Famílias, guerreiros e as construções de uma filha

1 Crônicas 7

O panorama

Os registros tribais do norte são desiguais em tamanho e forma, e precisamente por isso não devem ser tratados como um censo uniforme. Issacar e Benjamim são lembrados por meio de cabeças de família e números militares, Naftali por meio de um único versículo, Manassés por meio de casas complicadas nas quais as mulheres são essenciais para a continuidade, e Aser por meio de famílias nomeadas que culminam em uma contagem militar. A seção de Efraim quebra o padrão com mais força. Filhos são mortos, um pai lamenta, parentes vêm consolá-lo, Berias recebe o nome a partir do mal da casa, Seerá recebe o crédito por construir cidades, e a linhagem enfim alcança Josué. Luto, trabalho, povoamento e liderança ocupam a mesma genealogia. O capítulo preserva o que os seus diferentes registros contêm sem fingir que cada tribo entregou o mesmo tipo de informação.

Neste capítulo

1 Crônicas 7: Famílias, guerreiros e as construções de uma filha
Cena do capítulo1 Crônicas 7

A Escritura ao lado do resumo

1 Crônicas · Bíblia Portuguesa Mundial · 40

1 Crônicas 7:1-12

As famílias por trás dos totais

O registro de Issacar liga a força militar diretamente às casas. Casas paternas, homens principais, mulheres e filhos estão por trás dos números de homens aptos para a guerra. A explicação de que certas famílias tinham muitas mulheres e filhos diz por que essas casas se tornaram grandes; ela não é oferecida como juízo geral sobre cada arranjo matrimonial do capítulo. A datação também importa. Uma contagem é associada aos dias de Davi, enquanto o material de Benjamim que se segue tem a sua própria forma e não repete o mesmo rótulo histórico. Essa diferença adverte contra somar todos os números como se viessem de um censo perfeitamente sincronizado. Benjamim receberá um registro mais completo no capítulo seguinte com outro propósito. Aqui o interesse está nas casas capazes de serviço militar. Os números são significativos, mas pertencem a registros e categorias particulares.

Estudo aprofundado

Os números estão ligados às casas paternas e a líderes nomeados. A capacidade militar nasce das famílias, em vez de aparecer como um exército separado da descendência comum. A referência a numerosas esposas e filhos em Issacar explica o tamanho dessas famílias; não é apresentada como um julgamento independente sobre cada arranjo matrimonial mencionado.

O levantamento de Issacar está especificamente associado aos dias de Davi. Os registros seguintes não repetem todos essa data nem se identificam como partes do mesmo levantamento. O registro de Benjamim tem nomes e organização próprios, e o material mais extenso sobre Benjamim no capítulo 8 servirá a outro propósito. Os diferentes totais e formatos fazem mais sentido como registros reunidos do que como uma tabela moderna em que se exigisse que cada tribo entregasse exatamente as mesmas informações.

Percurso versículo por versículo

  1. 1 Crônicas 7:1

    Gênesis 46:13 chama o terceiro filho de Jó; Números 26:24 e este versículo o chamam Jasube. Tola e Puá voltam como nomes em Juízes 10:1, onde Tola, filho de Puá, é um juiz de Issacar: os nomes fundadores da tribo reutilizados. Tola é a palavra para o verme do qual se tirava a tinta carmesim.

  2. 1 Crônicas 7:2

    Números 26:25 contou Issacar inteiro em 64.300. Aqui só o clã de Tola reúne 22.600 no tempo de Davi. Samuel é o nome do profeta usado por um homem de Issacar. “Em suas gerações” indica que cada família era contada como unidade separada, geração por geração, e não todas de uma vez.

  3. 1 Crônicas 7:3

    O versículo diz “cinco”, mas nomeia quatro filhos de Izraías, de modo que a conta inclui o próprio Izraías com os filhos. Izraías significa o SENHOR resplandece, da mesma raiz de Zerá e do ezraíta dos títulos dos salmos. “Todos eles chefes” quer dizer que os cinco eram cabeças de família.

  4. 1 Crônicas 7:4

    As “tropas do exército” traduzem gedude tsava, bandos de ataque, a mesma palavra usada para a tropa amalequita que Davi perseguiu em 1 Samuel 30:8. Os números de Issacar sobem ao longo da passagem, 22.600, depois 36.000, depois 87.000, cada cifra um grupo diferente, não um total acumulado.

  5. 1 Crônicas 7:5

    Oitenta e sete mil para a tribo inteira, contra 54.400 em Números 1:29 e 64.300 em Números 26:25. Crônicas dá a Issacar duas reputações: esta, pelo número, e outra em 12:32, onde seus homens entendiam os tempos e sabiam o que Israel devia fazer.

  6. 1 Crônicas 7:6

    Gênesis 46:21 dá a Benjamim dez filhos, Números 26:38–39 cinco, e 8:1–2 outros cinco, todas listas diferentes. Jediael só aparece aqui. Zebulom falta por completo nestes capítulos, e alguns estudiosos pensam que os versículos 6–11 foram antes o registro de Zebulom, depois lido como de Benjamim, inferência tirada da lacuna.

  7. 1 Crônicas 7:7

    Esbom é o nome de um filho de Gade em Gênesis 46:16, e 8:3 dá a Belá um conjunto inteiramente diferente de filhos. A contagem, vinte e dois mil e trinta e quatro, é precisa até os últimos quatro homens, um número que parece copiado de uma lista e não estimado.

  8. 1 Crônicas 7:8

    Anatote e Alemete são nomes de cidades benjamitas, ambas dadas aos sacerdotes em 6:60, e aqui são filhos de Bequer, os fundadores que deram nome às cidades. Onri tem o nome do rei que construiu Samaria, e Abias o do segundo filho de Samuel.

  9. 1 Crônicas 7:9

    O clã de Bequer é provavelmente o que está por trás de Seba, filho de Bicri, benjamita, cuja revolta veio depois da de Absalão (2 Samuel 20:1); Bicri se lê naturalmente como “o bequerita”. A genealogia do próprio Saul em 1 Samuel 9:1 inclui um Becorate. A força da família, vinte mil e duzentos, não era pequena.

  10. 1 Crônicas 7:10

    Um dos filhos de Bilã se chama Benjamim, como a própria tribo. Eúde tem o nome do juiz canhoto (Juízes 3:15). Quenaaná quer dizer cananeu, e Társis se escreve como o porto distante e como uma pedra preciosa. Aisaar significa meu irmão é a aurora.

  11. 1 Crônicas 7:11

    “Aptos para sair no exército para a guerra” ecoa Números 1:3, que conta todos os capazes de sair à guerra em Israel. Somados os três clãs, Benjamim chega a 59.434, contra 45.600 em Números 26:41. A pequena tribo cresceu neste registro, seja qual for a origem das contagens.

  12. 1 Crônicas 7:12

    Supim e Hupim são o Sufã e o Hufã de Números 26:39. Husim é o único filho de Dã em Gênesis 46:23, e Aer significa simplesmente “outro”. Muitos pensam que o registro de Dã está escondido aqui, com o nome trocado por “outro”, já que Dã não tem genealogia nestes capítulos. É uma inferência dos estudiosos.

1 Crônicas 7:1-12

Bíblia Portuguesa Mundial

1Dos filhos de Issacar: Tola, Puá, Jasube e Sinrom, quatro.

2Os filhos de Tola: Uzi, Refaías, Jeriel, Jamai, Ibsão e Samuel, chefes das casas de seus pais, descendentes de Tola; homens valentes em suas gerações. O número deles nos dias de Davi era de vinte e dois mil e seiscentos.

3O filho de Uzi: Izraías. Os filhos de Izraías: Miguel, Obadias, Joel e Issias, cinco; todos eles chefes.

4Com eles, segundo as suas gerações, segundo as casas de seus pais, havia tropas do exército para a guerra, trinta e seis mil; pois tinham muitas esposas e filhos.

5Seus irmãos, entre todas as famílias de Issacar, homens valentes, registrados ao todo por genealogia, eram oitenta e sete mil.

6Os filhos de Benjamim: Belá, Bequer e Jediael, três.

7Os filhos de Belá: Esbom, Uzi, Uziel, Jerimote e Iri, cinco; chefes das casas de seus pais, homens valentes; e foram registrados por genealogia vinte e dois mil e trinta e quatro.

8Os filhos de Bequer: Zemira, Joás, Eliézer, Elioenai, Onri, Jerimote, Abias, Anatote e Alemete. Todos estes foram os filhos de Bequer.

9Eles foram registrados por genealogia, segundo as suas gerações, chefes das casas de seus pais, homens valentes, vinte mil e duzentos.

10O filho de Jediael: Bilã. Os filhos de Bilã: Jeús, Benjamim, Eúde, Quenaaná, Zetã, Társis e Aisaar.

11Todos estes foram filhos de Jediael, segundo os chefes das casas de seus pais, homens valentes, dezessete mil e duzentos, que estavam aptos para sair no exército para a guerra.

12Também Supim e Hupim, os filhos de Ir; Husim, e os filhos de Aer.

1 Crônicas 7:13-19

As mulheres que um registro masculino não pode omitir

Naftali recebe apenas uma linha breve antes que o material mais complicado de Manassés assuma. A quantidade desigual de espaço não é uma classificação explícita do valor tribal. O capítulo simplesmente preserva registros selecionados com diferentes níveis de detalhe. A seção de Manassés então deixa claro quão inadequado seria um diagrama apenas de homens. Uma concubina arameia faz parte da linhagem, Maaca é nomeada dentro da família de Maquir, e Zelofeade é lembrado especificamente como um homem com filhas. Essas filhas carregam peso adicional porque o relato pentateucal mais amplo as conecta com a herança quando não havia filhos. Irmãs e filhas não são exceções ornamentais aqui. A sua presença é necessária para dizer como as casas continuam e como as relações se encaixam. A passagem é comprimida e algumas conexões são difíceis, mas a sua textura social é inconfundível.

Estudo aprofundado

Naftali ocupa um versículo, enquanto outras tribos recebem linhagens extensas e totais militares. A desigualdade é uma característica da seleção preservada, não uma classificação explícita do valor das tribos. O livro não dá motivo para transformar uma entrada curta em evidência de que uma tribo importava menos para Deus ou para Israel.

O material de Manassés identifica uma concubina arameia e preserva filhas e irmãs dentro de uma sequência difícil de relações. As filhas de Zelofeade são especialmente reconhecíveis porque Números 27:1–11 registra a questão da herança levantada pela ausência de filhos homens. Sua menção aqui pertence a esse mundo concreto de continuidade familiar e terra, não apenas a uma exceção decorativa em uma lista masculina. O registro condensado precisa dessas mulheres para dizer qual família continuou e como seus membros eram aparentados.

Percurso versículo por versículo

  1. 1 Crônicas 7:13

    Os quatro filhos correspondem a Gênesis 46:24, com Silém escrito Salum. Chamá-los “os filhos de Bila” segue Gênesis 46:25, que encerra as famílias de Naftali e Dã com o nome da serva que Raquel deu a Jacó. Bila é nomeada aqui, embora só os netos dela sejam listados.

  2. 1 Crônicas 7:14

    O hebraico tem um verbo de dar à luz sem mulher anterior a quem se refira, sinal de que um nome caiu. Maquir, “o pai de Gileade”, tomou Gileade pela força (Números 32:39–40). Gênesis 50:23 diz que os filhos de Maquir nasceram sobre os joelhos de José, de modo que José chegou a vê-los.

  3. 1 Crônicas 7:15

    “O segundo” supõe um primeiro que nunca é nomeado. Números 26:33 faz de Zelofeade filho de Héfer, bisneto de Maquir, de modo que aqui ele aparece uma geração ou mais acima do lugar. Maaca é chamada irmã de Hupim e Supim, o que liga Manassés pelo casamento às famílias benjamitas do versículo 12.

  4. 1 Crônicas 7:16

    Maaca dá nome ao próprio filho, como Lia e Raquel deram aos seus. O versículo 15 a chamou de irmã, e aqui ela é a esposa, um nó que o texto deixa como está. Peres e Seres rimam, nomes de irmãos escolhidos para soar juntos.

  5. 1 Crônicas 7:17

    O hebraico de 1 Samuel 12:11 cita um libertador chamado Bedã ao lado de Jerubaal, Jefté e Samuel, um juiz que não aparece no Livro de Juízes; ali o grego lê Baraque. Este Bedã, manassita de Gileade, é o único outro homem com esse nome.

  6. 1 Crônicas 7:18

    Hamolequete significa “a que reina”, a rainha, nome incomum para uma mulher numa lista tribal. Abiezer é o clã de Gideão, cujo pai era Joás, o abiezrita (Juízes 6:11). Maalá se parece com Maala, a mais velha das filhas de Zelofeade (Números 26:33).

  7. 1 Crônicas 7:19

    Siquém é aqui um homem, fundador do clã que partilhava o nome da cidade, uma das famílias manassitas listadas em Josué 17:2. Óstracos de Samaria do século VIII a.C. nomeiam clãs de Semida, Abiezer e Siquém como distritos que enviavam azeite e vinho: os mesmos nomes saídos do chão.

1 Crônicas 7:13-19

Bíblia Portuguesa Mundial

13Os filhos de Naftali: Jaziel, Guni, Jezer, Salum, e os filhos de Bila.

14Os filhos de Manassés: Asriel, que sua concubina arameia deu à luz. Ela deu à luz Maquir, o pai de Gileade.

15Maquir tomou uma esposa de Hupim e Supim, cuja irmã se chamava Maaca. O nome do segundo era Zelofeade; e Zelofeade teve filhas.

16Maaca, a esposa de Maquir, deu à luz um filho, e ela o chamou de Peres. O nome de seu irmão era Seres; e seus filhos foram Ulão e Requém.

17O filho de Ulão: Bedã. Estes foram os filhos de Gileade, filho de Maquir, filho de Manassés.

18Sua irmã Hamolequete deu à luz Isode, Abiezer e Maalá.

19Os filhos de Semida foram Aiã, Siquém, Liqui e Aniã.

1 Crônicas 7:20-27

Luto e construção na linhagem de Efraim

A genealogia de Efraim de repente deixa de parecer uma lista quando Ezer e Eleade são mortos em um conflito que envolve homens de Gate e gado. A cronologia e as circunstâncias são comprimidas, mas o resultado emocional é declarado com clareza incomum: Efraim lamenta muitos dias, e os seus irmãos vêm consolá-lo. A passagem não exige luto imaginado porque o luto já é nomeado. Um filho posterior recebe o nome de Berias porque as coisas haviam ido mal para a casa, preservando a perda dentro da memória familiar. Então Seerá aparece com outro tipo de interrupção. A ela é creditada a construção de Bete-Horom de baixo e de cima e de Uzém-Seerá. O livro não transfere o feito a um homem sem nome nem lhe inventa um ofício. Ele simplesmente preserva a obra. A linhagem então segue adiante até Josué.

Efraim chora por seus filhos
Cena do capítulo1 Crônicas 7
O reino dividido
O reino dividido

Estudo aprofundado

O relato desacelera abruptamente quando filhos são mortos em um conflito que envolve homens de Gate e gado. A formulação condensada torna difícil reconstruir aspectos da incursão e de sua cronologia, mas a dor do pai não é incerta: Efraim lamenta, e seus irmãos vêm consolá-lo. Essas são emoções que a passagem de fato nomeia. O nome dado a Berias conserva a aflição da casa na memória familiar.

Então se atribui a Seerá a construção de Bete-Horom e Uzém-Seerá. A frase não transfere o trabalho para um irmão não nomeado nem o descarta porque quem construiu foi uma mulher. Tampouco fornece detalhes suficientes para reconstruir seus métodos ou seu ofício. Ela preserva a realização. A linhagem chega então a Josué, filho de Num, posto no fim da lista como herdeiro dessa mesma casa. Liderança futura, construção presente e perda lembrada compartilham a mesma ancestralidade sem que uma anule as outras.

Percurso versículo por versículo

  1. 1 Crônicas 7:20

    Sutela encabeça as famílias efraimitas em Números 26:35. Taate aparece duas vezes em cinco gerações, o nome de um avô dado de novo. A linha segue o padrão “seu filho”, em linha reta para baixo, sem irmãos nomeados.

  2. 1 Crônicas 7:21

    O hebraico admite as duas leituras, mas “porque desceram” se ajusta aos filhos de Efraim descendo das colinas à planície para tomar o gado de Gate. “Que nasceram na terra” marca os gatitas como nativos. Como o próprio Efraim está de luto, a tradição judaica situou o ataque nos anos do Egito.

  3. 1 Crônicas 7:22

    O luto de muitos dias e os irmãos que vêm consolar são quase as palavras de Gênesis 37:34–35, onde Jacó chorou José por muitos dias e seus filhos se levantaram para consolá-lo. O filho de José chora agora pelos próprios filhos como Jacó chorou por José.

  4. 1 Crônicas 7:23

    O nome Berias soa como be-ra‘ah, “no mal” ou “na desgraça”, a explicação que Efraim dá. Um filho nascido depois de uma perda e batizado por causa dela lembra Sete, dado em lugar de Abel (Gênesis 4:25). Aser também tem um filho chamado Berias, no versículo 30.

  5. 1 Crônicas 7:24

    Bete-Horom provavelmente significa casa de Horom, um deus cananeu, e suas duas cidades guardavam o principal desfiladeiro entre a planície costeira e as colinas. Uzém-Seerá, “porção de Seerá”, leva o nome dela. O verbo “edificou” pode indicar fundação ou fortificação, e uma ou outra lhe é atribuída.

  6. 1 Crônicas 7:25

    Resefe é também o nome de um deus cananeu da peste, e a palavra hebraica significa chama ou pestilência, como em Deuteronômio 32:24 e Habacuque 3:5. Num efraimita é apenas um nome. Taã é uma das famílias de Efraim em Números 26:35.

  7. 1 Crônicas 7:26

    Elisama, filho de Amiúde, era o príncipe de Efraim no deserto (Números 1:10), que trouxe a oferta da tribo no sétimo dia da dedicação do altar (Números 7:48). A linhagem passa pelo homem que conduziu a tribo para fora do Egito.

  8. 1 Crônicas 7:27

    O hebraico traz Non por Num e Jeoshua, forma plena de Josué, o nome que Moisés deu a Oseias (Números 13:16). Josué fica cerca de dez gerações depois de Efraim, enquanto Moisés fica quatro depois de Levi (6:1–3). Esta linha mais longa combina melhor com a longa permanência no Egito do que a mais curta.

1 Crônicas 7:20-27

Bíblia Portuguesa Mundial

20Os filhos de Efraim: Sutela, Berede seu filho, Taate seu filho, Eleada seu filho, Taate seu filho,

21Zabade seu filho, Sutela seu filho, Ezer e Eleade, a quem os homens de Gate, que nasceram na terra, mataram, porque desceram para tomar o seu gado.

22Efraim, seu pai, lamentou por muitos dias, e seus irmãos vieram para consolá-lo.

23Ele teve relações com sua esposa, e ela concebeu e deu à luz um filho, e ele o chamou de Berias, porque havia infortúnio em sua casa.

24Sua filha foi Seerá, que edificou Bete-Horom, a baixa e a alta, e Uzém-Seerá.

25Refa foi seu filho, Resefe seu filho, Tela seu filho, Taã seu filho,

26Ladã seu filho, Amiúde seu filho, Elisama seu filho,

27Num seu filho, e Josué seu filho.

1 Crônicas 7:28-29

Os filhos de José no mapa

Um breve aviso territorial segue os densos registros familiares e dá aos descendentes de José um lugar no mapa. Betel, Naarã, Gezer, Siquém, Bete-Seã, Taanaque, Megido, Dor e as suas cidades circundantes localizam a herança associada a Efraim e Manassés. As duas tribos permanecem distinguíveis, e ainda assim a frase final as reúne como os filhos de José. Essa descrição recorda a explicação anterior de que José recebeu o direito de primogenitura por meio dos seus filhos enquanto Judá detinha a proeminência de governo. A lista de cidades pertence, portanto, ao argumento genealógico em vez de interrompê-lo. Ela mostra como a herança ancestral se parece quando se torna território habitado. O capítulo passou de pessoas e casas para os lugares nos quais essas casas se enraizaram. A descendência não fica flutuando acima da terra.

Siquém, na terra dos filhos de José
Cena do capítulo1 Crônicas 7

Estudo aprofundado

Os nomes passam de Betel e dos povoados ao redor às cidades associadas a Manassés. Efraim e Manassés mantêm suas distinções, mas a descrição final os une como filhos de José. Duas heranças tribais pertencem a uma conexão ancestral maior.

Essa descrição também recorda a explicação do direito de primogenitura em 1 Crônicas 5:1–2. A herança de José é representada por meio de seus filhos, enquanto a proeminência real de Judá é tratada separadamente. A lista de cidades, portanto, não interrompe o argumento genealógico. Ela mostra onde a ancestralidade tomou sua forma territorial. O registro passou das famílias e dos líderes aos lugares onde essas famílias realmente viviam.

Percurso versículo por versículo

  1. 1 Crônicas 7:28

    Betel é onde Jacó sonhou com a escada, e mais tarde onde Jeroboão pôs um dos bezerros de ouro (1 Reis 12:29). Aza é lida por alguns como Gaza, mas muitos manuscritos hebraicos trazem Aiá, um lugar perto de Betel, já que a Gaza filisteia ficava muito fora da terra de Efraim.

  2. 1 Crônicas 7:29

    Bete-Seã, Taanaque, Megido e Dor são justamente as cidades que, segundo Juízes 1:27, Manassés não conseguiu tomar, porque os cananeus insistiram em ficar ali. O corpo de Saul foi pregado no muro de Bete-Seã (1 Samuel 31:10). A lista apresenta a herança como devia ter sido.

1 Crônicas 7:28-29

Bíblia Portuguesa Mundial

28Suas posses e assentamentos foram Betel e seus povoados, e ao oriente Naarã, e ao ocidente Gezer com seus povoados; também Siquém e seus povoados, até Aza e seus povoados;

29e junto às fronteiras dos filhos de Manassés, Bete-Seã e seus povoados, Taanaque e seus povoados, Megido e seus povoados, e Dor e seus povoados. Os filhos de José, filho de Israel, habitaram nestes lugares.

1 Crônicas 7:30-40

As famílias nomeadas de Aser

O registro de Aser preserva uma densa rede de famílias e inclui mulheres como Sera e Sua entre as relações nomeadas. Elas não recebem biografias extensas, mas a sua inclusão mostra novamente que essas genealogias são seletivas sem serem exclusivamente masculinas. A declaração militar final então descreve cabeças de casas paternas, homens principais e valentes de grande valor, com vinte e seis mil contados como aptos para a guerra. Esse número pertence à população combatente descrita, não a cada pessoa da tribo. Mulheres, crianças, idosos e outros fora do serviço militar não são apagados apenas porque o número final conta homens preparados para a batalha. A longa genealogia fornece o enquadramento doméstico do qual a força é retirada. A prontidão militar é uma expressão da vida organizada de Aser, não toda a identidade da tribo.

As famílias de Aser e seus homens de guerra
Cena do capítulo1 Crônicas 7

Estudo aprofundado

Sera e Suá são nomeadas no registro de Aser, embora a maioria das entradas acompanhe filhos e pais. Sua inclusão mostra novamente que o registro é seletivo sem ser exclusivamente masculino. A passagem não apresenta um relato extenso de suas vidas, mas preserva seu lugar nas relações lembradas da tribo.

A descrição final reúne as casas listadas sob a linguagem de homens escolhidos, chefes e homens poderosos de valor. O número pertence aos contados para a guerra, não à população inteira de Aser. Essa distinção impede que um total militar seja confundido com a contagem de cada criança, mulher e idoso da tribo. A longa descendência fornece a estrutura familiar da força; a força não esgota a identidade da tribo.

Percurso versículo por versículo

  1. 1 Crônicas 7:30

    Os nomes seguem Gênesis 46:17. Sera é uma das pouquíssimas netas de Jacó nomeadas, e Números 26:46 volta a citá-la no censo do deserto. Lendas judaicas posteriores lhe atribuíram uma vida extraordinariamente longa, tradição construída sobre sua reaparição surpreendente e não sobre algo que este versículo diga.

  2. 1 Crônicas 7:31

    Héber e Malquiel, ambos nomeados em Gênesis 46:17, encabeçam os dois clãs principais de Aser. Birzaite é provavelmente uma cidade fundada por Malquiel, e o nome talvez signifique poço de azeitonas. A bênção de Aser em Deuteronômio 33:24 era banhar o pé em azeite.

  3. 1 Crônicas 7:32

    Josué 16:3 menciona o território dos jafletitas na fronteira sul de Efraim, que talvez guarde o nome do clã deste Jaflete longe de Aser. Somer aparece como Semer dois versículos adiante, e Hotão vira Helém: uma família com dois jogos de grafias.

  4. 1 Crônicas 7:33

    Pasaque, Bimal e Asvate não aparecem em nenhum outro ponto das Escrituras. Jaflete é o único filho de Héber cuja lista fecha com linha própria de resumo, “Estes são os filhos de Jaflete”, como se viesse de um registro separado.

  5. 1 Crônicas 7:34

    A palavra lida como o nome Aí pode ser lida achiv, “seu irmão”, o que faria de Semer irmão de Jaflete e deixaria três filhos. Arã, um deles, leva o nome dos arameus, o povo logo além da fronteira norte de Aser.

  6. 1 Crônicas 7:35

    Helém é o Hotão do versículo 32. Amal é a palavra hebraica para fadiga ou aflição, a que aparece em Salmos 90:10. Seles soa como o número três. São nomes que significavam algo comum na língua, não nomes formados a partir do nome de Deus.

  7. 1 Crônicas 7:36

    Harnefer parece egípcio, Hórus é bom: um nome egípcio num homem de Aser. Sual significa raposa ou chacal, o animal que Sansão apanhou às centenas (Juízes 15:4). A lista desce à terceira geração depois de Héber.

  8. 1 Crônicas 7:37

    Com estes seis, Zofa chega a onze filhos, a maior família da lista de Aser. Itrã e o Jeter do versículo seguinte vêm da mesma raiz, yeter, e provavelmente são um só homem. Beera significa poço, nome para um lugar de água ou para uma criança nascida perto de um.

  9. 1 Crônicas 7:38

    Jefoné é também o nome do pai de Calebe (4:15), aqui num aserita. Pispa não aparece em nenhum outro lugar. Esta casa pequena é listada com o mesmo cuidado das grandes: três filhos e nenhum comentário.

  10. 1 Crônicas 7:39

    Ula surge sem pai, e alguns suspeitam de uma corrupção de um dos nomes anteriores. Ara aqui e Ara no versículo 38 talvez sejam o mesmo nome em dois homens, ou o mesmo homem duas vezes. Haniel significa graça de Deus, e Rizia não é conhecido por outra fonte.

  11. 1 Crônicas 7:40

    “Escolhidos” traduz berurim, peneirados ou purificados, homens selecionados. Aser tinha 41.500 homens em Números 1:41 e 53.400 em Números 26:47; vinte e seis mil é menos da metade disso. “Chefes dos príncipes” coloca estes cabeças acima da nobreza comum da tribo.

1 Crônicas 7:30-40

Bíblia Portuguesa Mundial

30Os filhos de Aser: Imná, Isvá, Isvi e Berias. Sera era a irmã deles.

31Os filhos de Berias: Héber e Malquiel, que foi o pai de Birzaite.

32Héber gerou a Jaflete, Somer, Hotão, e a Suá, irmã deles.

33Os filhos de Jaflete: Pasaque, Bimal e Asvate. Estes são os filhos de Jaflete.

34Os filhos de Semer: Aí, Roga, Jeubá e Arã.

35Os filhos de Helém, seu irmão: Zofa, Imná, Seles e Amal.

36Os filhos de Zofa: Suá, Harnefer, Sual, Beri, Inra,

37Bezer, Hode, Samá, Silsa, Itrã e Beera.

38Os filhos de Jeter: Jefoné, Pispa e Ara.

39Os filhos de Ula: Ara, Haniel e Rizia.

40Todos estes foram os filhos de Aser, chefes das casas de seus pais, homens escolhidos e valentes, chefes dos príncipes. O número deles, registrados por genealogia para o serviço na guerra, era de vinte e seis mil homens.

Questões para manter em mente durante a leitura

  1. Acompanhe quem age, quem fala, quem é afetado e o que muda.
  2. Observe promessas, fracassos, livramentos e consequências repetidas.
  3. Não suponha que o relato aprove toda ação que narra.

Primeiro o texto

Onde os leitores divergem

O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.

O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.

As notas interpretativas comparativas deste capítulo estão em preparação. Até que as notas revisadas estejam prontas, esta página separa o texto bíblico do resumo e da aplicação sem afirmar que leitores responsáveis concordam em todas as questões.

Questões sob a superfície

  1. Que parte de 1 Crônicas 7 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
  2. Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
  3. Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: 1 Crônicas 7?
  4. Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?

Perguntas para uma reflexão pessoal séria

Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.

Observe sem pressa

  1. Que parte de 1 Crônicas 7 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?

  2. Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?

  3. Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: 1 Crônicas 7 se desenvolve por meio de suas próprias vozes, ações, afirmações e consequências?

  4. Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?

Examine seu interior com honestidade

  1. Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?

  2. Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?

  3. Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?

  4. Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?

Responda com sabedoria e coragem

  1. O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?

  2. Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?

  3. Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?

  4. Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?

Ouça e assista junto com a passagem

A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.

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Fonte: eBible.org · porbrbsl · obtido 2026-09-20