odeiam e orem pelos que os maltratam e os perseguem,
45para que vocês sejam filhos do seu Pai que está nos céus. Pois ele faz o seu sol nascer sobre maus e bons, e envia chuva sobre justos e injustos.
46Pois se vocês amarem os que os amam, que recompensa vocês têm? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa?
47E se vocês saudarem apenas os seus amigos, o que fazem de mais? Não fazem os cobradores de impostos a mesma coisa?
48Portanto, sejam perfeitos, assim como o Pai de vocês que está nos céus é perfeito.
Questões para manter em mente durante a leitura
- Observe o que Jesus diz e faz e como as pessoas respondem.
- Acompanhe reino, discipulado, oposição, cruz e ressurreição na sequência do evangelista.
- Deixe a doutrina posterior esclarecer a cena sem apagar seu contexto imediato.
Primeiro o texto
Onde os leitores divergem
O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.
O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.
As notas interpretativas comparativas deste capítulo estão em preparação. Até que as notas revisadas estejam prontas, esta página separa o texto bíblico do resumo e da aplicação sem afirmar que leitores responsáveis concordam em todas as questões.
Questões sob a superfície
- Que parte de Mateus 5 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
- Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
- Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Mateus 5?
- Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Perguntas para uma reflexão pessoal séria
Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.
Observe sem pressa
Que parte de Mateus 5 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Mateus 5 se desenvolve por meio de suas próprias vozes, ações, afirmações e consequências?
Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Examine seu interior com honestidade
Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?
Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?
Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?
Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?
Responda com sabedoria e coragem
O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?
Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?
Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?
Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?
Ouça e assista junto com a passagem
Ainda não há mídia exata catalogada para esta passagem. O relatório de conciliação conectará novos materiais quando estiverem disponíveis.


