O panorama
Gênesis 36 se afasta da casa imediata de Jacó e dá a Esaú uma história pública extensa própria. A declaração repetida de que Esaú é Edom conecta o irmão conhecido pelo conflito familiar a um povo, um território, chefes e reis. Sua mudança para o monte Seir é explicada pela abundância, e não pela espoliação: Jacó e Esaú possuem gado demais para que a terra de sua peregrinação os sustente juntos. As genealogias então se movem para fora, de filhos e netos a grupos nomeados, enquanto mães, mulheres e Timna, a concubina, permanecem visíveis dentro das relações. Os horeus também são listados, deixando claro que Seir tinha habitantes antes que os descendentes de Esaú se estabelecessem ali. Uma breve nota sobre Aná preserva um acontecimento lembrado, embora a redação rara seja incerta. A lista final de reis enfatiza que Edom teve governantes antes de Israel. Só depois que os descendentes, lugares, chefes e sucessão real de Esaú foram registrados Gênesis retorna seu foco à linhagem de Jacó.
Neste capítulo
- O outro irmão também tem gado demais Gênesis 36:1-8
Gênesis emoldura a abertura e o encerramento desta seção com a mesma identificação: Esaú é Edom.
- Uma casa se torna grupos nomeados Gênesis 36:9-19
O cabeçalho agora chama Esaú de pai dos edomitas no monte Seir, e a genealogia começa a transformar uma casa em grupos organizados.
- Seir já tem uma população Gênesis 36:20-30
O relato dos descendentes de Seir impede que a região de Seir apareça como palco vazio à espera de Esaú.
- Reis antes de Israel ter um rei Gênesis 36:31-43
Antes que os descendentes de Jacó tenham sido apresentados como reino, Gênesis lista reis que reinaram em Edom.

A Escritura ao lado do resumo
Gênesis · Bíblia Portuguesa Mundial · 43Gênesis 36:1-8
O outro irmão também tem gado demais
Gênesis emoldura a abertura e o encerramento desta seção com a mesma identificação: Esaú é Edom. Os nomes da família fazem portanto mais do que catalogar os filhos de um homem. Eles conectam o irmão de Jacó ao povo e à terra que continuarão sob outro nome. Esaú reúne mulheres, filhos, filhas, servos, animais e posses e se afasta de Jacó porque sua riqueza combinada é grande demais para que a terra sustente ambas as casas juntas. Essa explicação importa. Sua separação não é descrita como colapso material depois de perder a bênção paterna. Gênesis 33 já permitiu que ambos os irmãos dissessem ter o bastante, e este capítulo confirma a escala da prosperidade de Esaú. Os nomes de suas mulheres diferem de modo notável das notas matrimoniais anteriores em Gênesis, e o livro não diz explicitamente ao leitor quais mulheres carregavam vários nomes ou como cada variação deve ser harmonizada. O que fica claro é o movimento maior: uma casa rica deixa a pressão de pastagem compartilhada em Canaã e se estabelece no monte Seir.
Estudo aprofundado
A identificação na abertura e no encerramento, “Esaú é Edom”, indica o que a lista familiar está fazendo. Ela liga o irmão já conhecido da vida de Jacó ao povo e ao território que terão outro nome. Sua partida é explicada aqui pela incapacidade da terra de sustentar o gado das duas casas. Gênesis 33 já permitiu que ambos os irmãos dissessem ter o suficiente; esta passagem confirma que o futuro de Esaú não é um quadro de extinção material.
Os nomes das mulheres não correspondem de modo simples às notícias anteriores em 26:34 e 28:9. Ada, Aolibama e Basemate aparecem aqui; as passagens anteriores nomeiam Judite, Basemate e Maalate em vínculos familiares diferentes. A possibilidade de pessoas terem vários nomes foi proposta como explicação, mas Gênesis não fornece explicitamente essas identificações. A variação deve ser reconhecida, em vez de ser silenciosamente convertida num registro matrimonial harmonizado com certeza.
Percurso versículo por versículo
- Gênesis 36:1
Edom significa vermelho, nome que Gênesis já associou duas vezes a Esaú: ele nasceu avermelhado em 25:25 e, em 25:30, pediu o alimento vermelho preparado por Jacó. Este é o nono cabeçalho de gerações do livro e o segundo dedicado a um filho que não é o herdeiro da promessa, depois de Ismael em 25:12.
- Gênesis 36:2
Gênesis 26:34 chamou as mulheres heteias de Esaú de Judite, filha de Beeri, e Basemate, filha de Elom; aqui, a filha de Elom é Ada. Na formulação deste versículo, Oolibama é ligada a Aná e Zibeão. Os textos samaritano e grego leem Aná como filho de Zibeão, em concordância com a relação apresentada no versículo 24.
- Gênesis 36:3
Em Gênesis 28:9, a esposa ismaelita de Esaú é chamada Maalate e identificada como irmã de Nebaiote; a mesma identificação aparece aqui para Basemate. Nebaiote era o primogênito de Ismael, conforme 25:13. Esaú entrou na família de Ismael depois de perceber que as filhas de Canaã desagradavam a Isaque, seu pai, segundo 28:8.
- Gênesis 36:4
Elifaz volta a aparecer como nome do primeiro dos três amigos de Jó, Elifaz, o temanita, em Jó 2:11; neste capítulo, Temã é filho de Elifaz, no versículo 11. Reuel significa amigo de Deus e também é o nome dado ao sogro de Moisés em Êxodo 2:18.
- Gênesis 36:5
A observação de que esses filhos nasceram a Esaú na terra de Canaã forma um contraste com Gênesis 35:26, onde os filhos de Jacó são associados ao nascimento em Padã-Arã. O irmão que permaneceu teve filhos na terra prometida, enquanto o herdeiro os teve fora dela. Corá aparece novamente na linhagem de Levi em Números 16:1, sem relação com este homem.
- Gênesis 36:6
A saída de Esaú para longe de Jacó inverte a situação lembrada em Gênesis 35:1, quando Jacó havia fugido de Esaú. O hebraico diz simplesmente que Esaú foi para uma terra, sem definir ali o destino. Como ele já aparece em Seir em 32:3, este versículo pode resumir uma mudança realizada em etapas.
- Gênesis 36:7
A linguagem se aproxima muito de Gênesis 13:6, quando Abraão e Ló precisaram se separar porque a terra não podia sustentar juntos seus muitos bens e rebanhos. A expressão traduzida aqui por terra das peregrinações corresponde à ideia de residência temporária, a mesma usada em Gênesis 17:8 na promessa da terra a Abraão.
- Gênesis 36:8
Seir significa peludo, o que combina de modo marcante com Esaú, descrito em 25:25 como coberto de pelos desde o nascimento. A região montanhosa de Seir fica a leste da Arabá e ao sul do mar Morto. A identificação de Esaú com Edom aparece aqui pela segunda vez em apenas oito versículos.
Gênesis 36:1-8
Bíblia Portuguesa Mundial1Esta é a história das gerações de Esaú (isto é, Edom).
2Esaú tomou suas mulheres dentre as filhas de Canaã: Ada, filha de Elom, o heteu; e Oolibama, filha de Aná, filha de Zibeão, o heveu;
3e Basemate, filha de Ismael, irmã de Nebaiote.
4Ada deu à luz Elifaz a Esaú. Basemate deu à luz Reuel.
5Oolibama deu à luz Jeús, Jalão e Corá. Estes são os filhos de Esaú, que lhe nasceram na terra de Canaã.
6Esaú tomou suas mulheres, seus filhos, suas filhas e todos os membros de sua casa, com seu rebanho, todos os seus animais e todos os seus bens, que havia ajuntado na terra de Canaã, e foi para uma terra longe de seu irmão Jacó.
7Pois os bens deles eram grandes demais para habitarem juntos, e a terra de suas peregrinações não podia sustentá-los por causa de seus rebanhos.
8Esaú habitou na região montanhosa de Seir. Esaú é Edom.
Gênesis 36:9-19
Uma casa se torna grupos nomeados
O cabeçalho agora chama Esaú de pai dos edomitas no monte Seir, e a genealogia começa a transformar uma casa em grupos organizados. Filhos se tornam netos, e os descendentes são então nomeados como "chefes", o termo usado aqui para líderes e não para a nobreza europeia posterior. Os nomes familiares repetidos importam porque mostram onde esses chefes pertencem dentro das linhagens de Esaú por Ada, Basemate e Oolibama. Timna é identificada especificamente como concubina de Elifaz e mãe de Amaleque, mantendo mulheres e relações domésticas visíveis dentro de uma lista dominada por descendentes homens. Gênesis não usa a menção de um ancestral para pronunciar cada juízo posterior associado a seus descendentes. A preocupação presente é linhagem e estrutura. Uma família que antes aparecia sobretudo em relação a Jacó está se tornando um povo com ramos nomeados e líderes reconhecidos. Ao terminar novamente com "Esaú, isto é, Edom", a seção mantém o desenvolvimento político e territorial ligado ao irmão de quem a linhagem começou.
Estudo aprofundado
A segunda introdução chama Esaú de pai dos edomitas na região montanhosa de Seir. Os nomes repetidos agora funcionam num quadro mais amplo do que os filhos de um único pai. O movimento dos descendentes aos “chefes” acompanha a família até grupos organizados. O título se refere aqui a líderes de clã, não ao sistema europeu posterior de nobreza.
A linhagem por Elifaz inclui Amaleque, e Timna é explicitamente identificada como sua concubina. Esses detalhes impedem que a genealogia seja apenas uma lista de nomes masculinos. Mães, esposas e uma concubina marcam as relações pelas quais os grupos se conectam. Gênesis não associa um veredito sobre cada descendente posterior à menção de um antepassado. Sua tarefa presente é identificar como os ramos se situam na família crescente de Esaú.
Percurso versículo por versículo
- Gênesis 36:9
Um segundo cabeçalho de gerações de Esaú vem logo depois do primeiro. A primeira seção acompanhou sua família enquanto estava ligada a Canaã; esta recomeça a partir dos mesmos dois filhos e passa a seguir seus descendentes em Seir. O hebraico o apresenta como pai de Edom, isto é, ancestral do povo edomita.
- Gênesis 36:10
Somente Elifaz e Reuel são mencionados neste ponto porque as linhas de Ada e Basemate serão levadas até a geração seguinte. Os três filhos de Oolibama não são incluídos aqui; eles recebem uma entrada própria no versículo 14, acompanhada novamente da identificação da mãe e de sua ascendência.
- Gênesis 36:11
Temã tornou-se uma região de Edom associada à sabedoria, como mostra Jeremias 49:7 ao questionar a sabedoria em Temã. Quenaz deu nome aos quenezeus, e Calebe é chamado filho de Jefoné, o quenezeu, em Números 32:12. Isso mostra que um ramo ligado ao nome de Esaú mais tarde aparece integrado a Judá.
- Gênesis 36:12
Timna era irmã de Lotã, um chefe horeu mencionado no versículo 22, de modo que a linhagem de Esaú se uniu por casamento às famílias dominantes de Seir. 1 Crônicas 1:36 inclui Timna e Amaleque na lista ligada a Elifaz. Uma tradição posterior do Talmude, em Sanhedrin 99b, também desenvolve um relato sobre Timna e a família de Abraão.
- Gênesis 36:13
Zerá também será o nome do segundo gêmeo de Tamar em Gênesis 38:30. Mais adiante, no versículo 33, um Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, torna-se rei, talvez pertencendo a esta linhagem. Os quatro filhos de Reuel aparecem sem indicação das próprias mães e são contados pela linha de sua avó Basemate.
- Gênesis 36:14
O nome Oolibama parece significar algo como tenda do lugar alto. Sua ligação com Aná e Zibeão é repetida aqui, como já havia acontecido no versículo 2. Jeús, Jalão e Corá são apresentados como filhos diretos de Esaú, não como netos, e sua entrada fica separada das linhas das outras duas mulheres.
- Gênesis 36:15
O título traduzido por chefe representa o hebraico alluf, termo de liderança usado repetidamente nesta seção para os dirigentes de Edom. Alguns relacionam alluf a elef, palavra que pode designar mil ou um clã. A lista começa pela descendência de Elifaz, identificado expressamente como o primogênito de Esaú.
- Gênesis 36:16
Corá aparece entre os chefes da linhagem de Elifaz, embora nos versículos 5 e 14 ele seja filho de Oolibama e volte a ser listado com ela no versículo 18. O texto samaritano omite Corá aqui. Amaleque é contado entre os filhos de Ada porque, embora Timna o tenha dado à luz, o filho da concubina é incluído na casa principal.
- Gênesis 36:17
Os quatro filhos de Reuel apresentados no versículo 13 reaparecem exatamente como chefes, sem que nenhum nome seja omitido ou acrescentado. A expressão terra de Edom mostra o território recebendo o nome derivado de Esaú antes de o capítulo terminar de explicar como sua família passou a ocupá-lo.
- Gênesis 36:18
Os três filhos de Oolibama são chefes por direito próprio, uma geração antes das outras linhas, nas quais os chefes são netos de Esaú. Oolibama é novamente identificada por sua ligação com Aná, mantendo sua origem horeia em destaque imediatamente antes da longa relação dos horeus de Seir.
- Gênesis 36:19
Este versículo encerra em uma frase a primeira parte dedicada aos descendentes de Esaú e volta a identificá-lo com Edom pela terceira vez, depois dos versículos 1 e 8. Ao todo, foram apresentados catorze chefes ligados às três mulheres, se Corá for contado nas duas posições em que aparece.
Gênesis 36:9-19
Bíblia Portuguesa Mundial9Esta é a história das gerações de Esaú, o pai dos edomitas, na região montanhosa de Seir:
10estes são os nomes dos filhos de Esaú: Elifaz, filho de Ada, mulher de Esaú; e Reuel, filho de Basemate, mulher de Esaú.
11Os filhos de Elifaz foram Temã, Omar, Zefô, Gatã e Quenaz.
12Timna era concubina de Elifaz, filho de Esaú; e ela deu à luz Amaleque a Elifaz. Estes são os descendentes de Ada, mulher de Esaú.
13Estes são os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá. Estes foram os descendentes de Basemate, mulher de Esaú.
14Estes foram os filhos de Oolibama, filha de Aná, filha de Zibeão, mulher de Esaú: ela deu à luz a Esaú Jeús, Jalão e Corá.
15Estes são os chefes dos filhos de Esaú: os filhos de Elifaz, o primogênito de Esaú: o chefe Temã, o chefe Omar, o chefe Zefô, o chefe Quenaz,
16o chefe Corá, o chefe Gatã, o chefe Amaleque. Estes são os chefes que descenderam de Elifaz na terra de Edom. Estes são os filhos de Ada.
17Estes são os filhos de Reuel, filho de Esaú: o chefe Naate, o chefe Zerá, o chefe Samá, o chefe Mizá. Estes são os chefes que descenderam de Reuel na terra de Edom. Estes são os filhos de Basemate, mulher de Esaú.
18Estes são os filhos de Oolibama, mulher de Esaú: o chefe Jeús, o chefe Jalão, o chefe Corá. Estes são os chefes que descenderam de Oolibama, filha de Aná, mulher de Esaú.
19Estes são os filhos de Esaú (isto é, Edom), e estes são os seus chefes.
Gênesis 36:20-30
Seir já tem uma população
O relato dos descendentes de Seir impede que a região de Seir apareça como palco vazio à espera de Esaú. As famílias horeias já habitam a terra, e seus chefes são nomeados no mesmo capítulo que traça o crescimento de Edom. Conexões também aparecem por nomes associados aos casamentos de Esaú, de modo que a história populacional não é apresentada como duas listas completamente seladas. Uma pequena nota interrompe a genealogia com a experiência lembrada de Aná enquanto apascentava os jumentos de seu pai. A Bíblia Portuguesa Mundial diz que ele encontrou "as fontes de águas quentes", enquanto outras traduções entendem a rara palavra subjacente como mulas. Como o termo aparece apenas aqui, Gênesis não sustenta uma reconstrução segura do que exatamente ele descobriu nem uma alegação elaborada de que tenha inventado uma prática de criação. O ponto seguro é mais modesto e mais interessante: entre nomes repetidos, este Aná se distingue por um acontecimento ligado ao trabalho comum no deserto. A terra tem seu próprio povo, memórias, famílias e chefes antes que o capítulo retorne aos descendentes políticos de Esaú.


Estudo aprofundado
A lista dos descendentes de Seir deixa claro que a terra de Edom não é apresentada como uma paisagem vazia à espera de Esaú. Os horeus já a habitam, e nomes associados aos casamentos de Esaú ligam os relatos familiares. O capítulo preserva tanto a casa que chega quanto a população anterior, em vez de substituir uma pela outra.
Aná recebe um episódio identificador enquanto cuida dos jumentos de seu pai. A Bíblia Portuguesa Mundial diz que ele encontrou “as fontes de águas quentes”; o raro hebraico yemim é incerto, e outras traduções o entendem como mulas. A palavra ocorre apenas aqui, portanto a passagem não deve ser ampliada para uma descrição categórica da invenção da criação de mulas ou da descoberta de uma fonte precisamente localizada. O que é seguro é a função da notícia: entre nomes repetidos, um Aná é distinguido por um acontecimento lembrado em conexão com seu trabalho.
Percurso versículo por versículo
- Gênesis 36:20
Aqui Seir é uma pessoa, ancestral cujo nome ficou associado à região montanhosa. Deuteronômio 2:12 recorda que os horeus habitavam Seir antes de serem substituídos pelos descendentes de Esaú. Zibeão havia sido chamado heveu no versículo 2; em hebraico, as palavras para heveu e horeu diferem por apenas uma letra.
- Gênesis 36:21
Disom e Disã são irmãos cujos nomes diferem por apenas uma vogal. O nome Disom também se aproxima de um termo usado em Deuteronômio 14:5 para um animal da lista de espécies permitidas, geralmente entendido como um tipo de antílope. Os sete filhos de Seir formam um conjunto completo de chefes horeus.
- Gênesis 36:22
Timna, irmã de Lotã, é a mesma mulher apresentada como concubina de Elifaz no versículo 12, e a genealogia faz questão de nomeá-la. Hori, filho de Lotã, leva o próprio nome do grupo horeu. Em 1 Crônicas 1:39, Hemã aparece com a grafia Homã.
- Gênesis 36:23
1 Crônicas 1:40 preserva grafias diferentes para dois destes nomes, usando formas correspondentes a Aliã e Sefi em lugar de Alvã e Zefô. Variações assim podem surgir facilmente na transmissão de nomes curtos e antigos. Ebal compartilha o nome com o monte próximo de Siquém associado à maldição em Deuteronômio 11:29, sem qualquer ligação indicada entre eles.
- Gênesis 36:24
Aná já havia sido citado como filho de Seir no versículo 20, mas aqui outro Aná é filho de Zibeão. Dois homens com o mesmo nome em gerações consecutivas, tio e sobrinho, explicam por que o texto distingue este Aná. Aiá volta a aparecer como nome em 2 Samuel 3:7, onde é pai de Rispa, concubina de Saul.
- Gênesis 36:25
A lista horeia retorna diretamente aos casamentos de Esaú, pois esta Oolibama é a mulher mencionada no versículo 2. A presença de uma filha numa relação de filhos é incomum e faz sentido porque dela descendem os chefes edomitas do versículo 18. Seu irmão Disom tem o mesmo nome de um parente de geração anterior.
- Gênesis 36:26
Em 1 Crônicas 1:41, o nome correspondente a Hendã aparece com forma diferente, uma variação que pode refletir a semelhança antiga entre as letras hebraicas equivalentes a d e r. Itrã também ocorre como nome em outra genealogia, desta vez na linhagem de Aser em 1 Crônicas 7:37.
- Gênesis 36:27
Acã aparece em 1 Crônicas 1:42 com uma forma correspondente a Jacã. Os poços associados aos filhos de Jaacã também são lembrados como uma parada de Israel durante a jornada pelo deserto em Deuteronômio 10:6 e Números 33:31. Assim, um nome de família horeu continuava ligado a lugares conhecidos no tempo de Moisés.
- Gênesis 36:28
Uz é também o nome da terra onde vivia Jó, segundo Jó 1:1, e Lamentações 4:21 associa Edom à terra de Uz. O mesmo nome aparece ainda entre os descendentes de Sem em Gênesis 10:23 e entre os filhos de Naor em 22:21, mostrando que não pertence a uma única linhagem.
- Gênesis 36:29
Os filhos de Seir agora recebem o mesmo título de liderança usado para os descendentes de Esaú, o hebraico alluf. Gênesis coloca, portanto, duas casas governantes na mesma região, cada uma com seus próprios chefes, antes de mostrar o predomínio posterior de Edom sobre os antigos habitantes horeus.
- Gênesis 36:30
O versículo 21 havia situado esses chefes na terra de Edom, enquanto este os coloca na terra de Seir. As duas designações são usadas para o mesmo território. A relação dos chefes horeus é repetida com os mesmos sete nomes, primeiro como filhos de Seir e depois como governantes de suas divisões.
Gênesis 36:20-30
Bíblia Portuguesa Mundial20Estes são os filhos de Seir, o horeu, os habitantes da terra: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná,
21Disom, Ezer e Disã. Estes são os chefes que descenderam dos horeus, os filhos de Seir na terra de Edom.
22Os filhos de Lotã foram Hori e Hemã. A irmã de Lotã era Timna.
23Estes são os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã.
24Estes são os filhos de Zibeão: Aiá e Aná. Este é o Aná que encontrou as fontes de águas quentes no deserto, enquanto apascentava os jumentos de Zibeão, seu pai.
25Estes são os filhos de Aná: Disom e Oolibama, filha de Aná.
26Estes são os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
27Estes são os filhos de Ezer: Bilã, Zaavã e Acã.
28Estes são os filhos de Disã: Uz e Arã.
29Estes são os chefes que descenderam dos horeus: o chefe Lotã, o chefe Sobal, o chefe Zibeão, o chefe Aná,
30o chefe Disom, o chefe Ezer e o chefe Disã. Estes são os chefes que descenderam dos horeus, de acordo com os seus chefes na terra de Seir.
Gênesis 36:31-43
Reis antes de Israel ter um rei
Antes que os descendentes de Jacó tenham sido apresentados como reino, Gênesis lista reis que reinaram em Edom. O próprio cabeçalho torna explícita essa comparação. Ele estabelece uma sequência marcante dentro do relato, embora por si só não resolva cada pergunta posterior sobre quando a lista foi composta ou como a realeza operava. Os governantes se sucedem uns aos outros quando o rei precedente morre, mas os nomes não formam uma simples dinastia de pai para filho. Suas cidades e regiões variam, tornando o registro tanto territorial quanto genealógico. Hadade é lembrado por derrotar Midiã no campo de Moabe, e a mulher do último rei, Meetabel, é nomeada com sua própria linhagem. O capítulo então passa de reis de volta a chefes organizados por famílias e lugares. Sua frase final identifica novamente Esaú como pai dos edomitas. Gênesis dedicou espaço substancial a dar ao irmão fora da linhagem de Jacó descendentes, assentamentos, líderes e história real antes de retornar a Jacó. O ramo de Esaú é diferente, mas não é tratado como historicamente vazio.

Estudo aprofundado
A introdução situa explicitamente os reis edomitas antes que algum rei reinasse sobre os filhos de Israel. Essa comparação estabelece a perspectiva da qual a lista é apresentada; por si só, não resolve todas as questões sobre a data ou a composição da passagem. No relato, Edom tem governantes e centros de governo nomeados enquanto os descendentes de Jacó ainda não foram apresentados como um reino.
Os sucessores são ligados pela morte repetida do rei anterior, mas não são descritos como uma sequência direta de pais e filhos. Lugares diferentes entram com seus nomes. Os chefes finais são então organizados segundo famílias e localidades, deslocando a ênfase para grupos territoriais estabelecidos.
A identificação final retorna a Esaú como pai dos edomitas. Gênesis deu ao irmão fora da linhagem de Jacó uma existência pública extensa: descendentes, povoações, chefes e reis. Somente depois de estabelecer esse registro o livro retorna a Jacó habitando na terra da peregrinação de seu pai.
Percurso versículo por versículo
- Gênesis 36:31
Quando Moisés chega a Cades, Números 20:14 já menciona um rei de Edom, o que mostra que a monarquia edomita era antiga nessa época. Ibn Ezra registra a opinião de um estudioso judeu anterior que datava esta lista ao reinado de Josafá, mas rejeita essa proposta de maneira enfática.
- Gênesis 36:32
Belá é filho de Beor, nome também usado para o pai de Balaão em Números 22:5. Uma tradição targúmica identificou Belá com Balaão, mas o dado pode refletir apenas a repetição de um nome comum. Dinabá, a cidade de Belá, não é conhecida fora desta lista e de sua versão paralela em 1 Crônicas.
- Gênesis 36:33
Bozra tornou-se uma das principais cidades de Edom e é mencionada em Isaías 63:1 em conexão direta com Edom. Uma tradição tardia preservada no apêndice grego de Jó identifica Jó com este Jobabe, filho de Zerá. O próprio texto de Gênesis não faz essa identificação.
- Gênesis 36:34
Husão não recebe o nome de um pai, apenas a indicação de origem na terra dos temanitas, território chamado a partir de Temã, filho de Elifaz no versículo 11. A sequência dos reis mostra governantes vindos de diferentes partes de Edom, e nenhum deles é apresentado como filho do rei anterior.
- Gênesis 36:35
Hadade é também o nome de uma divindade síria ligada às tempestades e foi usado por governantes posteriores. Em 1 Reis 11:14–22, um príncipe edomita chamado Hadade foge para o Egito e depois retorna como adversário de Salomão. Midiã e Moabe aparecem aliados em Números 22:4, portanto a batalha entre eles aqui pertence a outro contexto histórico.
- Gênesis 36:36
Samlá significa veste. O nome Masreca parece estar relacionado a soreq, termo para uma videira escolhida, usado em Gênesis 49:11 na bênção de Judá. Se a etimologia realmente preservar uma característica do lugar, talvez indique uma região de vinhedos; essa conclusão é incerta, e o local não foi identificado.
- Gênesis 36:37
Saul corresponde ao hebraico Shaul, o mesmo nome que mais tarde será usado pelo primeiro rei de Israel. Reobote significa lugares espaçosos, como o nome dado ao poço de Isaque em Gênesis 26:22. A expressão junto ao rio pode apontar para o Eufrates, mas, por causa da distância de Edom, muitos entendem aqui um curso d'água local.
- Gênesis 36:38
Baal-Hanã significa Baal é gracioso, colocando o nome da divindade cananeia dentro de um nome real, em estrutura comparável a nomes hebraicos como Hananias. Acbor, nome de seu pai, significa rato. O mesmo nome Acbor aparece mais tarde em 2 Reis 22:12 para um oficial do rei Josias.
- Gênesis 36:39
Hadar é o único rei desta sequência cuja morte não é registrada aqui. 1 Crônicas 1:50–51 o chama Hadade e depois acrescenta sua morte, o que pode sugerir que a lista de Gênesis foi encerrada enquanto ele ainda reinava. Mezaabe significa águas de ouro e pode ser nome de lugar ou de família.
- Gênesis 36:40
A expressão segundo os seus lugares marca uma mudança de organização. Estes chefes parecem representar distritos ou chefias territoriais, não apenas uma sequência de filhos. Timna, antes o nome da concubina de Elifaz no versículo 12, e Alva, semelhante a Alvã do versículo 23, aparecem agora como nomes ligados a territórios.
- Gênesis 36:41
Oolibama, antes identificada como mulher de Esaú, aparece agora como nome de um distrito. Pinom provavelmente corresponde a Punom, acampamento de Israel em Números 33:42 e região associada ao vale de mineração de cobre de Feinan, na atual Jordânia. Elá talvez esteja relacionado a Elate, o porto do mar Vermelho, mas essa identificação não é certa.
- Gênesis 36:42
Quenaz e Temã eram nomes de descendentes de Esaú no versículo 11 e aqui aparecem como designações territoriais. Mibzar significa fortaleza e vem de uma raiz semelhante à associada ao nome Bozra. Por isso, alguns o relacionam à região daquela cidade, mas essa ligação é apenas uma hipótese baseada na forma dos nomes.
- Gênesis 36:43
A expressão terra da sua possessão usa o termo hebraico achuzzah, também empregado para o campo de sepultura que Abraão comprou em Gênesis 23:20. Edom já possui uma terra estabelecida, enquanto o versículo seguinte, Gênesis 37:1, apresenta Jacó vivendo na terra das peregrinações de seu pai.
Gênesis 36:31-43
Bíblia Portuguesa Mundial31Estes são os reis que reinaram na terra de Edom, antes que qualquer rei reinasse sobre os filhos de Israel.
32Belá, filho de Beor, reinou em Edom. O nome da sua cidade era Dinabá.
33Belá morreu, e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, reinou em seu lugar.
34Jobabe morreu, e Husão, da terra dos temanitas, reinou em seu lugar.
35Husão morreu, e Hadade, filho de Bedade, que derrotou Midiã no campo de Moabe, reinou em seu lugar. O nome da sua cidade era Avite.
36Hadade morreu, e Samlá, de Masreca, reinou em seu lugar.
37Samlá morreu, e Saul, de Reobote, junto ao rio, reinou em seu lugar.
38Saul morreu, e Baal-Hanã, filho de Acbor, reinou em seu lugar.
39Baal-Hanã, filho de Acbor, morreu, e Hadar reinou em seu lugar. O nome da sua cidade era Pau. O nome da sua mulher era Meetabel, filha de Matrede, filha de Mezaabe.
40Estes são os nomes dos chefes que descenderam de Esaú, de acordo com as suas famílias, segundo os seus lugares, e pelos seus nomes: o chefe Timna, o chefe Alva, o chefe Jetete,
41o chefe Oolibama, o chefe Elá, o chefe Pinom,
42o chefe Quenaz, o chefe Temã, o chefe Mibzar,
43o chefe Magdiel e o chefe Irã. Estes são os chefes de Edom, de acordo com as suas habitações na terra da sua possessão. Este é Esaú, o pai dos edomitas.
Questões para manter em mente durante a leitura
- Acompanhe quem age, quem fala, quem é afetado e o que muda.
- Observe promessas, fracassos, livramentos e consequências repetidas.
- Não suponha que o relato aprove toda ação que narra.
Primeiro o texto
Onde os leitores divergem
O resumo começa com o que a passagem diz e como suas partes se relacionam. Ele não presume que uma denominação já resolveu todas as questões. A dependência de uma tradição, teoria literária ou reconstrução histórica é claramente identificada.
O texto bíblico aparece primeiro. As conclusões interpretativas são identificadas, e as diferenças surgem quando ajudam a explicar por que comunidades sérias nem sempre chegam à mesma resposta.
As notas interpretativas comparativas deste capítulo estão em preparação. Até que as notas revisadas estejam prontas, esta página separa o texto bíblico do resumo e da aplicação sem afirmar que leitores responsáveis concordam em todas as questões.
Questões sob a superfície
- Que parte de Gênesis 36 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
- Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
- Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Gênesis 36?
- Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Perguntas para uma reflexão pessoal séria
Estas perguntas são intencionalmente abertas. Permaneça com a tensão da passagem, responda com honestidade e volte à Escritura antes de chegar a uma conclusão.
Observe sem pressa
Que parte de Gênesis 36 faz você parar, se sentir desconfortável ou se surpreender, e por quê?
Que detalhe da passagem seria fácil ignorar? Como esse detalhe muda sua compreensão?
Onde você percebe tensão entre o que acontece e este foco: Jacó agarra, foge, luta e retorna. Por meio da perda e da graça, o enganador recebe um novo nome e se torna pai de uma nação.?
Que pergunta importante a passagem deixa aberta em vez de resolver rapidamente?
Examine seu interior com honestidade
Com qual pessoa, resposta, medo ou desejo da passagem você mais se identifica neste momento?
Que suposição sua sobre Deus, outras pessoas ou você mesmo este texto desafia?
Que parte você preferiria suavizar, evitar ou explicar depressa demais? O que essa reação pode revelar?
Se esta Escritura pudesse fazer uma pergunta direta a você, qual seria?
Responda com sabedoria e coragem
O que você precisa lembrar, confessar, lamentar, agradecer ou confiar depois de ler esta passagem?
Como outra pessoa fiel poderia ler esta situação de modo diferente sem ignorar o texto?
Que resposta obediente seria difícil, desconfortável ou lenta, mas ainda fiel à Escritura?
Que pergunta você levará à oração nesta semana e quais versículos manterá diante de si?
Ouça e assista junto com a passagem
A mídia relacionada aparece somente quando sua referência bíblica coincide com esta unidade. Use música e vídeo como companhia e depois retorne ao texto.



