Uma cidade exposta e uma família retirada

Gênesis 19

O panorama

Gênesis 19 leva a discussão sobre Sodoma para dentro da cidade e deixa que a conduta responda o que os números sozinhos não podiam. Ló recebe os anjos que chegam, mas a casa logo fica cercada de homens exigindo violência sexual contra os hóspedes. A própria resposta de Ló expõe outro fracasso quando ele oferece suas filhas, e os supostos visitantes precisam resgatar o anfitrião. A advertência então encontra descrença e demora. Ló hesita até que os anjos tomem a família pela mão, enquanto um refúgio menor é concedido em Zoar. Segue-se a destruição, a mulher de Ló olha para trás, e Abraão vê apenas fumaça do lugar onde havia intercedido. Gênesis liga explicitamente o resgate de Ló à lembrança de Abraão por parte de Deus. E ainda assim a fuga não é um final limpo. A família passa para uma caverna, e o capítulo fecha com incesto, gravidez e a ascendência de Moabe e Amom. O resgate de uma cidade corrompida não apaga o dano dentro da casa.

Neste capítulo

Fogo cai através de um céu escurecido pela fumaça enquanto a cidade arde na planície.
Cena do capítuloGênesis 19

A Escritura ao lado do resumo

Gênesis · Bíblia Portuguesa Mundial · 38

Gênesis 19:1-3

Hospitalidade à porta da cidade

O acolhimento de Ló à porta de Sodoma ecoa deliberadamente a hospitalidade de Abraão sob as árvores. Ele se levanta, se inclina, oferece lavar os pés, abrigo e comida, e insiste para que os visitantes entrem quando inicialmente propõem dormir na rua. Gênesis os identifica aqui como dois anjos, esclarecendo quem seguiu rumo à cidade depois do capítulo anterior. A semelhança com Abraão importa porque estabelece um ponto humano de comparação antes que Sodoma responda. Ló oferece proteção e refeição, mas a cidade ao seu redor não compartilhará esse acolhimento. Sua posição à porta sugere presença pública sem nos permitir inventar um título oficial que Gênesis não lhe dá. O detalhe mais forte talvez seja o primeiro plano dos visitantes de permanecer ao ar livre. Ló insiste para que não o façam, e antes que a refeição tenha tido tempo de assentar, a sabedoria de colocá-los atrás de uma porta se torna dolorosamente clara. A hospitalidade e o perigo estão prestes a ocupar lados opostos do mesmo limiar.

Gênesis 19:1-3: Hospitalidade à porta da cidade
Cena do capítuloGênesis 19

Estudo aprofundado

A chegada ao anoitecer corresponde à visita a Abraão no calor do dia. Ló se levanta, se inclina, oferece água para lavar os pés e prepara uma refeição. Essas correspondências estabelecem uma comparação antes que a reação de Sodoma se torne visível. A hospitalidade aparece primeiro como algo oferecido por Ló, não como uma prática compartilhada pela cidade.

Sua presença à porta lhe dá uma localização pública dentro da cidade, mas Gênesis não lhe atribui explicitamente um cargo ali. Essa cautela importa quando, mais tarde, a multidão o acusa de agir como juiz. A acusação faz parte da fala hostil deles, não de uma descrição neutra de sua posição oficial.

Inicialmente, os visitantes propõem passar a noite na rua, e Ló insiste que entrem em sua casa. O relato registra sua insistência sem explicar todos os pensamentos que a motivam. Mal termina a refeição, o contraste entre abrigo dentro da casa e perigo do lado de fora se torna a cena central do capítulo.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:1

    Três homens haviam chegado a Abraão ao meio-dia; somente dois chegam a Sodoma ao anoitecer, depois da longa descida desde a região de Hebrom. O terceiro havia permanecido com Abraão em Gênesis 18:22. Só agora os dois são chamados anjos, mal’akhim, palavra que significa simplesmente mensageiros. Ló se levanta e se prostra como Abraão havia feito.

  2. Gênesis 19:2

    Ló propõe que os visitantes partam cedo, como se desejasse que deixassem a cidade antes de ela despertar. Isso é uma inferência, embora os versículos seguintes deem apoio à ideia. A “praça” era o espaço aberto junto ao portão da cidade, onde um viajante sem anfitrião poderia passar a noite.

  3. Gênesis 19:3

    “Insistiu muito” traduz patsar, o mesmo verbo usado no versículo 9 quando a multidão pressiona fortemente Ló. Assim, Ló pressiona os visitantes para entrarem, enquanto depois os homens da cidade pressionam Ló. O pão sem fermento lembra o alimento preparado às pressas na noite da saída de Israel do Egito, em Êxodo 12:39.

Gênesis 19:1-3

Bíblia Portuguesa Mundial

1Os dois anjos chegaram a Sodoma ao anoitecer. Ló estava sentado à porta de Sodoma. Ló os viu e levantou-se para ir ao encontro deles. Ele se prostrou com o rosto em terra,

2e disse: “Vejam agora, meus senhores, por favor, entrem na casa do seu servo, passem a noite, lavem os seus pés, e poderão levantar-se cedo e seguir o seu caminho.” Eles disseram: “Não, mas passaremos a noite na praça.”

3Ele insistiu muito com eles, e eles o acompanharam e entraram em sua casa. Ele lhes preparou um banquete, assou pães sem fermento, e eles comeram.

Gênesis 19:4-11

Uma porta entre a família e a multidão

A exigência fora da casa de Ló não é hostilidade vaga nem mera falta de hospitalidade. Neste contexto, "conhecer" se torna sexual pela própria referência de Ló a filhas que não conheceram homem, e o ato pretendido pela multidão é um estupro coletivo. Gênesis descreve a ameaça como ampla, reunindo homens de todos os bairros e de diferentes idades. Ló chama de perverso o plano deles, e depois faz sua própria proposta horrorosa ao oferecer suas filhas no lugar dos hóspedes. O relato não dá aprovação alguma a essa oferta. Proteger os homens sob seu teto não torna justo expor as mulheres que estão dentro. A multidão o rejeita de qualquer modo, zomba do estrangeiro que pretende julgá-los, e avança. Então a direção do resgate se inverte. Os visitantes puxam Ló de volta para dentro de sua própria casa e fecham a porta. Nem mesmo a cegueira encerra de imediato a perseguição. Os agressores se cansam procurando a entrada, detalhe final que torna sua determinação tão perturbadora quanto sua exigência.

Gênesis 19:4-11: Uma porta entre a família e a multidão
Cena do capítuloGênesis 19

Estudo aprofundado

A exigência de “conhecê-los” tem sentido sexual nesse contexto, como deixa explícita a referência de Ló às filhas que não haviam conhecido homem. O ato ameaçado é um estupro coletivo. Reduzir a cena a uma falta de boas maneiras à mesa ignora a violência; tratá-la como descrição de uma relação consensual altera o acontecimento registrado. A hostilidade da cidade é apresentada como ampla e pública, abrangendo diferentes idades e lugares.

Ló condena a ação proposta pela multidão e depois oferece suas filhas no lugar dos visitantes. Seu apelo à proteção de seu teto deixa as mulheres expostas à violência que ele procura impedir contra os hóspedes. Gênesis não aprova essa oferta. Acolher estrangeiros não torna correta toda proposta posterior de quem os recebe.

A multidão rejeita Ló como forasteiro e avança contra ele. A direção do resgate então se inverte: os supostos hóspedes puxam seu anfitrião para dentro e fecham a porta. Mesmo depois de atingidos pela cegueira, os agressores se esgotam procurando a entrada. O detalhe final não é apenas que não conseguem encontrar a porta, mas que continuam tentando.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:4

    A expressão traduzida por “de todos os lados” significa literalmente “da extremidade”, indicando abrangência total. Jovens e velhos, todo o povo, cercam a casa. Antes mesmo que os anjos expliquem a situação, este versículo já responde à última pergunta de Abraão em Gênesis 18:32: não existem dez justos ali.

  2. Gênesis 19:5

    Uma cena quase verbalmente paralela aparece em Juízes 19:22, em Gibeá de Benjamim, quando homens cercam uma casa e exigem que o visitante lhes seja entregue para relações sexuais. O Livro de Juízes emprega deliberadamente uma situação semelhante à de Sodoma para mostrar até onde Israel também havia se degradado.

  3. Gênesis 19:6

    O hebraico distingue dois elementos: Ló sai pela abertura, petach, e fecha atrás de si a porta, delet. Entre este versículo e o versículo 11, a porta é mencionada cinco vezes. Toda a sequência passa a depender de quem está do lado de dentro e de quem permanece do lado de fora.

  4. Gênesis 19:7

    Ló chama a multidão de “meus irmãos”, a mesma palavra que Abraão havia usado com ele em Gênesis 13:8. A ordem para não agirem com tanta maldade usa a mesma raiz ligada à descrição dos homens de Sodoma em Gênesis 13:13. Ló fala com eles como alguém que se considera parte daquela comunidade.

  5. Gênesis 19:8

    A “sombra do meu teto” representa a proteção que um anfitrião devia a quem estivesse abrigado sob sua casa. A expressão “o que lhes parecer bem” reaparece na situação paralela de Juízes 19:24. O Livro de Juízes termina dizendo que cada um fazia aquilo que parecia certo aos próprios olhos.

  6. Gênesis 19:9

    O verbo gur indica morar como estrangeiro residente. Apesar de todos os anos em Sodoma, Ló continua sendo tratado por eles como alguém de fora. A acusação de que ele quer agir como juiz repete o verbo para dar forte ênfase. O Juiz de toda a terra, mencionado em Gênesis 18:25, está prestes a julgá-los.

  7. Gênesis 19:10

    A formulação sobre os homens estenderem a mão e puxarem Ló para dentro lembra de perto Gênesis 8:9, quando Noé estende a mão, toma a pomba e a traz para dentro da arca. Nestes versículos, a mesma palavra hebraica comum para “homens” pode designar tanto os anjos quanto os integrantes da multidão.

  8. Gênesis 19:11

    “Cegueira” traduz sanverim, palavra rara usada novamente somente em 2 Reis 6:18, quando o exército sírio é atingido após a oração de Eliseu. Ela pode indicar um ofuscamento ou confusão da visão, não necessariamente perda completa da capacidade de enxergar. “Pequenos e grandes” ecoa “jovens e velhos” do versículo 4.

Gênesis 19:4-11

Bíblia Portuguesa Mundial

4Mas, antes que se deitassem, os homens da cidade, os homens de Sodoma, cercaram a casa, tanto jovens quanto velhos, todo o povo de todos os lados.

5Eles chamaram Ló e lhe disseram: “Onde estão os homens que vieram para a sua casa esta noite? Traga-os para fora a nós, para que tenhamos relações sexuais com eles.”

6Ló saiu até eles à porta, e fechou a porta atrás de si.

7Ele disse: “Por favor, meus irmãos, não ajam com tanta maldade.

8Vejam agora, eu tenho duas filhas virgens. Por favor, deixem-me trazê-las para fora a vocês, e vocês podem fazer com elas o que lhes parecer bem. Apenas não façam nada a estes homens, porque eles vieram para debaixo da sombra do meu teto.”

9Eles disseram: “Afaste-se!” Então disseram: “Este indivíduo veio morar aqui como estrangeiro, e agora quer se colocar como juiz. Agora faremos pior a você do que a eles!” Eles pressionaram fortemente o homem, Ló, e se aproximaram para arrombar a porta.

10Mas os homens estenderam a mão, puxaram Ló para dentro da casa com eles, e fecharam a porta.

11Eles feriram com cegueira os homens que estavam à porta da casa, tanto os pequenos quanto os grandes, de modo que se cansaram de procurar a porta.

Gênesis 19:12-16

A misericórdia os toma pela mão

A advertência alcança além das quatro pessoas que finalmente escapam. A Ló é dito que reúna qualquer um que tenha na cidade, e ele vai aos genros, apenas para soar como um homem brincando sobre um desastre. Pela manhã, a urgência estreitou a casa. A Ló, sua mulher e duas filhas é dito que saiam, e mesmo então Ló hesita. Gênesis não adivinha o que o retém. Ele dá a razão pela qual o resgate continua apesar de sua demora: "sendo o SENHOR misericordioso para com ele". Os anjos os tomam pela mão e os levam fisicamente para fora. Isso torna o livramento mais complicado do que uma sequência limpa de advertência, crença e obediência imediata. O perigo é anunciado, a família é instada a seguir, alguns parentes se recusam a levar a sério, e o próprio Ló hesita. A misericórdia não é uma ideia abstrata na seção. Ela tem mãos sobre pessoas relutantes, puxando-as para fora de uma cidade que lhes foi dito que não pode permanecer.

Gênesis 19:12-16: A misericórdia os toma pela mão
Cena do capítuloGênesis 19

Estudo aprofundado

O convite para retirar a família abrange mais pessoas do que as quatro que finalmente saem. Ló fala com seus genros, mas eles tratam sua advertência como brincadeira. A Bíblia Portuguesa Mundial os descreve como genros “que estavam noivos de suas filhas”. Os intérpretes divergem sobre se a expressão subjacente indica casamento já realizado ou apenas acertado. A passagem não fornece detalhes familiares suficientes para resolver todas as questões sobre outros parentes.

O próprio Ló demora. Gênesis não identifica os bens, os relacionamentos ou os pensamentos que explicam sua demora. O que identifica é o motivo pelo qual o resgate prossegue apesar dela: o SENHOR age com misericórdia. Os mensageiros tomam as mãos de Ló, de sua mulher e de ambas as filhas e os colocam fora da cidade.

A sequência mostra que o livramento envolve mais do que anunciar o perigo e esperar uma ação humana eficiente. A advertência é dada, a urgência é reiterada, e a família ameaçada ainda precisa ser retirada. A explicação explícita repousa na misericórdia divina, não numa imagem de Ló respondendo sem hesitação.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:12

    Os anjos agora fazem, na prática, a contagem que Abraão havia perguntado no capítulo anterior. “Seus filhos” aparecem na lista, embora Gênesis nunca diga que Ló realmente tivesse filhos homens, e nenhum é mencionado novamente. O genro aparece primeiro na enumeração e, no hebraico, está inicialmente no singular.

  2. Gênesis 19:13

    O verbo “destruir” aparece como particípio, transmitindo a ideia de “estamos destruindo”. Da mesma raiz vem o termo usado em Êxodo 12:23 para o destruidor que passa pelo Egito na noite da Páscoa. O clamor contra Sodoma havia crescido até chegar “diante” do SENHOR, literalmente diante de sua face.

  3. Gênesis 19:14

    A expressão referente aos genros significa literalmente homens que estavam tomando ou prestes a tomar suas filhas. Josefo e Rashi entenderam que eram noivos das duas virgens mencionadas no versículo 8. “Brincando” traduz metsacheq, da raiz do nome Isaque. Abraão e Sara riram diante de uma promessa de vida; estes homens riem diante de um aviso de morte.

  4. Gênesis 19:15

    A expressão “que estão aqui” significa literalmente “que são encontradas”, usando o mesmo verbo repetido por Abraão ao perguntar se Deus encontraria justos em Sodoma. Aqui, quatro pessoas são encontradas. “Consumido” traduz safah, ser varrido, o mesmo verbo empregado na pergunta de Abraão em Gênesis 18:23 sobre o justo ser destruído com o ímpio.

  5. Gênesis 19:16

    O verbo traduzido por “hesitou” é hitmahmah, palavra rara cuja própria sonoridade parece retardar a fala. Quando os anjos deixam Ló fora da cidade, o verbo é vayyannichuhu, derivado de nuach, raiz relacionada ao nome Noé e à ideia de descanso. 2 Pedro 2:5–7 aproxima Noé e Ló como homens retirados de contextos de julgamento.

Gênesis 19:12-16

Bíblia Portuguesa Mundial

12Os homens disseram a Ló: “Você tem mais alguém aqui? Genros, seus filhos, suas filhas, e quem quer que você tenha na cidade, tire-os deste lugar;

13pois nós vamos destruir este lugar, porque o clamor contra eles se tornou tão grande diante do SENHOR que o SENHOR nos enviou para destruí-lo.”

14Ló saiu e falou com seus genros, que estavam noivos de suas filhas, e disse: “Levantem-se! Saiam deste lugar, pois o SENHOR destruirá a cidade!” Mas para seus genros pareceu que ele estava brincando.

15Quando amanheceu, os anjos apressaram Ló, dizendo: “Levante-se! Pegue sua mulher e suas duas filhas que estão aqui, para que você não seja consumido na iniquidade da cidade.”

16Mas ele hesitou; então os homens agarraram a sua mão, a mão de sua mulher e as mãos de suas duas filhas, sendo o SENHOR misericordioso para com ele; e eles o tiraram e o deixaram fora da cidade.

Gênesis 19:17-22

Um refúgio menor é concedido

Uma vez fora de Sodoma, a Ló é dito que fuja por sua vida, evite a planície e alcance o monte. Ele imediatamente pede um destino menor. Seu pedido não é feito como se nenhuma misericórdia lhe tivesse sido mostrada. Ele reconhece a graça que já o salvou, e depois diz que teme morrer antes de alcançar o refúgio prescrito. Zoar, "é pequena", torna-se sua alternativa proposta. A resposta concede mais do que permissão para parar ali. A própria cidade não será destruída porque Ló pediu. Um pedido de uma única casa em perigo muda portanto o que acontece a outras pessoas que vivem naquele lugar. O prazo é igualmente marcante. O juízo é retido até que Ló chegue a lugar seguro, de modo que sua chegada se torna parte do cronograma da destruição. Gênesis mantém instável a fuga. O monte que ele teme agora se tornará seu destino depois, quando o medo de permanecer em Zoar o levar para lá de qualquer modo.

Gênesis 19:17-22: Um refúgio menor é concedido
Cena do capítuloGênesis 19
Panorama do antigo Oriente Próximo
Panorama do antigo Oriente Próximo

Estudo aprofundado

A ordem visa à sobrevivência: deixar a planície, não olhar para trás e chegar à montanha. Ló reconhece a misericórdia já demonstrada e depois diz temer morrer antes de alcançar o refúgio indicado. Sua fala combina o reconhecimento do livramento com outro pedido sobre como ele será concluído.

Ele enfatiza o tamanho reduzido da cidade próxima, o que passa a explicar o nome Zoar. A resposta concede mais do que um destino para Ló: a própria cidade não será destruída. Assim, um pedido referente a uma família afeta outras pessoas que moram ali.

A urgência permanece. O juízo aguarda a chegada de Ló, de modo que a proteção da família em fuga participa da determinação do momento da destruição. A montanha reaparecerá no final do capítulo, quando Ló deixa Zoar por medo de permanecer ali. A mudança de lugar acompanha o percurso instável de sua fuga, em vez de um movimento direto para uma segurança permanente.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:17

    “Fuja” traduz malat, escapar ou deslizar para fora do perigo, e o verbo aparece cinco vezes entre este ponto e o versículo 22. As ordens são dadas no singular e dirigidas especificamente a Ló: sua vida, não olhar para trás e fugir. Sua mulher não recebe uma ordem separada diretamente.

  2. Gênesis 19:18

    Abraão havia argumentado em favor de uma cidade cheia de desconhecidos; Ló agora discute sobre o próprio caminho de fuga. Os massoretas novamente vocalizaram “meu senhor” como Adonai, a forma usada como título divino, embora o versículo diga que Ló respondeu “a eles”.

  3. Gênesis 19:19

    A expressão “para que o mal não me alcance” significa literalmente que o mal poderia aderir ou apegar-se a Ló. O verbo é davaq, o mesmo de Gênesis 2:24 quando se diz que o homem se unirá à sua mulher. Ló teme que a calamidade se agarre a ele antes que consiga alcançar segurança.

  4. Gênesis 19:20

    “A minha alma viverá” repete a linguagem usada por Abrão ao chegar perto do Egito em Gênesis 12:13. Tio e sobrinho empregam a mesma formulação em momentos em que negociam uma solução para preservar a própria vida. Ló insiste ainda que a cidade desejada é pequena e próxima.

  5. Gênesis 19:21

    A expressão traduzida por “atendi ao seu pedido” significa literalmente “levantei o seu rosto”, um idioma hebraico para aceitar uma solicitação. O mesmo modo de falar aparece em Jó 42:8–9, quando o SENHOR aceita a intercessão de Jó por seus amigos. Aqui, o pedido de um homem resulta em uma cidade ser poupada.

  6. Gênesis 19:22

    Zoar sobreviveu e, posteriormente, tornou-se território ligado aos descendentes de Ló. Isaías 15:5 e Jeremias 48:34 mencionam Zoar entre localidades relacionadas a Moabe. A pequena cidade preservada por causa do pedido de Ló acabou integrada à região moabita.

Gênesis 19:17-22

Bíblia Portuguesa Mundial

17Aconteceu que, quando os haviam tirado para fora, um deles disse: “Fuja por sua vida! Não olhe para trás, e não fique em nenhum lugar da planície. Fuja para as montanhas, para que você não seja consumido!”

18Ló lhes disse: “Ah, não, meu senhor.

19Veja agora, o seu servo encontrou favor aos seus olhos, e o senhor engrandeceu a sua bondade, que me demonstrou ao salvar a minha vida. Eu não posso fugir para a montanha, para que o mal não me alcance, e eu morra.

20Veja agora, esta cidade está perto para fugir, e é pequena. Ah, deixe-me fugir para lá (não é ela pequena?), e a minha alma viverá.”

21Ele lhe disse: “Eis que atendi ao seu pedido também quanto a isso, de modo que não destruirei a cidade da qual você falou.

22Apresse-se, fuja para lá, pois nada posso fazer até que você chegue lá.” Por isso o nome da cidade foi chamado Zoar.

Gênesis 19:23-29

A fumaça vista do lugar da intercessão

O nascer do sol encontra Ló em Zoar e Abraão longe dali, e Gênesis deixa que a mesma manhã contenha resgate, destruição, desobediência e lembrança. Sodoma, Gomorra, a planície, seus habitantes e sua vegetação são destruídos. A paisagem regada que Ló certa vez escolheu é agora vista como fumaça subindo "como a fumaça de uma fornalha". Sua mulher olha para trás apesar da ordem de fugir e se torna uma coluna de sal. Gênesis não nos diz se saudade, descrença, luto ou outra coisa a moveu, de modo que esses motivos precisam permanecer não escritos. Abraão também olha para a planície, mas do lugar onde havia estado diante do SENHOR. Essa diferença impede que a ordem dada à casa em fuga se torne uma regra contra todo olhar para trás. A seção finalmente interpreta para nós a sobrevivência de Ló: Deus se lembrou de Abraão e tirou Ló. A cidade não foi poupada por dez justos, e ainda assim a intercessão de Abraão não está desconectada do resgate que ocorreu.

Gênesis 19:23-29: A fumaça vista do lugar da intercessão
Cena do capítuloGênesis 19

Estudo aprofundado

A luz da manhã não suaviza o que vem depois. A destruição atinge as cidades, seus habitantes e o que cresce na planície. A paisagem que Ló escolhera por sua água abundante agora é descrita em termos de devastação e fumaça. Gênesis une a perda de vidas humanas à ruína do lugar que parecera tão vantajoso no capítulo 13.

A mulher de Ló olha para trás, contrariando a ordem dada durante a fuga, e se torna uma coluna de sal. Seu motivo interior não é informado. Apego aos bens, incredulidade e tristeza são explicações que leitores posteriores podem propor, não fatos declarados por Gênesis. Abraão também olha em direção à planície, mas do lugar onde estivera diante do SENHOR. A diferença não é que todo olhar seja proibido; a ordem havia sido dada à família em fuga.

Abraão vê a fumaça sem que se registre um relato recebido de Ló. O texto então apresenta sua própria conexão: Deus se lembrou de Abraão e retirou Ló. A cidade não foi poupada nas condições discutidas no capítulo 18, mas a preocupação de Abraão não está desvinculada do livramento ocorrido. A passagem encerra essa parte do relato interpretando o resgate, sem descrever a reação de Abraão às ruínas.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:23

    Os anjos haviam apressado Ló ao amanhecer no versículo 15, e ele já está dentro de Zoar quando o sol nasce. A cidade realmente ficava tão perto quanto Ló havia afirmado. O dia do julgamento sobre a planície começa justamente com o sol iluminando a terra que está prestes a ser destruída.

  2. Gênesis 19:24

    A formulação “o SENHOR fez chover... da parte do SENHOR” menciona Deus duas vezes na mesma oração. Justino Mártir interpretou isso como referência a duas pessoas, enquanto intérpretes judeus entenderam a construção como uma forma idiomática hebraica. O enxofre é abundante na região do mar Morto, assim como o betume mencionado em Gênesis 14:10.

  3. Gênesis 19:25

    O verbo para “destruiu” é haphakh, literalmente virar ou revirar, e tornou-se uma palavra característica para esse acontecimento. Deuteronômio 29:23, Isaías 13:19, Jeremias 49:18 e Amós 4:11 retomam a ideia da destruição de Sodoma e Gomorra. A vegetação destruída pertencia à planície comparada a um jardim em Gênesis 13:10.

  4. Gênesis 19:26

    A mulher de Ló caminhava atrás dele, portanto fora de sua vista quando olhou para trás. Jesus resume toda a advertência em Lucas 17:32 com a ordem de lembrar-se dela. Sabedoria de Salomão 10:7 fala de uma coluna de sal ainda existente, e Josefo afirmou tê-la visto. Gênesis nunca informa o nome dessa mulher.

  5. Gênesis 19:27

    O Talmude, em Berakhot 26b, relacionou este versículo à oração da manhã, entendendo o verbo “estar diante” como expressão associada à oração. Abraão retorna ao amanhecer exatamente ao lugar onde havia intercedido diante do SENHOR. Ele vai ao ponto da conversa, e não em direção às cidades.

  6. Gênesis 19:28

    Das colinas, Abraão consegue contemplar de uma vez toda a região da planície. O que vê é fumaça subindo da terra como a fumaça de uma fornalha ou forno. Gênesis não registra nenhuma fala, comentário ou reação emocional de Abraão neste momento, apenas aquilo que seus olhos contemplaram.

  7. Gênesis 19:29

    O versículo resume novamente toda a destruição e usa Elohim três vezes. Ló é retirado da calamidade porque Deus se lembrou de Abraão, e Gênesis não atribui aqui seu resgate a algum mérito próprio de Ló. É 2 Pedro 2:7, não Gênesis, que posteriormente o chama justo e afligido pela conduta dos perversos.

Gênesis 19:23-29

Bíblia Portuguesa Mundial

23O sol havia nascido sobre a terra quando Ló chegou a Zoar.

24Então o SENHOR fez chover sobre Sodoma e sobre Gomorra enxofre e fogo da parte do SENHOR, desde o céu.

25Ele destruiu aquelas cidades, toda a planície, todos os habitantes das cidades, e o que nascia na terra.

26Mas a mulher de Ló olhou para trás dele, e ela se tornou uma estátua de sal.

27Abraão levantou-se de madrugada e foi ao lugar onde havia estado diante do SENHOR.

28Ele olhou para Sodoma e Gomorra, e para toda a terra da planície, e viu que a fumaça da terra subia como a fumaça de uma fornalha.

29Quando Deus destruiu as cidades da planície, Deus se lembrou de Abraão, e tirou Ló do meio da destruição, quando destruiu as cidades nas quais Ló morava.

Gênesis 19:30-38

A fuga termina numa caverna

Ló acaba no monte que certa vez temeu, vivendo não numa cidade, mas numa caverna com suas duas filhas. A explicação delas para o que se segue é que não resta homem disponível para continuar a linhagem do pai. Gênesis relata essa percepção sem confirmar que todo homem em outro lugar tenha desaparecido; a própria Zoar acabou de ser poupada. As filhas então embriagam Ló em noites sucessivas e providenciam gravidezes sem que ele perceba. A frase repetida de que ele não percebeu quando elas se deitaram ou se levantaram torna inconfundível quem age. O objetivo delas é preservar a semente do pai, mas o relato não transforma esse objetivo em aprovação do incesto ou da embriaguez. A fuga de Sodoma tirou a família de um perigo sem curar toda distorção dentro da casa. Os filhos nascidos desses atos se tornam Moabe e Ben-Ami, ancestrais de Moabe e Amom. Gênesis explica a ascendência de povos vizinhos enquanto se recusa a fingir que o caminho até o nascimento deles tenha sido limpo.

Gênesis 19:30-38: A fuga termina numa caverna
Cena do capítuloGênesis 19

Estudo aprofundado

Ló acaba morando na montanha que inicialmente temera alcançar, agora com medo de permanecer em Zoar. A família passou de uma casa na cidade para uma caverna. Suas filhas descrevem a situação como se não houvesse homem disponível para dar continuidade à linhagem de seu pai. Essa declaração expressa a dificuldade conforme elas a entendem; o relato já mostrou que Zoar sobreviveu, portanto não estabelece que todos os outros seres humanos morreram.

O objetivo repetido é preservar a descendência do pai. Elas o embriagam e se deitam com ele em noites sucessivas, e Gênesis enfatiza duas vezes que ele não percebe quando elas chegam ou saem. Esse detalhe identifica o plano deliberado das filhas e a falta de percepção de Ló; não transforma o incesto num método aprovado de preservar uma família. Escapar da cidade não resolveu o que acontece dentro dessa casa.

Os filhos são identificados como os pais de Moabe e Amom. Assim, seus povos são situados na família ampliada de Abraão, por mais conturbadas que sejam essas origens. A informação explica a ascendência, sem atribuir culpa hereditária a cada descendente. Mais tarde, o livro de Rute acompanhará uma mulher moabita até a família de Davi, um desenvolvimento que impede reduzir o lugar de Moabe nas Escrituras às circunstâncias registradas nessa caverna.

Percurso versículo por versículo

  1. Gênesis 19:30

    As moradias de Ló diminuem ao longo de Gênesis: ele possui tendas em Gênesis 13:5, mora numa casa dentro da cidade no versículo 3 deste capítulo e agora termina numa caverna. A montanha para a qual ele havia dito no versículo 19 que não podia fugir torna-se finalmente seu lugar de residência, pois passou a temer Zoar.

  2. Gênesis 19:31

    A palavra para “mais nova” é tse’irah, derivada da mesma raiz relacionada a Zoar, “pequena”. A afirmação de que não havia homem na terra soa como se as filhas acreditassem que o mundo tivesse acabado, à maneira do dilúvio. “Segundo o costume de toda a terra” refere-se ao modo comum de casamento e continuidade familiar.

  3. Gênesis 19:32

    O paralelo com Noé é marcante: há um sobrevivente de um mundo destruído, vinho e uma situação vergonhosa entre pai e filhos, como em Gênesis 9:21–22. A expressão “preservar a descendência” usa o mesmo verbo de Gênesis 7:3, onde preservar semente viva é parte do propósito da arca.

  4. Gênesis 19:33

    No texto hebraico, a palavra correspondente a “quando se levantou” contém um dos pontos extraordinários da Torá, uma marca incomum colocada sobre uma letra. Gênesis Rabbah interpretou esse detalhe como indicação de que Ló percebeu quando a filha se levantou e, apesar disso, voltou a beber na noite seguinte.

  5. Gênesis 19:34

    A filha mais velha declara sem rodeios que havia se deitado com o pai na noite anterior e imediatamente planeja repetir o procedimento com a irmã. A expressão antiga traduzida em algumas versões por uma palavra equivalente a “ontem à noite” significa simplesmente a noite anterior e também aparece nas falas de Labão em Gênesis 31:29 e 42.

  6. Gênesis 19:35

    Este versículo repete quase palavra por palavra o versículo 33, substituindo apenas a filha mais velha pela mais nova, e desta vez sem o ponto extraordinário no texto hebraico. Nas duas noites, a descrição de Ló é essencialmente idêntica: ele não percebe quando a filha se deita nem quando se levanta.

  7. Gênesis 19:36

    Levítico 18:7 posteriormente proibirá descobrir a nudez do próprio pai. Este é o último episódio em que Ló aparece pessoalmente em Gênesis. Depois disso, seu nome permanece apenas na identificação de suas descendentes, e a última expressão do livro envolvendo seu nome fala das filhas de Ló.

  8. Gênesis 19:37

    Moabe soa como me’av, expressão que pode ser entendida como “do pai”, e a tradução grega acrescenta uma explicação nesse sentido. Desta linhagem virá Rute, a moabita, que em Rute 4:13–17 aparece na genealogia familiar que leva a Davi como sua bisavó.

  9. Gênesis 19:38

    Ben-Ami significa “filho do meu povo” ou “filho dos meus parentes”, nome menos explícito que Moabe. Deuteronômio 2:9 e 19 afirma que Deus concedeu terras a Moabe e Amom como descendentes de Ló. Naamá, amonita, foi mãe do rei Roboão segundo 1 Reis 14:21, de modo que a linhagem de Ló alcança os reis de Judá também por Amom.

Gênesis 19:30-38

Bíblia Portuguesa Mundial

30Ló subiu de Zoar e foi morar na montanha, e suas duas filhas com ele; pois ele teve medo de morar em Zoar. Ele morou em uma caverna com suas duas filhas.

31A primogênita disse à mais nova: “Nosso pai está velho, e não há nenhum homem na terra para se unir a nós segundo o costume de toda a terra.

32Venha, vamos dar vinho ao nosso pai para beber, e nos deitaremos com ele, para que possamos preservar a descendência do nosso pai.”

33Elas deram vinho ao seu pai para beber naquela noite; e a primogênita entrou e se deitou com o seu pai. Ele não percebeu quando ela se deitou, nem quando se levantou.

34Aconteceu no dia seguinte que a primogênita disse à mais nova: “Eis que na noite passada eu me deitei com o meu pai. Vamos dar-lhe vinho para beber de novo esta noite. Você entra e se deita com ele, para que possamos preservar a descendência do nosso pai.”

35Elas deram vinho ao seu pai para beber também naquela noite. A mais nova foi e se deitou com ele. Ele não percebeu quando ela se deitou, nem quando se levantou.

36Assim, ambas as filhas de Ló engravidaram do seu pai.

37A primogênita deu à luz um filho e o chamou de Moabe. Ele é o pai dos moabitas até o dia de hoje.

38A mais nova também deu à luz um filho e o chamou de Ben-Ami. Ele é o pai dos filhos de Amom até o dia de hoje.

Questões para manter em mente durante a leitura

  1. Acompanhe quem age, quem fala, quem é afetado e o que muda.
  2. Observe promessas, fracassos, livramentos e consequências repetidas.
  3. Não suponha que o relato aprove toda ação que narra.

Primeiro o texto

Onde os leitores divergem

O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.

O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.

Leitura conjunta dos textos

Por que Sodoma é condenada?

Gênesis 19 apresenta uma multidão que ameaça hóspedes com violência sexual. A narrativa mais ampla fala de grande maldade e clamor; Ezequiel acrescenta orgulho, fartura sem cuidado dos pobres e abominações, e Judas destaca pecado sexual. Esses testemunhos devem ser lidos juntos, sem serem reduzidos a um slogan político.

A oferta das filhas de Ló não é aprovada, e o incesto posterior também não é modelo. Um ensino fiel protege a dignidade das pessoas ameaçadas ou feridas e trata a violência e a injustiça com clareza.

Gênesis 18:20-21 · Gênesis 19:1-11 · Ezequiel 16:49-50 · Judas 7

Questões sob a superfície

  1. Que parte de Gênesis 19 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
  2. Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
  3. Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Gênesis 19?
  4. Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?

Perguntas para uma reflexão pessoal séria

Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.

Observe sem pressa

  1. Que parte de Gênesis 19 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?

  2. Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?

  3. Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Deus chama Abraão para deixar o conhecido e viver uma história de fé, aliança, fracasso, resgate e um filho prometido por meio de quem as nações seriam abençoadas.?

  4. Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?

Examine seu interior com honestidade

  1. Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?

  2. Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?

  3. Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?

  4. Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?

Responda com sabedoria e coragem

  1. O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?

  2. Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?

  3. Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?

  4. Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?

Ouça e assista junto com a passagem

A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.

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Fonte: eBible.org · porbrbsl · obtido 2026-09-20